11.508 – Grafeno, o material do futuro


Grafeno2
O grafeno é uma das formas cristalinas do carbono, assim como o diamante, a grafite, os nanotubos de carbono e fulerenos. O grafeno de alta qualidade é muito forte, leve, quase transparente, um excelente condutor de calor e eletricidade. É o material mais forte já demonstrado, consistindo em uma folha plana de átomos de carbono densamente compactados em uma grade de duas dimensões. É um ingrediente para materiais de grafite de outras dimensões, como fulerenos 0D, nanotubos 1D ou grafite 3D.
Na época em que foi isolado, muitos pesquisadores que estudavam nanotubos de carbono já estavam bem familiarizados com a composição, a estrutura e as propriedades do grafeno, que haviam sido calculadas décadas antes. A combinação de familiaridade, propriedades extraordinárias e surpreendente facilidade de isolamento permitiu uma explosão nas pesquisas sobre o grafeno. O Prêmio Nobel de Física de 2010 foi atribuído a Andre Geim e Konstantin Novoselov da Universidade de Manchester por experiências inovadoras em relação ao grafeno.
O grafeno é uma folha plana de átomos de carbono em ligação sp2 densamente compactados e com espessura de apenas um átomo, reunidos em uma estrutura cristalina hexagonal. O nome vem de grafite + -eno; o grafite em si consiste de múltiplas folhas arranjadas uma sobre a outra. O nome grafeno foi apresentado pela primeira vez em 1987 por S. Mouras e colaboradores enquanto estudavam as camadas de grafite intercaladas por compostos.
Mais recentemente, empresas de semicondutores realizaram testes a fim de substituir o silício pelo grafeno devido à sua altíssima eficiência em comparação ao silício.
Em teoria, um processador, ou até mesmo um circuito integrado, poderia chegar a mais de 500 GHz. O silício, por sua vez, trabalha abaixo de 5 GHz. O uso de grafeno proporcionaria equipamentos cada vez mais compactos, rápidos e eficientes, mas o grafeno é tão bom condutor que ainda não se sabe como fazer com que pare de conduzir, formando assim o sistema binário.
Os trabalhos revolucionários sobre o grafeno valeram o Nobel da Física de 2010 ao cientista russo-britânico Konstantin Novoselov e ao cientista neerlandês nascido na Rússia Andre Geim.
Uma das aplicações mais recentes do grafeno foi a criação em laboratório de supercapacitores, que podem ser utilizados em baterias e carregam mil vezes mais rápido que as baterias de hoje em dia.
O óxido de grafeno também pode extrair substâncias radioativas das soluções de água. A descoberta do fenômeno deve possibilitar a purificação da água (incluindo as águas subterrâneas) contaminada por radiação, tal como ocorreu na área afetada pelo acidente nuclear de Fukushima.

11.507 – Revolução espacial: chineses desenvolvem naves que não precisam de combustível


grafeno

Se as estrelas não vieram até o grafeno, o grafeno viajará até elas. O celebrado material, o mais forte produzido até hoje, poderá ajudar a transformar luz em movimento.  Suas propriedades poderão formar a base para a construção de uma nave espacial que não precisará de combustível, apenas de luz solar. Essa é a proposta de um trabalho conduzido por cientistas da Universidade de Nakai, na China, para construir os motores dos próximos veículos espaciais.

