10.875 – Medicina – Técnica de cura ressuscita pacientes praticamente mortos


Cientistas da Universidade do Arizona, em Tucson (EUA), desenvolveram uma técnica radical para salvar pacientes à beira da morte. E como ela funciona? Através da substituição de todo o sangue do corpo por água salgada fria. “Se a temperatura de uma pessoa está a 10ºC, sem atividade cerebral, sem atividade cardíaca e sem sangue, qualquer um concordaria que ela está morta (…) Contudo, ainda a podemos trazer de volta à vida”, explicou Peter Rhee, que, junto com Samuel Tisherman, da Universidade de Maryland, em College Park, demonstrou que é possível manter os corpos em “animação suspensa” por horas.
Tal procedimento já havia sido testado em animais: o sangue do corpo de uma cobaia foi drenado e resfriado em 20ºC abaixo de sua temperatura. Em seguida, o sangue foi bombeado novamente pelas veias e, assim, o corpo foi esquentando aos poucos, até que o coração voltasse a bater. Os animais utilizados nos experimentos mostraram efeitos nocivos muito baixos ao despertarem, além de um estado de atordoamento, que não dura mais que um dia. Quando foi anunciada a experimentação em humanos (vítimas de tiros), surgiu a polêmica: esta técnica implica fazer o paciente passar pela morte antes de curá-lo. Tisherman diz que “é importante que o público saiba que não se trata de uma ficção científica, mas de um trabalho experimental, que vem sendo estudado com disciplina, com o objetivo de salvar a vida de pessoas”. Esta maneira ousada de salvar pacientes poderia mudar a história da medicina, principalmente em casos de acidentes. Seria possível?

10.874 – Russos desenvolvem pílula que age contra a fonte do envelhecimento do nosso corpo


cronobiologia_envelhecimento

Uma equipe de cientistas da Universidade Estadual de Moscou, na Rússia, chefiada por Maxim Skulachev, descobriu um novo tipo de antioxidante, capaz de agir nas mitocôndrias celulares, responsáveis pela produção de energia e pelo envelhecimento.
“As mitocôndrias são as culpadas pelos ataques no coração e por doenças como o Alzheimer e o Parkinson”, afirma Skulachev, que também acrescenta: “Se as doenças passam a se desenvolver mais lentamente, então nossa ideia para combater o envelhecimento através das mitocôndrias está correta”.
Atualmente, o tratamento revolucionário está sendo testado em ratos, peixes e cães. Os cientistas reconhecem que ainda não foi possível alcançar um aumento significativo da esperança de vida destes animais, embora já tenham conseguido retardar o início de seu envelhecimento. O desafio é, portanto, tornar “tecnicamente possível” o medicamento de antienvelhecimento e, dessa forma, prolongar a vida do ser humano.