11.468 – Neurociência – Implante em forma de rede monitora cérebro e o ajuda a se regenerar


neuroimplante
Pesquisadores da Universidade de Harvard desenvolveram um sensor eletrônico em formato de rede que pode ajudar a corrigir problemas na medula espinhal, conectar partes do cérebro e até eliminar tumores. O dispositivo é tão pequeno que não causa nenhum dano ao tecido cerebral que o circunda, o que facilita a injeção no cérebro. Até hoje, procedimentos cirúrgicos realizados utilizam agulhas, facas ou um tipo de sonda, o que pode acabar ferindo partes importantes do corpo.
A malha é feita de um polímero com sistemas eletrônicos incorporados. Em testes com ratos de laboratórios, depois de uma injeção de alguns centímetros no cérebro dos animais, os cientistas foram capazes de monitorar os sinais do cérebro.
O professor explica que a rigidez do sensor eletrônico flexível é de quatro a seis vezes maior do que a dos atuais. “As células podem penetrar através dele”, explica o professor de química da Universidade de Harvard e um dos autores do projeto Charles Lieber.
Como resultado, o sensor não provoca uma resposta do sistema imunológico do paciente, o que comumente chamamos de rejeição. “Um dos principais desafios com dispositivos implantáveis é que o procedimento pode ser bastante invasivo. Este método faz com que a tarefa seja simples e provavelmente quase indolor. Acredito que este conceito será amplamente aplicável a outros casos onde é preciso inserir um componente eletrônico basante fino no corpo”, explica o professor de engenharia química da Universidade de Stanford Zhenan Bao, que também está desenvolvendo eletrônicos injetáveis.
Regeneração
Depois de implantar o dispositivo em uma região específica do cérebro do rato,os pesquisadores descobriram que as células neurais foram capazes de se regenerar e migrar para a malha. “O sistema eletrônico de malha se mostrou um excelente tecido consistente. Acreditamos que os implantes de malha são bons candidatos para a terapia celular em tratamentos de AVCs e outras doenças neurodegenerativas, explica Lieber.
De acordo com os autores da pesquisa, o próximo passo é utilizar a malha com células tronco para ajudar a reparar áreas danificadas do cérebro, além de testes com um dispositivo eletrônico com múltiplas funções. Os testes em humanos devem demorar alguns anos para sairem do papel.

11.467 – Nutrição – Alimentos que não podem faltar no cardápio


tomate-20130829-001_original
Nos últimos anos, diversas pesquisas mostraram que uma alimentação equilibrada influencia na qualidade de vida. Alguns desses estudos focam, sobretudo, nos benefícios de determinados alimentos para a prevenção contra o câncer, uma das doenças que mais matam no Brasil e no mundo, principalmente o câncer de mama, próstata e pulmão. Diz o médico Paulo Hoff, chefe da oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. “Sabemos por análises retrospectivas que determinados alimentos, sobretudo as frutas e verduras, quando consumidos regularmente, podem ter um efeito protetor”.
O recém-lançado livro A Dieta Anticâncer-Prevenir é o melhor Remédio (tradução Téo Lorent; Escrituras Médicas, 200 páginas, 34,90 reais), escrito pela farmacêutica espanhola María Tránsito López, funciona como um guia de saúde, apresentando dezenas de alimentos que podem ser grandes aliados na prevenção contra o câncer. Todos os alimentos podem ser facilmente introduzidos ao cardápio diário.
O livro também orienta sobre o preparo dos alimentos e a quantidade consumida. Estima-se, por exemplo, que pessoas com 13 quilos a mais passam a ter mais predisposição ao câncer, principalmente o de mama e de útero. Isso porque o excesso de tecido adiposo pode alterar os níveis de hormônios sexuais, desencadeando, portanto, o surgimento das doenças.
Mas atenção: frente a qualquer suspeita da doença, é fundamental ter a orientação médica. Algumas substâncias anticâncer podem fazer mal em determinadas situações. Tome-se como exemplo, o chá verde. A bebida é um potente antioxidante, mecanismo associado ao câncer. No entanto, ela é contraindicado para grávidas e pessoas com problemas de epilepsia, úlcera gastroduodenal, insônia e alterações cardiovasculares graves.
Tomate
Rico em licopeno, a substância responsável pela sua cor avermelhada, o tomate tem intenso efeito contra o câncer, inibindo a proliferação das células cancerígenas. Estudos mostraram que o consumo frequente de tomate – fresco ou cozido – é um grande aliado sobretudo contra o câncer de próstata. Isso ocorre porque o licopeno protege as células da próstata contra oxidação e o crescimento anormal — duas características dos tumores malignos.
Alho
Estudos científicos mostraram que o consumo de alho pode reduzir o risco de desenvolver alguns tipos de câncer, como o de mama e o gástrico. Seus compostos fitoquímicos são capazes de induzir a morte das células cancerígenas por meio de um processo de apoptose – elas se suicidam – e, dessa forma, evitam a formação de um tumor.
Couve
A família das crucíferas (couve-flor, couve-manteiga, brócolis, repolho…) é uma das mais conhecidas pelo seu potencial quimiopreventivo. Diversas pesquisas mostram que esses vegetais podem prevenir contra vários tipos de tumores, como de pulmão, de mama, de bexiga, de próstata e do aparelho digestivo. O fato é que a família das crucíferas tem alta concentração de glucosinalatos, compostos que, ao se romperem, dão lugar a isotiocianatos e indóis – nutrientes com propriedade protetora contra tumores.
Vitamina C
Presente em frutas, como laranja e limão, a vitamina c pode ser usada entre as pessoas que já sofreram da doença e estão seguindo algum tipo de tratamento contra ela. Além disso, estudos indicam que a vitamina c também ajuda na hora da prevenção. Seu efeito antioxidante bloqueia a ação dos radicais livres, além de inibir a formação de nitrosaminas – substâncias cancerígenas. “Esses alimentos podem proteger o organismo contra substâncias potencialmente tóxicas”, diz Paulo Hoff.
Chá verde
A grande quantidade de catequina, um fitonutriente do chá, proporciona grande atividade antioxidante e ativadora do metabolismo. A catequina também apresenta atividade anti-inflamatória e induz a morte de células cancerígenas. O ideal é que seja consumido uma xícara por dia na forma de infusão. Mas atenção: o chá verde é contraindicado para grávidas e pessoas com problemas de epilepsia, úlcera gastroduodenal, insônia e alterações cardiovasculares graves.
Uva
Para se proteger das agressões externas, as uvas produzem uma substância chamada resveratrol, encontrada em suas sementes e pele. Pesquisas mostram que esse composto tem propriedade antinutagênica, por isso previne contra o início do processo canceroso. É por esse motivo que o vinho tinto também se torna um aliado. O consumo, porém, dever ser moderado. A Organização Mundial da Saúde recomenda não mais do que uma taça para as mulheres e duas para os homens, diariamente.

