10.947- Mega Byte – O Imprevisível que “colou” – O começo da internet no Brasil


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Vejamos como foi o histórico da internet aqui no Brasil que se iniciou em setembro de 1988. As conexões inicialmente foram feitas em setor acadêmico e somente anos depois foi destinada a usuários domésticos e empresas.
A internet no Brasil iniciou-se em setembro de 1988 quando no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), localizado no Rio de Janeiro, conseguiu acesso à Bitnet, através de uma conexão de 9 600 bits por segundo estabelecida com a Universidade de Maryland.
Dois meses depois foi a vez da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) que também ligou-se à Bitnet, por meio de uma conexão com o Fermi National Accelerator Laboratory (Fermilab), em Chicago. Algum tempo depois, a Fapesp criou a rede ANSP (Academic Network at São Paulo), interligando a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade de Campinas (Unicamp), a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). Mais tarde, ligaram-se à ANSP a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS).
Em maio de 1989, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também ligou-se à rede Bitnet, através da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), constituindo-se no terceiro ponto de acesso ao exterior. Em 1981 foi fundado o Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), autônomo e apartidário o Ibase sempre teve como um de seus objetivos a disseminação de inframções a sociedade civil. Isso incluía a democratização do acesso às redes de computadores no país.
Em meados da década de 80, o Ibase integrou-se a um projeto internacional chamado Interdoc. Sua finalidade era o uso do correio eletrônico para o intercâmbio de informações entre ONGs (organizações não-governamentais) de todo o mundo. Participavam do projeto dezenas de entidades da África, América Latina, Ásia e Europa. Contudo, o uso desse sistema ainda era extremamente caro. Fazia-se necessário encontrar meios alternativos para facilitar essa conexão internacional e reduzir os custos de comunicação.
Alternex, um serviço internacional de mensagens e conferências eletrônicas pioneiro no país. Através do Alternex era possível trocar mensagens com diversos sistemas de correio eletrônico de todo o mundo, incluindo a Internet. O Alternex foi, portanto, o primeiro serviço brasileiro de acesso à Internet fora da comunidade acadêmica.
mega bu
Finalmente aberta ao usuário comum
A situação permaneceu assim até meados de 94, quando a Internet ultrapassou as fronteiras acadêmicas e começou a chegar ao ouvido de muitos brasileiros. No dia 17 de julho daquele ano, o jornal Folha de S.Paulo dedicou a edição dominical do seu caderno Mais! à “superinfovia do futuro”. E anunciava: “nasce uma nova forma de comunicação que ligará por computador milhões de pessoas em escala planetária”.
Quase no final de 94, o governo brasileiro – que até então pouco tinha feito pela Internet no Brasil – divulgava, através do Ministério de Ciência e Tecnologia e do Ministério das Comunicações, a intenção de investir na nova tecnologia. A criação da estrutura necessária para a exploração comercial da Internet ficou a cargo da Embratel e da RNP.
No final de 94, a Embratel iniciou seu serviço de acesso à Internet em caráter experimental. Cinco mil usuários foram escolhidos para testar o serviço. Alguns meses depois, em maio de 95, o acesso à Internet via Embratel começou a funcionar de modo definitivo. Mas a exclusividade da Embratel no serviço de acesso a usuários finais desagradou à iniciativa privada. Temia-se que a Embratel e outras empresas de telecomunicações dominassem o mercado, criando um monopólio estatal da Internet no Brasil
Diante disso, o Ministério das Comunicações tornou pública a posição do governo de que não haveria monopólio e que o mercado de serviços da Internet no Brasil seria o mais aberto possível.
Ainda nesta época, foi criado o Comitê Gestor Internet Brasil, com o objetivo de traçar os rumos da implantação, administração e uso da Internet no país. Participariam do Comitê Gestor membros do Ministério das Comunicações e do Ministério de Ciência e Tecnologia, representantes de provedores e prestadores de serviços ligados à Internet e representantes de usuários e da comunidade acadêmica. O Comitê Gestor teria ainda como atribuições principais: fomentar o desenvolvimento de serviços da Internet no Brasil, recomendar padrões e procedimentos técnicos e operacionais, além de coletar, organizar e disseminar informações sobre os serviços da Internet.
Apesar do mercado promissor, as coisas continuaram assim, meio capengas, por todo o ano de 95. A Embratel e o Ministério das Comunicações não facilitavam as iniciativas dos provedores privados: a estrutura necessária não estava totalmente implantada e havia indefinições sobre os preços a serem cobrados. Mesmo assim, uma dezena de provedores já operava até o final de 95 conectados à Internet através da Embratel. Outros, como a IBM e a Unisys, começaram a implantar suas próprias conexões internacionais.
O grande boom da rede aconteceu ao longo do ano de 1996. Um pouco pela melhoria nos serviços prestados pela Embratel, mas principalmente pelo crescimento natural do mercado, a Internet brasileira crescia vertiginosamente, tanto em número de usuários quanto de provedores e de serviços prestados através da rede.

