11.397 – Planeta que “não existia” foi recém-analisado, provando sua existência e possibilidade de sustentar vida humana


planeta
O planeta Gliese 581d tem condições capazes de sustentar vida, e é provável que seja um mundo rochoso com o dobro do tamanho da Terra. Os sinais do planeta foram, inicialmente, descobertos em 2010, mas no ano passado foram identificados oscilações em estrelas distantes, o que confundiu os astrônomos. Hoje, sabe-se que estes “sinais” vieram do próprio planeta e não das estrelas próximas.
Agora, um novo estudo afirma que a pesquisa de 2014 foi baseada em “análises inadequadas de dados” e que Gliese 581d não existe.
No ano passado, pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, disseram que o Gliese 581d – e seu companheiro Gliese 581g – eram simplesmente um truque de luz causado por rajadas magnéticas de uma estrela localizada a 22 anos-luz de distância.
A nova pesquisa britânica, no entanto, argumenta que o método utilizado pela equipe de Pensilvânia era adequado apenas para grandes planetas, podendo perder os pequenos, como GJ 581d. O estudo, realizado pela Queen Mary University, em Londres, e a Universidade de Hertfordshire, afirma usar um modelo mais preciso sobre os dados existentes.
“A existência (ou não) de GJ 581d é significativa porque foi o primeiro planeta semelhante à Terra descoberto na chamada ‘zona habitável’, em torno de outra estrela, sendo um caso de referência para a técnica Doppler”, disse o principal autor, o Dr. Guillem Anglada-Escudé.
“Há sempre discussões entre os cientistas sobre as formas de interpretar os dados, mas estou confiante de que GJ 581d esteja na órbita de Gliese 581 durante todo este tempo. Em qualquer caso, a força de sua declaração era muito forte. Se a sua maneira de tratar os dados estava certa, então alguns projetos de pesquisa planetária, em vários observatórios terrestres, teriam de ser significativamente revistos com o objetivo de detectar planetas ainda menores”, relatou.
Acredita-se que GJ 581d seja o primeiro planeta fora do nosso sistema solar, na zona habitável em torno de sua estrela – uma área nem muito quente, nem muito fria para a vida. Para encontrar Gliese 581d, astrônomos da Universidade da Califórnia observaram originalmente, mudanças sutis na luz, causadas pela gravidade de um planeta orbitando para trás e para frente da estrela. A força do empuxo, acreditavam eles, mostrou-lhes que o planeta possuía cerca de três vezes a massa da Terra.
Na época, a descoberta de planetas semelhantes à Terra em torno de Gliese 581 chamou a atenção do público. O canal de documentários RDF e o site da rede social Bebo, usaram um telescópio de rádio na Ucrânia para enviar um poderoso feixe focalizado de informações – 500 mensagens do público sob a forma de ondas de rádio – para Gliese 581. O ministro da ciência, na Austrália, convocou 20.000 usuários do Twitter para enviar mensagens para o sistema solar distante, baseando-se nas descobertas.
O veredicto é de que Gliese 581d existe, ao contrário do que foi questionado. Rumores na época coloram em dúvida os cálculos e análises dos astrônomos responsáveis por sua descoberta, mas as análises atuais provaram que eles estavam certos.
Gliese 581d é uma esperança, mesmo que mínima, de um dia o ser humano fugir da Terra e povoar outros ‘mundos’, em busca da perpetuação da espécie e sobrevivência.

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