10.851- Futebol – Palhinha, o Verdadeiro Heroi de 1977


Vanderlei Eustáquio de Oliveira, mais conhecido como Palhinha (Belo Horizonte, 11 de junho de 1950)

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Palhinha começou sua carreira na região do Barreiro, em Belo Horizonte, aos 10 anos. Foi descoberto pelo treinador, Lincoln Alves, do futebol de salão do Cruzeiro, aos 14 anos, onde passou a jogar como ala esquerdo. No ano seguinte, foi jogar no juvenil de campo e aos 18 anos, estreou nos profissionais. Achava complicado disputar posição com fenômenos do futebol como Dirceu Lopes, Tostão e Evaldo. Foi, na época, um reserva de luxo, um tapa-buraco do time.
Após a venda de Tostão para o Vasco da Gama, em 1972, passou a ser o titular do time. Conciliava a velocidade com a inteligência. Era um artilheiro, que a base de valentia, furava as defesas adversárias.
Palhinha estreou na Seleção Brasileira em 27 de maio de 1973, na vitória da Seleção Brasileira por 5 a 0 sobre a Seleção Boliviana.
Destacou-se pelo Cruzeiro na campanha do título da Taça Libertadores da América de 1976, quando marcou 13 gols tornando-se até hoje o maior artilheiro brasileiro em uma só Libertadores.
Em 1977, foi vendido ao Corinthians por 1 milhão de dólares na maior transação do futebol brasileiro na época. O objetivo era reforçar o time para a primeira participação na Taça Libertadores da América.
Carregando o time nas costas foi o responsável pela campanha que levaria o Corínthians as finais contra a Ponte Preta e quis o destino que não disputasse a finalíssima.
Fez dupla de ataque com Sócrates que veio do Botafogo de Ribeirão Preto.
Em 1980, defendeu o Atlético Mineiro que tinha um grande time formado por João Leite, Reinaldo, Cerezo, Paulo Isidoro, entre outros craques! Foi Tricampeão Mineiro, Campeão do tradicional Torneio de Málaga (Troféu Costa Del Sol) e Vice-Campeão Brasileiro numa polêmica e disputada final contra o Flamengo.

Times que defendeu
Cruzeiro: 1965-1976 e 1983-1984
Corinthians: 1977-1980
Atlético-MG: 1980-1981
Santos: 1981
Vasco da Gama: 1982
América-MG: 1985

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Palhinha no Corínthians
Comprado do Cruzeiro (MG) por 7 milhões de cruzeiros, Palhinha chegou ao Corinthians com o status de craque e encheu de alegria a Fiel, que depositava nele a esperança de enfim conquistar o título paulista.
Sua estréia defendendo o Timão não foi o que exatamente todos esperavam. Mais de 60 mil pessoas lotando o estádio e o Corinthians perde de 3 x 0 pro Guarani.
Mas após isso Palhinha cairia nas graças da Fiel por suas jogadas inteligentes e de extrema habilidade.
No primeiro dos 3 jogos da final de 1977 Palhinha foi o autor do gol do Corinthians, na vitória por 1 x 0. Gol marcado com o rosto após o goleiro Carlos rebater um chute forte dado por ele mesmo.
No segundo jogo Palhinha sofreu um estiramento muscular e não pode participar da terceira e decisiva partida, mas todos sabem que o Corinthians só tinha chegado até ali, até aquelas finais, graças a Palhinha e as suas jogadas. Por mais que não apareça no pôster de campeão e na foto da última partida, Palhinha era o craque e principal jogador do time.

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Dois anos depois, em 1979, Palhinha ganharia novamente o campeonato paulista pelo Corinthians, mas dessa vez fazendo uma dupla memorável com Sócrates, onde faziam tabelinhas maravilhosas e jogadas inesquecíveis.
No inicio de 1980, Palhinha retornaria a MG, dessa vez pra jogar no Atlético.
Voltou ao Corinthians em 1989, dessa vez já como técnico.

10.850 – Árbitros do Futebol – Roberto Nunes Morgado


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Apelido: Pantera cor de rosa
(1946 — São Paulo, 26 de abril de 1989)
Árbitro polêmico, gostava de chamar a atenção durante os jogos e assumidamente imitava o estilo espalhafatoso de Armando Marques. Com 1,71 metro e apenas 59 kg, e adepto de indicações exageradas dos lances, ficou conhecido como “Pantera Cor-de-Rosa”.
Em um jogo entre Vasco e Ferroviário pelo Campeonato Brasileiro de 1983, expulsou a Polícia Militar de campo (usando o cartão vermelho), o que fez com que a Comissão Brasileira de Arbitragem exigisse um exame de sanidade mental do árbitro.
Levava o episódio na brincadeira: “Agora, sou o único juiz da praça que tem atestado de sanidade mental.”

