11.531 – Primeiro avião elétrico tripulado da América Latina faz voo inaugural


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O primeiro avião elétrico da América Latina decolou em seu voo inaugural na tarde da última terça-feira (23). Às 14h15, o modelo Sora-e, produzido pelas empresas brasileiras Itaipu Binacional e ACS Aviation, de São José dos Campos, em São Paulo, alçou voo da pista do aeroporto da Itaipu, localizado no lado paraguaio da usina de mesmo nome, na cidade de Hernandarias. A aeronave, com capacidade para duas pessoas (incluindo o piloto), permaneceu quinze minutos no ar, com objetivo de incentivar a fabricação nacional de veículos movidos à energia limpa.

“O futuro aponta para a sustentabilidade. Nosso país é um exemplo nesse tipo de matriz energética e podemos desenvolver indústrias que sejam referência para o mundo”, afirmou Jorge Samek, um dos diretores da Itaipu Binacional.

Energia sustentável – A aeronave foi desenvolvida dentro do Programa Veículo Elétrico (VE) de Itaipu, em parceria também com a Finep – Inovação e Pequisa, empresa pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A máquina tem oito metros de envergadura (de uma asa a outra) e foi fabricada com fibra de carbono. O protótipo de 650 quilos tem autonomia de uma hora e meia de voo e conta com seis packs de baterias de lítio-íon polímero, atingindo velocidade máxima de 340 quilômetros por hora. Para concluir essa etapa do projeto, foram investidos 900 000 reais. Ainda em fase de testes, a ideia das empresas é que o avião sirva como plataforma de desenvolvimento de novas tecnologias para a fabricação de aeronaves elétricas.No voo, que chegou a 1 000 metros de altitude, o piloto passeou por cima da usina, de seu reservatório, de Foz do Iguaçu e de Ciudad del Este.

11.530 – Mui Amigo – China consome 10 milhões de cães por ano


Liderados por ativistas chineses e internacionais, os defensores dos animais apelaram às autoridades locais e ao público chinês pelo fim do consumo de carne de cachorro e de outras práticas que acompanham o mercado chinês de carne de cachorro, que em geral não é regulamentado.
Calcula-se que mais de 10.000 cachorros sejam servidos a cada ano na celebração do solstício de verão na cidade.
A carne de cachorro não é amplamente consumida na China, mas é parte há muito estabelecida da dieta do país, especialmente no extremo sul e norte.
Até 10 milhões de cachorros e 4 milhões de gatos são comidos a cada ano na China, de acordo com os grupos de defesa dos direitos dos animais.
Ao longo das últimas semanas, milhões de mensagens condenando essa tradição culinária tomaram a mídia social chinesa.
Carne de cachorro é um alimento consumido principalmente na Ásia Oriental (e.g. República Popular da China, Coreia e Vietnã) e alguns países da África (e.g. Nigéria). Seu consumo resulta da tradição cultural, escassez ou racionamento de outras fontes de carne ou da crença nos benefícios medicinais atribuídos a várias partes do cachorro.
Nos países em que é consumida, a carne canina é considerada uma iguaria preparada para ocasiões especiais e festivas.
Na Nigéria, por exemplo, os animais consumidos provém da caça de cães selvagens ou do sacrifício de animais velhos ou doentes. Já nas Filipinas, onde o alimento é aceito como parte do direito cultural e religioso, os cães são criados na área rural especificamente para o consumo humano.
Os críticos ao consumo desta carne defendem que os cachorros são inerentemente emocionais e amigáveis à humanidade, ou que os métodos de abate são excessivamente cruéis.
Por outro lado, este juízo também é visto como imperialismo cultural e intolerância.
A China é um país repleto de tradições consideradas um tanto estranhas para o mundo ocidental.
Entre elas está a realização de um festival dedicado ao consumo de carne de cachorro, que aconteceu no sul e no nordeste do país no último domingo (23 de junho) e que foi alvo de inúmeros protestos dos amantes dos animais.
Imagens divulgadas pela agência de notícias Associated Press mostram os cães em gaiolas, prontos para serem vendidos e, em seguida, abatidos para que a carne se torne iguaria gastronômica.
De acordo com a organização não-governamental Humane Society International, anualmente ao menos 10 milhões de cães são caçados e mortos para consumo humano.
Na semana passada, voluntários vestidos com roupas representando animais promoveram evento em favor dos cães. Eles alegam que a festa promove a crueldade animal, além de causar preocupações referentes à segurança alimentar.
A carne de cachorro não é amplamente consumida na China, mas pode ser encontrada em restaurantes de todo o país, onde às vezes é considerada uma especialidade.

