11.475 – Doenças mentais podem estar ligadas à criatividade


Esse pintava o 7
Esse pintava o 7

O pintor Vincent Van Gogh e o cientista Isaac Newton foram algumas das grandes figuras conhecidas por mergulharem na criatividade, mas também na insanidade. No século XVIII, o poeta inglês Lorde Byron disse que todos os seus colegas que faziam poesias eram loucos. A ciência acaba de encontrar fortes evidências que comprovariam a tese de Byron. Um estudo genético, com base em dados de 86 000 islandeses, sugere a ligação entre ser criativo e o risco de desenvolvimento de distúrbios mentais, como esquizofrenia e transtorno bipolar.
Não é a primeira vez que cientistas tentam encontrar relação entre criatividade e doenças psiquiátricas. Na nova pesquisa, publicada nesta semana na revista Nature Neuroscience, uma equipe de pesquisadores islandeses e holandeses sugere que pintores, escritores, atores e bailarinos têm 25% mais probabilidade de carregar as variações genéticas que predispõe às doenças do que outros profissionais, como agricultores, vendedores ou artesãos.
Variável genética – Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores procuraram no DNA dos islandeses, fornecido pela companhia de engenharia genética deCODE, fundada por um dos autores da pesquisa, as variações que aumentam o risco de esquizofrenia e transtorno bipolar. Em seguida, analisaram o genoma de pessoas do mesmo país que fazem parte de associações artísticas. Na comparação, os indivíduos ligados às artes tinham uma chance 17% maior de apresentar as variáveis ligadas aos males.
Os pesquisadores, então, compararam o resultado com bases de dados médicos de 35 000 suecos e holandeses. De acordo com os cálculos, os mais criativos (que estão em profissão ligadas à habilidade) têm probabilidade 25% maior de terem as variáveis genéticas que eram alvo do estudo.
Gênio louco – A associação entre a criatividade e a loucura remonta à noção romântica do século XVIII, quando o artista passou a ser um gênio, lutando com seus demônios interiores e a força de sua inspiração. Artistas como Van Gogh, que realmente sofria de doenças mentais, tornaram-se ícones da relação entre loucura e criatividade. Estudos atuais atribuem ao pintor doenças que possivelmente seriam distúrbio bipolar ou esquizofrenia. No entanto, análises sobre o assunto são difíceis de serem feitas, pois não há definição científica exata do que seria uma pessoa criativa. Esse costuma ser um conceito subjetivo, o que torna difícil a medição.
“Para ser criativo, é preciso pensar de forma diferente. Muitas vezes, quando as pessoas estão criando algo novo, elas acabam ocupando um espaço entre a sanidade e a insanidade. Acho que estes resultados suportam o velho conceito do gênio louco. A criatividade é uma qualidade que nos deu Mozart, Bach, Van Gogh. É uma característica muito importante para a nossa sociedade. Mas traz um risco para o indivíduo, e 1% da população é afetada por isso”, diz Kari Stefansson, um dos autores do estudo.

11.474 – Sonda Dawn se aproxima de Ceres, mas o mistério brilhante continua


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As novas imagens têm resolução de 410 metros por pixel, o que significa que estamos vendo coisas com diversos quilômetros de extensão. Para que se tenha uma ideia, a cratera dentro da qual estão os pontos brilhantes tem 90 km de diâmetro.
A Dawn chegou à nova órbita no dia 2 e deve permanecer nela até o dia 28, mapeando completamente o planeta anão, localizado entre as órbitas de Marte e de Júpiter. A sonda completa uma volta inteira em torno dele a cada três dias terrestres.
Depois disso, os motores iônicos serão novamente ligados e a espaçonave baixará a altitude para 1.450 km e se estabelecerá nessa nova órbita no começo de agosto. E então teremos imagens com resolução ainda melhor dos misteriosos pontos brilhantes de Ceres.
A exemplo do que disse Chris Russell, o Mensageiro Sideral ainda acha cedo para dar palpites mais profundos, mas a região central parece lembrar um pouco a caldeira de um vulcão. Será que temos criovulcanismo em ação aí?
Também podemos reparar alguns tracejados sobre a superfície que lembram atividade tectônica. Será que há algo ainda em estado líquido sob a superfície de Ceres?
E essa, na real, é a graça de acompanhar essas missões ao vivo — exploração espacial não é feita de perguntas simples e conclusões idem, mas sim de mistérios e surpresas a cada esquina.

