10.953 -Astronáutica – Companhia russa anuncia plano para construir base na Lua


LUA

Uma empresa russa anunciou na última semana que está pronta para construir uma base na Lua. Assim que a agência espacial do país der permissão, a companhia Lin Industrial afirmou ser capaz de montar uma base em dez anos, ao custo de 9,3 bilhões de dólares (cerca de 25 bilhões de reais), de acordo com a agência de notícias Tass.
A empresa, que está desenvolvendo o foguete russo Taimyr, planejou a base com o uso de tecnologia e projetos já existentes, que poderiam ser fabricados nos próximos cinco anos. A base seria construída perto da montanha Malapert, que fica no polo Sul da Lua. “Essa é uma região plana, com vista direta para a Terra, que oferece boas condições de comunicação e é um lugar confortável para pousos. O Sol brilha em 89% do dia nessa montanha e a noite, que acontece várias vezes ao ano, dura cerca de três ou seis dias”, disse Alexandre Ilyin, designer-chefe da companhia à Tass.
Ilyin afirmou que a base seria feita em duas etapas. Na primeira, em que seria construído um posto avançado, dois astronautas habitariam a estação, enquanto no segundo estágio haveria mais quatro tripulantes. Os primeiros cinco anos seriam destinados à construção das condições básicas para a vida na Lua, com 13 lançamentos de foguetes que carregariam os equipamentos e outros 37 lançamentos destinados à manutenção da base. Para isso, a empresa usaria um foguete do tipo Angara e também uma nave como a Soyuz.
Em entrevista à agência de notícias, Lev Zeleny, diretor da Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia Russa de Ciências, afirmou que o plano está relacionado ao retorno do interesse russo na exploração da Lua, mas ainda é cedo para falar sobre a construção de um acampamento.
De acordo com Zeleny, antes de fazer um projeto assim, é necessário selecionar com precisão o lugar do pouso, desenvolver tecnologias que garantam e mantenham a vida dos astronautas no satélite, além de assegurar a segurança contra radiações – que são altas no espaço. Esses estudos são desenvolvidos pela Academia Russa de Ciências e pela agência espacial russa, mas ainda não estão finalizados.