11.524 – Medicina – Molécula presente na urina detecta câncer de próstata


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Uma molécula que pode ser usada para diagnosticar o câncer de próstata pela urina tem uma relação íntima com a origem da doença, sugere um novo estudo.Os exames de urina usados para detectar a molécula PCA3 podem, inclusive, inspirar novas estratégias de ataque ao tumor de próstata.O PCA3 desliga um mecanismo antitumor do organismo –o que pode levar à multiplicação desenfreada das células da próstata e, portanto, ao câncer. Bloquear a ação da molécula impediu a proliferação das células cancerosas em roedores.

O PCA3 é uma molécula literalmente do contra. Trata-se de uma forma de RNA, a molécula “prima” do DNA cuja função mais conhecida é a transmissão de instruções do material genético para as fábricas de moléculas nas células. Diferentemente dessa forma “normal” do RNA, porém, o PCA3 é originada a partir da fita de DNA que não costuma ser lida pelo organismo, conhecida como antissenso.Os especialistas sabiam que o PCA3 aparece na urina após a massagem da próstata (feita pelo médico em pacientes com suspeita de alterações na glândula), e também que a molécula é 70 vezes mais comum em tumores do que na próstata saudável. Mas ninguém tinha ideia da função da molécula –ela podia ser apenas um subproduto das alterações genéticas do câncer, por exemplo.

Dias-Neto e seus colegas resolveram olhar os “vizinhos” do PCA3, ou seja, os trechos de DNA que ficam na outra fita da molécula, a fita “certa” que normalmente é lida pela célula. Acabaram descobrindo que as letras químicas do PCA3 se encaixam com precisão em parte de um gene até então desconhecido.Para ser mais exato: as duas fitas de DNA são transcritas, ou seja, recriadas numa versão de RNA. Em situações normais, no caso do gene, isso seria um passo intermediário para que o RNA servisse de “receita” para uma proteína, a qual, por sua vez, desempenharia seu papel na célula. Só que o PCA3, ao se encaixar no RNA desse gene, acaba evitando esse funcionamento normal, porque surge aí uma forma anômala de RNA que a célula “rejeita” e se põe a desativar.Desligar o gene é uma péssima ideia, pois os pesquisadores mostraram que ele é um gene supressor de tumores. Sua atividade normal impede, em outras palavras, que as células da próstata passem a se multiplicar além da conta e da forma errada. Esse processo foi verificado pelos pesquisadores tanto em células de câncer de próstata cultivadas em laboratório quanto em tumores enxertados em camundongos. E, nesses dois contextos, impedir a ação do PCA3 fez o tumor perder força.

Os achados devem dar mais peso à prática de fazer o exame de PCA3, que ainda é pouco comum. O exame laboratorial mais usado no caso dos tumores de próstata é o do PSA, que tem a vantagem de poder ser detectado no sangue, mas é pouco específico –o aumento nos níveis pode estar ligado a alterações benignas na próstata, que não têm a ver com o câncer.No entanto, o exame depende de equipamentos modernos, ainda pouco disponíveis, e seus custos não são cobertos por convênios.Além disso, as descobertas devem dar novo impulso ao estudo desses RNAs “do contra”, que ainda são pouco conhecidos, mas têm mostrado elos importantes com doenças, afirma Dias-Neto.

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11.523 – Biologia – Método para reverter o envelhecimento


envelhecimento
Um grupo de cientistas liderado pelo espanhol Juan Carlos Izpisua encontrou evidências de que o envelhecimento está relacionado à epigenética, um método que dá informações às células sobre o que elas devem fazer com cada um de seus genes. Isto implicaria que, em um futuro não muito distante, a ciência poderia frear ou, até mesmo, reverter o processo de envelhecimento através da “edição” epigenética.
Os pesquisadores já estão trabalhando no desenvolvimento tecnológico para combater a perda de informação epigenética, algo que acontece com o passar dos anos e faz com que o genoma perca sua capacidade de responder às necessidades do organismo. Para isso, eles recorreram a técnicas de “edições” genéticas que permitem eliminar a atividade de certos genes para observar os seus efeitos. Dessa forma, foi desativado um gene relacionado à Síndrome de Werner, que provoca o envelhecimento prematuro, de modo a aplicar uma simulação em células cultivadas em laboratório. Os resultados mostraram que a mutação que causa a Síndrome de Werner provoca a desorganização da heterocromatina, e esta ruptura é um processo-chave para o envelhecimento.
O avanço nas técnicas de edição epigenética possibilitará uma melhora nos sistemas naturais de regeneração do organismo, que perdem sua eficácia com o progredir da idade. Ou seja, permitirá que se enfrente, com novas ferramentas, um dos maiores medos do ser humano: o envelhecimento.

