10.927 – Como as aves sobreviveram à extinção dos dinossauros?


como as aves sobreviveram a extincao dos dinossauros

Quando quase todos os dinossauros foram extintos há 66 milhões de anos, os únicos que sobreviveram foram aqueles que eram menores, isto é, as aves. Hoje, existem mais de 10.000 espécies destes dinossauros com penas, tornando-se o mais diverso de todos os animais vertebrados. Um novo estudo revela por que esta linhagem foi tão bem sucedida: as aves tiveram o tamanho reduzido bem antes do resto dos dinossauros desaparecerem.
“Esta é uma peça muito impressionante de trabalho e, de longe, a mais completa análise do tamanho do corpo de um dinossauro que já foi realizado”, diz Stephen Brusatte, paleontólogo da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, que não esteve envolvido na pesquisa. “O estudo mostra que as aves não apenas tornaram-se pequenas, de repente, mas eram o produto final de uma tendência de longo prazo da redução do tamanho do corpo que levou muitas dezenas de milhões de anos.”
Os dinossauros eram pequenos no início. Cerca de 230 milhões de anos atrás, a maioria pesava entre 10 e 35 quilos e eram tão grandes como um cão de tamanho médio. Mas muitas espécies atingiram 10.000 kg no prazo de 30 milhões de anos. Mais tarde, os dinossauros, como o poderoso Argentinosaurus, que possuía cerca de 35 metros do nariz à cauda, ​​pesavam cerca de 90,000 kg.
Apesar de muitos dinossauros terem ficado maiores e mais volumosos ao longo de milhões de anos, um grupo parece ter apostado na redução do tamanho do corpo: os maniraptorans, dinossauros emplumados que incluem o famoso Velociraptor de Jurassic Park e que, eventualmente, deram origem às aves.
Para entender como o tamanho dos dinossauros mudou ao longo do tempo, uma equipe liderada por Roger Benson, um paleontólogo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, estimou o tamanho do corpo de 426 espécies diferentes, usando a espessura de seus ossos fossilizados das pernas traseiras como uma proximidade de seu peso total.
A equipe descobriu que, apesar de todos os grupos de dinossauros mudarem rapidamente de tamanho no início da evolução dos dinossauros, principalmente ficando maior, essa tendência desacelerou rapidamente em quase todos os grupos. Para a maior parte, os dinossauros que eram grandes ficaram assim. A exceção foi o grupo dos maniraptorans, que continuaram a evoluir espécies maiores e menores, em que se expandiram em uma variedade cada vez maior de nichos ecológicos ao longo de um período de 170 milhões de anos.
Quando um asteróide atingiu a Terra há 66 milhões de anos atrás, apenas os maniraptorans com penas, que tinham um tamanho reduzido e pesavam cerca de 1 kg, foram capazes de sobreviver. Provavelmente foi o pequeno tamanho desses dinossauros que lhes permitiu adaptar-se mais facilmente às condições de mudança, de acordo com a publicação da equipe na revista PLOS Biology. Os pesquisadores afirmam que ser pequeno tornou mais fácil para os maniraptorans se adaptarem a uma ampla variedade de habitats, enquanto que o resto dos dinossauros, onerados por seus corpos enormes e as necessidades alimentares enormes, simplesmente não poderiam sobreviver.
Esta redução de tamanho foi essencial para a evolução do voo, diz Luis Chiappe, paleontólogo do Museu de História Natural de Los Angeles County, na Califórnia, que não esteve envolvido no estudo. “Voar é mais fácil para os animais menores” porque são “muito menos exigentes em termos energéticos”, diz ele. E durante todos aqueles milhões de anos, quando maniraptorans estavam mudando o tamanho do corpo mais rapidamente do que outros dinossauros, Chiappe diz, “eles estavam experimentando.”
“A história é realmente interessante”, Brusatte acrescenta, “não tem tanto a ver com a forma como alguns dinossauros ficaram tão enormes, mas sim como aves e seus parentes próximos ficaram tão pequenos.”

10.926 – Um parente do peixe-boi


Trata-se do dugongo (Dugong dugon), um mamífero marinho pertencente à ordem Sirenia, a mesma que inclui também o peixe-boi.
Esta espécie já habitou praticamente todos os oceanos há tempos atrás, mas agora encontra-se principalmente na grande barreira de corais da Austrália e no Estreito de Torres. Podem chegar aos 500kg e mais de 3 metros de comprimento!
Ao contrário dos peixes-boi, o dugongo possui dentes afiados e pode predar diversos itens de presas como peixes, lagostas e demais crustáceos.

10.925 – Estudo revela 180 organismos marinhos biofluorescentes, incluindo tubarões e raias


biofluorescencia

Tal estudo usou iluminação e câmeras de filtros especiais, o que possibilitou a identificação de mais de 180 espécies de peixes marinhos que exibem biofluorescência.
Para quem não sabe, a biofluorescência é diferente de bioluminescência (luz originada através de reações químicas do organismo) e fluorescência (luz refletida pelos organismos, visível à olho nu). A bioluminescência é um mecanismo no qual elétrons contidos em determinadas proteínas absorvem a luz em um comprimento de onda e a reemitem em um comprimento de onda menos energético. Utilizando filtros especiais, os humanos podem ver tal fluorescência em tons de vermelho, verde ou laranja, e foi isso o que os pesquisadores fizeram.
Já que não podemos ver a biofluorescência, já parou para pensar em quantas espécies de animais com cores e padrões interessantíssimos podem apresentar essa característica? Será que anfíbios ou répteis podem apresentá-la também?