Eles descobriram novas possibilidades para o grafeno, uma folha de átomos de carbono condensados com a espessura de um átomo, dispostas em padrão regular hexagonal, similar ao grafite. A estrutura plana do grafeno conduz muito tem tanto eletricidade quanto calor.Depois de fundir folhas de óxido de grafeno, os especialistas conseguiram criar um novo supermaterial que chamaram de “esponja de grafeno”. E eles observaram que, ao cortar o grafeno com laser, a substância se mexia. Por isso, realizaram um experimento em condições de vácuo, colocando grafeno e utilizando raios laser de diferentes intensidades. Dessa forma, conseguiram observar que algumas partes da “esponja de grafeno” se moviam por até 40 cm. E a esponja reagiu do mesmo modo quando foram direcionados a ela raios de sol através de uma lente.Segundo os cientistas, o grafeno atua como uma vela solar, através da qual os fótons impulsionam o material que, então, se move. Em condições de vácuo, esse mesmo princípio poderia ser suficientemente poderoso para propulsar uma nave espacial.Com o objetivo de provar essa tecnologia revolucionária, a Sociedade Planetária dos EUA criou uma pequena nave espacial para estudar como o grafeno é capaz de absorver a energia de um laser, acumular sua carga elétrica e, em seguida, liberá-la para empurrar a nave. Cientistas de todo o mundo continuam criando expectativas em torno do desenvolvimento desses testes, confiantes de que o grafeno pode ser a chave para a criação de naves espaciais propulsionadas por energia solar.

11.506 – Nave ‘Star Trek’: A NASA teria descoberto acidentalmente como superar a velocidade da luz


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A NASA testou de forma bem-sucedida o funcionamento de um propulsor inovador, o revolucionário EM Drive, capaz de alcançar a Lua em apenas quatro horas. Um motor tipo “warp”, no estilo “Star Trek”, será realidade em não muito tempo.A agência espacial norte-americana já havia testado esse tipo de propulsor no ano passado, mas, desta vez, realizou o mesmo experimento em condições de vácuo absoluto. O sucesso alcançado demonstrou que o propulsor pode funcionar perfeitamente no espaço, o que abre as portas para uma nova era na exploração espacial.Desse modo, a NASA apresentou o projeto para a construção da nave WarpStar-1, equipada com o propulsor EM Drive, que, segundo os cientistas, pode chegar à Lua em não mais de quatro horas. Além disso, um voo para Marte levaria 70 dias, em vez de sete meses, como ocorre atualmente.

A descoberta dos princípios da construção do motor warp pode ter sido descoberta acidentalmente. Segundo afirmaram fontes oficiais, quando um laser foi disparado na câmara de ressonância do EM Drive, alguns fótons viajaram a uma velocidade maior que a da luz, o que significa que o propulsor produziu uma bolha warp que permitirá que naves viajem tão rapidamente quanto a de “Star Trek”

11.505 – Comer chocolate diariamente reduz riscos de ataques cardíacos em até 25%, além de prevenir AVC


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Pelo menos é o que afirma uma pesquisa recente.

Os resultados – com base em um estudo de 21.000 britânicos com duração de 12 anos -, sugerem que tanto o chocolate amargo, quanto o ao leite, poderiam ser benéficos para a saúde. Pessoas em risco de doenças cardíacas são muitas vezes proibidas de comer alimentos doces, engordando sua dieta, mas os pesquisadores, cujo trabalho foi publicado na revista médica Heart, disseram que isso pode ser um mito. “Parece não haver evidências de que o chocolate deve ser evitado por aqueles com risco cardiovascular”, revelaram.

Eles descobriram que as pessoas que comiam chocolate regularmente – alguns dos quais consumindo até 100g por dia – eram 11% menos propensos a ter um ataque cardíaco, derrame ou outro problema cardiovascular do que as pessoas que não comiam nenhum. O consumo do chocolate também foi associado a uma redução de 25% da chance de morrer por um problema cardíaco.

Os autores do estudo – das universidades de Aberdeen, Manchester, Cambridge e East Anglia, na Inglaterra – salientaram que a investigação apenas observou tendências estatísticas, e não podiam tirar conclusões definitivas sobre causa e efeito. “No entanto, a evidência acumulada sugere que o consumo elevado de chocolate pode ser associado com o benefício cardiovascular”, disse um pesquisador.Os investigadores suspeitam que os benefícios de saúde do chocolate estejam ligados aos flavonoides – antioxidantes presentes no chocolate amargo, que podem ser benéficos ao fluxo sanguíneo.

