10.845 – Mega Byte – SHODAN – O buscador mais perigoso do mundo


shodan

Em 2003 o desenvolvedor americado John Matherly iniciou um projeto o qual nomeou de SHODAN (Sentient Hyper-Optimized Data Access Network) – nome de um personagem do video-game do jogo System Shock II. Inicialmente a ideia de Matherly era criar um sistema para coletar as especificações de dispositivos conectados à Internet como roteadores, webcams, servidores, desktops, impressoras dentre outros dispositivos, mas mal sabia ele que estas informações coletadas poderiam alertar o mundo no tema de segurança da informação.
Em 2009 John Matherly se dedicou mais ao projeto e publicou um sistema mais estruturado já com inúmeras melhorias e conseguiu obter um número impressionante de dispositivos conectados á Internet em todo o mundo, dentre estes estão: roteadores, switches, webcams, tables, celulares, servidores, desktops, impressoras, firewalls, entre outros…
Com a sua divulgação, usuários de todo mundo tiveram acesso ao SHODAN e começaram a acessar dispositivos de empresas e residências espalhados pelo mundo, o que deixou as autoridades em alerta, pois criminosos virtuais com este tipo de informação poderiam causar grandes estragos em diversas empresas ou residências de vários países.
Explorando o SHODAN
Uma busca limitada de resultados pode ser realizada sem a necessidade de nenhuma autenticação no SHODAN, porém por uma questão de segurança de pessoas e empresas é necessário se autenticar no site para realizar uma pesquisa de dispositivos de forma mais abrangente e esta autenticação pode ser estabelecida utilizando uma conta do: Google, Twitter, Facebook, Windows Live ou até mesmo através de um cadastro na própria base de dados do SHODAN.

10.844 – Black Friday ou Black Fraude?


black fraude

Mesmo com todas as medidas e garantias anunciadas pelo Busca Descontos, organizador da Black Friday no Brasil, já nas primeiras horas do dia o evento voltou a ser classificado como “Black Fraude”.
Pelo Twitter, basta procurar a hashtag #blackfraude para descobrir que bastante gente encontrou problemas com as ofertas.
Além disso, o pessoal do Globo vinha monitorando produtos e percebeu que dois deles tiveram os preços maquiados no ShopTime e outros três no site da Casas Bahia.
No primeiro, uma TV de plasma de 50 polegadas da LG, que na quinta estava de R$ 2.199 por R$ 1.979,10, na sexta apareceu de R$ 2.899 por R$ 2.032,95. Já o Galaxy Tab 3, da Samsung, estava de R$ 599 por R$ 399 e sexta saia de R$ 499 por R$ 474,05.

10.843 – Biologia Marinha – Impactos no ciclo de nitrogênio afetam vida marinha e humana


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As mudanças induzidas pelo homem no ciclo do carbono, como seu aumento na atmosfera e no oceano, o que causa acidificação, são impactos observados há décadas. No entanto, um estudo publicado esta semana na Science mostra que atividades humanas, em particular processos industriais e agrícolas, têm também impactos significativos no ciclo de nitrogênio do mar.
A taxa de acumulação de nitrogênio reativo (como óxidos de nitrogênio da queima de combustíveis fósseis e amônia do uso de fertilizantes) mais que dobrou globalmente nos últimos 100 anos. E este aumento antropogênico da substância atingiu magnitude comparável a cerca de metade da fixação de nitrogênio pelo oceano (o processo natural pelo qual o gás atmosférico se torna um nutriente útil para organismos).
David Karl, diretor do Centro de Oceanografia Microbial da Universidade do Havaí, e pesquisadores da Coréia, Suíça e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA trabalharam conjuntamente para avaliar a concentração de nitrato em mar aberto do Pacífico Norte dos anos 1960 aos anos 2000.
A análise, capaz de discernir fixação de nitrogênio derivada de atividades humanas daquela natural, revelou que a concentração de nitrato aumentou substancialmente nas águas de superfície do Pacífico Norte nos últimos 30 anos, o que se deve em grande parte ao acúmulo de nitrogênio na atmosfera. “É um resultado preocupante que eu não teria previsto,” disse ontem Karl”. “O Pacífico Norte é tão vasto que é difícil imaginar que humanos pudessem impactar o ciclo natural de nitrogênio”.
Como a atividade biológica é limitada pela disponibilidade de nitrato no oceano, o acúmulo de nitrogênio da atmosfera pode aumentar a fotossíntese em suas camadas expostas ao sol e exportar material orgânico da superfície para águas profundas.
“A crescente população humana precisa de energia e alimento. Infelizmente, a poluição de nitrogênio é uma consequência indesejada, e nem o oceano aberto é imune a nossas atividades industriais”, afirmou Karl, de acordo com o Business Standard.