11.529 – Ufologia – Extraterrestres sabem que existimos, segundo ex-astronauta da NASA


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Nós não sabemos se há vida inteligente fora da Terra, mas provavelmente eles sabem que nós existimos. Essa é a opinião do ex-astronauta John Grunsfeld, que acredita que os alienígenas poderiam identificar a vida humana a uma gigante distância por conta das mudanças que provocamos no ambiente terrestre.

“Nós deixamos marcas na atmosfera terrestre que podem ser captadas por um telescópio gigante a 20 anos-luz e que poderia nos identificar”, disse Grunsfeld, recentemente, na Conferência de Ciência e Astrobiologia, realizada em Chicago, nos EUA.

“Se há vida inteligente lá fora, eles sabem que nós estamos aqui”, acredita o ex-astronauta, que é diretor associado da NASA em missões científicas.

Em abril, o chefe de pesquisa da NASA, Ellen Stofan, disse que daqui 20 ou 30 anos deveremos encontrar evidência de vida extraterrestre. No entanto, ele afirma que possivelmente não será uma espécie de vida inteligente como a nossa, mas algo como micróbios.

Água em lugares surpreendentes

O anúncio de pesquisadores da NASA ocorre depois da recente descoberta de água em lugares surpreendentes. O Hubble indicou uma poderosa evidência de que Ganimedes, uma lua de Júpiter, tem água salgada, um oceano subterrâneo, provavelmente localizado entre duas camadas de gelo.

Já Jim Green, diretor de Ciência Planetária na Nasa, observou em um estudo recente da atmosfera marciana que 50% do hemisfério norte do planeta já teve oceanos com mais de um quilômetro de profundidade. O mesmo estudo descobriu que a água esteve presente em Marte por até 1,2 bilhão de anos. Também acredita-se que Europa, lua de Júpiter, e Enceladus, satélite de Saturno, possuem um oceano de água líquida abaixo de sua superfície, em contato com rocha rica em minerais.

Busca por vida

Em sua busca por vida extraterrestre, os astrônomos têm centrado o foco na procura por planetas semelhantes à Terra, que orbitam estrelas pequenas e são mais frios.

Em contraponto ao entusiasmo de alguns, o administrador da NASA, Charles Bolden, fez uma estimativa mais conservadora. Ele acredita que em 20 anos a vida será encontrada fora do nosso sistema solar.

A NASA planeja lançar, em 2020, um novo robô a Marte para procurar sinais de vida passada e trazer amostras para um possível retorno para a Terra para análises. Um outro rover poderá ser enviado para Europa, em 2022. Na década de 2030 a agência espacial norte-americana planeja enviar humanos ao planeta vermelho. Até lá, permanecerá a pergunta: estamos realmente sós no Universo?

