10.983 – Física – Como um satélite fica em órbita?


satelite gaia

O segredo para que esses objetos permaneçam no espaço, girando ao redor da Terra, é o “empurrão” dado pelos foguetes que colocam os satélites em órbita. Depois de subir ao espaço, um estágio propulsor acelera o satélite a uma velocidade que não seja tão pequena para que ele caia na Terra nem tão grande para que ele escape da gravidade do planeta. “Se a velocidade for aplicada corretamente, o satélite tenta se afastar continuamente da Terra em direção ao espaço, mas ao mesmo tempo é puxado de volta pela gravidade. O resultado é como se ele estivesse sempre caindo, mas sem tocar a superfície do planeta, descrevendo uma trajetória circular ao redor do globo”, afirmou um engenheiro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
A velocidade é o elemento-chave para pôr um satélite em órbita. Se for impulsionado a uma velocidade muito baixa, ele cai logo, “puxado” pela gravidade da Terra.
EXEMPLO – Se a velocidade de impulso for de, digamos, 10 km/h, ele cai depois de percorrer apenas 687 metros no espaço
Se a velocidade com que se atira o objeto for maior, ele irá cair cada vez mais longe. Mas, se o impulso não for suficiente para o satélite dar uma volta na Terra, ele não estará em órbita
EXEMPLO – Se a velocidade de impulso for de 10 000 km/h, ele se choca com a superfície depois de percorrer 754 quilômetros no espaço.
Agora, sim, nosso satélite entrou em órbita. No nosso exemplo, ele está a 300 km da superfície. Se for menos do que isso, a atmosfera é mais densa e a resistência do ar “breca” o movimento do satélite.

EXEMPLO – O impulso ideal para o satélite entrar em órbita a 300 km de altitude é de 27 800 km/h.

10.982 – Biologia – Como é calculada a sensação térmica?


O cálculo da sensação térmica, que é a temperatura que realmente sentimos em uma determinada situação, deve levar em conta dois fatores: velocidade do vento e umidade relativa do ar. A tabela disponibilizada no site do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) calcula que a sensação térmica diminui aproximadamente 1ºC a cada vez que os ventos chegam a 7 km/h – quanto maior a velocidade do vento, maior o calor retirado da superfície da pele, e, portanto, maior a sensação de frio.
Por exemplo, em um local com temperatura ambiente de 10ºC e ventos de 7 km/h, a sensação térmica é de 9 ºC. Para ter uma idéia, um vento de 7 km/h está longe de ser um furacão, que tem ventos de no mínimo 118 km/h de velocidade. O problema é que as fórmulas usadas pelos institutos de meteorologia no Brasil consideram apenas a velocidade do vento, e não levam em conta a umidade do ar. “Numa temperatura xis, com ar seco, sentimos um certo frio. Já, se ocorrer a mesma temperatura com chuva, a tendência é sentirmos ainda mais frio. O frio seco é menos sentido que o frio úmido”.

10.981 – Fisiologia – Como o tipo sanguíneo dos pais influencia o dos filhos?


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Por meio da combinação de genes dominantes e recessivos, um vindo do pai e outro da mãe. Segue a mesma lógica daquela tabela de “azão” e “azinho” que aprendemos na escola, sabe? Os tipos sanguíneos são determinados com base nesses genes: Ia para A, Ib para B e i para O. Não há dominância entre Ia e Ib, mas ambos são mais fortes que o i, que é sempre recessivo. Cada tipo carrega dois genes. O AB requer um Ia e outro Ib, enquanto o O precisa de dois i. A e B podem carregar os clássicos Ia ou Ib e também um i, que, afinal, não influencia em nada. Veja as tabelas abaixo para entender melhor esse cruzamento.
Também precisamos determinar se o tipo sanguíneo vai ser positivo ou negativo
O gene R determina a presença do fator RH (um importante antígeno) e, portanto, um tipo sanguíneo positivo. O r é recessivo (ausência de RH no sangue). Portadores de dois genes recessivos têm RH negativo. Uma pessoa com RH+ jamais pode doar sangue para outra RH- porque os anticorpos reagiriam contra o fator. Por exemplo, alguém A+ não pode doar para A-.

