10.895 – Astronáutica – Índia testa foguete com módulo para astronautas


india

A Índia testou com sucesso o maior foguete desenvolvido até agora no país, com 4 toneladas de carga e um módulo para astronautas. O lançamento abre caminho para a primeira viagem tripulada indiana ao espaço, informaram fontes oficiais.
O foguete GSLV MK-III, de 630 toneladas e 42,4 metros de comprimento, começou seu voo às 9h30 locais (2 horas em Brasília) no Centro Espacial Satish Dhawan, em Sriharikota, no Estado de Andhra Pradesh, sul do país. As emissoras locais de televisão mostraram como o foguete se elevou rumo ao espaço em uma nuvem de fumaça, enquanto os cientistas da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (Isro, na sigla em inglês) comemoravam efusivamente.
“É um dia muito significativo na história espacial da Índia”, disse o presidente da Isro, K. Radhakrishnan, em discurso transmitido pela emissora NDTV. O primeiro dos objetivos da missão era testar o voo do foguete com 4 toneladas de carga, o que duplica a capacidade de transporte atual e permitirá colocar em órbita satélites mais pesados.
O segundo objetivo era estudar os detalhes de uma hipotética reentrada na Terra do módulo para astronautas, que tem o tamanho de um “pequeno quarto” e pode acolher duas ou três pessoas, e sua aterrissagem com um paraquedas. Porta-vozes do Isro afirmaram que a cápsula “caiu de maneira segura” na baía de Bengala, perto das ilhas Andamão e Nicobar após se desprender do foguete.
O primeiro-ministro do país, Narendra Modi, parabenizou os cientistas pelo êxito da missão. “O bem-sucedido lançamento do GSLV MK-III é outro triunfo do brilhantismo e dos duros esforços de nossos cientistas. Parabéns por seus esforços”, tuitou o chefe de governo.
A Índia comemorou em 2012 os 50 anos do início de seu programa espacial. O país asiático colocou em setembro a sonda Mangalyaan na órbita do planeta Marte, um feito tecnológico que não foi alcançado por nenhum outro país asiático e apenas foi conseguido por Estados Unidos, Rússia e Europa.
A Isro, que conta com 16.000 cientistas e um orçamento de 1 bilhão de dólares, põe em órbita satélites estrangeiros desde 1999.

10.894 – Neurologia – Stent pode diminuir sequelas do derrame


O uso do stent pode ser um tratamento eficaz nos casos graves de AVC isquêmico, aqueles causados por um coágulo que obstrui uma artéria cerebral, e evitar as sequelas do derrame. Uma pesquisa holandesa publicada na quarta-feira no periódico The New England Journal of Medicine afirma que essa técnica de cirurgia endovascular pode salvar o tecido cerebral do paciente, permitindo que muitos tenham uma vida independente depois do AVC.
O stent é um pequeno tubo, geralmente metálico, que é introduzido na artéria obstruída por meio de um cateter e auxilia na remoção do coágulo causador do derrame.
Participaram do estudo 500 pacientes que sofreram de um derrame. Cerca de 90% deles fizeram o tratamento convencional com remédios trombolíticos, que desfazem o coágulo. Dos que tomaram a droga, metade também foi submetida a um segundo tratamento, como a cirurgia endovascular, até seis horas depois de ocorrer o AVC.
Os pesquisadores constataram que um em cada cinco pacientes que apenas tomou o trombolítico conseguiu ter uma vida normal depois do derrame. Já entre aqueles que foram submetidos ao procedimento cirúrgico, um em três seguiu a vida normalmente depois do derrame.
A hipertensão é a principal desencadeadora do AVC, isquêmico ou hemorrágico. Ela pode causar lesões nas paredes internas das artérias, tornando-as menos elásticas e mais predispostas a entupimento e endurecimento. “O tratamento da hipertensão, feito por meio de medicamentos, dieta e prática de atividade física, diminui em 90% o risco de um derrame em hipertensos”, afirma Adriana Conforto, neurologista chefe do Grupo de Doenças Cerebrovasculares do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Segundo ela, um estudo feito no Hospital das Clínicas de São Paulo mostrou que 80,5% dos pacientes admitidos por AVC isquêmico no pronto-socorro apresentavam antecedente de hipertensão arterial.
Este não é o primeiro estudo a analisar a eficácia das técnicas endovasculares para a remoção de um coágulo cerebral. Mas é o primeiro a demonstrar resultados satisfatórios, provavelmente por ter sido feito na Holanda, um país pequeno e com boa infraestrutura de saúde.
A técnica já é utilizada em hospitais para pacientes que chegam entre 4h30 e 6h depois dos primeiros sintomas do AVC. Trata-se, porém, de um procedimento caro, que não está disponível na maioria dos hospitais brasileiros por falta de recursos e equipe. Além disso, o paciente tem que ser socorrido rapidamente, o que não acontece na maioria dos casos.