10.814 – “Que Mané Matusalém!” – Quais as pessoas viveram mais tempo sobre a Terra?


Estamos no século 21 e a atual tecnologia não é capaz de fazer ninguém chegar sequer aos 150 anos. Há uma corrente de cientistas otimistas em relação a breves avanços na longevidade. Quanto a lenda bíblica de Matusalém, é apenas uma questão de fé (e racionalidade).
As pessoas mais velhas de todos os tempos:
Maggie Barnes (1882 – 1998)
Idade: 115 anos e 319 dias
Maggie Barnes nasceu em 1882, mesmo ano do assassinato do icônico cowboy Jesse James pelo covarde Robert Ford. Natural do estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a supercentenária era filha de escravos e foi casada com um arrendatário rural. Teve quinze filhos, mas apenas quatro deles ainda estavam por aqui quando a simpática velhinha faleceu em 1998.

O Homem mais velho de todos os tempos: 116 anos
O Homem mais velho de todos os tempos: 116 anos

Jiroemon Kimura (1897 – 2013)
Idade: 116 anos e 54 dias
Jiroemon Kimura era o detentor do cinturão de Decano da Humanidade até a sua morte, no mês de junho de 2013. Mas seus feitos não param por aí: o longevo japonês é o homem mais velho que já viveu – único representante do sexo masculino a ter comprovadamente chegado à marca dos 116 anos. Nada mal.

Besse Cooper (1896 – 2012)
Idade: 116 anos e 100 dias
Besse Cooper também soprou velinhas 116 vezes. No seu último aniversário, em agosto de 2012, a ex-professora comemorou ao lado da família – tinha quatro filhos, onze netos, quinze bisnetos e um trineto. Nascida no Tennessee, a estadunidense contava que sua receita para viver longos anos era simples: cuidava da própria vida e não comia besteiras.

Elizabeth Bolden (1890 – 2006)
116 anos e 118 dias
Elizabeth Bolden – ou Lizzie, como costumava ser chamada – com certeza tinha um bocado de história para contar: a norte-americana, nascida em 1890, viveu parte de três séculos diferentes. Também nascida no estado do Tennessee, filha de escravos alforriados, ela passou grande parte de sua vida trabalhando ao lado do marido em uma plantação de algodão. Quando faleceu, em 2006, Lizzie tinha 40 netos, 75 bisnetos e 450 trinetos e tetranetos.

Tane Ikai (1879 – 1995)
116 anos e 175 dias
A japonesa Tane Ikai era a terceira filha de seis irmãos em uma família que se dedicava à agricultura. Apesar de ser a mais anciã representante da Ásia, Tane nunca recebeu o título de Decana da Humanidade. Isso porque ela foi – durante muitos anos – contemporânea da representante #1 desta lista.

Maria Capovilla (1889 – 2006)
116 anos e 347 dias
Representante da América do Sul no clube dos 110, a equatoriana Maria Esther Capovilla também pôde acompanhar um pouquinho de três diferentes séculos. Filha de um coronel, Maria frequentava os círculos da alta sociedade e estudava arte. Ao longo de sua vida, Maria preferiu ficar longe de cigarros e bebidas (um fator comum entre os centenários) e passava seus dias vendo TV, lendo jornais e caminhando, mesmo depois da avançada idade. Ela faleceu em 2006, apenas 17 dias antes de completar 117 anos.

Marie Louise Meilleur (1880 – 1998)
Idade: 117 anos e 230 dias
Foi o ano em que Thomas Edison inventou a luz incandescente. Foi também o ano em que Werner von Siemens construiu o primeiro elevador elétrico. Marie Louise Meilleur nasceu em 1880 no Canadá, seis meses depois de Maria Olívia da Silva, a supercentenária brasileira que supostamente teria vivido 130 anos (o topo do ranking seria verde e amarelo caso a idade de Maria fosse comprovada). A canadense, que passou a maior parte de sua vida na região de Ontário, teve 10 filhos, 85 netos, 80 bisnetos, e 61 trinetos e tetranetos.

Lucy Hannah (1875 – 1993)
Idade: 117 anos e 248 dias
Lucy Hannah carrega a medalha de bronze no aspecto longevidade. Mas, apesar de ter vivido 117 anos e 248 dias, a norte-americana é a mais velha representante do clube dos 110 a não ter garantido uma entrada no Livro Guinness de Recordes. O título lhe escapou por conta de Jeanne Calment (ela de novo!), a insuperável primeirinha do grupo. No caso de Lucy, o segredo para a longa vida parece estar no código genético: duas de suas irmãs alcançaram a marca dos 100 anos, e sua mãe viveu 99 anos.