Mas eles disseram que o chocolate ao leite, geralmente considerado menos “saudável”, também pode ter benefícios para a saúde. “O chocolate ao leite foi mais frequentemente consumido do que os chocolates escuros e amargos, nesta pesquisa”, escreveram eles. “No entanto, nós ainda observamos uma redução do risco de doença cardiovascular. Isto pode indicar que não só flavonoides, mas também outros compostos, possivelmente relacionados ao leite, tais como ácidos graxos e cálcio, podem fornecer uma explicação”.

Apesar dos resultados positivos, é também evidente que o chocolate tem o potencial de aumentar o peso, o que é inequivocamente ruim para a saúde cardiovascular”, acrescenta Tim Chico, cardiologista da Universidade de Sheffield, na Inglaterra.A professora Aedin Cassidy, nutricionista da Universidade de East Anglia, também emitiu uma palavra de advertência. “Chocolate também contêm gordura e açúcar, ou seja, apenas a ingestão moderada deve ser recomendada como parte de uma dieta saudável, rica em frutas e vegetais“, disse ela.

11.504 – Medicina – O Destino das Células-Tronco


MEDICINA simbolo
Raras descobertas em medicina geraram tanta expectativa quanto a das células-tronco. De fato, a possibilidade de regenerar tecidos lesados por meio do transplante de células capazes de diferenciar-se em qualquer outra talvez venha a representar para as doenças degenerativas típicas do século 21 um avanço semelhante ao dos antibióticos para as moléstias infecciosas no século passado.
Lembramos que existem dois tipos de células-tronco: as adultas e as embrionárias. As adultas estão presentes na maioria dos tecidos e apresentam capacidade limitada de diferenciação, isto é, conseguem formar apenas alguns tipos de células. As embrionárias são totipotentes, ou seja, podem diferenciar-se em qualquer tipo de tecido.
Células-tronco adultas são utilizadas nos transplantes de medula-óssea (que nada tem a ver com medula espinhal) em casos de leucemia, por exemplo. Depois de administrar doses altíssimas de quimioterapia e radioterapia que matam as células cancerosas, mas destroem também as células responsáveis pela produção de glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas, infundimos na veia do paciente células-tronco retiradas de um doador compatível. Ao chegar à medula dos ossos, essas substituem as que morreram e produzem novos glóbulos sanguíneos e plaquetas.
Já as embrionárias são imaturas, obtidas nas primeiras divisões de um óvulo fecundado, portanto muito mais versáteis. Enquanto as células-tronco presentes na medula-óssea de um adulto conseguem formar apenas glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas, as embrionárias podem formar neurônios, músculos, tecido hepático, pulmonar ou qualquer outro.
Embora alguns defendam o emprego de células-tronco adultas em lugar das embrionárias para regenerar tecidos, os argumentos utilizados não encontram respaldo na comunidade científica que se dedica à área. Não há mais dúvida de que a capacidade de diferenciação daquelas é muito inferior e que ninguém sabe como fazer células-tronco da medula óssea de um adulto regenerarem neurônios num paraplégico ou músculo cardíaco num coração enfartado.