11.528 – Mega Almanaque – A ciência analisa por que os árbitros erram


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A semana passada foi de duelos futebolísticos – como Barcelona X Bayern de Munique e Real Madrid X Juventus pela Liga dos Campeões da UEFA; e Boca Juniors X River Plate, São Paulo X Cruzeiro, Corinthians X Guarani pela Copa Libertadores da América. Como sempre, aconteceram lances polêmicos (a partida entre River e Boca acabou sendo suspensa, mas por outros motivos). Por isso, apresentamos algumas conclusões recentes da ciência sobre o funcionamento do cérebro de um árbitro enquanto apita uma partida:
Decisões rápidas: Os árbitros têm que correr tanto (ou até mais que) quanto os jogadores para não perderem nenhuma jogada. Por isso, precisam tomar decisões rápidas e as mais acertadas possíveis, forçando o cérebro a recorrer a verdadeiros atalhos do pensamento, que, cientificamente, são chamados de heurísticos. No entanto, esse sistema apresenta distorções sistemáticas.
O grito da torcida: Conseguir distinguir entre poucos centímetros, antes ou depois da linha, para cobrar uma falta ou um pênalti, nem sempre com a melhor perspectiva para avaliá-los, significa que, em muitos casos, essa decisão pode acabar se adequando ao que pede a torcida.
Mais faltas se o jogador é mais alto: A altura mais elevada de um jogador influi nas decisões do árbitro, que, segundo as estatísticas, costuma penalizar mais os jogadores de maior estatura. Em comparação a um jogador com estatura menor, por efeito de uma associação intuitiva, o juiz tende a ponderar o mais alto como mais agressivo.
Cor da camisa: De acordo com estudos acadêmicos, os árbitros são influenciados por uma noção popularmente generalizada na cultura ocidental, que costuma julgar as cores mais escuras como mais agressivas e dominantes. Por isso, estatisticamente, são marcadas mais faltas contra as equipes com cores de uniformes mais escuras.
Futebol preto e branco: A mesma noção popular e ocidental é aplicada nos jogadores, segundo vários estudos psicológicos, que demonstraram estatisticamente como uma equipe que veste cores escuras joga de forma mais agressiva do que quando está de cores claras.
Além dos árbitros, a ciência também tenta explicar como alguns jogadores conseguem ser extremamente superiores em relação aos outros. Pelé e Maradona são a prova viva da superioridade e habilidade com a bola.

11.527 – Nasa pretende lançar bombas nucleares no espaço para defender a Terra contra asteroides


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Os cientistas acreditam que existem cerca de um milhão de asteroides próximos da Terra que poderiam representar uma ameaça ao nosso planeta, mas apenas uma pequena fração foi detectada até então.
A prova dramática de que qualquer um destes corpos podem atingir a Terra aconteceu em 15 de fevereiro do ano passado, quando um objeto desconhecido atingiu Chelyabinsk, na Rússia, com a energia de 20 a 30 vezes da bomba atômica de Hiroshima.
A onda de choque resultante causou danos generalizados e ferimentos, tornando-se o maior objeto natural conhecido a entrar na atmosfera, desde o evento de Tunguska, em 1908, que destruiu uma área de floresta da Sibéria.
Usar armas nucleares para explodir asteroides pode funcionar particularmente bem em asteroides e cometas médios, entre cerca de 50 e 150 metros de diâmetro. Alguns especialistas, no entanto, afirmam que os fragmentos de rocha resultantes poderiam piorar a situação, e que desviar um asteroide seria uma solução mais adequada.
Explodir um asteroide com armas nucleares já foi proposto no passado. Em 2014, uma equipe de Iowa esboçou uma visão semelhante em uma conferência da Nasa, dizendo que seria necessário apenas uma semana de aviso prévio para desenvolver o sistema. Chamado de Hypervelocity Asteroid Intercept Vehicle, ou HAIV, a embarcação iria encontrar-se com um asteroide no espaço profundo.
O HAIV seria composto por uma nave espacial líder, que atingiria o cometa, causando uma cratera no objeto. Cerca de um milésimo de segundo depois, uma nave espacial, carregando explosivos nucleares, teria atingido o interior da cratera, aumentando sua eficácia em até 20 vezes.
Ao longo das últimas duas décadas, a Nasa tem procurado asteroides perigosos próximos da Terra, com mais de 1 quilômetro de diâmetro, e afirma ter detectado 98% deles. Mas os sistemas de detecção de asteroides existentes podem rastrear apenas um por cento dos objetos estimados que orbitam o Sol, segundo a empresa de mineração de asteroides, Planetary Resources, que é uma parceira da Nasa no projeto.

11.526 – O transplante de cabeça seria viável no futuro?


transplante de cabeça

Uma experiência científica polêmica:
Canavero afirma ter resolvido todos os problemas de Robert White, seu mentor, que, em 1970, relatou, após colocar a cabeça de um macaco em um novo corpo, que viveu por um certo tempo, mas depois morreu, sem conseguir se mover. Canavero afirma que ele e uma equipe de 150 pessoas serão capazes de trocar um corpo humano inteiro, em 2017.
Ele prometeu revelar os detalhes da cirurgia ainda este mês. Enquanto esperamos, o portal NyMag reuniu conselhos de especialistas, considerando os enormes obstáculos que ele enfrentará.