11.466 – Exames revelam que estátua de mil anos abriga corpo de monge


monge
Uma estátua de Buda, com idade estimada de mil anos, revelou ter um monge mumificado em seu interior. Pesquisadores do Museu Drents, na Holanda, fizeram a descoberta no ano passado – e agora endoscopias mostraram que os órgãos vitais da múmia foram substituídos por papéis cobertos com palavras em Chinês.
Acredita-se que o monge budisdta seja um mestre conhecido como ‘Liquian’, da Escola Chinesa de Meditação. Muitos desses monges não são considerados mortos, mas sim ‘em estado de meditação’. 24 casos como esse já foram descobertos, o mais recente no mês passado, quando um corpo de 200 anos foi encontrado na posição de lótus.
Os monges tentam se ‘auto-mumificar’ fazendo uma dieta de mil dias apenas de nozes, sementes e frutas, enquanto se exercitam intensamente para livrar seus corpos de toda a gordura. Depois desses primeiros mil dias, os monges passam por uma dieta de raízes e chás tóxicos, que tem o objetivo de preservar o corpo e expelir parasitas. Depois dessas fases completas (elas duram cinco anos e meio), o monge é trancado na posição de lótus em uma tumba de pedra, com um pequeno tubo pelo qual respirar. Eles sinalizariam que estão vivos tocando um sino.
Assim que o sino para de tocar, outros mil dias são tocados e a tumba é aberta para que outros monges verifiquem se o corpo está mumificado. Se sim, considera-se que o monge atingiu um estado de graça suprema e é colocado em exposição em templos.

11.465 – É desenvolvido tratamento igualmente eficaz, porém mais barato, contra o HIV


