10.823 – Nutrição – Própolis funciona?


propolis

Se você pesquisar a origem da palavra própolis, vai descobrir que o nome foi criado pelos gregos e significa em defesa (pro) da cidade (polis). Certamente os antigos passaram um bom tempo observando as colmeias e notaram que o composto é fabricado pelas abelhas com o propósito de blindar a casa delas.
E essa mesma proteção diante de inimigos microscópicos se dá no corpo humano quando utilizamos o preparo resinoso. Não param de sair estudos apontando sua eficácia contra vírus, bactérias e fungos. Daí o sucesso nas temporadas mais frias do ano, quando gripes e resfriados insistem em nos atacar.
Uma das novas pesquisas que confirmam esse papel foi realizada por Rosalen juntamente com estudiosos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, no interior paulista. O time de cientistas avaliou as capacidades antimicrobiana e antioxidante de amostras da própolis orgânica brasileira.
As análises em laboratório revelaram que, além de combater o excedente de radicais livres, já associado ao envelhecimento precoce e a danos celulares, a própolis se mostrou bastante eficaz frente aos micróbios.
Embora essa atuação seja reconhecida há milhares de anos – os egípcios já utilizavam a resina para evitar a deterioração das múmias -, os novíssimos testes ajudam a entender como e até que ponto ela funciona. E fica clara a vantagem de ser orgânica, isto é, livre de pesticidas e contaminantes. Ainda que boa parte desse tipo seja exportado, dá para encontrá-lo, sim, por aqui, especialmente na Região Sul, uma grande produtora. O segredo é prestar atenção nos rótulos e conferir se há certificação de que o produto é, de fato, orgânico.
O que torna a resina fabricada pelas abelhas tão poderosa é uma verdadeira miscelânea de substâncias. Mas, em meio a essa vastidão bioquímica, um grupo se destaca nas pesquisas: os compostos fenólicos. Dentro dessa classe, os queridinhos são os flavonoides e os ácidos cumárico, cafeico e gálico. Nomes estranhos que, no corpo, estão por trás das aclamadas propriedades antioxidante e antimicrobiana. A médica Norma Leite, da Associação Brasileira de Nutrologia, chama a atenção para outro ingrediente da família, a galangina. “É que ela tem ação anti-inflamatória”.
Até as bactérias da boca saem perdendo com o produto das abelhas. “Os compostos fenólicos contribuem para a integridade do esmalte dentário e ajudam a prevenir cáries e a doença periodontal”, afirma Rosalen, que se dedica a pesquisas nessa área. Não à toa, já existem empresas incluindo o ingrediente na receita de seus cremes dentais.
Pelos dados disponíveis até agora, a própolis parece ter tanto potencial terapêutico como preventivo. Mas isso não significa usar o extrato, a forma mais consumida por aqui, como se fosse água. “Ingerir 15 gotas em jejum já seria suficiente para fortalecer o sistema imune”, sugere Norma. Já o imunologista José Maurício Sforcin, professor da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior de São Paulo, recomenda recorrer ao produto por um curto prazo, pois o uso contínuo e exagerado faz com que o organismo fique tolerante às substâncias e elas deixem de agir direito.