10.980 – Física – Como se mede a velocidade do vento?


anemometro

Para isso são usados os anemômetros, aparelhos parecidos com cata-ventos. Eles são calibrados em túneis de vento para que o número de voltas de suas pás corresponda a uma velocidade específica. Funciona mais ou menos assim: no túnel de vento é criada uma poderosa corrente de ar a uma velocidade fixa. Dentro dele é colocado um anemômetro que começa a ter as pás giradas. Se, digamos, o túnel estiver soltando vento a uma velocidade de 10 km/h e as pás derem 100 voltas em um minuto, os técnicos já podem programar o aparelho para indicar 10 km/h toda vez que ele atingir 100 rotações por minuto. Mesmo assim, resta a dúvida: como saber qual é a velocidade da corrente de ar antes de calibrar o anemômetro? Uma das técnicas usadas é colocar um fio quente dentro do túnel. “Quando começa o vento, o fio vai esfriando. Então, quanto maior for o resfriamento, maior será a velocidade do ar”.
É uma operação que segue uma fórmula matemática: sabendo a temperatura do fio sem vento, os cientistas calculam a que velocidade a corrente de ar estará quando o fio esfriar. Com essa informação nas mãos, basta calibrar o anemômetro e sair por aí medindo as ventanias naturais.
Anemômetro é o nome do bicho
A força do vento impussiona as conchas e faz um eixo girar.
Em alguns aparelhos, fica um conta-giros. Quanto mais voltas der o eixo, maior é a velocidade do ar.
Em outros anemômetros, existe um gerador de energia, alimentado pelos giros. Quanto mais potência gerada, maior a velocidade do vento.

10.979 – Astrofísica – O que é matéria escura?


É uma parte do Universo que os astrônomos sabem que existe, mas ainda não sabem exatamente o que seja. É matéria, porque se consegue medir sua existência por meio da força gravitacional que ela exerce. E é escura, porque não emite nenhuma luz. Essa segunda propriedade é justamente o que dificulta seu estudo. Todas as observações de corpos no espaço são feitas a partir da luz ou de outro tipo de radiação eletromagnética emitida ou refletida pelos astros. Como a matéria escura não faz nenhuma dessas coisas, é “invisível”. Ainda assim, sabe-se que ela está lá. Na década de 1930, o astrônomo Fritz Zwicky, um húngaro radicado nos Estados Unidos, calculou a massa de algumas galáxias e percebeu que ela era 400 vezes maior do que sugeriam as estrelas observadas! A diferença está justamente na massa de matéria escura. E quanta diferença! Pelas contas do professor Fritz, você deve ter percebido que ela não é apenas um detalhe na composição do Universo, e, sim, seu principal ingrediente. Hoje em dia, calcula-se que el corresponda a mais ou menos 95% do Universo. É como se todas as galáxias que conhecemos atualmente fossem apenas alguns pedacinhos de chocolate encravados no grande bolo do Universo. Existem várias teorias sobre o que seria a tal massa escura. O mais provável é que ela seja feita de partículas subatômicas, menores que nêutrons, prótons e elétrons e ainda indetectáveis pelos atuais instrumentos de medição dos cientistas. Para terminar, vale um esclarecimento: apesar da semelhança no nome, matéria escura não tem nada a ver com buraco negro. “A massa escura é um componente do Universo, sem luz, enquanto o buraco negro é um objeto astrofísico com um campo gravitacional tão forte que não deixa nem mesmo a luz escapar”.