hiv-computador-modelo_~pr25929
Um novo tratamento com dois fármacos anti-retrovirais, um deles genérico, se mostrou igualmente eficaz ao tratamento triplo habitual contra o HIV. Essa nova opção tem a mesma tolerância nos pacientes e é mais barata, segundo um estudo.
A pesquisa, que foi publicada nesta segunda-feira pela revista “Lancet Infectious Diseases”, confirma que é possível simplificar o tratamento do HIV com a mesma eficácia que os fármacos atuais, afirma chefe do Serviço de Doenças Infecciosas e HIV do Hospital Clínic de Barcelona, Josep María Gatell.
Como a infecção pelo vírus do HIV se transformou em uma doença crônica graças aos fármacos, que impedem sua replicação, os médicos estão buscando estratégias terapêuticas que simplifiquem o tratamento para melhorar a aderência dos pacientes e o custo-benefício.
Assim, o estudo coordenado pelo diretor científico do grupo de Aids e Doenças Infecciosas do Hospital La Paz de Madri, José R. Arribas, e pelo doutor Josep María Gatell, demonstra que o tratamento com dois fármacos anti-retrovirais tem a mesma eficácia e o mesmo grau de tolerância que o tratamento triplo padrão.
Gatell lembra que as pessoas infectadas pelo vírus do HIV têm que seguir com um tratamento anti-retroviral, que, embora não cura a infecção, consegue diminuir a carga viral até níveis indetectáveis. Diminui também o risco de transmissão do vírus, com o qual as pessoas infectadas possam levar uma vida sã.
No entanto, os guias clínicos atuais ainda recomendam seguir com um regime anti-retroviral padrão com três fármacos quando os pacientes conseguiram controlar a carga viral.
O estudo, em que participaram 250 pacientes de 32 hospitais da Espanha e França, compara um tratamento dual com o tratamento padrão com três fármacos.
Os pesquisadores administraram o tratamento dual com um inibidor da protease, ‘lopinavir-ritonavir’, e um inibidor da transcriptase inversa -enzima necessária para que o vírus se replique-, a ‘lamivudina’, ou continuaram com o tratamento triplo que já estava sendo ministrado nos pacientes com estes dois fármacos, mais outro inibidor da transcriptase inversa.
Os resultados demonstraram que a combinação de dois fármacos permite manter a carga viral baixa com a mesma eficácia e melhor tolerância que com três.
Gatell avança, além disso, que “o estudo abre as portas para testar outras combinações duplas em paciente selecionados com carga viral já indetetável”.
Por sua lado, o doutor Arribas considera que graças aos resultado do estudo “dispomos de uma estratégia de tratamento contra o HIV que vai evitar aos pacientes alguns efeitos tóxicos. Além disso, representa uma economia, já que são utilizados só dois remédios e um deles já é genérico”.
No estudo, financiado por Abbvie Pharmaceutical, participaram também pesquisadores de outros hospitais espanhóis e vários franceses.

11.464 – Cientistas alteram células-tronco para resistirem ao HIV


hiv
Um grupo de hematologistas acaba de dar mais um passo na luta contra o HIV. A partir do uso de células-tronco, os pesquisadores projetaram um glóbulo branco especial, resistente ao vírus. Os resultados foram divulgados na publicação Proceedings of the National Academy of Sciences.
A equipe de cientistas é liderada por Yuet Wai Kan, da Universidade da Califórnia, ex-presidente da Sociedade Americana de Hematologia. Segundo a Wired, o glóbulo branco que eles tinham a intenção de transformar era o T — uma célula responsável pelo envio de sinais para outras do sistema imune, muito atingida pelo HIV.
Ao contar células desse tipo em um milímetro cúbico de sangue, médicos identificam em pacientes sadios entre 500 e 1.500 células/mm3 (que é a faixa normal). Se elas caem abaixo de 250, é sinal de que o HIV se apoderou do sistema e está utilizando as células como um ponto de entrada.
O vírus promove a invasão se anexando a uma proteína na superfície das células T, conhecida como CCR5. Se essa proteína é alterada, possui chances de bloquear a entrada do HIV. Um número pequeno da população tem essa alteração naturalmente e são imunes ao HIV.
Pesquisadores já tentaram reproduzir a resistência a partir do transplante de células-tronco de indivíduos com a mutação. Mas o processo é difícil. Até hoje, Timothy Ray Brown, que ficou conhecido como “o paciente de Berlim”, foi o único curado pelo tratamento.
O que a equipe californiana esperava era ir direto ao cerne do problema e replicar artificialmente a mutação da CCR5. E Kan, que tem trabalhado há anos com informação genética, diz que o procedimento é possível. Ele e sua equipe alteraram células-tronco para introduzir uma ruptura no genoma, que imita a mutação humano.
Os cientistas acabaram criando glóbulos brancos resistentes ao HIV, mas que não eram células T. Louis Picker, do Vaccine and Gene Therapy Institute da Oregon Health and Science University, mostrou-se cautelosamente esperançoso em relação à descoberta. “É uma ideia antiga, com uma extensa bibliografia, que está sendo atualizada neste trabalho com o uso de uma nova tecnologia, que o torna muito mais fácil modificar os genes humanos”.

11.463 – ☻Mega Bloco – (Astro) Biologia


astrobiologia
Se acaso existirem seres vivos em outras partes do Sistema Solar, serão profundamente diferentes das encontradas na Terra, assim como não é admissível que qualquer forma de vida da Terra, possa subsistir na Lua ou em Marte, exceto por condições artificiais. Juntando ambas a s massas, são muito inferiores a da Terra e a atração gravitacional de tais astros é muito inferior, o mesmo para a pressão atmosférica. O peso de um organismo terrestre seria muito menor. É claro que os pulmões de um animal terrestre não possam respirar em tais ambientes. Por outro lado, um ser organizado para viver na superfície de Marte, transportado para a Terra, morreria esmagado pelo prório peso, assim como uma baleia encalhada.
A vida como conhecemos, parece depender de certos complexos compostos químicos de carbono, azoto, hidrogênio e oxigênio, além de outros elementos secundários, mas tais especulações são limitadas. Poderíamos conceber, ainda que vagamente, outras substâncias em que o silício represente o papel do carbono e o enxofre tome o lugar do oxigênio e assim por diante, numa escala diferente, sob condições de pressão e temperatura fora da experiência terrestre; imaginemos que sob certas condições, tais compostos sejam capazes de movimento e metabolismo, e até mesmo, reprodução com um certo grau de conciência. Seria a vida que vai além dos limites admissíveis.