10.842 – O Retorno do “Elefante Branco” – USP pode voltar a usar navio de pesquisas


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O navio de pesquisas Alpha Crucis, da Universidade de São Paulo (USP), pode voltar a operar, após ficar mais de um ano atracado no Porto de Santos. O Instituto Oceanográfico (IO USP) anunciou recentemente que conseguiu contratar um serviço de inspeção obrigatória do navio, após duas tentativas frustradas de licitação.
Considerado a maior e mais sofisticada embarcação para estudos oceanográficos da academia brasileira, o navio estava parado por falta da inspeção, impedindo o início de estudos e ameaçando a conclusão de projetos já iniciados, segundo o diretor do IO, Frederico Brandini. A licitação, concluída em novembro de 2014, foi vencida pelo estaleiro Indústria Naval do Ceará (Inace) por 2,6 milhões de reais. Segundo Brandini, o navio deverá retomar as operações em março.
O barco é um antigo navio usado pela Universidade do Havaí, nos EUA, desde a década de 1970. A Fapesp desembolsou 4 milhões de dólares pela compra do casco e dividiu com a USP a reforma (3 milhões de dólares na conta da fundação e 4 milhões de dólares desembolsados pela universidade).

10.841 – Medicina – Cai mortalidade por câncer no Brasil


MEDICINA simbolo

A taxa de mortalidade por câncer teve uma pequena queda no Brasil na última década. De 2003 a 2012, a variação anual das mortes relacionadas ao câncer entre os homens caiu 0,53% e entre as mulheres, 0,37%. Os números, divulgados nesta sexta-feira, fazem parte do Atlas de Mortalidade por Câncer no Brasil, documento elaborado pelo Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (Inca), ligado ao Ministério da Saúde.
Os dados mostram um pequeno aumento no último ano incluído no documento. De 2011 a 2012, o índice de óbitos a cada 100 000 homens aumentou de 100,47 para 103,2. Entre as mulheres, a alta foi de 83,99 para 86,92. Nesse período, a quantidade de homens que morreu em decorrência da doença elevou-se de 94 649 para 98 033, e a de mulheres subiu de 82 455 para 86 040.
Esse crescimento, entretanto, está relacionado à melhora da qualidade da informação estatística. “O aumento discreto não significa uma elevação real. Ele se deve a mais notificações, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, que melhoraram o diagnóstico e atualmente têm mais precisão em informações médicas”, explica o cirurgião oncologista Thiago Celestino Chulam, coordenador do Programa de Prevenção do Câncer do Hospital A. C. Camargo.
O câncer de estômago foi o que apresentou a maior diminuição de mortalidade na década. A queda foi de 2,95% entre os homens e 2,49% entre as mulheres. De acordo com o Inca, esta redução se deve à melhoria do saneamento básico e conservação de alimentos no Brasil, que diminuiu a incidência da bactéria Helicobacter pylori, o maior fator de risco para o desenvolvimento desse tipo de câncer.
No mesmo período, as taxas de mortalidade por câncer de próstata caíram 0,39% e de colo de útero, 1,62%, enquanto os dados de câncer de mama se mantiveram praticamente estáveis. Segundo o Inca, os casos de câncer de mama, próstata e colo de útero no Brasil estão aumentando. As taxas de mortalidade estáveis ou em queda demonstram o maior acesso ao diagnóstico precoce e tratamentos no país.
Entre os tipos de câncer mais letais, o índice ligado aos tumores de intestino apresentou crescimento. Subiu 1,65% entre os homens e 0,37% entre as mulheres. O Inca explica esse aumento pela elevação da taxa de obesidade no país. Já o câncer de pulmão apresentou uma diminuição de mortalidade de 1,65% na população masculina e aumento de 1,47% entre as mulheres. A tendência é que a mortalidade feminina e masculina se tornem semelhantes e, de acordo com o Inca, reflete o padrão de tabagismo das duas últimas duas ou três décadas.
Entre 2011 e 2012, a taxa de letalidade aumentou nos cinco tipos de cânceres mais incidentes no sexo feminino: mama, brônquios e pulmões, colo de útero, estômago e cólon. Para cada 100 000 mulheres, o índice de mortes subiu 11,88 para 12,10 no caso do câncer de mama e de 7,81 para 8,18 no de carcinoma de brônquios e pulmões.
Entre o sexo masculino, dos cinco dos carcinomas mais letais, o índice de óbitos do período teve uma leve queda apenas no caso do tumor de esôfago: de 6,54 para 6,53. No caso do câncer de pulmão, o mais fatal entre eles, subiu de 15,01 para 15,54. A taxa elevou-se de 13,50 para 13,65 no tumor de próstata, o segundo mais letal. Já os números de câncer de estômago subiram de 9,36 para 9,39 e os de fígado, de 4,98 para 5,46.
Um grande estudo publicado no periódico The Lancet constatou que as pessoas estão vivendo mais depois de serem diagnosticadas com câncer no mundo. De acordo com os pesquisadores, porém, a sobrevida varia muito de país para país, e é menor na América do Sul, América Central, África e Ásia do que na Europa, América do Norte e Oceania.
A pesquisa revelou que em 18 países mais de 85% das mulheres sobrevivem pelo menos cinco anos após a descoberta do câncer de mama. É o caso do Brasil: de 1995 a 1999, 78,2% das pacientes tinham esse tempo de sobrevida; entre 2005 e 2009, 87,4% delas viviam mais de cinco anos.
O Brasil também é referência no caso do tumor de próstata, ao lado dos Estados Unidos. Nos dois países, 95% dos pacientes vivem cinco anos ou mais depois do diagnóstico.
Os números brasileiros pioraram, no entanto, no caso do câncer de estômago. O índice de pacientes que sobrevivem cinco anos ou mais após o diagnóstico da enfermidade caiu de 33,1% entre 1995 e 1999 para 24,9% de 2005 a 2009.
O país também está mal avaliado no caso do câncer de ovário: apenas 31,8% das mulheres sobrevivem cinco anos ou mais. Nesse tipo de tumor, o país que apresenta o melhor índice na América do Sul é o Equador, onde 40% das mulheres com a doença vivem pelo menos cinco anos.