10.978 – Física – Por que o papel não volta à forma original depois de dobrado?


papel

Porque as ligações que mantêm o papel em sua forma original são rompidas com as dobras. O papel é formado de fibras de celulose entrelaçadas e unidas por átomos de hidrogênio, em uma ligação química chamada “ponte de hidrogênio”. O papel começa a ser feito com as fibras de celulose misturadas com água, que depois é extraída do papel durante o processo industrial. O problema é que, quando as pontes são rompidas a seco, no papel já pronto, elas não podem ser refeitas. A únia maneira de tentar deixar a folha inteira de novo é jogando-a na água.
PEDRA
Apesar de fina, uma folha pode aguentar o peso até de blocos de concreto. Na natureza, a lignina é a “cola” entre as moléculas de celulose. Durante o refino, uma das etapas da produção, ela é substituída pelas pontes de hidrogênio, uma das ligações intermoleculares mais fortes da natureza. Isso aproxima as fibras de celulose umas das outras e forma vários pontos de união.

PAPEL
A facilidade do rasgamento do papel depende do sentido em que a força é aplicada. Também durante o refino, as fibras de celulose são quebradas e rearranjadas. É como se a folha fosse penteada em uma direção, e nesse sentido há mais ligações entre as fibras e mais resistência. Assim fica mais difícil rasgar a folha, mas, no sentido inverso, com mais espaços vazios de celulose, fica fácil rasgá-la.

TESOURA
Todo papel pode ter até 20% de compostos minerais, como cálcio ou dióxido de titânio, que ajudam a deixá-lo mais branco, liso ou macio. Só que esses compostos também são abrasivos e, dependendo da combinação entre a espessura do papel, a umidade da folha e o formato das moléculas utilizadas na fabricação, eles podem mesmo cortar a mão.

PAPEL RELOADED
Alguns tipos de papel podem ser reciclados no máximo cinco vezes. De tanto as fibras de celulose serem trituradas no início da reciclagem, elas não conseguem mais se ligar umas às outras e acabam se rompendo. O papel fica quebradiço e não tem mais resistência para se transformar em uma folha. É o fim do ciclo para ele.

10.977 – Curiosidades – Como se acende a chama do palito de fósforo?


fosforo

O palito queima porque sua cabeça é feita de substâncias que fazem a faísca do atrito com a caixinha virar chama. Aí, o fogo consome a madeira do palito por uns 10 segundos. O processo é bem conhecido: a gente risca o palito na caixa e produz uma faísca, que faz as substâncias inflamáveis do palito entrar em combustão. Quem descobriu essas propriedades químicas foi o físico inglês Robert Boyle, em 1669. Mas o palito de fósforo só foi criado em 1826, quando surgiram uns palitões de 8 centímetros apresentados pelo químico inglês John Walker – tirando o nome, ele não tem nada a ver com o escocês que inventou o famoso uísque no século 19. Mas esses fósforos grandões tinham um grande inconveniente: todas as substâncias necessárias para a queima ficavam na cabeça do artefato. Aí, qualquer raspada dos palitos na calça fazia o troço pegar fogo. A solução surgiu em 1855, quando o industrial sueco Johan Edvard Lundstrom inventou os chamados “fósforos de segurança” que a gente usa até hoje. A sacada de Lundstrom foi colocar uma parte das substâncias para a queima no fósforo e outra na caixinha. É por isso que os palitos não se incendeiam quando você os raspa em qualquer lugar!
Um fósforo começa a queimar pela cabeça por causa do mix de substâncias que ela tem: a parte vermelha é o clorato de potássio, que libera bastante oxigênio para manter a chama acesa. Revestindo a cabeça, uma camada de parafina serve como combustível para alimentar a chama.
A caixinha, por sua vez, tem areia e pó de vidro, para gerar atrito, e fósforo (sim, o fósforo fica na caixa e não no palito!) para produzir calor intenso. Quando a gente risca o palito na caixinha, esse trio de substâncias ajuda a produzir uma pequena faísca.
Em contato com o palito, a faísca queima o clorato de potássio, que libera uma grande quantidade de oxigênio. Esse oxigênio reage com a parafina que reveste o palito. Essa combinação gera uma chama que consome a madeira do palito por mais ou menos 10 segundos.
Arrume dois pedaços de madeira – um plano e parecido com uma tábua e outro em forma de graveto – e um pouco de palha seca para pegar fogo.
Apoie o graveto na tábua e, com as mãos, comece a friccioná-lo sobre a tábua até gerar uma faísca. A fagulha vai aparecer se a fricção for bem rápida.
A palha vai ser a primeira a se incendiar. Quando ela estiver pegando fogo, leve-a até uma fogueira maior, com bastante palha para gerar uma grande chama.

10.976 – Não Confunda – Qual é a diferença entre Reino Unido e Grã-Bretanha? INGLATERRA


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É um país que tem como capital a cidade de Londres. Ao longo da história, a Inglaterra conseguiu se impor politicamente sobre alguns países vizinhos e passou a controlar um Estado batizado de Reino Unido (veja a seguir). No século 19, com a Inglaterra à frente, o Império Britânico se tornou um dos maiores da história, com uma extensão territorial equivalente a um quarto do planeta!

GRÃ-BRETANHA
É o nome da grande ilha onde ficam três países: Inglaterra, País de Gales e Escócia. Com quase 230 mil km2 de área, ela tem perto de 1000 km de comprimento de norte a sul e pouco menos de 500 km de leste a oeste. O termo “Grã-Bretanha” muitas vezes é usado como sinônimo de “Reino Unido” – o que não é inteiramente correto, pois um dos países que formam o Reino Unido não fica nessa ilha.

BRETANHA
O nome deriva da grande ilha onde fica a Inglaterra, mas, quando alguém menciona apenas “Bretanha”, está se referindo não a um território inglês, mas a uma região na França. A província da Bretanha é a maior área costeira francesa e tem como capital a cidade de Rennes. Por volta do século 6, essa região foi invadida por habitantes da atual Grã-Bretanha, os bretões, dando origem ao nome em comum.

REINO UNIDO
É um Estado formado por quatro países: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. A chefe de Estado é a rainha Elizabeth II e o de governo um primeiro-ministro, eleito por um Parlamento central, em Londres. Nas grandes questões de governo, como política econômica, quem manda é esse Parlamento. Mas Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte também têm assembleias nacionais, com certa autonomia para tratar de questões mais locais, como saúde.

ILHAS BRITÂNICAS
É um arquipélago formado por cerca de 5 mil ilhas. As duas maiores são a Grã-Bretanha e a ilha da Irlanda – onde ficam dois países, a Irlanda do Norte (membro do Reino Unido) e a República da Irlanda, também chamada de Eire (um Estado independente). Além das duas “grandalhonas”, fazem parte desse arquipélago milhares de ilhas menores, como as Órcades, Shetland, Hébridas, Man e ilhas do Canal (como Jersey).

10.975 – História – O que foi a Guerra dos Cem Anos?


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Foi um dos maiores conflitos da Idade Média, entre duas das principais potências europeias: França e Inglaterra. Apesar do nome, durou mais de um século – segundo a definição dos historiadores, tudo começou em 1337, para terminar só em 1453. “Não foi um confronto ininterrupto, mas uma série de disputas que incluíram várias batalhas”, diz a historiadora Yone de Carvalho, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Para entender a origem de tanta briga é preciso recuar no tempo. Em 1066, um duque da Normandia (território francês) chamado Guilherme conquistara a Inglaterra, tornando-se seu rei. Tanto Guilherme quanto seus sucessores eram, ao mesmo tempo, donos do trono inglês e também súditos do rei da França, já que tinham herdado terras naquele país. Séculos depois isso criaria muita encrenca.
Em 1328, o rei francês Carlos IV morreu sem deixar um herdeiro. O então rei da Inglaterra, Eduardo III, considerou-se um pretendente legítimo ao trono vago, pois, além de súdito, era sobrinho de Carlos IV. O problema era que outros nobres franceses reivindicavam o mesmo trono e uma assembléia acabou escolhendo um conde chamado Felipe – que ganhou o título de Felipe VI. A relação de desconfiança entre os monarcas dos dois reinos e a disputa entre eles por territórios franceses – Eduardo III tinha herdado os direitos sobre as regiões da Gasconha, da Guiana e de Ponthieu – resultou na guerra. A França tinha uma população quase quatro vezes maior que a da Inglaterra e também era mais rica, mas não se encontrava tão unida e organizada enquanto nação. A Inglaterra, por sua vez, possuía uma monarquia mais forte e se deu melhor no início da guerra.
Não houve uma grande expansão, mas, ao final da primeira fase do conflito, em 1360, tratados asseguraram aos ingleses a total soberania sobre as terras que possuíam na França. Nas décadas seguintes, conflitos internos levaram os dois países a se concentrarem mais nos problemas domésticos e a guerra entrou numa fase de paz não-declarada, rompida de quando em quando. Por volta de 1420, um novo rei inglês, Henrique V, decidiu aproveitar uma crise entre o monarca francês e alguns nobres para reivindicar novamente o trono da França, dando início a mais um período turbulento. Essa fase final do conflito, porém, foi favorável aos franceses. Comandados por um novo rei, Carlos VII, e com exércitos mais organizados, eles expulsaram os ingleses da Normandia, da Guiana e da Gasconha. A famosa batalha na cidade francesa de Castillon, em 1453, é hoje considerada pelos historiadores o fim da longa guerra, embora nenhum acordo tenha sido assinado e eventuais conflitos tenham continuado a ocorrer.
“A Guerra dos Cem Anos foi a última guerra feudal e também a primeira moderna. Ela foi dirigida por membros da aristocracia feudal no início do conflito e terminou como uma disputa entre Estados que já tinham exércitos nacionais”, diz Yone. Por isso, ela foi um grande marco no desenvolvimento europeu (principalmente na França) da idéia de nação, que unificou países antes divididos em territórios controlados por nobres.
Apesar de a guerra ser travada em território francês, havia cidades estratégicas também na Inglaterra. Os navios que faziam a ligação entre a ilha e o continente partiam de Southampton, um dos principais portos ingleses na Idade Média.
A besta, arma medieval para lançar setas, foi um dos destaques do arsenal militar usado na guerra. Sob certas condições, o arco se mostrou superior, disparando mais flechas por minuto, com maior alcance e precisão. Mas a besta possuía suas vantagens: exigia menor esforço, era mais fácil de transportar e de ser disparada por um homem a cavalo.
Pano de fundo das cenas mais emocionantes da peça Henrique V, de Shakespeare, a batalha de Agincourt, em 1415, foi a última grande vitória inglesa na guerra. Cerca de 9 mil soldados do rei inglês Henrique V conseguiram derrotar 25 mil cavaleiros franceses.

No início do século XIV, o rei da Inglaterra, Eduardo III, controlava os ducados da Gasconha e da Guiana e o condado de Ponthieu, territórios que herdou dentro das atuais fronteiras da França. Mas, em 1337, o rei francês Felipe VI ordenou o confisco das duas primeiras regiões – foi o estopim da guerra
Outra causa importante do início do conflito foi a disputa pela região de Flandres, que enriquecera com a produção de tecidos, importando lã da Inglaterra. Apesar de estar economicamente vinculada aos ingleses, Flandres era um domínio francês. Quando começaram as hostilidades na Gasconha, o rei inglês desembarcou um exército em Flandres
A primeira grande batalha foi travada na cidade de Crécy em 1346 e acabou vencida pelos ingleses. Nela morreram o irmão do rei Felipe VI e cerca de 1 500 soldados franceses
Nas guerras medievais, grandes batalhas só aconteciam de vez em quando. Eram mais comuns os cercos a cidades e fortificações, que ficavam na mira de catapultas. A cidade portuária de Calais enfrentou um dos primeiros grandes cercos da guerra e resistiu por quase um ano diante dos ingleses, até a população se render em 1347, abalada pela fome
Em 1356, numa batalha em Poitiers, os ingleses tiveram outra importante vitória. Caçados por um exército comandado pelo próprio rei francês João II (sucessor de Felipe VI), eles se protegeram numa área pantanosa. Ao atacar, os cavaleiros franceses atolaram e foram dizimados por arqueiros. O rei João II foi feito prisioneiro e só libertado após aceitar tratados que garantiam à Inglaterra o controle de territórios na França
A virada na guerra viria após o cerco a Orleans, que durou sete meses, entre 1428 e 1429. Os franceses, encurralados, já estavam prontos para se render quando Joana D’Arc, camponesa transformada em grande guerreira, convenceu o rei francês a mandar tropas para a região. Os ingleses não resistiram e abandonaram o cerco. O episódio serviu para colocar na história o nome de Joana D’Arc e unir ainda mais os franceses
Em julho de 1453, tropas inglesas tentaram atacar uma fortificação francesa perto de Castillon. Elas foram derrotadas ao serem recebidas pela recém-introduzida artilharia de campanha – canhões que podiam ser transportados. Embates continuaram ocorrendo, mas essa batalha é considerada o marco histórico que encerra a Guerra dos Cem Anos.

10.974 – Biologia – O Tecido Adiposo


adiposo

É formado por células do tecido conjuntivo que acumulam lipídios (gorduras) em seu interior, no citoplasma. Essas células, chamadas de Adipócitos, em sua maioria, são de forma esférica e maiores que as demais. A gordura armazenada nessas células servirá como fonte de energia para o organismo. Também constitui um excelente isolante térmico e isolante mecânico, pois absorve os impactos, impedindo que estes cheguem aos órgãos e os danifiquem.
Quando o organismo animal consome menos energia do que ingere, o excesso é guardado no tecido adiposo. É por isso que animais sedentários (pouca atividade física – movimentação), são mais “gordos” que os que têm uma vida com maior movimento físico. O excesso de peso nos humanos não é bom, pois o aumento do volume e massa corpórea faz alguns órgãos trabalharem demais (como coração, pulmões, rins, etc), diminuindo o seu tempo de vida. Em ursos polares, o tecido adiposo é muito importante, pois assim conseguem resistir ao frio extremo, e os longos períodos de hibernação.
A classificação desses tecidos é feita tendo como critérios a pigmentação da gordura armazenada e a forma de organização:
Tecido adiposo branco (ou unilocular)
Suas células apresentam forma de esfera, tendo em seu interior uma grande quantidade de lipídios, em uma “gota”, tanto que o núcleo achatado e o citoplasma são deslocados do centro. A quantidade de substâncias fundamentais é menor que em outros tecidos.

Esse tecido é bastante irrigado por vasos sanguíneos. Em torno das células está uma vasta rede de fibras reticulares, que dão sustentação à massa gordurosa.
O nome vem da coloração, que está entre o branco e amarelo escuro, dependendo da alimentação do indivíduo. É tecido que forma o Panículo Adiposo, que fica sob a pele, absorvendo impactos e funcionando como isolante térmico.
Células do tecido conjuntivo podem se diferenciar para formar esse tecido.

Tecido adiposo pardo (ou multilocular)
As células desse tecido são menores que as do unilocular, pois ao invés de uma grande “gota” de gordura, é constituída por diversas gotículas (vacúolos), que se espalham por todo o citoplasma. São ricas em mitocôndrias, organelas que produzem energia e calor. Os animais hibernantes têm bastante desse tipo de tecido, pois o calor produzido irá manter a temperatura do corpo em períodos longos de frio. Nesses animais, durante a hibernação, o sangue que fica na rede de vasos sanguíneos dentro desses tecidos se aquece, sendo “bombeado” para outras partes do corpo na hora do despertar para o verão, fazendo o organismo voltar a funcionar completamente.
Nos seres humanos, esse tecido é mais importante nos recém-nascidos, para protegê-los do frio. É um tecido que só é formado enquanto o bebê está no ventre, não sendo mais produzido na vida pós-natal.

10.973 – O que é Reprodução Assexuada?


É aquela que não envolve trocas de gametas entre os indivíduos e os organismos formados são geneticamente idênticos ao organismo que os gerou. Caso ocorra uma mutação no DNA, estes organismos apresentarão diferenças em relação ao progenitor. Existem vários tipos de reprodução assexuada: divisão binária, brotamento, regeneração e esporulação.

biparticao

Divisão binária, bipartição ou cissiparidade
Este tipo de reprodução é o processo em que uma célula se divide em duas, por mitose, e origina duas células geneticamente idênticas. Encontramos este tipo de reprodução em bactérias e protozoários.
Brotamento ou gemiparidade
Neste tipo de reprodução um broto se desenvolve no indivíduo e após um tempo se desprende, passando a ter uma vida independente. Podemos citar como exemplos de organismos que se reproduzem por brotamento os fungos, as hidras, as esponjas e até certas plantas.
Regeneração
Alguns organismos possuem uma capacidade de regeneração muito grande. Quando algum fragmento é retirado, ao encontrar condições ideais de sobrevivência, pode se regenerar e dar origem a um novo indivíduo. Isto pode acontecer nas planárias, esponjas e algumas plantas.

Algumas partes de certas plantas, ao serem destacadas e implantadas no solo, ou imersas em água, desenvolvem raízes e dão origem à novas plantas. Esta prática e chamada de estaquia e é muito utilizada em jardinagem.
Esporulação
Trata-se de um processo de reprodução onde os organismos produzem esporos que são liberados no ambiente e quando encontram condições favoráveis, germinam. Encontramos este tipo de reprodução em bactérias, fungos e algas.

10.972 – Medicina – Estatina não causa problemas de memória


estatina

O resultado da pesquisa contraria a recomendação da FDA, agência americana que regula alimentos e remédios. Em 2012, a FDA determinou que os rótulos das embalagens de estatina informem que o uso da droga pode causar problemas cognitivos.
Os pesquisadores analisaram 25 estudos que investigavam a relação entre o tratamento com estatina e as habilidades mentais. No total, as pesquisas incluíram 46 836 pessoas.
Eles constataram que o uso da estatina não alterou significativamente a capacidade mental, tanto em indivíduos com funcionamento normal do cérebro, quanto naqueles com Alzheimer.
Para os pesquisadores, o benefício proporcionado pela droga supera seus efeitos adversos. Eles afirmam que as alterações mentais relatadas pelo FDA foram causadas por overdoses de estatina. “O alerta da FDA sobre o efeito da estatina nas funções cognitivas é questionável”, afirma Brian R. Ott, coautor do estudo e professor da Universidade Brown, nos Estados Unidos.

Contra a perda de memória dormir bem
É durante o sono que a memória e a aprendizagem se consolidam. Na fase denominada REM, o cérebro reúne as informações e lembranças adquiridas no dia e as repete para si mesmo — isto é, reativa os circuitos neurais utilizados durante o dia. A partir daí, o conteúdo migra para a chamada memória de longo prazo. “De dia, as informações estão bagunçadas no cérebro. No sono reparador, elas se organizam e passam a fazer sentido. Esse processo faz com que a pessoa não esqueça o que estudou, por exemplo”, explica Edson Issamu Yokoo, neurologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. Por isso, dormir bem é um conselho recorrente para estudantes.