11.462 – Saúde – Bactéria transgênica impede a obesidade


obesidade
2,1 bilhões de pessoas- está acima do peso. A humanidade está perdendo a guerra contra a gordura. Mas e se existisse uma solução quase milagrosa para conter a onda de obesidade? Talvez exista. É o que indica o resultado de uma experiência a feita por cientistas americanos, que criaram uma bactéria capaz de impedir o ganho de peso. É uma versão mutante da Escherichia coli, bactéria que faz parte da nossa flora intestinal e costuma ser inofensiva. Os pesquisadores colocaram um gene a mais na E.coli. Graças a isso, ela ganhou um poder: fabricar N-acilfosfatidiletanolamina. Esse hormônio de nome comprido normalmente é produzido pelo corpo humano, e tem uma função simples: indicar ao cérebro que a pessoa comeu o suficiente. Ele freia o apetite.
Um grupo de ratos de laboratório recebeu a superbactéria, misturada com água. Os bichinhos tinham alimentação à vontade, podiam comer o quanto quisessem. Mas, depois de oito semanas, algo impressionante aconteceu. “Os níveis de obesidade caíram”, diz o biólogo Sean Davies, líder do estudo. Os ratos não só não engordaram; eles haviam perdido peso. Tudo porque a bactéria mutante se instalou no organismo deles e começou a produzir o tal hormônio, tirando a vontade de comer em excesso. Depois que os bichos pararam de receber a E.coli modificada, o efeito durou mais quatro semanas. Não houve efeitos colaterais.
Agora, os pesquisadores querem testar a descoberta em humanos. Se ela funcionar, será possível criar uma bebida probiótica (tipo Activia ou Yakult) contendo a tal bactéria – que as pessoas beberiam para emagrecer.

11.461- Dia Internacional dos Oceanos


oceanos2
O Dia Mundial dos Oceanos foi criado em 8 de Junho do ano 1992 durante a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, pela Organização das Nações Unidas. Esta iniciativa oferece todo ano uma oportunidade para cuidar dos oceanos e motivar a mobilização internacional em sua defesa. Os oceanos cobrem 71% da superfície da terra e são fundamentais para o funcionamento do planeta. Constantemente os mares enfrentam os diversos e graves perigos causados pelas atividades do ser humano, entre os que se encontram: super exploração dos seus recursos naturais, destruição e modificação dos seus habitats e contaminação de suas águas e seus habitantes. Tendo em conta o dano que estas atividades ocasionam ao ecossistema, é prioritário conscientizar em nível mundial sobre esta situação, a fim de evitar a destruição deste recurso natural imprescindível, como o é a água.

11.460 – Sociologia – Só educação não Diminui a Desigualdade


educação
A educação sempre aparece como remédio para os males do Brasil, principalmente a desigualdade social. Sem negar que mais anos de estudo melhoram a vida da população, especialistas começam, porém, a relativizar essa verdade absoluta.
“É interessante para a elite e para o governo tratar a educação como uma panaceia, porque se estabelece uma situação de inércia social. Um segmento que tem crescido muito é o de pessoas com ensino superior, que hoje supera 15% dos jovens, mas a desigualdade interna desse grupo é tremenda”, diz o economista Alexandre Barbosa, professor do IEB (Instituto de Estudos Brasileiros) da USP. Para ele, a desigualdade no Brasil é estrutural e não será solucionada exclusivamente com mais investimentos em educação.
Barbosa mostra que a diferença de renda média do trabalho entre brasileiros com ensino médio e com ensino superior caiu de R$ 1.969,47 em 1995 para R$ 1.741,41 em 2009.
A redução dessa diferença, que começa a aparecer no Brasil, é uma realidade nos países desenvolvidos. Dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostram que, nos países onde há mais cidadãos com ensino superior, é menor a diferença de salário entre trabalhadores mais e menos qualificados, o que contribui para diminuir o abismo entre ricos e pobres.
Alguns economistas explicam a desigualdade no Brasil justamente por essa escassez de trabalhadores qualificados, que não preenchem a demanda por mão de obra especializada e, portanto, têm baixos salários.
Barbosa diz que essa teoria ignora o outro lado: a “sobrescolarização”. “Criou-se uma porção de universidades de fundo de quintal. O mercado não precisa dessa mão de obra, e o estudante vira atendente de lanchonete.”
Na Coreia do Sul, considerada um modelo de ensino, onde 67% da população tem diploma universitário (o maior nível entre os países da OCDE), a desigualdade de renda é elevada: os 10% mais ricos recebem 10,1 vezes mais que os 10% mais pobres. “Chegamos a uma situação de estagnação. Todos são bem-educados e têm a expectativa de conseguir bons empregos. Mas o número de oportunidades para pessoas com esse nível de educação não está crescendo”, diz o jornalista sul-coreano Se-Woong Koo, ex-professor da Universidade Stanford.