11.522 – Mega Memória – Benjamín Franklin inventou o Para-raios em 22-06-1752


Almanaque de Fraklin
Almanaque de Fraklin

Benjamín Franklin foi um filósofo, político e cientista americano, cuja contribuição à causa da guerra da Independência dos Estados Unidos e ao governo federal, instaurado depois da mesma, colocaram-no entre os maiores estadistas do país. Em 1747 Franklin iniciou seus experimentos sobre a eletricidade, adiantou uma possível teoria da garrafa de Leyden (dispositivo elétrico), defendeu a hipótese de que as tormentas são um fenômeno elétrico e propôs um método efetivo para o demonstrar. Sua teoria foi publicada em Londres, mas antes testou na Inglaterra e na França, e com isso ele veio a inventar o para-raios e depois apresentou a chamada teoria do fluído único, onde explicou os dois tipos de eletricidade: positiva e negativa.

11.521 – Biologia – A 6ª extinção em massa já começou


extinçoes
Uma equipe de cientistas americanos afirma que seu estudo mostra “sem qualquer dúvida significativa” que estamos entrando na sexta grande extinção em massa. O estudo diz que as espécies estão desaparecendo a uma taxa 100 vezes mais rápida do que seria normalmente esperado.
Uma perda tão catastrófica como a prevista de espécies animais, representa uma ameaça real para a existência humana, alertam os especialistas. Ecossistemas cruciais, tais como a polinização das culturas por insetos e de purificação de água em zonas úmidas em risco, seriam fatores essenciais para o equilíbrio na Terra.
No ritmo atual de perda de espécies, os seres humanos perderão muitos dos benefícios da biodiversidade no prazo de três gerações, de acordo com Paul Ehrlich, professor de Estudos Populacionais em Biologia e um membro sênior do Instituto Woods para o Meio Ambiente, em Stanford, nos EUA, que liderou a pesquisa. “Estamos serrando o galho no qual estamos sentados”, metaforizou Ehrlich.
O estudo adverte que os seres humanos estão causando um espasmo mundial de perda de biodiversidade, e que a janela para a conservação de espécies ameaçadas está se fechando rapidamente. “O estudo mostra, sem dúvida significativa alguma, que estamos entrando no sexto grande evento de extinção em massa”, afirmou Ehrlich.
O estudo, publicado na revista Science Advances, mostra que, mesmo com estimativas extremamente conservadoras, as espécies estão atualmente desaparecendo de forma assustadora.
Os autores temem que 75% das espécies na Terra, hoje, poderiam desaparecer em apenas duas gerações. “Ressaltamos que nossos cálculos, muito provavelmente, subestimam a gravidade da crise de extinção, porque o nosso objetivo era colocar um limite inferior realista sobre o impacto da humanidade sobre a biodiversidade”, escrevem os pesquisadores.
Durante toda a história humana, o consumo per capita e a desigualdade econômica vem alterando ou destruindo habitats naturais. Agora, o espectro da extinção paira sobre cerca de 41% de todas as espécies de anfíbios e 26% de todos os mamíferos, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, que mantém uma lista oficial de espécies ameaçadas e extintas.
Apesar do cenário sombrio, há uma maneira significativa de combate, de acordo com Ehrlich e seus colegas. “Evitar uma verdadeira sexta extinção em massa exigirá esforços muito rápidos, intensificando a conservação das espécies ameaçadas desde já, para aliviar as pressões sobre as suas populações. Principalmente pela perda de habitat, exploração para o ganho econômico e mudanças climáticas”, disseram os autores do estudo.
“Eu estou otimista no sentido de que os seres humanos reajam. No passado, fizemos saltos quânticos quando trabalhamos juntos para resolver nossos problemas”, acrescentou Ceballos.
Os pesquisadores esperam que seu trabalho intensifique os esforços de conservação, a manutenção dos serviços dos ecossistemas e políticas públicas.

11.520 – Farmacologia – A Clorpromazina


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É um antipsicótico, atua bloqueando os receptores pós-sinápticos dopaminérgicos mesolímbicos no cérebro. As fenotiazinas também produzem um bloqueio alfa-adrenérgico e deprimem a liberação de hormônios hipotalâmicos e hipofisários. Ainda assim, o bloqueio dos receptores dopaminérgicos aumenta a liberação de prolactina na hipófise. Como antiemético, inibe a zona disparadora quimiorreceptora medular, e sua ação ansiolítica pode ocorrer por redução indireta dos estímulos sobre o sistema reticular do talo encefálico. Além disso, os efeitos de bloqueio alfa-adrenérgico podem ocasionar sedação. Seu metabolismo é hepático e elimina-se por via renal e biliar.

Indicações
Tratamento dos distúrbios psicóticos; é eficaz na esquizofrenia e na fase maníaca da doença maníaco-depressiva. Tratamento do controle de náuseas e vômitos graves em pacientes selecionados. Terapêutica alternativa para fármacos de primeira linha no tratamento de curto prazo (não mais de 12 semanas) da ansiedade não psicótica. Tratamento de problemas graves de comportamento em crianças (hiperexcitabilidade). Tratamento coadjuvante de tétano e na porfiria aguda intermitente.
antipsicótico, atua bloqueando os receptores pós-sinápticos dopaminérgicos mesolímbicos no cérebro. As fenotiazinas também produzem um bloqueio alfa-adrenérgico e deprimem a liberação de hormônios hipotalâmicos e hipofisários. Ainda assim, o bloqueio dos receptores dopaminérgicos aumenta a liberação de prolactina na hipófise. Como antiemético, inibe a zona disparadora quimiorreceptora medular, e sua ação ansiolítica pode ocorrer por redução indireta dos estímulos sobre o sistema reticular do talo encefálico. Além disso, os efeitos de bloqueio alfa-adrenérgico podem ocasionar sedação. Seu metabolismo é hepático e elimina-se por via renal e biliar.

