10.993 – Quebrada só a concorrência – Empresa chinesa lança smartphone com tela de safira “inquebrável”


celular chines

A chinesa Desay acaba de lançar um smartphone com tela de safira, conhecida no mercado tecnológico por suas características de alta durabilidade. No vídeo promocional do aparelho, o Magical Mirror x5, o celular é colocado junto de um triturador de castanhas e continua intacto, ganhando notoriedade por ser “inquebrável”.
A Desay é especulada atualmente como uma das fornecedoras de bateria da Apple. Em 2014, a empresa da maçã planejava lançar os novos modelos de iPhone com safira por meio da GT Advanced Technologies. Contudo, os planos da empresa norte-americana mudaram e a tela de cristal não foi utilizada na sexta versão do iPhone.
Enquanto a Apple ainda estuda a viabilidade de utilizar de fato telas de safira em seus smartphones, existem outros aparelhos com a tecnologia disponíveis no mercado: o Brigadier, da Kyocera, e o Ascend P7, da Huawei.
Na esteira de seus concorrentes orientais, o Magical Mirror x5 é composto por uma tela de 5 polegadas, carro chefe do produto. Ainda é munido com um processador MediaTek quad-core, câmera de 13 MP – a frontal é de 5 MP – e mede 6,95 milímetros de espessura.
Na China, o telefone está disponível por US$ 160. Não se sabe ainda se a Desay irá fornecer displays de safira para outras marcas, incluindo a Apple.

10.992 – Biologia – Pernilongos atacam pessoas pelo cheiro


Eles não são vampiros, mas vêm de noite em busca de sangue. Conhecidos como pernilongos, mosquitos do gênero Culex –que atacam principalmente no verão– escolhem suas vítimas pelo cheiro.
Só as fêmeas picam. Quem tem um metabolismo mais acelerado está mais sujeito às picadas. Isso porque as pernilongas rastreiam no ar o CO2 e o ácido lático –substâncias geralmente produzidas em maior quantidade por essas pessoas ou após grande esforço físico.
Os mosquitos têm proteínas em suas antenas que funcionam como receptores de “cheiro”, explica Paulo Ribolla, biólogo e professor do Instituto de Biociências de Botucatu, da Unesp. Além disso, a atração que os pernilongos têm por alguma pessoa em especial pode estar relacionada à flora de bactérias e fungos presentes na pele.
Pior do que a picada do pernilongo é o ardor e a coceira no local. Essas sensações decorrem da reação alérgica que o organismo produz às substâncias presentes na saliva do bicho. Como em todos os casos de resposta alérgica, algumas pessoas são mais sensíveis do que as outras.
Ou seja, além de existirem pessoas que atraem menos os pernilongos, há gente que é picada, mas nem nota.
Não há muito como mudar, via alimentação, a atratividade que se exerce aos pernilongos. Um mito popular aponta que comer alho poderia ajudar, pelo cheiro exalado, a espantar os mosquitos (e talvez também outras pessoas).
Segundo a pesquisadora Maria Anice Sallum, bióloga e professora da Faculdade de Saúde Pública da USP, a quantidade de alho ingerida para que criar esse efeito teria de ser gigantesca.
Segundo Sallum, o mesmo vale para frutas e doces –que poderiam atrair os bichos. A ingestão não altera o comportamento deles.
A espécie mais comum de pernilongos, Culex quinquefasciatus, está presente em todo o mundo, especialmente na região tropical. Em uma cidade como São Paulo, consegue viver e se reproduzir o ano todo, mas, com o calor e a umidade mais alta no verão, a população aumenta muito.
As fêmeas, para gerar ovos saudáveis, precisam de sangue. Elas não são muito exigentes –pode ser sangue de aves ou de vacas. Mas, na cidade, o que mais tem é gente.
Para reduzir a quantidade de pernilongos em São Paulo, um caminho seria a despoluição do rio Pinheiros e a eliminação de outros focos de água parada com material orgânico. Sem isso, restam as telas, mosquiteiros, inseticidas e repelentes –os modelos que são ligados na tomada são eficientes.
Uma alternativa “mais natural” para lidar com os mosquitos é o uso da citronela –uma planta aromática– e dos incensos e óleos feitos à base de extratos vegetais. Leandra Metsavaht, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia, porém, alerta que o contato direto desses compostos com a pele pode provocar alergias ainda mais graves que aquela da picada.

pernilongo grafico