10.946 – Onde há Dinheiro, há Corrupção – Denúncia de fraude na Mega da Virada causou polêmica nas redes sociais


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Uma denúncia de fraude na Mega da Virada movimenta internautas nas redes sociais. Uma frase supostamente publicada no Orkut no dia 15 de dezembro adiantava a cidade onde sairia o prêmio. O usuário identificado como [L12]J escreveu: “Eu não deveria estar falando isso aqui. Mas meu tio é um dos diretores responsáveis pela Mega da Virada. Ele me afirmou que, neste ano, o ganhador vai ser da cidade de Aparecida de Goiânia. Podem printar”.
O sorteio da Mega da Virada foi realizado no dia 31 de dezembro de 2012, em São Paulo. Três bilhetes foram premiados, sendo dois em São Paulo e um em Goiás, justamente em Aparecida de Goiânia. O ganhador dessa cidade demorou alguns dias para buscar o prêmio. Cada uma levou R$ 81.594.699,72.
Em nota, a Caixa informou que todos os processos de sorteio e apuração das Loterias Federais passam por recorrentes verificações de órgãos de controle interno e externo. O banco garantiu a total segurança do processo e afirmou que os sorteios são feitos em lugares abertos para que a população acompanhe com transparência o procedimento.
A Caixa também informou que é parceira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) na prevenção ao crime de lavagem de dinheiro e se submete às suas determinações, enviando, rotineiramente, informações sobre os pagamentos de prêmios.

10.945 – Ecologia – Formigas ajudam a reduzir pragas urbanas ao comer quilos de lixo nas ruas