11.473 – Espaço – Velas abertas no oceano cósmico


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O veleiro solar LightSail-A, da ONG Planetary Society, acaba de concluir a transmissão de sua primeira imagem diretamente do espaço, com as velas abertas. A foto é basicamente a declaração mais eloquente de sucesso que os engenheiros e cientistas poderiam ter.
A missão passou por mais momentos de emoção após a abertura dos painéis solares, e na última quarta-feira (04 de junho), o contato com o pequeno satélite foi interrompido por um problema com as baterias, frustrando os planos de abrir as velas até sexta, como originalmente planejado. A comunicação voltou no sábado, e no domingo o cubesat (de apenas 10 x 30 cm) foi comandado a içar as velas. Foi detectada a telemetria dos motores executando a operação, mas somente com uma imagem seria possível confirmar o sucesso. Na segunda já havia uma pista boa, com uma imagem parcial, e na tarde de terça a imagem completa revelou a abertura bem-sucedida!
Agora, o que era um satélite do tamanho de um pão de forma é uma pipa com 5,6 metros de lado voando acima da Terra. O aumento de área fez duas coisas: tornou possível observar o LightSail a olho nu quando ele passa por cima de cidade logo após o pôr do Sol ou antes do nascente e aumentou brutalmente o arrasto atmosférico, de forma que ele deve decair de sua órbita e reentrar na atmosfera terrestre em poucos dias. Mas com a missão cumprida.
Um veleiro solar funciona usando a luz que vem do Sol como propulsão. Cada partícula de luz produz um empurrão muito suave nas superfícies que toca, e se a superfície for suficientemente grande, e a nave suficientemente leve, isso é o que basta para obter aceleração para viajar pelo espaço, uma vez que se vence o poderoso campo gravitacional da Terra.
É um empurrãozinho de nada, é verdade, mas a vantagem é que ele é sempre constante — o Sol não para nunca de brilhar. Combustível é desnecessário para acelerar o veículo. Então, imagine um empurrãozinho agindo durante meses e anos, aumentando gradualmente a velocidade da nave. Com habilidade e controle, é possível levá-la a qualquer parte do Sistema Solar (claro, tudo vai ficando mais difícil conforme se afasta do Sol, e o nível de luz diminui, mas ainda assim é teoricamente possível ir bem longe desse jeito).
Honestamente, os veleiros movidos a luz são hoje a única tecnologia conhecida que pode de fato realizar missões interestelares.

11.472 – Neurociência – ‘Thync’ é um dispositivo capaz de alterar o seu humor ao ser utilizado


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Simplificando, ele tem a capacidade de mudar o estado de espírito das pessoas.
Basta conectar o dispositivo na testa para que ele mude instantaneamente o humor de seu usuário. Um aplicativo para iPhone correspondente permite que se escolha o tipo de humor que a pessoa quer experimentar, e até mesmo ajustar a intensidade. É possível optar por um estado feliz, relaxado, focalizado, ou energizado.
O dispositivo baseia-se na neurossinalização, um processo em que ondas de ultrassom são utilizadas para se comunicar com as ligações dos neurônios cerebrais, alterando o humor da pessoa. O dispositivo envia sinais elétricos ou ondas de ultrassom para as áreas específicas do cérebro que são centros de energia, concentração e relaxamento. O Thync faz efeito entre 30 minutos e uma hora, podendo durar várias horas, dependendo da intensidade da estimulação.
A empresa que desenvolveu Thync foi fundada por especialistas em engenharia e neurociência de Stanford, MIT e Harvard. Eles gastaram 15 milhões de dólares (cerca de 46 milhões de reais) para pesquisa e desenvolvimento, com o único objetivo de chegar em um dispositivo que modificasse a atividade no cérebro. O primeiro dispositivo Thync foi lançado oficialmente na terça-feira passada, recebendo boas críticas.
David Harris, editor do jornal norte-americano Boston Business Journal, que teve a oportunidade de experimentar Thync antes mesmo dele chegar ao mercado, selecionou o modo “descanso” no app.
“Disseram-me que eu iria sentir uma sensação de coceira e até mesmo um pouco de dor no início”, escreveu ele. “Eu senti a coceira, como uma pressão em minha cabeça, e, em seguida, algum tipo de efeito acontecendo entre os meus nervos e o dispositivo”. Embora Harris tenha admitido que o dispositivo o fez se sentir um pouco cansado, ele também não havia dormido muito bem na noite anterior, deixando-o sem certeza de que o fato tenha sido foi realmente induzido pelo Thync.