Brasil
Total: 576 580 novos casos (52,4% entre homens e 47,6% entre mulheres)

Principais tipos entre homens: Câncer de pele não melanoma (32,5%); de próstata (22,8%); de traqueia, brônquio e pulmão (5,4%); s cólon e reto (5%) e de estômago (4,3%).

Principais tipos entre mulheres: Câncer de pele não melanoma (30,3%); de mama (20,8%); de cólon e reto (6,4%); de colo do útero (5,7%); e de traqueia, brônquio e pulmão (4%)

Sudeste
Total: 299 730 novos casos (52,3% entre homens e 47,3% entre mulheres)

Principais tipos entre homens: Câncer de pele não melanoma (34,7%); de próstata (22,9%); de cólon e reto (5,9%); de traqueia, brônquio e pulmão (4,8%); e da cavidade oral (4%)

Sul
Total: 116 330 novos casos (57% entre homens e 43% entre mulheres)

Principais tipos entre homens: Câncer de pele não melanoma (33,7%); de próstata (19,3%); de traqueia, brônquio e pulmão (7,1%); de cólon e reto (4,3%) e de estômago (3,4%)

Nordeste
Total: 99 060 novos casos (48% entre homens e 52% entre mulheres)

Principais tipos entre homens: Câncer de próstata (27,2%); de pele não melanoma (23,1%); de estômago (5,9%); de traqueia, brônquio e pulmão (5,2%); e da cavidade oral (4,1%).

Centro-Oeste
Total: 41 440 novos casos (51,3% entre homens e 48,7% entre mulheres)

Principais tipos entre homens: Câncer de pele não melanoma (38%); de próstata (21,5%); de traqueia, brônquio e pulmão (4,8%); e cólon e reto (4,2%); e de estômago (3,7%)

Norte
Total: 20 020 novos casos (50,4% entre homens e 49,6% entre mulheres)

Principais tipos entre homens: Câncer de próstata (24,6%); de pele não melanoma (23%); de estômago (8,9%); de traqueia, brônquio e pulmão (6,1%); e de cólon e reto (3,6%)

Principais tipos entre mulheres: Câncer de pele não melanoma (20,1%); de colo do útero (19%); de mama (17,3%); de estômago (4,7%); e de cólon e reto (4,3%)