Já pensou no que uma formiga pode fazer por você? Além de ter um papel fundamental no ecossistema da Amazônia, as formigas são espécies de heróis invisíveis, responsáveis por reduzir pragas urbanas ao comer o lixo que deixamos pelas ruas.
Alguns pesquisadores americanos decidiram medir o tamanho da ajuda de alguns artrópodes, filo de animais invertebrados que têm patas articuladas, como aranhas, formigas e centopeias.
A estratégia foi engenhosa. Os cientistas disponibilizaram comida em canteiros centrais e em parques de Nova York de duas maneiras: com e sem uma grade em volta. Animais maiores, como ratos, não eram capazes de se enfiar por entre as barras.
Conclusão: artrópodes conseguem contribuir tanto quanto ou até mais que roedores e outros animais maiores para a eliminação dos restos de comida.
O prêmio de artrópode do ano vai para as formigas do gênero Tetramorium. Com a ajuda delas, o time dos artrópodes consegue ter um desempenho bem melhor, consumindo 35% mais restos de comida.
O desempenho chega a impressionar no médio prazo. Os artrópodes, capitaneados pelas formigas, conseguem remover 65 kg de restos de comida por ano, especialmente salgadinhos e bolachas, por quilômetro.
Numa avenida como a Brigadeiro Faria Lima, na zona sul de São Paulo, esse esforço significa 300 kg a menos de lixo por ano.
Em toda a cidade de São Paulo, que coleta 12 mil toneladas de lixo todos os dias e tem 17 mil km de vias, esse serviço pode facilmente chegar às dezenas de milhares de toneladas de resíduos removidos por ano.
O serviço das formigas e outros artrópodes é particularmente importante porque eles impedem o crescimento da população de ratos.
Não é só nas cidades que as formigas têm papel relevante. Ele pode ser até maior do que se imagina em ecossistemas naturais como a Amazônia.
Se fôssemos capazes de pegar todos os bichos da Amazônia, colocá-los em uma sacola e pesá-la, um terço de todo o peso seria formado por formigas e cupins.
Em peso, teríamos mais formigas que vertebrados, como onças, tucanos e cobras.
Em número, não há como questionar a grandeza desses insetos. Em 1 hectare (10000 m²), há mais de 8 milhões de formigas, e uma mesma colônia pode ter mais de um milhão de indivíduos.
Além de servirem de alimento para diversos animais como pássaros, lagartos e tamanduás, as formigas acumulam a função de espalhadoras de sementes.
Frutas carnosas que caem no chão da floresta podem facilmente apodrecer, e a semente pode ser atacada por fungos. As formigas ajudam tanto ao “limpar” a semente, alimentando-se da polpa da fruta e impedindo que fungos matem o embrião contido na semente, mas também “plantando”, sem querer, a semente no formigueiro.
Mais importante ainda do que salvar e espalhar sementes, porém, é o “serviço funerário” que prestam. Ao se alimentarem das carcaças de animais e de insetos mortos, elas removem detritos e adubam o solo.
Algumas espécies de formigas também são excelentes caçadoras, controlando pragas agrícolas.
Kleber Del Claro, professor do Instituto de Biologia da Universidade Federal de Uberlândia, afirma que as formigas predam o bicudo-de-algodoeiro, um besouro que causa perdas anuais de vários milhões de dólares, e só com a ajuda das formigas é possível reduzir o prejuízo em 30%. Também não é incomum vê-las atacando gafanhotos ou minhocas.

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10.944 – Biologia – Entendendo o Hermafroditismo


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Trata-se de uma anomalia sexual ainda pouco conhecida, configurando um distúrbio morfológico e fisiológico das gônadas sexuais de um indivíduo, que simultaneamente manifesta estrutura tecidual testicular e ovariana.
Por análise do cariótipo é sabido que não se trata de uma síndrome genética (mono ou trissomia halossômica), relacionada aos cromossomos sexuais X ou Y. No entanto, pode estar associado a uma ocorrência de dispermia, havendo fecundação normal (espermatozoide e ovócito de segunda ordem – óvulo) e outra fecundação paralela anômola (espermatozoide e um glóbulo polar – óvulo não diferenciado, em tese, inativo).
Contudo, na maioria dos casos é observada a presença de duas gônadas mistas, denominadas de ovotetis, ou seja, uma fusão do testículo e do ovário, existindo outras duas situações: a primeira onde há desenvolvimento de um testículo e de um ovário, cada qual disposto lateralmente no corpo, contrariando a simetria bilateral normal dos órgãos reprodutores; e a segunda com o desenvolvimento de uma ovotetis de um lado e uma das gônadas (testículo ou ovário) do outro.
A conformação da genitália
A tendência do hermafroditismo é o aparente aspecto externo da genitália masculina, quando coexistentes testículo e ovário. Nas demais situações, com duas ovotetis ou ovotetis e gônada, a genitália possui aspecto feminino.
Naturalmente, os indivíduos portadores dessa anomalia somente revelam o hermafroditismo durante a puberdade, desencadeando transtornos psicossociais quando descoberto.
Dependendo do tipo anatômico aparente, o período de amadurecimento corpóreo pode, em razão de estímulos hormonais, iniciar: o processo menstrual, bem como a ginecomastia (crescimento das mamas) em indivíduos criados como se fossem homens; e falha menstrual, crescimento do clitóris e surgimento de pelos nos indivíduos criados como se fossem mulheres.