Infelizmente, essa questão foi envolvida numa polêmica inglória: de um lado, alguns religiosos interessados em proibir a pesquisa com elas, por considerar que a vida humana se inicia no momento em que o espermatozóide penetra o óvulo; de outro, os que concordam com os cientistas que propõem o aproveitamento de óvulos fecundados e congelados nas clínicas, mas desprezados por serem de má qualidade para a fertilização.Entre os que defendem o uso de células embrionárias existe uma multidão de crianças portadoras de doenças hereditárias que afetam os músculos e impedem a deambulação, paraplégicos, portadores de Parkinson, Alzheimer, doenças cardíacas, esclerose múltipla, diabetes dependente de insulina e seus familiares aflitos. O drama vivido por essas pessoas criou pressão irresistível para a aprovação das pesquisas com células-tronco embrionárias no parlamento brasileiro e de outros países.
Para deixar clara minha posição, defendo o direito de acesso ilimitado aos benefícios que essas pesquisas trarão. Os que, por razões religiosas, são contrários a elas, por julgarem que descongelar óvulos fecundados, inúteis, que nunca serão implantados em útero algum, é assassinato, merecem todo respeito. A eles deve ser assegurado o pleno direito de recusar submeter-se a esse tipo de tratamento (quando estiver disponível), tal como Testemunhas de Jeová recusam transfusões de sangue, mas não o de criar dispositivos legais para impor ditatorialmente suas convicções aos que não pensam da mesma forma.
Enquanto a maioria dos pesquisadores estimava que os primeiros tratamentos estariam disponíveis em cinco a dez anos, a Geron, uma companhia da Califórnia, anuncia na revista Science que seus estudos conduzidos em animais sugerem que o tratamento com células embrionárias pode ser seguro e eficaz num grupo selecionado de pacientes.
Pesquisadores da Geron apresentaram os dados de suas pesquisas ao FDA (Food and Drug Administration), a rigorosa agência americana que controla a liberação de medicamentos, com a esperança de conseguir autorização para iniciar um estudo-piloto em portadores de traumatismos de medula espinhal em meados de 2006.
Mesmo os cientistas céticos, cautelosos quanto às possíveis consequências nefastas que a aplicação apressada de tratamentos ainda pouco testados possam trazer aos pacientes, estão de acordo com a escolha do alvo: neurônios lesados em acidentes medulares são mais fáceis de regenerar do que células produtoras de insulina nos diabéticos ou neurônios cerebrais inativos em pacientes com Parkinson.
O caminho que as células embrionárias deverão percorrer antes de entrar na prática médica será árduo. É preciso provar que as células transplantadas irão alojar-se no local adequado, que elas se diferenciarão nas células que desejamos e que seu crescimento ficará sob controle para que não formem tumores.
Os dados experimentais sugerem que os três objetivos têm sido alcançados pelos pesquisadores da Geron e por outras equipes. Pela tradição do FDA, o início do estudo jamais será autorizado enquanto seus técnicos não estiverem convencidos de que os pacientes não correrão riscos.