11.459 – Sócio – Economia – Quem São os Donos do Mundo?


economia
As 67 pessoas mais ricas do mundo têm US$ 1,72 trilhão. Tanto dinheiro quanto os… 3,5 bilhões mais pobres. Metade de toda a humanidade.
Este ano, um grupo de 130 pessoas se reuniu em Copenhague, capital da Dinamarca. Discutiram assuntos como economia global, mudanças climáticas, guerras. Fizeram previsões, debateram, traçaram estratégias. Parecia uma assembleia da ONU. Mas era um encontro do Grupo de Bilderberg: organização criada em 1954 para reunir as pessoas mais poderosas do planeta. Seu encontro anual, que não é aberto a ninguém da imprensa, reúne multibilionários e chefes de Estado e de Exércitos (este ano, os destaques foram o líder supremo da OTAN, aliança militar presente em 28 países, e o diretor-geral da NSA, a superagência de espionagem americana). “Estamos falando de uma rede global, mais poderosa do que qualquer país, e determinada a controlar a humanidade”, diz o russo Daniel Estulin, autor de um livro sobre o grupo. Ele pode estar exagerando um pouco. Mas é fato que os ultrarricos nunca tiveram tanta força. A economia mundial patina e não consegue se recuperar da megacrise de 2008, a maior dos últimos 80 anos. Ela começou com quebras de grandes bancos nos EUA, que deixaram um rombo estimado em US$ 2,7 trilhões, e se espalhou pelo planeta, gerando grandes ondas de desemprego e recessão – da qual as principais economias do mundo ainda não se recuperaram. Mas mesmo assim, em plena tempestade, o número de bilionários dobrou. Agora um pequeno grupo, com as 67 pessoas mais ricas do mundo, tem tanto dinheiro quanto os 3,5 bilhões de humanos mais pobres. É como se, financeiramente, metade do planeta coubesse dentro de um ônibus. A desigualdade de renda explodiu, e está se aproximando dos níveis que antecederam a Primeira Guerra Mundial. E isso tende a ser um problema para quase todo mundo.
Afinal, se o mundo está em crise, todos perdem, certo? Mais ou menos. Na verdade, as crises têm o poder de concentrar renda, deixar os ricos mais ricos. E é fácil entender o porquê. Quando as coisas apertam, pessoas e empresas são obrigadas a se desfazer do seu patrimônio. Vendem imóveis pela metade do preço, liquidam ações por menos do que valem e, claro, saem perdendo. Quem ganha são uns poucos – que têm dinheiro para comprar tudo isso. “Para cada novo milionário, há muito mais gente que perde dinheiro. Em geral, quem mais sofre são os pobres e a classe média”, diz Rodolfo Olivo, professor de finanças da USP. Os mais ricos compraram ações e empresas pagando pouco, logo no estouro da crise, e ganharam com isso. De 2009 para cá o índice Dow Jones, que mede as principais ações das bolsas americanas, subiu 149%.

ricoquatro

Ao mesmo tempo em que aumentava a concentração de renda, a crise emperrou as economias e instigou movimentos como o Occupy Wall Street – que começou como um protesto de 100 mil pessoas no centro financeiro de Nova York e chegou a 1.500 cidades pelo mundo.

Tudo isso teve uma consequência inédita: fez um livro de economia virar best -seller. O Capital no Século XXI, escrito pelo economista francês Thomas Piketty, é um catatau de quase 700 páginas, que analisa as economias de 20 países ao longo de mais de um século. É denso, complexo, difícil de ler. Mas se tornou número 1 na Europa e nos EUA, com centenas de milhares de cópias vendidas. No Brasil, foi lançado em novembro e imediatamente alcançou o segundo lugar (só perdendo para a biografia do líder religioso Edir Macedo). Piketty tem chamado a atenção – e causado furor – porque demonstrou, com estatísticas, que a desigualdade social está aumentando. E apresentou uma explicação para esse fenômeno.

O contraste entre ricos e pobres não surge do nada. Ele vem de uma força elementar: a diferença entre o capital e o trabalho. O capital (dinheiro, imóveis, fábricas, ações, bens) pode ser investido e gerar mais capital. Já o trabalho não tem esse poder multiplicador. E aí, diz Piketty, r > g. Essa fórmula, que foi inventada por ele, é bem simples. O “r” é o ganho médio que o capital consegue obter em um ano, por meio de investimentos. Já o “g” representa a taxa de crescimento da economia. Ou seja: se r é maior que g, quem tem capital para investir sempre ganha mais do que a economia como um todo. E fica com uma fatia cada vez maior do bolo. Já quem trabalha e recebe salário, ou seja a maioria das pessoas, fica com menos. E como dizia o refrão daquela música, “o de cima sobe e o de baixo desce”.

ricotres

Nem sempre foi assim. Entre as décadas de 1950 e 1970, o processo foi inverso. O crescimento da economia era maior que o ganho dos investimentos (ou seja, g > r). O mercado financeiro lucrava menos do que a `economia real¿, embalada pela reconstrução da Europa e a explosão de prosperidade nos EUA. A desigualdade diminuiu. Mas a onda virou, e a distância entre ricos e pobres voltou a crescer.

