10.838 – Genética – Seria tudo uma questão de química?


Especialista em neurologia afirma: genes determinam suas decisões

Se você perguntar a alguém suas razões para escolher um líder político ou o amor de sua vida, certamente vai ouvir respostas cheias de razões, argumentos lógicos, sentimentais, etc. No entanto, para a neurociência, todas essas explicações não passariam de ilusões, já que as decisões mais transcendentais da vida seriam determinadas pela informação genética. Segundo o especialista holandês Dick Swaab, fundador do Banco de Cérebro dos Países Baixos para os estudos de doenças neurológicas, em uma entrevista ao jornal russo KP, “entre 78% e 82% de nossas opiniões políticas são determinadas pela genética, ou seja, por um conjunto de genes que herdamos de nossos pais”. Claro que isso está ligado a outros fatores, alguns deles tão inesperados quanto, ou mais, como o fator hormonal: “Os hormônios também influenciam. Durante a ovulação, por exemplo, as mulheres estão mais propensas a votar a favor dos liberais”.
“No momento em que o amor nasce, o cérebro, subconscientemente, consegue obter e analisar os sinais para tomar uma decisão, sem a necessidade de se conectar com a consciência humana”. Ele também falou sobre outros conceitos neurocientíficos ligados ao comportamento, diferenciando, por exemplo, os orientais e os ocidentais, segundos seus neurotransmissores: “Os orientais e os ocidentais têm diferentes variantes de neurotransmissores, as proteínas que transmitem sinais entre as células nervosas. Por causa disso, os ocidentais são mais egoístas, independentes e seguros de si mesmos, enquanto os orientais são mais generosos, altruístas e inclinados ao coletivismo”.

genetica-voto

10.837 – Odontologia – Cientistas de Harvard criam novo método para regenerar dentes


regenerar-dentes

Dentadura vai ser coisa do passado:
Através de um novo método, eles conseguiram estimular o crescimento de dentes na arcada de quem os perdeu. E para chegar a esse resultado, os pesquisadores utilizaram um raio laser de baixa potência, que estimula a ativação de células-tronco dentárias. Estas, aos poucos, começam a formar a dentina, o tecido duro similar ao osso que fica sob o esmalte e que forma a maior parte da massa dentária.
Após expor as células-tronco ao laser por cinco minutos, o processo de cura começou dentro da boca, segundo o artigo que a universidade norte-americana publicou na revista Science Translational Medicine. Depois de doze semanas, a dentina tinha se formado por completo. A técnica revolucionária foi testada com sucesso em ratos de laboratório graças ao trabalho de uma equipe de cientistas mantida por especialistas da área de pesquisa odontológica do governo dos EUA. Eles esperam poder realizar o teste em humanos em breve.
O desafio atual consiste em conseguir regenerar outras partes do dente, como o esmalte, para, finalmente, substituir os tratamentos dentários atuais, caros e dolorosos. Indo mais longe ainda, os cientistas estão certos de que os resultados obtidos servirão de base para procedimentos como a cicatrização de feridas e a regeneração óssea, entre muitos outros.