11.503 – Mega Byte – O chip do futuro


chip neuro
Olhe bem para o seu micro. Pense em tudo o que tem dentro dele. Chips, discos, eletricidade. Agora tente pensar em um computador que não tenha nada disso. Absurdo? Não é o que pensa alguns cientistas da computação.
Tenta-se substituir os chips pelo ácido desoxirribonucléico, o famoso DNA, a molécula que carrega a herança genética. Outros querem trocar a eletricidade por luz. Há ainda os que pretendem transformar a memória dos computadores em holografias e substituir os velhos discos que armazenam dados por cubos. A ordem parece ser mesmo quebrar convenções.
Mas não há nada estranho nisso. Desde que surgiu o transistor, há mais de meio século, a cada dez anos, mais ou menos, a indústria da informática sofre uma transformação importante. Pensando bem, já estava na hora de uma mudança radical.
A grande vantagem do computador de DNA é a velocidade. Para solucionar uma operação, as máquinas de hoje precisam efetuar todos os cálculos possíveis, um a um, e depois analisar as alternativas até encontrar a certa. Já a resposta química é instantânea. É como jogar groselha num copo d’água. O conteúdo fica vermelho imediatamente. Uma beleza, não? Difícil é depois conseguir ler os resultados, já que as seqüências de DNA precisam ser pescadas com a ajuda de um microscópio. É como se você levasse 1 segundo para fazer a conta e uma semana para entender o que significam os números da solução. Resolver essa dificuldade é o grande desafio para o chip de DNA deixar de ser apenas um brinquedo de cientistas malucos.
A eficiência dos organismos vivos anda mesmo seduzindo os pesquisadores da computação. Se alguns tentam aproveitar a lógica do DNA, outros estão de olho no funcionamento de certos órgãos, como o fígado, e na capacidade de comunicação de certas células, como os neurônios.
São pesquisas muito recentes, mas já com resultados. Richard Potember, da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, fabricou um protótipo de chip de dar arrepios. Ele tem neurônios, as células do cérebro, grudados na placa de silício, no lugar dos transistores . É uma rede de comunicação viva, que precisa ser mantida atemperaturas entre 15 e 25 graus Celsius e ter a “cola” renovada a cada 72 horas, para não morrer.
Para filtrar o sangue, as milhões de células do órgão, chamadas hepatócitos, se organizam em grupos com funções específicas. Algumas são mais adaptadas a trabalhar com a gordura que vem no sangue, outras cuidam de ácidos, como o ácido úrico, e assim por diante. A idéia do pequisador de Liverpool é copiar essa linha de montagem num chip. Ele seria mais rápido, pois teria grupos de transistores especializados em analisar e processar tipos diferentes de dados.
Um pouco além dessas maravilhas estão outras, ainda mais incríveis, os chips ópticos. Eles usarão a luz não apenas para o contato externo, mas também para as operações internas do chip. E mais. Em vez de uma linguagem binária (um e zero ou aceso e apagado, no caso da luz), o novo computador teria uma linguagem quaternária, composta pelas cores branco, preto, azul e vermelho. “Isso, sim, será uma revolução, pois poderemos elevar todas as velocidades à quarta potência”, disse David Miller, do Laboratório de Engenharia Elétrica da Universidade de Stanford, na Califórnia.
No livro Rama II, de Arthur C. Clarke e Gentry Lee, os computadores não usavam discos. Cubos de memória guardavam os dados. Isso era ficção quando Rama II foi escrito. Mas agora está perto de se tornar realidade.
Parece impossível, mas na informática não se pode desconfiar de nada. O ritmo das invenções é alucinante.

11.502 – Buraco Negro – A Suspeita que virou realidade


buraco negro
Buracos negros são objetos cósmicos extremamente compactos. Sua gravidade é tão grande que nada – nem mesmo a luz – pode escapar deles. Daí o nome. Apesar de terem sido previstos pela Teoria da Relatividade Geral de Einstein, permaneceram como simples ficção por décadas. Há apenas 45 anos, no início da década de 70, começaram a surgir evidências de que esses objetos exóticos poderiam existir no Universo real sob duas formas: em sistemas de estrelas duplas e no centro das galáxias.
O que diferencia os dois grupos é a sua massa. No caso das estrelas duplas – em que uma delas seria de fato um buraco negro –, a massa deste último seria dez vezes a do Sol. Na outra categoria, a dos buracos negros galácticos, a massa ficaria entre 1 milhão e 1 bilhão de vezes a solar.
Nos últimos anos começaram a aparecer indícios mais concretos de que os buracos negros maiores, de fato, fazem parte da população cósmica. Como eles não emitem luz, não podem ser observados diretamente. Por isso, foi preciso, antes de mais nada, encontrar alguma forma de “impressão digital” que os identificasse com clareza. Há pouco tempo ficou provado que esse tipo de RG cósmico são imensos discos de gás avistados no coração das galáxias. Muito brilhante, a luz desses discos tem características próprias, que só podem ser explicadas se o gás estiver num movimento em espiral, mergulhando num buraco negro.
A descoberta surpreendeu a todos e vem sendo confirmada por várias pesquisas mais recentes. Diversas galáxias próximas têm uma grande massa no seu centro, sinal de que existem objetos compactos por lá. E o Telescópio Espacial Hubble fez imagens espetaculares, que mostram gás em movimento espiralado dentro de duas galáxias, conhecidas pelas siglas M87 e NGC 4861.
Em 1994, o Telescópio Hubble fotografou os sinais do buraco negro no coração da galáxia M87.
O disco de gás luminoso rodopia em volta do buraco negro, que é invisível porque não deixa a luz escapar.
Este jato de energia, de 3 000 anos-luz de extensão, é produzido pelo mergulho dos gases no buraco negro no centro da galáxia.