No final dos anos 70, os presidentes das 350 maiores companhias do mundo ganhavam, em média, 30 a 40 vezes mais que os funcionários de base. Hoje, a diferença de salário entre o presidente e o peão passa de 300 vezes. Nos Estados Unidos, o salário médio dos trabalhadores encolheu de US$ 4 mil para US$ 2.750 (em valores reais, descontando a inflação do período) entre 1978 e 2010. Já a remuneração do 1% mais rico disparou: foi de US$ 25 mil para US$ 83 mil.

No Brasil, a concentração de renda caiu nos últimos 20 anos. Mas ainda é brutal. Somos o 13º país mais desigual do mundo (veja quadro na página 40), só perdendo para nações muito pobres, como Botsuana, Namíbia e Haiti. “Quanto maior é a desigualdade, mais altas são as taxas de homicídio, de uso de drogas, mortalidade infantil, doenças psiquiátricas e até de obesidade”, diz Richard Wilkinson, diretor da ONG britânica The Equality Trust. Reduzir a diferença entre ricos e pobres não é apenas uma questão humanitária ou ideológica. É importante para a saúde da própria economia. E quem diz isso não são pregadores esquerdistas: é o Fundo Monetário Internacional, que publicou um estudo mostrando como a desigualdade extrema tende a gerar crises, e o World Economic Forum – que reúne 700 líderes econômicos globais e este ano elegeu a desigualdade como o grande problema do mundo atual. Até o papa Francisco andou palpitando a respeito: para ele, a desigualdade “provocará uma explosão da violência” no mundo se não for contida.

Os donos do mundo aproveitaram a crise e exploraram a diferença entre capital e trabalho para aumentar suas fortunas. Mas também podem recorrer a outros meios, como a política. A história está recheada de casos de multibilionários que usaram suas fortunas para moldar o destino da humanidade – e ficaram ainda mais ricos fazendo isso. No século 19, o banqueiro Nathan Rothschild foi o grande instigador da derrota de Napoleão na batalha de Waterloo. Ele comprou a maior parte dos títulos emitidos pelo Exército inglês para financiar a guerra. Cheio de dinheiro, e portanto de armas, o Exército foi ao front e venceu. Rothschild foi a primeira pessoa na Inglaterra a ficar sabendo. Sem avisar ninguém, saiu vendendo seus títulos. Os outros investidores acharam que a Inglaterra tinha perdido a guerra, e também venderam os titulos que possuíam. Isso derrubou os preços deles. Rothschild aproveitou para recomprar tudo, pagando baratíssimo. No dia seguinte, quando o resto do país foi informado da vitória, o valor dos papéis disparou. E Rothschild multiplicou sua fortuna em 20 vezes. Ela chegou a US$ 350 bilhões, em valores atuais. Dá mais de quatro Bill Gates.

Hoje, a influência dos überricos na política é mais sutil, mas igualmente forte. Um bom exemplo é o Tea Party, que surgiu nos Estados Unidos em 2009 – à primeira vista, como movimento popular. De repente, milhares de americanos estavam nas ruas para protestar contra coisas que os incomodavam. Só que ninguém estava reclamando da falta de saúde ou educação, ou de 20 centavos a mais na passagem do ônibus. As reivindicações eram mais ao gosto de empresários e banqueiros: redução de impostos, liberação nas emissões de CO2 (que, segundo o Tea Party, não é o responsável pelo aquecimento global) e fim do sistema de saúde gratuito que Barack Obama tentava implantar nos EUA.
No Brasil, são notórios os casos de empresas ou de milionários que dão dinheiro para financiar partidos políticos: são as controversas doações de campanha. Nas últimas eleições, elas ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão, segundo o TSE. As dez empresas que mais doaram (JBS, Bradesco, Itaú, OAS, Andrade Gutierrez, Odebrecht, UTC Engenharia, Queiroz Galvão, Vale e Ambev) financiaram 70% de todos os deputados federais eleitos – 360 de 513, segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo.

As doações são permitidas por lei. Mas podem causar distorções. Imagine que você foi eleito deputado. Certo dia, sua secretária avisa que há duas pessoas esperando você. Uma é um cidadão qualquer. A outra é um empresário que doou alguns milhões para a sua campanha (e de cuja ajuda você vai precisar na próxima eleição). “Quem você se sentiria mais pressionado a receber?”, pergunta Claudio Abramo, diretor da ONG Transparência Brasil. “Os grandes doadores exercem uma pressão muito maior sobre os políticos.” Uma possível saída seria limitar ou proibir as doações privadas e financiar as campanhas com dinheiro público, como já acontece em países como Suécia e França. Isso ajudaria a conter a influência dos empresários. Mas a medida também tem seu lado polêmico, pois consumiria recursos públicos. O valor do financiamento poderia ser fixado por lei, obrigando as campanhas a gastar menos do que hoje. Isso enfrentaria grande resistência da classe política, e o financiamento público não é uma panaceia – pois candidatos mal-intencionados sempre poderiam receber dinheiro por fora, por meio de caixa 2.