10.840 – Mega Techs – Novo circuito pode dobrar velocidade de conexões sem fio


smartphone velocidade

Pesquisadores da Universidade do Texas desenvolvem um novo circuito simples que pode mudar bastante o funcionamento de celulares e basicamente qualquer dispositivo que dependa de transmissão de dados por meio de comunicação sem fio. A tecnologia, quando finalizada, seria capaz de dobrar a velocidade do tráfego de informações.
O pequeno circuito, bastante barato, permitira algo chamado “comunicação full-duplex”, que possibilita que a transmissão e recepção de sinais no mesmo canal simultaneamente, agilizando bastante o processo.
Hoje os sistemas de emissão de ondas de rádio emitem e recebem sinais em momentos diferentes para evitar a interferência e falhas de comunicação. Como nota o site Technology Review, um celular conectado à internet fica alternando entre o recebimento e envio de dados, algo que pode ser comparado a como duas pessoas se alternam entre falar e escutar durante uma conversa.
O circulador, como é chamado o pequeno circuito, isola estes sinais que chegam daqueles que estão saindo, funcionando como um filtro na antena. Até hoje, circuladores sempre foram utilizados em sistemas como radares, mas dependiam de ímãs superpotentes e metais raros, tornando inviável a sua aplicação em algo tão trivial quanto um smartphone.
No entanto, os pesquisadores conseguiram evitar o uso de ímãs, confiando apenas em materiais comuns para circuitos. O resultado é barato, compacto e leve, ideal para um celular, afirma Andrea Alù, professor que liderou os estudos.
Outro pesquisador, Philip Levis, da Universidade de Stanford, elogia os resultados da pesquisa, afirmando se tartar de um passo importante e uma forma nova de olhar para um problema antigo. No entanto, existe diferença entre ter sucesso em um laboratório e conseguir transformá-lo em algo prático que possa ser usado nas frequências de Wi-Fi e internet móvel mundo afora. Por ainda se tratar de uma pesquisa, há muito caminho a ser percorrido até chegar a este ponto.

10.839 – Audiotecnologia – Como funciona um tweeter piezoelétrico?


Leson, o pioneiro
Leson, o pioneiro

Tweeter é um alto-falante de dimensões reduzidas (variando de 0,5″ a 3″) usado para reproduzir a faixa de alta frequência (5.000 Hz em diante) do espectro audível, ou seja, os sons mais agudos. Normalmente são feitos na forma de um domo de seda ou metal, como o alumínio. Alguns modelos são compostos de uma pastilha de cristal piezoelétrico que tem a propriedade de gerar sons quando alimentado por uma corrente alternada. É bom sempre ter pelo menos um tweeter no seu som.

Faça você mesmo
Para transformar um alto falante em tweeter é fácil, se não for subwoofer você compra um capacitor de 1 micro farad bipolar …… liga o fio negativo direto no falante e o positivo entra numa perninha do capacitor e a outra perninha você liga no conector positivo do falante …. esse capacitor vai cortar as frequências de grave do falante e só vai responder os agudos que é a frequência dos tweeters.
Você pode comprar em casas especializadas em componente para alto falantes e montar vc mesmo seu tweeter, precisa de um pouco de técnica.

O tweeter da Le Son, indústria sediada em Osasco, SP, foi o pioneiro na tecnologia e o mais vendido. Depois surgiram outras marcas.
Piezoeletricidade é a capacidade de alguns cristais gerarem tensão elétrica por resposta a uma pressão mecânica. O termo piezoeletricidade provém do grego (piezein), que significa, apertar/pressionar. Referente a geração de corrente elétrica, juntou-se a designação eletricidade, de modo que piezoeletricidade é interpretado como a produção de energia elétrica devido a compressão sobre determinados materiais.
O cristal piezoelétrico é um cristal que, quando submetido a uma pressão, gera um campo elétrico (em um eixo transversal àquele onde foi aplicado a pressão) que pode ser coletado como tensão elétrica.
Esse é bastante utilizado em circuitos eletrônicos para se gerar o clock de Trigger em certos componentes síncronos do circuito, como contadores, registradores e etc. Os cristais mais utilizados são os de quartzo, embora cristais sintetizados estejam se tornando cada vez mais populares.
O cristal piezoelétrico é utilizado por exemplo, para fazer os relógios de pulso, em que é necessário obter uma alta precisão (até milionésimos de segundo) para exibir as horas, minutos e segundos. Também conhecido por estudantes de Engenharia Eletrônica pelo termo técnico XTAL.