11.501 – Geografia – Mar em MG?


Uma equipe da Universidade Estadual Paulista (Unesp) analisou o solo da região da cidade de Patos de Minas. E localizou fósseis de dois tipos de microorganismos chamados foraminídeos e radiolários – animais que só vivem em mares profundos. Segundo os pesquisadores, isso indica que parte do interior de Minas esteve debaixo de 150 metros de água salgada. Há duas hipóteses sobre a origem do mar: ou ele veio do Oceano Atlântico ou do Pacífico (veja infográfico na página ao lado). “É provável que a invasão marinha tenha ocorrido entre 125 milhões e 110 milhões de anos atrás”, diz o geólogo Dimas Dias-Brito, da Unesp. “Mas não sabemos ainda quanto tempo ela ficou empoçada ali, talvez alguns milhares de anos.” Depois as águas escoaram e tudo virou o que é hoje: uma paisagem semi-árida.

Onde ficava o mar
Os cientistas não sabem o contorno da área que foi coberta pelas águas. O certo é que o mar chegou à cidade de Patos de Minas, onde foram achados os fósseis de microorganismos marinhos.

A origem da água salgada
Duas hipóteses tentam explicar como e quando os oceanos invadiram a terra.

Hipótese do Pacífico
Há 125 milhões de anos, a América do Sul e a África começavam a se separar. O movimento dos continentes provocou uma rachadura na América do Sul, deixando a água do Oceano Pacífico entrar.

Hipótese do Atlântico
Entre 120 milhões e 110 milhões de anos atrás, os dois continentes já estavam distantes. O nível de água do Oceano Atlântico subiu tanto que as águas invadiram o Brasil, entrando pelo nordeste.
Os radiolários parecem minhoquinhas com comprimento entre 0,25 e 0,5 milímetro
Microrganismos marinhos deixaram marcas esbranquiçadas na rocha que comprovam que ela esteve no fundo do mar.

11.500 – Biologia – Se estressar, fica adulto mais depressa


Os sapos Scaphiopus hammondii, que habitam regiões áridas da Califórnia, Estados Unidos, têm uma arma única para garantir a sobrevivência: se a lagoa em que nasceram começa a secar, os girinos viram sapos mais rápido. O tempo da metamorfose fica entre 20% e 50% menor. Em laboratório, o biólogo Robert Denver, da Universidade de Michigan, conseguiu reduzir o período de desenvolvimento do hammondii de 37 dias para um mês. A chave do mistério é um hormônio apelidado CRH, gerado em situações de estresse. Ele parece estimular a secreção de outros hormônios, envolvidos no desenvolvimento não só de sapos, mas de animais em geral. “Assim, as larvas e fetos controlam seu crescimento, adaptando-se às mudanças do ambiente”.
Até o feto humano, se sentir alterações no ventre materno, se prepara para deixar o útero antes do tempo, aumentando a produção de CRH.

11.499 – Fitness – A ciência manda pegar leve


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Ninguém precisa se conformar com barriga flácida ou pernas finas. Mas, do jeito como a ginástica vem sendo praticada por aí, além de se machucar, seu corpo pode não entrar na melhor forma. Por isso, médicos e professores de Educação Física alertam: cuidado com as academias. A maioria ainda não entrou na era dos exercícios inteligentes.
As aparências enganam o 1 milhão de brasileiros que passam horas em cerca de 15 000 academias espalhadas pelo país. Em algumas delas, aparelhos gigantescos com luzes piscando fazem os mais franzinos se sentirem Rambos e dão a impressão de que ali está a mais alta tecnologia para atingir a boa forma física. Mas, atenção, os equipamentos de última geração são fantásticos desde que bem aplicados, o que nem sempre acontece. Prova disso é que muitos centros da boa forma endossam, quando não estimulam, que seus alunos passem mais de 3 horas malhando. Um erro da pesada.

