11.241 – Fé e Polêmica – A Comunicação com os Mortos


comunicação com os mortos

Quando perdemos um parente ou amigo próximo, surge o desejo de estabelecermos algum contato. Para uns, isso acontece por meio de oração, sonhos ou pequenos sinais no cotidiano, para outros,isso acontece em cartas psicografadas.
Tal tentativa é uma prática realizada há milênios e faz parte da resposta a uma das mais pertubadoras das dúvidas:o que acontece quando morremos?
Há cerca de 4 mil anos os nobres egípcios já ornavam as tumbas de seus parentes próximos como se fossem moradas, com roupas, talheres e móveis. Na Mesopotâmia, arqueólogos encontraram indícios de que por volta de 1340 aC, os reis assírios acreditavam jantar com seus ancestrais nos dias de lua nova, quando o mundo dos vivos e dos mortos se aproximava. Mas o mundo dos mortos ainda não tem sua existência comprovada pela ciência atual, mas está inserido na cultura humana.
Na opinião dos estudiosos da paranormalidade, muitos fenômenos relacionados a uma possível capacidade de ver e ouvir espíritos estariam diretamente ligadas ao psiquismo humano. Há quem minta deliberadamente e outros que sofrem de desordens psiquiátricas que resultam em alucinações de conteúdo religioso e há também quem interprete eventos naturais como “coisa de outro mundo”.
Para outra corrente de especialistas pode se tratar de comunicação de nosso próprio inconsciente,um baú de memórias esquecidas e o gatilho seria um estado emocional profundo. Quando a Ciência não tem as respostas, entra en cena a Religião.

Podemos falar com os mortos?
Nos anos 20, o americano Thomas Edison – o mesmo que inventou a lâmpada elétrica – previu que, um dia, o homem seria capaz de construir uma máquina para falar com os mortos. Ele nem chegou perto de patentear tal equipamento, mas despertou o interesse de cientistas e religiosos, principalmente os ligados ao espiritismo. Nas décadas de 30 a 50, ganhou força a tese de que os espíritos poderiam enviar mensagens por meio de rádios, vitrolas e outros equipamentos eletrônicos.
Em 1952, o frade franciscano Agostino Ernetti e o monge beneditino Pellegrino Gemelli copiavam cantos gregorianos num gravador de rolo. De repente, a fita arrebentou. Gemelli olhou para o céu e, em tom de brincadeira, pediu ajuda a seu pai. Mais tarde, no meio das músicas, escutaram a voz do pai de Gemelli dizendo: “Certo, vou ajudá-lo. Estou sempre com você”. Chocados, eles repetiram o experimento, e a mesma voz disse: “Zucchini, é claro, você não sabe que sou eu?”. Zucchini era o apelido de criança de Gemelli e ninguém, além dele próprio e do pai, sabia. Os dois contaram a história ao papa Pio XII, mas o caso só veio à tona em 1994, pouco antes de Ernetti morrer.
O EVP também surgiria de ataques de pareidolia e apofenia, mecanismos perceptivos que levam as pessoas a ver imagens e ouvir sons que não existem. Os cientistas batem pesado no fato de que as gravações mostram geralmente frases isoladas, como “alô?”, “você está aí?” ou “não estamos sozinhos”. É só isso que os mortos têm para nos revelar?
A polêmica entre defensores e detratores é tamanha que sobrou até para o padre católico Roberto Landell de Moura, o primeiro brasileiro a fazer uma transmissão experimental de rádio, em 1894, no alto da Avenida Paulista, em São Paulo. Os estudiosos da transcomunicação instrumental dizem que, paralelamente ao rádio, ele teria trabalhado numa máquina para falar com os mortos – inclusive, teria obtido sucesso na empreitada. Já os céticos afirmam que, como o homem era um católico convicto, dificilmente teria tentado se comunicar com o além, um assunto que, certamente, desagradaria o Vaticano.

Diversas crenças se apoiam na teoria da reencarnação para explicar o elo que envolve a vida cotidiana e o outro lado. O ciclo de reencarnações se completaria quando a alma atingisse plena evolução, ficando livre da reencarnação e vivendo a partir de então somente do outro lado. a mediunidade é a capacidade de se comunicar com os espíritos e é um fenômeno tido como comum.
O Espiritismo é uma das doutrinas que aceitam a relação com o além. A possibilidade de uma mãe saber notícias de um filho que morreu num acidente é aceitável e natural. Há o caráter consolador nesse intercâmbio mediúnico.
Nem todos os adeptos, porém conseguem estabelecer contato direto. O Kardecismo explica que os espíritos podem agir sobre a alma do médium e faze-lo por intuição, escrever a mensagem ou ainda atuar diretamente sobre o corpo, sem que o comunicador saiba o que está ocorrendo. Na clarividência pode se ver espíritos, mas já é mais rara. Deve se ter em mente que qualquer tipo de espírito, bom ou mal, pode se manifestar.
Outras religiões admitem o contato com o além, contudo, limitam tal comunicação aos antepassados, tidos como espíritos mal evoluídos, livres do ciclo de reencarnação, portanto, sábios.

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