11.471 – Nosso cérebro será conectado à internet e poderemos “baixar” nossa consciência


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O cérebro é a misteriosa chave de comando do nosso corpo e nele está a solução para acabar com boa parte de nossas limitações humanas, segundo a teoria do engenheiro do Google e futurólogo Ray Kurzweil.
Durante uma conferência em Nova York, ele anunciou a previsão de que em apenas 15 anos os humanos receberão implantes cerebrais de nanobots – dispositivos eletromecânicos – que ligarão nossos cérebros à internet, permitindo uma cognição muito acelerada. Dez anos depois, o nosso pensamento “será feito on-line”, segundo Kurzweil.
“O nosso pensamento, em seguida, será um híbrido de pensamento biológico e não biológico. Nós seremos capazes de estender as nossas limitações e pensar na nuvem. Nós vamos colocar passagens para a nuvem em nossos cérebros “, complementou o engenheiro.
“Nós vamos, gradualmente, misturar e elevar nós mesmos. Na minha opinião, essa é a natureza do ser humano: transcender as nossas limitações”.
Inteligência artificial
O pesquisador de 67 anos ficou famoso por ter criado tecnologias que transformam escrita e a fala em formato digital, bem como uma linha popular de sintetizadores. Como diretor de engenharia do Google, cargo que ocupa desde 2012, ele está testando ainda mais os limites de sua pesquisa ao tentar melhorar a capacidade dos computadores de entender a linguagem natural, com o objetivo de criar a verdadeira inteligência artificial, em que computadores poderão interagir realmente com seres humanos.
Download da consciência
Em outra linha de pesquisa que envolve as potencialidades do nosso cérebro e a tecnologia, a neurocientista Ana Critchlow, de Cambridge, defende que um dia será possível “baixar” nossa consciência em uma máquina. Para isso tudo se tornar realidade, no entanto, seria necessário construir um computador que recriasse os 100 triliões de ligações do nosso cérebro.
“As pessoas, provavelmente, poderiam viver dentro de uma máquina. Potencialmente, eu acho que é definitivamente uma possibilidade”, acredita a pesquisadora, que comentou sobre suas ideias recentemente, no último Festival Literário e de Arte Hay Festival, em Gales, no Reino Unido.

11.470 – Energia – Tesla Motors revoluciona e anuncia bateria que poderá mudar o mundo


Enquanto a energia eólica e solar têm mostrado um grande avanço nos anos recentes – estima-se que até 22% da energia elétrica no mundo são de fontes renováveis – há ainda o porém de que o vento e o sol possuem suas instabilidades. Sabemos que o sol não brilha todos os dias e que também não há vento o ano todo. Contudo, um novo produto, anunciado pela empresa de carros elétricos Tesla, promete resolver esta questão.
A empresa do bilionário Elon Musk anunciou recentemente a entrada no mercado de energia, com a produção de uma bateria revolucionária de íon-lítio, desenvolvida para capturar e armazenar até 10 kWh de energia, produzidas por painéis solares ou turbinas eólicas, que poderá distribuir uma média de 2 kWh – Isso resulta em um preço da electricidade (tendo em conta os custos de instalação e inversores) de cerca de US $ 500 por kWh, ou seja, menos de metade dos custos atuais.
A ideia é que estas reservas sirvam para quedas de energias, ou quando o sol ou o vento estão fracos e também para horários de pico, quando o custo da eletricidade é mais alto. Há ainda a Powerpack, que pode armazenar 100 kWh e poderá ser usada em fábricas ou grandes armazéns, podendo até substituir a energia proveniente de combustíveis fósseis.
Cada bateria de 10 kWh vai custar US$ 3.500 dólares nos Estados Unidos. Inicialmente, sua produção será na fábrica da Tesla na Califórnia, mas passará para Nevada, em 2017. As primeiras baterias deverão ser entregues a partir de agosto.
Tesla, um dos gênios da humanidade, mesmo depois de morto, possui um legado tão forte e vivo que continua revolucionando o mundo. Isso só foi possível por causa de um acontecimento difícil de acreditar.

11.469 – Avião que vai a qualquer lugar do mundo em 4 horas já tem previsão de testes


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A empresa Reaction Engines revelou os últimos detalhes sobre o desenvolvimento do propulsor SABRE, capaz de chegar a qualquer parte do mundo em apenas quatro horas e, inclusive, voar no espaço sideral.
Os especialistas estão trabalhando em dois ambiciosos projetos paralelos, baseados no propulsor revolucionário. O primeiro é o avião supersônico LAOCAT A2, que poderá transportar até 300 passageiros em uma velocidade cinco vezes superior à do som. O segundo projeto é o avião-foguete Skylon, que poderá levar passageiros e até 15 toneladas de carga ao espaço, reduzindo em 95% o custo operativo das naves atuais.
O design de ambos os aviões não possui janelas, por isso, em seu lugar, conta com monitores que mostram imagens dinâmicas, criadas especialmente para evitar sintomas de claustrofobia. A chave da incrível velocidade que o propulsor SABRE pode desenvolver está em um sistema de resfriamento revolucionário, capaz de reduzir a temperatura do motor em menos de um segundo. Conforme os planos da empresa, os primeiros voos de teste começarão em 2019.