Um Brasil de mil formas e vaidoso
“O Brasil é um dos maiores consumidores mundiais de aparelhagem de ginástica”, conta o técnico da seleção brasileira de triatlo, acostumado a uma rapaziada fanática que corre, nada e pratica ciclismo com garra olímpica. “Era de se esperar que eu defendesse os treinos pesados. Mas sou contra”, diz. “O que já estraga o corpo do atleta só pode ser péssimo para gente comum.”
Reis é um dos coordenadores do Projeto Acqua, em São Paulo, academia especializada nos esportes aquáticos. A especialidade do técnico são os exercícios aeróbicos, aqueles que exigem mais resistência do que força e botam coração e pulmão em ordem. “Um executivo não precisa pedalar mais do que 40 minutos por dia em uma ergométrica”, garante. “Esse tempo já lhe dá um ótimo fôlego.”
Para o fisiologista Turíbio Leite, da Universidade Federal de São Paulo, todo erro está no programa de exercícios. “Além de não impor várias horas de dedicação, ele deve considerar a heterogeneidade dos brasileiros”, explica. “Diante da nossa mistura de raças, é irresponsável fazer uma média da população para estabelecer metas de peso, medidas e mesmo capacidade respiratória, pois a gente sabe que ela também varia de acordo com os genes. No Brasil, mais do que em qualquer outro canto, vale o ditado de que cada caso é um caso.”

Derretendo a gordura
Outro erro comum nos templos da vaidade é não dar exclusividade para os exercícios aeróbicos, como correr, nadar ou pedalar, em uma fase inicial do treinamento. “Começar com aparelhos pode ser perda de tempo”, afirma Turíbio. Ocorre que os chamados aeróbicos são muito mais eficientes em derreter as gordurinhas extras: meia hora de caminhada consome o dobro de calorias que meia hora fazendo os dolorosos abdominais. Ou seja, a barriga de quem anda vai embora mais depressa. “Eliminada a gordura é que se pode notar, depois, músculos bem definidos.”

Os aparelhos definem os músculos
Os músculos precisam que o coração mande mais sangue enquanto dão duro nos aparelhos. Suas fibras terminam a ginástica com microscópicas rupturas. Mas, passadas 24 a 48 horas de repouso, uma série de substâncias entram em ação para restaurar essas lesões. Elas tampam as rachaduras musculares com mais proteínas do que havia ali antes, prevendo outras sessões de esforços. Assim, a fibra reconstruída acaba sendo mais forte. “Os aparelhos modernos são projetados para isolar a porção do músculo onde a gente pretende que isso aconteça”, explica o treinador paulista José Carlos Altieri, que fortaleceu seu currículo com mais de vinte cursos de especialização em definição muscular. “Assim, conseguimos resultados melhores” (veja quadros).