Sarah DeRemer Knauss (1880 – 1999)
Idade: 119 anos e 97 dias
Sarah Knauss foi uma habilidosa costureira – foi ela quem fez o próprio vestido de noiva. A estadunidense acompanhou duas Guerras Mundiais, 23 presidentes dos Estados Unidos e o naufrágio do Titanic. O seu segredo da longevidade? Segundo Kathryn, sua única filha, sua mãe sempre foi uma pessoa muito tranquila e não se irritava com nada. Pelo visto, a filha aprendeu bem: Kathryn viveu 101 anos. Tranquilidade ou um ótimo DNA?

Jeanne Calment (1875 – 1997)
Idade: 122 anos e 164 dias
Não são apenas os muitos anos vividos por esta francesa que tornam sua história fascinante. Jeanne Calment, nascida em 1875 na cidade de Arles, a francesa (que acompanhou a construção da Torre Eiffel) tinha uma boa anedota para contar: aos 13 anos, ela conheceu Vincent Van Gogh. O pintor visitou a loja do tio da garota para comprar materiais. O encontro certamente causou uma impressão forte em Jeanne, que era categórica ao afirmar que Van Gogh era “sujo, mal vestido e desagradável”. Apesar de nunca ter praticado esportes, não ter aberto mão do cigarro até os 117 anos e de ter tido como hábito comer quase 1kg de chocolate por semana (pode estar aí o segredo!), Jeanne nunca ficou parada: andou de bicicleta até os 100 anos.
Estamos no século 21 e a atual tecnologia não é capaz de fazer ninguém chegar sequer aos 150 anos. Há uma corrente de cientistas otimistas em relação a breves avanços na longevidade. Quanto a lenda bíblica de Matusalém, é apenas uma questão de fé (e racionalidade).
As pessoas mais velhas de todos os tempos:
Maggie Barnes (1882 – 1998)
Idade: 115 anos e 319 dias
Maggie Barnes nasceu em 1882, mesmo ano do assassinato do icônico cowboy Jesse James pelo covarde Robert Ford. Natural do estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a supercentenária era filha de escravos e foi casada com um arrendatário rural. Teve quinze filhos, mas apenas quatro deles ainda estavam por aqui quando a simpática velhinha faleceu em 1998.

Jiroemon Kimura (1897 – 2013)
Idade: 116 anos e 54 dias
Jiroemon Kimura era o detentor do cinturão de Decano da Humanidade até a sua morte, no mês de junho de 2013. Mas seus feitos não param por aí: o longevo japonês é o homem mais velho que já viveu – único representante do sexo masculino a ter comprovadamente chegado à marca dos 116 anos. Nada mal.

Besse Cooper (1896 – 2012)
Idade: 116 anos e 100 dias
Besse Cooper também soprou velinhas 116 vezes. No seu último aniversário, em agosto de 2012, a ex-professora comemorou ao lado da família – tinha quatro filhos, onze netos, quinze bisnetos e um trineto. Nascida no Tennessee, a estadunidense contava que sua receita para viver longos anos era simples: cuidava da própria vida e não comia besteiras.

Elizabeth Bolden (1890 – 2006)
116 anos e 118 dias
Elizabeth Bolden – ou Lizzie, como costumava ser chamada – com certeza tinha um bocado de história para contar: a norte-americana, nascida em 1890, viveu parte de três séculos diferentes. Também nascida no estado do Tennessee, filha de escravos alforriados, ela passou grande parte de sua vida trabalhando ao lado do marido em uma plantação de algodão. Quando faleceu, em 2006, Lizzie tinha 40 netos, 75 bisnetos e 450 trinetos e tetranetos.

Tane Ikai (1879 – 1995)
116 anos e 175 dias
A japonesa Tane Ikai era a terceira filha de seis irmãos em uma família que se dedicava à agricultura. Apesar de ser a mais anciã representante da Ásia, Tane nunca recebeu o título de Decana da Humanidade. Isso porque ela foi – durante muitos anos – contemporânea da representante #1 desta lista.

Maria Capovilla (1889 – 2006)
116 anos e 347 dias
Representante da América do Sul no clube dos 110, a equatoriana Maria Esther Capovilla também pôde acompanhar um pouquinho de três diferentes séculos. Filha de um coronel, Maria frequentava os círculos da alta sociedade e estudava arte. Ao longo de sua vida, Maria preferiu ficar longe de cigarros e bebidas (um fator comum entre os centenários) e passava seus dias vendo TV, lendo jornais e caminhando, mesmo depois da avançada idade. