10.958 – Se não for boa, pelo menos é barata – Empresa chinesa revela lâmpadas que amplificam o sinal de Wi-Fi


lampada de wifi

Lâmpadas que só iluminam são coisa do passado, se a Sengled, uma empresa chinesa, tiver acertado em sua visão do futuro. A empresa aproveitou a CES para revelar suas lâmpadas conectadas que permitem a ampliação do sinal Wi-Fi na sua casa e funciona até mesmo como sistema de segurança.
Não é muito difícil entender como as lâmpadas podem melhorar o sinal de Wi-Fi na sua casa. Cada uma delas pode funcionar como um repetidor, permitindo melhorar a internet até naqueles pontos mais distantes do roteador. Como normalmente todos os cômodos de sua casa têm ao menos uma lâmpada, não seria difícil cobrir todo o ambiente. A única barreira é o preço, já que o modelo, chamado Boost, custa US$ 50 por unidade.
Um dos modelos, o Snap, que custa US$ 200, conta com um sistema de reconhecimento facial graças a uma câmera embutida, que possibilita detectar possíveis invasores e intrusos. Ele também conta com microfones e detector de movimento, que permite que a luz acenda assim que o usuário entre na sala.
Além disso, a Sengled também oferece dois modelos de lâmpada que funcionam também com alto-falantes. O mais barato, de US$ 60, tem dois speakers de 3 watts, enquanto o outro, mais potente, custa US$ 170 e traz speakers sem fio multicanais JBL, mais poderosos.

10.957 – A Ciência da Fé – Fé faz bem?


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Segundo o apóstolo Paulo, faz; mas com obras.
“Como você professa sua fé?”, pergunta o médico Paulo de Tarso Lima a seus pacientes na primeira consulta. Conversar sobre isso virou rotina no setor de oncologia em um dos mais conceituados hospitais do Brasil, o Albert Einstein, em São Paulo, onde Lima é coordenador do Serviço de Medicina Integrativa. Se o doente vai à missa, ele anota na receita: aumentar a frequência aos cultos. Se deseja a visita de um padre, rabino ou pastor, o hospital manda chamar. Se quiser meditar, professores de ioga são convocados. No hospital, a fé é uma arma no tratamento de doenças graves.
A Santa Casa de Porto Alegre também trabalha nesse sentido. O hospital está realizando uma pesquisa inédita, em parceria com a Universidade Duke, nos Estados Unidos, para mensurar os benefícios biológicos da fé. O objetivo é descobrir se os pacientes espiritualizados submetidos à cirurgia de ponte de safena têm menos inflamações no pós-operatório – hipótese já levantada por outros estudos. “Existe um marcador de inflamação que parece apresentar menores níveis em religiosos”, explica o cardiologista Mauro Pontes, coordenador do Centro de Pesquisa do Hospital São Francisco, um dos sete hospitais do complexo Santa Casa da capital gaúcha.
Hoje, as principais faculdades de medicina americanas dedicam uma disciplina exclusiva ao assunto. E, na última década, uma série de estudos mostrou que os benefícios da fé à saúde têm embasamento científico. Devotos vivem mais e são mais felizes que a média da população. Após o diagnóstico de uma doença, apresentam níveis menores de estresse e menos inflamações. “O paciente com fé tem mais recursos internos para lidar com a doença”, diz Paulo Lima. Fé tem uma participação especial no que médicos e terapeutas chamam de coping: a capacidade humana de superar adversidades. “Não posso prescrever bem-estar, mas posso estimular que o paciente vá em busca de serenidade para encarar um momento difícil”, explica o médico. É por isso que mais profissionais têm defendido essa relação. “Atender às necessidades espirituais tem de ser, sim, tarefa do médico”, defende o cirurgião cardíaco Fernando Lucchese, que está escrevendo o livro A Revolução Espiritual com o psiquiatra americano Harold Koenig, autoridade no assunto.
Há um século, o canadense William Osler, ícone da medicina moderna, já defendia isso. Em 1910, ele escreveu um artigo cheio de floreios elogiosos às crenças das pessoas: “a fé despeja uma inesgotável torrente de energia”.
A designer Juliana Lammel, 33 anos, vivenciou isso. Em 2005, cansada de tantas operações sem sucesso para corrigir um estreitamento no ureter, canal que liga os rins à bexiga, ela resolveu fazer uma cirurgia espiritual, mesmo sem ter nenhuma ligação com o espiritismo. “Para mim, era sinônimo de filme de fantasma”, lembra. Ela topou – e sem ceticismo. Para ter resultado, Juliana teria de acreditar piamente, já que o tratamento espírita exige fé do paciente.
Uma vez por semana, por um mês, na mesma hora, ela deitava na própria cama por 30 minutos, ao mesmo tempo em que o grupo espírita fazia a concentração. Ela em São Paulo, eles no Rio de Janeiro. No fim, Juliana voltou ao médico com novos exames. Ele viu os resultados e não conseguia explicar por que os componentes alterados do rim tinham voltado a níveis quase normais. Juliana foi operada mesmo assim, mas o procedimento foi bem menos agressivo do que o previsto, graças, segundo ela, à cirurgia espiritual. O episódio mudou a forma como a designer lida com a fé.
Uma das maiores pesquisas feitas até hoje, divulgada em 2009, revisou 42 estudos sobre o papel da espiritualidade na saúde, que envolveram mais de 126 mil pessoas. O resultado mostrou que quem frequenta cultos religiosos pelo menos uma vez por semana tem 29% mais chances de aumentar seus anos de vida em relação àqueles que não frequentam. Não é intervenção divina. Não é feitiçaria. É comportamento. Os entrevistados que são religiosos apresentaram um comprometimento maior com a própria saúde. Iam mais ao dentista, tomavam direitinho remédios prescritos, bebiam e fumavam menos. A pesquisa confirmou ainda os dados de um estudo populacional feito em 2001 pelo Centro Nacional de Adição e Abuso de Drogas dos EUA: adultos que não consideram religião importante em suas vidas consomem muito mais álcool e drogas do que os que acham os credos relevantes. É a versão real dos Simpsons e seus exageros estereotipados. Homer faz pouco de qualquer fé, é obeso e alcoólatra. Já seu vizinho, o carola Ned Flanders, é regrado, tem saúde perfeita e corpo sarado.

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Andar na linha é mais comum entre os crentes, e a razão está no poder de autocontrole, dizem os cientistas. É o que defende o psicólogo Michael McCullough. Professor da Universidade de Miami e parceiro de Harold Koenig em pesquisas sobre espiritualidade, ele diz que a fé facilita a árdua tarefa de adiar recompensas, algo fundamental para muita coisa, de fazer dieta a estudar para concursos.

A fé também tem uma relação íntima com a felicidade. Um estudo feito na Europa mostrou que pessoas espiritualizadas se dizem mais satisfeitas do que aquelas que não se consideram como tal. Parte disso se explica na natureza de ateus e céticos em geral. Quem não acredita em nada pode ter mais propensão ao pessimismo porque faz uma leitura objetiva da vida, sem crer em algo divino que mude as coisas. Por outro lado, a certeza da existência de uma recompensa divina muda a vida das pessoas. E não é questão somente de otimismo. Tem algo pragmático aí.

Religiões estimulam algo essencial para o ser humano: o espírito de comunidade. Devotos normalmente não estão sozinhos, o que ajuda nos problemas da vida. Para Andrew Clark, um dos autores desse estudo europeu e professor da Escola de Economia de Paris, as religiões ajudam as pessoas a superar choques ou a pelo menos não se desesperar tanto com os tropeços da vida. Por exemplo, segundo a pesquisa, a queda no indicador de bem-estar foi menor entre os desempregados religiosos do que entre os não religiosos. “A religião oferece ‘proteção’ contra o desemprego”, diz Clark. Na hora do aperto, há sempre alguém para estender a mão. Outra pesquisa, feita pela Universidade de Michigan, EUA, comparou duas formas de amparo recebidas por idosos: o oferecido pelas igrejas e o proporcionado por serviços sociais estatais. A discrepância a favor do suporte religioso foi tão significativa que o autor do estudo, o gerontologista Neal Krause, acredita haver algo de único nesse tipo de apoio.

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Até mesmo os ateus são beneficiados pelo espírito solidário oferecido pelas instituições religiosas. Um estudo feito por Clark investigou o efeito da religiosidade dos outros sobre o bem-estar de uma comunidade. A descoberta foi intrigante. As pessoas sem religião de regiões de maioria ateia são menos felizes do que aquelas sem religião de áreas onde a maior parte da população professa uma fé. “Isso não é nada bom para os ateus: eles parecem menos felizes e também fazem os outros menos felizes”, concluiu Clark. A explicação para isso pode estar na compaixão incentivada pelas religiões. A escritora e ex-freira inglesa Karen Armstrong, autora de mais de 20 livros sobre o tema, acredita que o princípio da compaixão está no centro de todas as tradições religiosas. É ela que nos leva a pensar no próximo e a fazer de tudo para aliviar o sofrimento e as angústias dele.
Exames de neuroimagem mostram a atividade de crenças espirituais no cérebro. O time de cientistas liderado por Andrew Newberg, professor da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, e autor do livro How God Changes Your Brain (“como Deus muda o seu cérebro”, sem edição no Brasil), demonstrou que Deus é parte da nossa consciência: quanto mais pensamos nele, mais nossos circuitos neurais são alterados. No primeiro de seus estudos a respeito, Newberg avaliou o impacto da fé ao analisar imagens cerebrais de freiras rezando e budistas meditando. Ele detectou aumento de atividade em áreas relacionadas às emoções e ao comportamento e redução na zona que dá senso de quem somos. A diminuição de trabalho nessa região específica, segundo Newberg, representa a possibilidade de atingir com a meditação um estado em que se perde a noção de individualidade, espaço e tempo. “Você se torna um único ser com Deus ou com o Universo”, escreveu. É o mesmo efeito descrito por Hamer. A ciência não pode provar que Deus existe, mas consegue medir os efeitos da crença no divino nas pessoas.
Que fique claro, fé e religião são coisas diferentes. A religião é uma maneira institucionalizada para se praticar a fé, por meio de regras específicas e dogmas. Já a fé é algo pessoal, ligado à espiritualidade, à busca para compreender as respostas a grandes questões sobre a vida, o Universo e tudo mais. Isso pode ou não levar a rituais religiosos. Você pode buscar essas respostas pulando sete ondinhas, acendendo velas, consultando o horóscopo da Susan Miller, pregando faixas de Santo Expedito ou investigando quilos de livros de física quântica. Cada um tem seu jeito próprio.

Vale até ficar louco de cogumelo. Foi o que Roland Griffiths, professor da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, propôs. Sua equipe deu a 36 voluntários cápsulas com altas doses de psilocibina, substância presente em cogumelos alucinógenos. O grupo deitou em sofás com olhos vendados ao som de música clássica. Depois de uma sessão de seis horas, passado o efeito, a maioria relatou ter experimentado uma forte conexão com os outros, um sentimento de união, amor e paz. Até aí, parecia papo de doidão. Mas o professor voltou a falar com os voluntários um ano depois. Eles disseram que se sentiam diferentes. A experiência os tornou pessoas melhores, o que foi confirmado pelas famílias deles. “Se a psilocibina pode causar sensações místicas idênticas àquelas que ocorrem naturalmente, isso prova que esse tipo de experiência é biologicamente normal”, disse Griffiths no fórum de palestras TED. Mais que isso: talvez, drogas alucinógenas tenham benefícios.
Mesmo sem cogumelos alucinógenos ou um capacete de Deus, é possível atingir artificialmente as benesses da fé. Cientistas garantem que basta ter uma forte crença em algo – e nem precisa ser uma divindade ou força superior. Pode ser qualquer coisa realmente importante para a pessoa. “Se para os crentes é Deus, para os ateus pode ser família ou amigos”, diz Michael Shermer, diretor da Sociedade Cética e autor do livro The Believing Brain (“o cérebro crente”, sem edição no Brasil). “Teoricamente, um ateu pode ter uma poderosa experiência mística”, endossa Andrew Newberg. O pai do gene de Deus, Dean Hamer, segue a mesma linha. “Algumas das pessoas mais espiritualizadas que conheço não acreditam em divindade nenhuma”, escreveu no trabalho em que relatou a descoberta genética. Outra grande autoridade no assunto, o psicólogo Kenneth Pargament, do Instituto de Espiritualidade e Saúde do Centro Médico do Texas, sugere cultivar a espiritualidade exercitando o que ele chama de santificação ateísta. Significa dar a algo importante da vida um status sagrado, mesmo sem acreditar em Deus. A foto do seu filho quando bebê pode ser muito mais sagrada para você que a imagem de Santo Antônio, por exemplo.
Não se trata de banalizar a sacralização, mas o contrário: exercitar a fé dessa forma é uma postura antibanalização da vida, qualquer aspecto pode assumir um caráter divino. E esse hábito de sacralizar aspectos do cotidiano é capaz até de alterar nosso comportamento, segundo uma pesquisa que acompanhou recém-casados. Os casais que consideravam o casamento e o sexo sagrados estavam mais felizes – e transavam mais! No trabalho é a mesma história. Outro estudo, realizado no ano passado, avaliou 200 mães de família que haviam acabado de concluir uma pós-graduação. Apesar da dupla jornada, aquelas que encaravam a carreira como parte de algo maior (e não só a fonte de renda para pagar as contas do mês) se disseram muito mais felizes profissionalmente – e menos cansadas.
Em tese, portanto, é possível usufruir de benefícios semelhantes aos proporcionados pelas crenças divinas apenas focando as energias naquilo que faz bem a você.
Da mesma forma que é possível ter os benefícios da fé mesmo sem religião, há ocasiões em que ela faz mal – e nem precisamos entrar no mérito das guerras religiosas. Atribuir a Deus poderes milagrosos pode levar pacientes a abandonar tratamentos. Há também um outro componente preocupante. Em algumas pessoas, ocorre o que os especialistas chamam de conflito religioso, sentimento que leva a acreditar que a doença ou os sofrimentos são punição divina. Nesses casos, a religião tem um efeito desastroso. Um estudo publicado na revista científica americana Archives of Internal Medicine mostrou que esse conflito está associado a depressão, ansiedade e maior índice de mortalidade. Se fosse bom, fé cega não teria esse nome.

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10.956 – Mega Byte – Anonymous reivindica ciberataque ao Ministério da Defesa da França


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O grupo de hackers Anonymous reivindicou um ataque virtual contra o Ministério francês da Defesa nesta terça-feira, alegando querer “vingar” um manifestante ambientalista falecido em outubro durante a repressão a um protesto. “O portal ficou instável todo o dia”, admitiu o Ministério, garantindo, porém, que o site “não foi pirateado” e que “sua integridade não foi ameaçada”.
O Ministério disse estar investigando “para determinar se foi, efetivamente, um ataque e a partir de quais endereços IP [protocolo de internet] foram enviados os pedidos que saturaram o servidor”. Em texto divulgado na internet, o Anonymous explicou que o ataque era para “vingar” a morte de Rémi Fraisse por parte da polícia francesa.
O ambientalista Rémi Fraisse, de 21 anos, foi vítima da deflagração de uma granada ofensiva lançada pelos gendarmes durante uma manifestação no lugar onde será construída a polêmica represa de Sivens (sul da França). Após a morte de Fraisse, vários protestos foram organizados em diferentes cidades. Alguns desses atos terminaram em confrontos entre policiais e manifestantes.
A morte de Fraisse foi a primeira registrada na França na repressão a uma manifestação desde 1986. O episódio colocou o governo socialista em uma difícil posição, já confrontado com inúmeras críticas, incluindo nas próprias fileiras partidárias.

10.955 – Programa Espacial Chinês – Taikonautas em ação


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Estamos falando do programa espacial mais antigo que existe. Afinal, tecnicamente, os primeiros foguetes chineses foram concebidos há 5 mil anos! Tudo bem, é fato que eram apenas rojões simples movidos a pólvora, mas, se eles mostram alguma coisa, é que aquela turma do Oriente tinha visão de futuro. Hoje, com os russos sem grana e os americanos sem vontade de gastar, o mais arrojado e focado dos programas espaciais acaba sendo o da China.
Desde que os chineses desencanaram dessa coisa de socialismo e passaram a desenvolver agressivamente sua economia de mercado, crescendo a taxas impressionantes que beiram os 10% ao ano, começou a surgir a noção de que era preciso mostrar em que liga os chineses iriam entrar, no cenário geopolítico mundial. O governo da China queria mostrar que seu país não era só a terra da manufatura barata “xing ling”, mas que tecnologia de ponta poderia emergir dali. Um programa espacial viria bem a calhar.
Claro, como uma nação que há tempos almeja status de superpotência, a China já pesquisa mísseis pelo menos desde o fim da década de 1950. Mas só em 1999 houve o primeiro lançamento de uma espaçonave 100% chinesa capaz de transportar humanos. Bem, 100% naquelas, porque a Shenzhou (algo como “Nave Divina”) é fortemente baseada na Soyuz russa. Com melhoramentos, é verdade.
Contando o de 1999, houve 4 lançamentos de teste. Em 15 de outubro de 2003 era a hora de fazer o primeiro voo tripulado. Yang Liwei, piloto militar chinês, tornou-se o primeiro “taikonauta” – nome derivado da palavra chinesa para espaço (taikong) e adotado internacionalmente para designar tripulantes do programa chinês, contrastando com os termos “cosmonauta” (usado pelos russos) e “astronauta” (adotado pelos americanos). Liwei passou 21 horas em órbita, a bordo da Shenzhou 5, e consolidou a China como 3ª potência espacial a ter meios próprios para enviar gente para fora da Terra.
Com capacidade para 3 tripulantes, as cápsulas Shenzhou já fizeram outros dois voos desde então. A Shenzhou 6, lançada em 2005, teve dois taikonautas a bordo, e a Shenzhou 7, que voou em 2008, teve lotação máxima e conduziu a primeira caminhada espacial chinesa.
As próximas missões, devem ser ainda mais empolgantes. Os chineses devem testar capacidade de atracação e montar um pequeno laboratório espacial. Seriam os primeiros passos para o desenvolvimento de uma estação orbital. E, a partir daí, a mira está apontada para a Lua.
Os americanos já declararam seu interesse de retornar ao satélite natural da Terra com astronautas na década de 2020, mas a determinação do governo dos EUA de fazer isso acontecer ainda não está lá.
Os chineses, de outro lado, parecem muito mais determinados. Cada nova missão é um passo claro na direção da conquista do espaço. E, embora um programa lunar tripulado ainda não tenha sido revelado (revelar não é especialidade chinesa, diga-se de passagem), há muita desconfiança de que eles pretendem avançar nessa direção.
Até porque a China já confirmou que começou sua exploração lunar com uma sonda orbitadora, a Chang-E 1, lançada em 2007, e em seguida deve vir uma capaz de pouso lunar, preparada para 2012. O passo seguinte seria o retorno automatizado de amostras. E, para a década de 2020, suspeita-se que não reste mais nada a não ser enviar taikonautas à Lua.
Os chineses, que não têm nada a ver com o passo de tartaruga do atual processo decisório americano, seguem em seu caminho. Além de seu pujante programa tripulado, começam a avançar forte em tecnologia de satélites para sensoriamento remoto na Terra e planejam também futuras sondas para Marte. E não é nenhuma viagem na maionese pensar que, em duas décadas, eles estarão mesmo à frente, inspirando o resto da humanidade. Para um país que luta ainda hoje para avançar em questões elementares, como o respeito aos direitos humanos, não dá para dizer que seja uma coisa ruim.