10.822 – Pesquisa Científica – Brasil investe pouco em Ciência


ciencia brasileira

Pelo menos é a conclusão da Revista Nature
Segundo ranking da revista “Nature”, o Brasil é um dos países com menor eficiência no gasto com ciência. Ele figura em 50º entre 53 avaliados, atrás de países como Irã, Paquistão e Ucrânia. O país, no quesito, só é melhor que Egito, Turquia e Malásia.
A medida é feita pela divisão do número de artigos publicados em 68 revistas científicas internacionais de alto prestígio pelo total de investimentos em pesquisa.
Em 2013, segundo a Nature, o Brasil publicou 670 artigos nessas revistas. Seu gasto com ciência e desenvolvimento é da ordem de US$ 30 bilhões ao ano.
Em comparação, o Chile publicou mais que o Brasil (717 artigos), gastando menos de US$ 2 bilhões, um desempenho muito bom. Israel publicou 1.008 artigos gastando cerca de US$ 9 bilhões.
O país mais eficiente é a Arábia Saudita, que tem conseguido um ótimo retorno com estudos da área de energia e gás. Publicou 288 artigos gastando, segundo o último dado disponível, cerca de US$ 500 milhões ao ano –os dados incluem dinheiro público e privado.
Como algumas revistas científicas especializadas em física publicam uma quantidade muito grande de artigos, a metodologia da “Nature”, que dá origem ao ranking , conta ainda com um fator de ponderação para corrigir essa distorção, entre outros ajustes metodológicos.
Assim, artigos de ciências biológicas e de química valem mais, para que países fortes em exatas não fiquem artificialmente melhor colocados.
Nem tudo é má notícia: o desempenho brasileiro –calculado para o ano de 2013– comparado ao de 2012 melhorou em 17,3%: o pais ocupa agora a 23ª posição no ranking geral –sem considerar a eficiência. Antes, o Brasil ocupava a 26º posição.
José Eduardo Krieger, pró-reitor de pesquisa da USP, avalia o desempenho como “inadequado perante a grandeza do país”, já que o Brasil, se tivesse um desempenho de acordo com sua economia, deveria figurar entre os sete melhores do mundo.
Rogério Meneghini, diretor científico do SciELO –banco virtual de dados bibliográficos–, avalia positivamente a iniciativa da “Nature”.
Segundo ele, o ranking cobre artigos de projeção muito grande, e que certamente terão em média um alto índice de citações –outra maneira de medir a relevância científica de um trabalho.
Em avaliações que analisam uma quantidade maior de revistas, a participação brasileira em porcentagem de artigos publicados está em 2,5%. No ranking da “Nature”, o país tem só 1,1% (13º lugar).
Em termos brutos, é o país com maior publicação científica da América Latina. Quando se analisa, porém, o volume de pesquisa produzido a cada mil pesquisadores, o Chile lidera a região com um índice cinco vezes maior que o do Brasil, que fica atrás também de México e Argentina.
O ranking da Nature também classifica as instituições por produtividade em pesquisa. Dentre as 200 melhores, não há nenhuma latino-americana. O ranking é liderado pela Academia Chinesa de Ciências, seguida por Harvard (EUA) e pela Sociedade Max Planck (Alemanha).
A universidade latino-americana mais bem colocada é a USP, também primeira colocada entre as universidades brasileiras no Ranking Universitário Folha. Ela aparece em 271º lugar na “Nature”, seguida por UFRJ (557º), Unesp (574º) e Unicamp (613º).
Krieger considera que a USP, assim como a ciência brasileira, precisa aumentar não só a quantidade, mas principalmente a qualidade de sua produção científica. Segundo ele, o Nature Index pode ser um bom indicador da qualidade da pesquisa nas áreas que ela avalia.

10.821 – Mega Byte – App avisa se você está sendo espionado


app espionagem

Após o escândalo da NSA (Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos) que revelou que o governo norte-americano espionava não só seus cidadãos, mas outros países e governantes por meio de escutas telefônicas e dados na internet, muitas coisas mudaram. Além das pessoas passarem a se preocupar mais com segurança, agências e organizações começaram a apertar o cerco contra violações do tipo.
Pensando em uma forma dos usuários se protegerem, a Anistia Internacional lançou o Detekt, um serviço que escaneia o computador atrás de spywares e outros softwares que possam estar espionando você.
Segundo o CNET, o aplicativo foi lançado pelo pesquisador de segurança alemão Claudio Guarnieri e é uma parceria da Anistia com organizações de direitos civis e de proteção do consumidor como a Digitale Gesellschaft, da Alemanha; Privacy Internacional, do Reino Unido; e Eletronic Frontier Foundation, dos Estados Unidos.
Disponível para PCs que rodem Windows, o Detekt é destinado principalmente a jornalistas e ativistas que tenham potencial para serem vigiados por governos. A Anistia explica, no entanto, que desenvolvedores de spyware provavelmente mudarão o software após o lançamento do app para evitar sua detecção.
Caso o app encontre algum tipo de vigilância, o recomendado pela Anistia é que o usuário desligue a internet e procure por ajuda especializada de um computador diferente e sem a mesma conexão de internet.

10.820 – Inventos – Garrafa especial transforma umidade do ar em água potável


fontus-water-bottle-designboom01

Funcionando com energia solar, o aparelho é capaz de produzir meio litro de água em uma hora – com as condições climáticas ideais. Estima-se que a atmosfera do planeta Terra contenha aproximadamente 13 mil km³ de água inexplorada; e esse projeto chega com a ideia de descobrir esses recursos.
Funcionando com um sistema complexo, o aparelho é dividido em duas “áreas”. A energia solar serve para esfriar a parte superior e esquentar a inferior; depois que o ar entra, ele percorre essas duas regiões em direção a uma câmara perfurada responsável por separar as partículas. As gotas, então, caem por um cano até chegarem na garrafa.
O “Fontus” pode ser aplicado em duas diferentes áreas. A primeira é como um acessório esportivo – para ciclistas que fazem tours de longa duração. Em segundo, a garrafa “coletora d’água” pode ser um motivo de grande esperança para regiões úmidas, mas com pouca água subterrânea.

10.819 – Sexologia – Sexo com amor é mais gostoso


aquilo-que-se-faz-por-amor

Pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia entrevistaram 95 mulheres entre 20 e 68 anos. E a maioria delas respondeu que vê o amor como peça fundamental para melhorar a satisfação sexual. Os benefícios, segundo elas, não eram apenas emocionais. Sexo com amor parece aumentar também o prazer físico.
É que transar com o amado faz com que elas se sintam mais desinibidas e livres para explorar a própria sexualidade. Mas há ainda outra questão em jogo: o machismo. “Quando sentem amor, elas podem sentir mais prazer por confiarem no parceiro, mas também por sentirem que é ok fazer sexo quando o amor está presente”, diz Beth Montemurro, uma das autoras da pesquisa.
Ainda assim, a maior parte das entrevistadas (50 mulheres), apesar de reconhecer os benefícios do sexo com amor, não se importa em ir pra cama com alguém que não ame. Afinal, amando ou não, sexo pode ser divertido.