10.924 – Biologia – Porque alguns organismos congelam mas não morrem?


raposa do ártico

Dentre as mais variadas espécies que possuem esta grandiosa adaptação, estão inclusos os insetos e diversos outros invertebrados terrestres, bem como ainda várias espécies de serpentes e também algumas espécies de anfíbios anuros.
Mas, como é possível um organismo congelar e não morrer? Ou melhor, quais mecanismos possibilitam o congelamento e posterior descongelamento, sem que o mesmo morra?
Em temperaturas muito elevadas os organismos podem rapidamente morrer. Isso ocorre porque, com o aumento da temperatura corporal, o animal não consegue transpirar ou perder o calor absorvido de forma eficiente, acumulando calor em seu corpo, fazendo com que as suas proteínas e as diversas ligações entre elas se rompam, o que posteriormente leva à morte do organismo. Nesse caso, cabe ressaltar que cada organismo possui uma tolerância específica a determinadas temperaturas e apresentam variações nessas tolerâncias. O que é considerado “extremo” para uma espécie, pode não ser para outra. O polo norte é um ambiente extremo para uma pomba, mas não o é para um pinguim. Devemos ter muito cuidado com estas palavras emotivas, pois na ecologia, nada é generalizado.
Nesse caso, os organismos que evoluíram nesses ambientes, apresentaram uma série de modificações ao longo dos processos evolutivos, onde, por meio da seleção natural, várias características específicas foram selecionadas, permitindo então a sobrevivência dos mesmos. Alguns organismos apresentaram adaptações capazes de proporcionar a retenção de calor corporal, evitando assim a morte. Podemos por exemplo citar o caso das espécies de mamíferos como os ursos polares e raposas-do-ártico, com suas pelagens espessas que evitam a perda de calor, ou ainda, os pinguins, que acumulam grande quantidade de gordura, que também auxiliam na retenção do calor corpóreo.
Outros grupos de organismos que ocorrem nas áreas frias do planeta não apresentam este tipo de adaptação, pelo contrário, eles simplesmente congelam (ou podem sobreviver ao resfriamento)! Porém, ainda assim, existe um fenômeno muito comum que afeta diversas outras espécies, o chamado dano por resfriamento. Este fenômeno basicamente relata que em temperaturas pouco acima de 0º C algumas espécies podem ser forçadas a extensos períodos de inatividade e as membranas celulares das espécies mais sensíveis podem se romper.
Já as espécies que congelam, elas geralmente passam por um processo muito crítico, pois o gelo pode facilmente matá-las, rompendo suas células. De acordo com a diminuição da temperatura, os poiquilotérmicos (organismos que dependem da fonte de calor externa para realizar suas atividades), como os anfíbios anuros, insetos, etc, iniciam o processo de congelamento. Neste caso, se eles não sofrerem distúrbios, a água pode facilmente alcançar temperatura de até 40º C negativos, sem formar gelo no interior das células. Pois, na verdade eles não congelam completamente, apenas algumas partes de seus corpos, principalmente as regiões mais espessas e exteriores, como a pele, cascas, estruturas modificadas, etc. Muitas espécies se enterram em meio à neve e até são removidas dela cobertas por camadas de gelo, como se realmente estivessem congeladas completamente, mas não estão de fato: seus órgãos e o sangue não congelam.
As espécies de animais não congelam por conta de diversos diversos compostos constituídos de glicose (basicamente), que se encontram na corrente sanguínea dos mesmos. O composto mais comum e que evita o congelamento é o glicerol.
A espécie Bracon cephi, parasita de uma mosca do trigo canadense, foi estudada e pode-se observar o mesmo efeito do glicerol, evitando o congelamento dos indivíduos amostrados. As larvas do parasita podem sobreviver a uma prolongada exposição a temperaturas de até -40 º C. O uso de glicerol como “anticongelativo” pelos insetos é o precursor do uso de compostos similares pelo homem, para proteger os fluidos dos automóveis contra o congelamento no inverno.
Além de diminuir o ponto de congelamento dos fluídos corporais, o glicerol ajuda ainda a proteger os tecidos contra os efeitos lesivos do congelamento, caso este realmente ocorra. O glicerol possibilita a sobrevivência de diferentes espécies nestes ambientes pois ele é viscoso e isso tende a diminuir a taxa de formação de cristais de gelo, o que dificulta o congelamento.

10.923 – Por que a abelha morre ao picar uma pessoa?


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A abelha operária, encarregada pela natureza de proteger a colméia até com a própria vida, possui um ferrão com pequenas farpas que impedem que ele seja retirado facilmente. Depois de aplicar uma ferroada, o inseto tenta escapar voando, mas acaba arrancando todo o posterior de seu abdômen (junto com nervos, parte do tubo digestivo e a bolsa de veneno), que fica preso ao ferrão. Ainda assim, a bolsa continua bombeando. Por isso, o mais importante, ao levar uma picada, é retirar o ferrão rapidamente, para evitar a entrada de mais veneno. “Quando uma abelha pica, ela solta um tipo de feromônio – odor que serve de comunicação e atração sexual entre os animais – e esse cheiro funciona como um aviso de perigo para as outras abelhas”, afirma a zoóloga Márcia Ribeiro, do Instituto de Biociências da USP. “Uma colméia possui cerca de 50 000 indivíduos, por isso não faz diferença para a colônia se algumas morrerem”, diz ela. Mas nem todas as abelhas picam.
Existem espécies sem ferrão, que usam uma resina para imobilizar outros insetos, e outras que chegam a se enroscar nos pêlos dos animais para tentar defender a colméia.
É um tiro pela culatra
A arma da abelha – o ferrão – acaba provocando sua própria destruição
O ferrão, fixo à bolsa de veneno, tem farpas que ficam presas no corpo da vítima. Por isso, quando a abelha sai voando, parte do abdômen é arrancada.