De toda forma, quem tem força econômica nem sempre precisa manipular os políticos. Às vezes, pode obrigá-los a fazer as coisas. Como o megainvestidor George Soros, 24º. homem mais rico do mundo. Ele fez fortuna comprando e vendendo ações e títulos do mercado financeiro – doa a quem doer. Sua maior demonstração de poder foi a quebra do Banco da Inglaterra. O banco, que foi fundado no século 17, é o equivalente inglês ao nosso Banco Central. Controla a economia e a moeda. Em 1992, a Inglaterra tinha feito um pacto com outros países da Europa. Ela se comprometeu a manter sua moeda, a libra esterlina, numa cotação igual ou superior a 2,77 marcos alemães (o euro ainda não existia). Se o valor caísse abaixo disso, o Banco da Inglaterra era obrigado a intervir. O objetivo era reduzir as oscilações econômicas na Europa. Mas Soros viu nisso uma grande oportunidade para lucrar.

Sem chamar a atenção, ele foi pegando empréstimos e comprando libras esterlinas. Acumulou o equivalente a US$ 10 bilhões. Aí, no dia 16 de setembro de 1992, vendeu todas. Jogou tudo de uma vez no mercado. Como havia excesso de libras, a cotação delas despencou. Em pânico, o Banco da Inglaterra tentou aumentar os juros e comprar libras para defender a moeda. Mas Soros era mais forte. O governo inglês foi obrigado a abaixar a cabeça e aceitar a desvalorização da libra. No dia seguinte Soros recomprou, pagando menos, tudo o que tinha vendido – e ganhou US$ 1 bilhão com isso. O episódio ficou conhecido como “Quarta-feira Negra”. “Os grandes acertos de Soros foram saber quem iria perder”, escreve o historiador Niall Ferguson em A Ascensão do Dinheiro – A História Financeira do Mundo (Editora Planeta). Naquela ocasião, o perdedor foi a Inglaterra. Mas não foi o único caso do tipo. Esse jogo, em que grandes investidores forçam os países a desvalorizar suas moedas, começou na Tailândia, se espalhou por vários países da Ásia, chegou à Rússia e veio parar no Brasil. Em 1999, depois de sofrer um ataque similar, o Banco Central foi obrigado a abandonar o sistema de bandas cambiais, que estipulava uma variação máxima para a cotação do real.
E aí está outro problema da superconcentração de renda: ela permite que megainvestidores, como Soros, tenham força para mexer com a moeda de um país inteiro. Hoje, estima-se que haja mais de US$ 600 trilhões aplicados no mercado financeiro, dez vezes mais do que na chamada “economia real”. O dinheiro que fica dentro do mercado, e não é investido em empresas e projetos, só serve para fabricar mais dinheiro. Não movimenta a economia. “Não contribui para a inovação, a capacidade empresarial, a criação de empregos”, diz o economista Evilásio Salvador, professor da Universidade de Brasília.
Os ultrarricos nem sempre exercem seu poder na política, ou no mercado financeiro. Eles também influem sobre as coisas que você compra. Os produtos e serviços são fornecidos por um número cada vez menor de empresas – porque elas estão se juntando umas às outras. Entre 2002 e 2005, o Brasil teve uma média de 384 fusões e aquisições por ano, segundo estudo da consultoria Price Waterhouse Coopers (PwC). De 2006 a 2009, essa média subiu para 646. De 2010 a 2013, chegou a 783. A concentração empresarial está acontecendo no mundo inteiro, em todos os setores da economia. Por exemplo: no final dos anos 50, a França tinha 20 montadoras de automóveis. Hoje, apenas duas (Renault e Peugeot-Citroën), que foram absorvendo as demais. Na Itália, eram 19. Hoje, só uma (Fiat). Pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, em Zurique, estudaram as 43 mil maiores empresas do mundo – e mapearam todas as relações entre elas. Descobriram que um grupo muito pequeno manda numa parte enorme da economia global. “1% das empresas controla 40% de toda a rede”, diz James Glattfelder, um dos autores do estudo.

A concentração empresarial não é necessariamente ruim, mas pode ser. Imagine se só existisse uma marca de creme dental, por exemplo. Ela poderia cobrar bem caro e você seria obrigado a pagar, porque precisa escovar os dentes. Na prática, isso não tem acontecido. O mercado brasileiro de cerveja, por exemplo, é dominado pela AmBev (que tem 67,5%). Ela surgiu da fusão entre Brahma e Antarctica, as duas maiores cervejarias do País. Mas desde que foi criada, em 1999, os reajustes no preço da cerveja estiveram próximos da inflação, sem aumentos abusivos. “Hoje a concorrência é muito maior do que no passado”, diz o economista Rogério Gollo, especialista em fusões e aquisições da PwC. Com os carros, aconteceu a mesma coisa. Mesmo havendo menos fabricantes, os preços não subiram. A concentração empresarial não está doendo no seu bolso, pelo menos não ainda.
Os impostos. Quando pensamos neles, costumamos pensar no governo: o dinheiro que ele arrecada e os serviços públicos, como saúde e educação, que fornece em troca. O que pouca gente sabe é que, no Brasil, os ricos pagam proporcionalmente menos impostos do que o resto da sociedade. Soa incrível, mas é verdade. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra o que acontece. Uma pessoa que ganha dois salários mínimos por mês gasta 53,9% da sua renda com impostos, que estão embutidos nos produtos que ela compra. Tem de trabalhar 197 dias por ano só para pagar impostos. Já alguém que recebe 30 salários mínimos paga apenas 29% – e trabalha 106 dias, quase a metade do tempo, para sustentar o governo (veja quadro na página ao lado).