10.818 – Medicina – CÂNCER DE OVÁRIO


ovario2

O câncer de ovário é um tipo de câncer ginecológico que se origina nos órgãos reprodutores femininos. Existem diversos subtipos de tumores malignos do ovário e com graus de agressividade diferentes. Cerca de 90% dos casos são esporádicos, ou seja, não hereditários. Pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas acomete principalmente mulheres acima de 50 anos. É um tumor menos frequente que os cânceres de mama, colo uterino, intestino, pulmão e estômago.
Sinais e sintomas
A maioria dos tumores malignos do ovário só apresenta manifestações clínicas em estágios mais avançados da doença. Na fase inicial frequentemente não causa sintomas específicos, o que dificulta o diagnóstico precoce. À medida que o tumor cresce pode haver compressão de outros órgãos e estruturas. Podem surgir sintomas como aumento do volume abdominal, constipação intestinal ou diarreia, sangramento vaginal, dores abdominais, massa abdominal palpável, emagrecimento, entre outros.
Causas (fatores predisponentes)
O desenvolvimento dos tumores de ovário está relacionado a fatores genéticos, ambientais e hormonais. Os principais fatores de risco são:
História familiar
Síndromes hereditárias: Síndrome de Lynch II (Câncer colorretal hereditário não polipoide –HNPCC) , Síndrome de câncer ovário-mama (associada com a mutação dos genes BRCA1 e BRCA2)
Idade maior que 50 anos
Infertilidade
Obesidade
Menopausa tardia
Nuliparidade (mulheres que nunca tiveram filhos)
Alguns fatores são considerados protetores contra a doença como a multiparidade (múltiplos filhos), amamentação, uso de pílulas anticoncepcionais, ligadura tubária (laqueadura), histerectomia (retirada do útero) e salpingo-ooforectomia (retirada dos ovários e tuba) bilateral.

Prevenção
Para a prevenção primária deve-se priorizar hábitos de vida saudáveis, com alimentação adequada e controle de peso. Ressaltamos a importância do exame ginecológico de rotina. Em caso de parente de primeiro grau com câncer de ovário e/ou mama deve haver um controle mais rigoroso.
Diagnóstico
Uma percentagem significativa das pacientes com câncer de ovário inicial podem não apresentar sintomas específicos. Na presença de sintomas o exame ginecológico e/ou exames de imagem (ultrassonografia, por exemplo) podem mostrar achados suspeitos motivando a investigação complementar. A cirurgia ganha importância no diagnóstico e estadiamento da doença.
Tratamento
O tratamento depende basicamente do tipo do tumor, do estadiamento (extensão da doença), idade e condições de saúde da paciente. A abordagem deve ser multidisciplinar e individualizada. A cirurgia constitui a principal modalidade terapêutica. A terapia sistêmica com quimioterapia é frequentemente indicada para complementar o tratamento, podendo ser utilizada antes ou depois da cirurgia.

10.817 – História – Guerra do Golfo, último capítulo


guerra golfo

Ano: 1991
Rico e poderoso, o Iraque desperdiçava a chance de um futuro promissor e sob o bombardeio de aliados se tornava um país em ruínas.
Era dono do exército mais poderoso do mundo árabe e 100 bilhões de barris de petróleo. caminhando para ser uma potência média. Nem os 8 anos de guerra com o Irã, que deixaram um rombo de 80 bilhões de dólares comprometeram. O erro foi invadir e saquear o Kuweit. Em pouco mais de um mês de guerra, o estado iraquiano entrava em colapso:
20 mil mortos, 60 mil feridos e um prejuízo de 200 bilhões de dólares.
Com um passado glorioso de já ter sido o país mais cosmopolita do planeta, enquanto a Europa ainda chafurdava no barbarismo, Bagdá fora reduzida a escombros só comparáveis a Beirute, com a diferença que a capital libanesa precisou de 15 anos de guerra civil para acabar num monte de ruínas.
Com seu exército mutilado, Saddam Hussein ia em busca de um final honroso para salvar o governo e disfarçar a humilhação da derrota.
Com o Iraque em ruínas, seu exército mutilado antes mesmo de conseguir acertar um único tiro e lutando contra 28 países, liderados pelos EUA, o massacre seria inexorável em campo de batalha. Com exceção de um suposto ataque com armas químicas, de duvidosa eficácia militar, todos os cartuchos de Bagdá já haviam sido queimados, com o mesmo destino dos Scud; os paleolíticos mísseis russos que no início causaram pânico em Israel, mas depois, eram até motivo de piada.

Os descalibrados mísseis iraquianos
Os descalibrados mísseis iraquianos