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Ele tinha sido internado em uma clínica no ano anterior, com problemas psicológicos, e voltaria a ser internado em 1983 e em 1985. Foi capa de uma edição da revista Placar em novembro de 1984, ilustrando a chamada “Juiz: santo ou ladrão?”.
O último jogo que apitou foi a segunda semifinal do Campeonato Paulista de 1987, entre São Paulo e Palmeiras, quando expulsou quatro palmeirenses e foi bastante criticado. “É pena que o Morgado tenha arrumado toda aquela palhaçada”, reclamou Nélson Duque, presidente do Palmeiras.
Acabou vetado para o Campeonato Brasileiro daquele ano ao não alcançar nota mínima em uma prova por escrito da Comissão Brasileira de Arbitragem de Futebol.
Em fevereiro do ano seguinte, foi internado no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, com Aids.
Abandonado pelos amigos e pela esposa, morreu um ano depois.
Homossexual assumido, ficou famoso por frequentar seguidamente a boca do lixo paulistana ao lado de um grupo de amigos.
No entanto, viu a turma se afastar rapidamente quando foi detectado que era portador do vírus HIV. Faleceu esquecido em um leito de hospital, distante até mesmo de sua família.

10.849 – Biodiversidade – Descoberta nova espécie de peixe em poça de água doce no sul do Brasil


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O Austrolebias bagual, que ainda não recebeu nome popular, foi encontrado em uma área de apenas um hectare no Pampa gaúcho, em Encruzilhada do Sul, interior do Rio Grande do Sul.
Da família Rivulidae, a nova espécie identificada tem somente cinco centímetros e possui padrão de colorido único nos machos – a nadadeira dorsal apresenta manchas negras na vertical e o corpo marrom claro acinzentado também tem o mesmo tom de listras.
A descoberta foi divulgada pela publicação internacional AQUA – International Journal of Ichthyology. O Austrolebias bagual pertence ao grupo chamado de “peixes anuais”, que têm ciclo de vida regido pelo clima. Por viverem em poças temporárias, os indivíduos adultos morrem a cada vez que a seca atinge a região. Mas as fêmeas depositam os ovos na terra.
“Quando as poças secam, ocorre uma pausa no desenvolvimento dos embriões, conhecida como diapausa. Apenas quando volta a chover e o ambiente se torna favorável, os ovos voltam a se desenvolver e eclodem”, explica Matheus Volcan, pesquisador e vice-coordenador do Instituto Pró-Pampa.
Segundo a pesquisa, que teve apoio da Fundação Boticário, a bacia do Rio Camaquã, onde o Austrolebias bagual foi descoberto, ainda é pouco estudada e por isso sua biodiversidade é desconhecida. “Marcamos o início de um processo de ampliação do conhecimento. Queremos definir regiões prioritárias e propor ações de conservação para as espécies”.
Apesar da boa notícia, os cientistas revelam que a nova espécie já sofre risco de extinção. Os peixes de água doce estão entre os mais ameaçados, devido ao aumento de períodos de seca e a formação de poças e lagoas. Além disso, o crescimento de áreas agrícolas no Rio Grande do Sul torna os animais ainda mais vulneráveis.
Este foi justamente um dos motivos para a escolha do nome Austrolebias bagual. Os gaúchos costumam usar o termo “bagual” para se referir a pessoas corajosas e destemidas. A torcida agora é que o peixinho valente consiga sobreviver e se procriar num planeta cada vez mais quente.

10.848 – Biologia Marinha – Um vírus misterioso está matando as estrelas-do-mar


Doença misteriosa intriga a Ciência

Está matando milhões de estrelas-do-mar. A epidemia atinge a costa do Pacífico do Alasca ao México. Ela vem reduzindo drasticamente a população desses animais marinhos e pode chegar a outras regiões do mundo.
O fenômeno foi observado pela primeira vez em junho de 2013, na costa noroeste dos Estados Unidos, como relata uma extensa reportagem do site The Verge. A estrela-do-mar doente fica coberta de lesões brancas. Depois, seus órgãos internos começam se projetar para fora da pele. Por fim, o animal se desintegra, perde seus braços e morre. A doença atinge mais de 20 espécies.
Ao longo de um ano, ela se alastrou para o norte, atingindo o Canadá e o Alasca, e para o sul, chegando à Califórnia e ao México. Até aquários que recebem água do mar foram contaminados. No aquário de Seattle, quase todas as estrelas-do-mar morreram. E já se observam alguns casos na costa Leste dos Estados Unidos, o que mostra que a doença também ocorre no Atlântico.
Biólogos vêm estudando o fenômeno. A principal suspeita deles recai sobre um vírus. O detalhe é que esse vírus já foi encontrado em estrelas-do-mar preservadas em museus, capturadas há mais de 70 anos.
Se o vírus existe há tanto tempo, por que só agora se tornou mortal? “Estou totalmente convencida de que isso tem relação com mudanças climáticas”, disse Lesanna Lahner, veterinária do Aquário de Seattle, ao Verge. “Só não tenho nenhuma prova disso ainda”, completa ela.
O aumento da temperatura e da acidez do oceano parecem ser os fatores que propiciaram a propagação da doença. Lesanna pegou algumas estrelas-do-mar doentes que estavam se desintegrando a 12°C e as colocou num tanque refrigerado a 10°C.
Para surpresa dela, as estrelas se curaram. Isso sugere que o aquecimento do Pacífico Norte, que foi de 0,5°C entre 1955 e 2013, pode ter contribuído para o vírus se alastrar. Mas as estrelas que estavam soltas no mar não se recuperaram no Inverno, quando a água se resfria.