Quando a Genética é o limite
Na nova era da boa forma, é possível moldar o corpo até os limites da Genética. “Quem nasceu com tendência a ter quadris largos poderá fortalecer a musculatura torácica”, exemplifica Altieri. “Assim, o peito ficará mais largo também, criando a impressão de um corpo mais proporcional e harmonioso.” Hoje, justamente porque os aparelhos isolam melhor os grupos musculares, o bom professor de ginástica olha para um aluno como um escultor, notando o que precisa aumentar e o que precisa diminuir para se aproximar dos contornos desejados.
Na maioria das grandes academias, porém, embora os alunos até façam testes de avaliação, eles ganham uma ficha com a mesma seqüência de exercícios do vizinho de sala de aula. “É um absurdo”, lamenta Altieri, que hoje se dedica a alunos particulares. Segundo o treinador, não existe corpo moldado sem levantar pesinhos. “A gente já está acostumado com o peso dos próprios braços e pernas. Por isso exercícios localizados sem sobrecarga não dão bons resultados.”
Nos últimos anos, porém, ficou claro que os efeitos são melhores quando essas cargas extras são pequenas. Pois, como mostrou um estudo realizado no início deste ano pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos, o peso mais leve faz o indivíduo agüentar muitas repetições. Essa insistência, por sua vez, aumenta ainda mais o fluxo de sangue para a região trabalhada. Com nutriente e oxigênio à vontade carregados pela circulação, o desempenho muscular é melhor (veja quadro à direita). As metas são atingidas mais depressa e, claro, o risco de lesões nas articulações despenca.

Vem aí o wellness
Há quem aposte, contudo, que o chamado fitness, a mania de conquistar a boa forma nas academias, será soterrado pela onda do wellness, termo que pretende designar bem-estar físico. “A idéia é de que todos podem ter saúde mexendo o corpo meia hora por dia”, explica o professor Luís Carlos de Oliveira, da Universidade do ABC, em São Paulo, e do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física São Caetano do Sul (Celafiscs), em São Paulo. Um dos maiores estudos a favor do wellness foi realizado por americanos da Universidade Harvard, chefiados pelo médico Ralph Paffenberguer.
O time de cientistas concluiu que o pulo do gato, capaz de diminuir em mais de 30% o risco de doenças ligadas ao sedentarismo, é sair da inércia e movimentar o corpo meia hora por dia. “Isso, em termos de saúde, é mais importante do que fazer aulas de ginástica três vezes por semana”, diz Oliveira (veja quadro abaixo). Segundo o médico do esporte Victor Matsudo, diretor do Celafiscs, essa meia hora diária não precisa ser ininterrupta. “Se alguém se exercita 10 minutos de manhã, mais 10 à tarde e 10 à noite”, exemplifica, “isso já basta.” Atividades mais pesadas exigem até menos tempo do que isso . “O melhor é que, diferente das academias, o wellness é acessível a todos, como crianças e idosos.”

11.498 – Tecnologia – Um Jumbo do mar


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Os analistas garantem que nas próximas décadas o transporte marítimo vai consquistar um número cada vez maior de viajantes. Por isso, estão começando a surgir barcos de alta velocidade, capazes de acomodar milhares de passageiros em travessias oceânicas. O HSS 1 500, o campeão de sua classe, já está carregando 1 500 passageiros, no norte da Europa, a 75 quilômetros por hora.

Com a força de um avião
Peças adaptadas do caça de combate sueco Saab Gripen e do Boeing 747 garantem alta velociade e eficiência.

Turbinas hi-tec
Não usam o diesel convencional, mas gasolina, como as da aviação. Têm mais força, menos peso, poluem menos.

Casco vigiado
Por um sistema interno de tevê, o piloto monitora a altura das ondas entre os dois cascos, em tempo real.

Entrando em campo
Na comparação com o Maracanã, os números do barco ficam mais impressionantes. São 126,6 metros de comprimento, 40 de largura e 27,5 de altura, do casco à torre de navegação. Potência total das quatro turbinas: 68 megawatts.

Visual total
Assentos se alinham às janelas laterais panorâmicas, de 30 metros de comprimento e 2,5 de altura.

Carga pesada
Capacidade para 375 carros ou 100 carros e 50 caminhões. Contando gente e bagagem,a carga total chega a 1 500 toneladas.

Rota exata
Computadores e comunicação com satélites são mais avançados que os de qualquer outro navio.

Adeus, tédio
Opções variadas: playground, free shop, três bares, dois restaurantes, painel com 27 tevês conectadas.