Isso acontece porque, ao contrário do que acontece em países desenvolvidos, os impostos brasileiros estão mais concentrados nos produtos que as pessoas compram, e não no dinheiro que elas ganham. E essa característica é uma máquina de produzir desigualdade: porque os impostos tomam mais dinheiro daqueles que menos têm. “Isso onera os mais pobres, tornando-os mais pobres ainda”, diz Evilásio Salvador, da Universidade de Brasília. É o que os economistas chamam de Efeito Mateus (uma referência à passagem bíblica Mateus 25, 14-30: “Porque àquele que tem lhe será dado, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado”).

Inverter essa lógica é difícil – afinal, os mais ricos têm poder para pressionar os políticos. Mas até alguns deles se dizem dispostos a mudar. O megainvestidor Warren Buffet, terceiro homem mais rico do mundo, sugeriu um plano ao presidente dos EUA. A proposta, que ficou conhecida como “The Buffett Rule” (Regra Buffett), criava um imposto de renda de pelo menos 30% sobre quem ganha mais de US$ 1 milhão por ano. Isso só afetaria 0,3% das pessoas. Mas arrecadaria US$ 36 bilhões. É um oceano de dinheiro (mais que todo o orçamento do Ministério da Educação brasileiro). A proposta foi à votação no Congresso, e perdeu. Segundo uma pesquisa da CNN, 72% dos americanos eram a favor dela.

Se nada mudar, a desigualdade no mundo tende a continuar crescendo (pois r > g, lembra?). É difícil prever as consequências disso. Mas uma delas pode ser a radicalização política. Um estudo feito por três universidades americanas (Columbia, Houston e Princeton) constatou que, quanto maior a desigualdade econômica num país, mais forte tende a ser a divisão entre os seus grupos de esquerda e de direita. E a história sugere que a superconcentração de recursos pode acabar em algum tipo de tumulto.
Já aconteceu. Houve um país que passou por um processo muito forte, e muito acelerado, de concentração de renda. Em apenas cinco anos, a fatia do bolo pertencente ao 1% mais rico cresceu 50%. A renda das demais pessoas caiu a ponto de prejudicar sua alimentação – e aumentar a mortalidade infantil em 16% em determinadas regiões do país. Seu líder fazia discursos cada vez mais inflamados, nos quais se dizia “inimigo do capitalismo”. Essa nação era a Alemanha. Seu líder, Adolf Hitler. A consequência, a Segunda Guerra Mundial.

ricodois

Ultra Ricos
(1) Bill Gates

US$ 80,9 BI – Microsoft – EUA

(2) Carlos Slim Helu & família

US$ 78,7 BI – América Móvil – México

(3) Warren Buffett

US$ 68,4 BI – Berkshire Hathaway (investimentos) – EUA

(4) Amancio Ortega

US$ 58,1 BI – Zara – Espanha

(5) Larry Ellison

US$ 48,8 BI – Oracle (software) – EUA

(6) Charles Koch

US$ 41,9 BI – Koch Industries (energia) – EUA

(7) David Koch

US$ 41,9 BI – Koch Industries – EUA

(8) Christy Walton & família

US$ 37,9 BI – Walmart – EUA

(9) Jim Walton

US$ 36,6 BI – Walmart – EUA

(10) Mark Zuckerberg

US$ 35,5 BI – Facebook – EUA

(11) Alice Walton

US$ 35,1 BI – Walmart – EUA

(12) S. Robson Walton

US$ 35,1 BI – Walmart – EUA

(13) Michael Bloomberg

US$ 34,5 BI – Bloomberg (mídia) – EUA

(14) Liliane Bettencourt & família

US$ 34.2 BI – L¿Oreal – França

(15) Sheldon Adelson

US$ 32,1 BI – dono de cassinos – EUA

(16) Li Ka-shing

US$ 31,3 BI – portos e empresas de plástico – Hong Kong

(17) Stefan Persson

US$ 30,4 BI – H&M (roupas) – Suécia

(18) Bernard Arnault & família

US$ 30,2 BI – LVMH (Louis Vuitton) – França

(19) Larry Page

US$ 29,9 BI – Google – EUA

(20) Sergey Brin

US$ 29,5 BI – Google – EUA