A medula espinhal
O corte que Canavero propõe – na vértebra C5 ou C6 – deve ser preciso, mas incrivelmente suave. Em seguida, ele diz que vai colocar a medula espinhal em conjunto com polietilenoglicol, um composto encontrado em vários produtos, desde pasta de dentes até munição de paintball. “Não estamos nem perto de realizar isso”, explica Michael Fehlings, um neurocirurgião que chama a ideia de “fantasiosa”. (No ano passado, na China, uma equipe tentou fazê-lo em ratos. Os ratos morreram em poucas horas.) “Mesmo se houver é um corte limpo”, acrescenta Jerry Silver, um professor de neurociência da Case Western. “O sangramento irá criar uma resposta imune enorme, prejudicando o tecido rapidamente”. Silver assistiu a cirurgia de White nos macacos e recorda das imagens como ‘horríveis’.

A estrutura do pescoço
Eduardo Rodriguez, um cirurgião plástico reconstrutivo na NYU Langone Medical Center, nos EUA, que fez um dos mais extensos transplantes de rosto, até à data, diz que o corte cruzado será uma bagunça. “A coluna vertebral é como um cabo com fibras que você tem que realinhar corretamente para que eles transmitam ao lugar certo e se conectem com a orientação certa. O esôfago e a traqueia são como cebolas, com múltiplas camadas, cada uma exigindo seus próprios conjuntos de suturas”, disse.
O sistema vascular
Canavero teria, no máximo, uma hora para fazer o sangue fluir novamente. O neurologista vascular, Neil Schwartz, diz que é difícil imaginar até mesmo quatro ou mais cirurgiões reconectarem tudo no tempo previsto.

O sistema nervoso parassimpático
O nervo vago, que seria difícil de ser recolocado, controla muitas coisas, como a digestão, a fala e a sudorese. “O paciente não teria nenhum controle da frequência cardíaca, que iria disparar”, diz Silver.

O sistema respiratório
O diafragma não contrairá sem impulsos bem coordenados pela incisão, observa Schwartz. Ele duvida que um paciente iria voltar a respirar, e muito provavelmente não seria capaz de coordenar a respiração com a fala ou a deglutição.

A Mente
“O cérebro não está contido em um balde”, diz Art Caplan, diretor de ética médica na NYU Langone. “Ele se integra com a química do corpo e de seu sistema nervoso. Será que um cérebro é capaz de integrar, novamente, sinais, percepções e informações de um corpo diferente? Acho que o resultado mais provável seja a insanidade ou a deficiência mental grave”, completou.
Rodriguez da NYU, diz que as questões psicológicas são ainda piores que as físicas, tornando-se um fator limitante até mesmo nos transplantes de rosto. “E estamos falando apenas de um rosto, agora”, acrescentou.

A cabeça inteira
Todos os transplantes precisam ser seguidos de medicamentos imunossupressores, mas ninguém sabe a dose que uma nova cabeça exigiria, de acordo com Caplan. “Ele também pode acabar sendo oprimido com diferentes percursos e química e simplesmente ficar louco”, finalizou.

11.525 – Cafezinho deixa fumante mais elétrico


Café dá vontade de fumar?

Não dá. Na verdade, o que o café faz é aumentar a ansiedade, pois a cafeína é um estimulante. O fumante que fica mais de meia hora longe do cigarro já começa a ficar tenso porque seu organismo sente falta da nicotina. Se tomar um café, fica mais elétrico ainda. É por isso que, depois de um cafezinho, sempre aumenta a necessidade de fumar. “O cigarro funciona, por sua vez, como um alívio temporário para a ansiedade”, explica o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo. Se o café for tomado depois do almoço, aumenta a necessidade de cigarro, pois o fumante fica quase 1 hora longe do vício e a taxa de nicotina no seu sangue diminui. Daí a carência.
O café é um broncodilatador, que aumenta a capacidade respiratória, no caso do fumante, reduzida. Mas para que esse efeito seja obtido, seria preciso uma dosagem cavalar de cafeína, muito maior do que até o mais inveterado dos apreciadores da nicotina consegue beber em um dia: 10 litros.