Acidez do mar
O oceano absorve dióxido de carbono, gás que vem sendo produzido em quantidades crescentes desde que o mundo se industrializou. Esse gás reage com a água do mar, tornando-a mais ácida.
Os oceanos, que foram ligeiramente alcalinos nos últimos 300 milhões de anos, estão se tornando ácidos. Estudos já demonstraram que a acidez enfraquece as estrelas-do-mar, tornando-as mais vulneráveis a doenças.
A matança pode afetar outros animais marinhos. Há um estudo famoso publicado em 1966 pelo naturalista americano Robert Paine. Durante dois anos, ele removeu todas as estrelas-do-mar de uma piscina natural num costão rochoso.
Nesse período, o número de espécies na piscina rochosa havia se reduzido de 15 para 8. Paine concluiu que as estrelas-do-mar são espécies-chave, da qual dependem outros animais. Esse conceito de espécie-chave acabou sendo importante em estudos ecológicos posteriores.
Se essas são as más notícias, há também dados que trazem esperança. Pelo que se observou até agora, as estrelas-do-mar não desaparecem completamente das áreas afetadas. Em geral, morrem as maiores, mas resta um certo número de estrelas pequenas.
Isso sugere que os indivíduos mais resistentes sobrevivem à doença. Eles poderão, com o tempo, se reproduzir e levar a população desses animais a ser recuperar. De fato, já houve momentos na história em que a população das estrelas-do-mar declinou, recuperando-se depois. É possível que aconteça o mesmo na epidemia atual.

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10.847 – Mega Mídia – Lombardi, a voz mais famosa do Brasil


Falecido em 02-12-2009

É com você, Lombardi…

Ele ficou conhecido do grande público por causa da sua voz no programa do Silvio Santos, com quem trabalhou por mais de 40 anos. O rosto de Luís Lombardi Neto não era muito conhecido, porém muitos sabiam o seu nome. Ele morreu em um dia como este, no ano de 2009, em Santo André (SP), aos 69 anos. O locutor sofreu um infarto agudo e foi encontrado sem vida pela esposa, pela manhã. Silvio Santos, após saber do falecimento de seu amigo, interrompeu a gravação de um programa especial de Ano Novo, mas voltou aos trabalhos em respeito a Lombardi e à plateia.
Lombardi nasceu no dia 22 de dezembro de 1940, em São Paulo, e cresceu no bairro do Bixiga. Ele começou sua carreira de locutor na TV Paulista, atual TV Globo São Paulo, onde conheceu Silvio Santos. Depois de 15 anos, deixou a emissora para seguir com Silvio Santos, que estava abrindo a sua própria televisão. Na época de sua morte, Lombardi apresentava um programa em uma estação de rádio de Santo André.

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10.846 – Astrofísica – Planeta em formação é registado pela primeira vez


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O caminho em direção a uma compreensão melhor e mais clara a respeito das origens do Sistema Solar está agora um pouco mais próximo, graças a uma imagem de altíssima resolução capturada pelo telescópio ALMA. Os especialistas que trabalham com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array”) conseguiram tirar uma fotografia que revela, com precisão, detalhes extraordinários de um disco de formação planetária. Trata-se de um enorme avanço nessa área, que poderá ajudar a entender como os discos protoplanetários se desenvolvem e geram planetas.
Os cientistas basearam suas observações em uma estrela chamada HL Taui, localizada a 450 anos-luz da Terra, e rodeada por um disco de poeira. “Quando vimos essa imagem pela primeira vez, ficamos impressionados com o espetacular nível de detalhe. A HL Tauri não possui mais que um milhão de anos. No entanto, seu disco parece estar repleto de futuros planetas”, disse Stuart Corder, autor principal do trabalho. Ele espera que a imagem vá “revolucionar as teorias da formação planetária existentes”. Por enquanto, já é possível saber que o processo de formação planetária é muito mais rápido do que se imaginava. A observação dele permitirá também que saibamos como, há quatro milhões de anos, o Sistema Solar foi criado.