Indicações
Tratamento dos distúrbios psicóticos; é eficaz na esquizofrenia e na fase maníaca da doença maníaco-depressiva. Tratamento do controle de náuseas e vômitos graves em pacientes selecionados. Terapêutica alternativa para fármacos de primeira linha no tratamento de curto prazo (não mais de 12 semanas) da ansiedade não psicótica. Tratamento de problemas graves de comportamento em crianças (hiperexcitabilidade). Tratamento coadjuvante de tétano e na porfiria aguda intermitente.

Fonte: Escola Paulista de Medicina

11.519 – Imunologia – Vacina anti-rábica vai ser modernizada


Instituto Pasteur de SP. Instituição científica fundada na França no século 19, pioneira no combate à raiva, hoje dedica-se  principalmente ao desenvolvimento de uma vacina contra o HIV
Instituto Pasteur de SP. Instituição científica fundada na França no século 19, pioneira no combate à raiva, hoje dedica-se principalmente ao desenvolvimento de uma vacina contra o HIV

Ela é preparada injetando vírus da raiva em células do cérebro de um camundongo recém-nascido. Os vírus se reproduzem até ocuparem 0,01% do cérebro e aí a mistura é injetada no paciente. Mas se uma única dose for aplicada, a quantidade de vírus não será suficiente para estimular o sistema imunológico a produzir os anticorpos. Se forem aplicadas várias doses de uma só vez, a vítima pode até morrer porque o volume de impurezas nas células de cérebro de rato é grande. Por isso, o remédio é dividido em catorze porções, que não podem ser ministradas todas no mesmo lugar porque a região ficaria ferida. Por isso, são aplicadas em várias partes do abdome, que é amplo e absorve bem o medicamento.
Há cinco anos, o Instituto Pasteur, na França, conseguiu um método de purificar a vacina, eliminando as impurezas. Com isso, ela pode ser usada em uma dose única. No Brasil, a novidade está nas mãos do Instituto Butantan, em São Paulo.

11.518 – Zoologia – Mula é filha problemática de égua com jumento


mula
A mula e o burro são bichos cheios de problemas porque seus pais são de espécie diferente, cujos descendentes são estéreis. A mãe é uma égua e o pai um jumento. A mistura não dá certo. A mula (ou burro, se for macho, já que “mulo” não existe) é forte, boa para trabalhar, mas não se reproduz. O número de cromossomos nos gametas (células sexuais) da égua é 52. O do jumento é 56. “A mula ou o burro nascem com 54”, diz o veterinário Cleyton Eustáquio Braga, da Universidade Federal de Minas Gerais. Esse número cromossômico provoca duas conseqüências. A principal é que o burro não produz espermatozoides e a mula não tem óvulos. Portanto, não geram filhos. Além disso, os órgão genitais desses animais não são perfeitamente desenvolvidos. Há alguns casos, raríssimos, em que o burro ou a mula são férteis, mas os veterinários não sabem ao certo explicar por que isso acontece.
Há outros animais híbridos como o barboto, mistura de cavalo com jumenta, e o zebroide, produto do cruzamento de uma zebra com cavalo. A união entre o jumento e a égua é estimulada porque o burro é um animal apropriado para trabalho pesado. Já a cópula entre cavalo e zebra só acontece por acidente. O zebroide é bravo e não serve para nada.

11.517 – Curiosidades – Vidro temperado quebra em pedaços regulares


Existem tipos de vidro que, ao quebrar, partem-se em pedaços cúbicos, sem pontas. O que têm de especial?

Trata-se de um tipo de vidro energizado. O que o distingue de outros é o processo de fabricação. Para fazer o vidro comum, usa-se areia, calcário e outras substâncias esquentadas a altas temperaturas para se fundirem. Depois de moldado, o material resfria naturalmente. “O vidro que quebra em quadradinhos, chamado vidro temperado, depois de quente passa por um resfriamento mais rápido”, explica o físico Colin Growhouse, da Associação Brasileira de Vidro. Por ser mau condutor de calor, o vidro temperado esfria mais rápido na superfície e mantém calor na parte interna. Com o passar de algumas horas, esse calor se transforma em energia, armazenada dentro do material. Quando ele leva uma pancada, a energia é liberada por igual. Por isso os caquinhos são mais homogêneos. No caso do vidro comum, o que provoca a quebra é a própria pancada. Como a força tem diferentes intensidades, o material não se parte uniformemente. Fica cheio de pontas.

vidro temperado

O vidro temperado é resfriado rapidamente e armazena energia.

Vidro temperado
Com uma pancada, a energia é liberada por igual e forma pedaços regulares.

Vidro comum
O vidro comum é resfriado devagar e não armazena energia.

Vidro comum
A força externa faz o material se partir irregularmente.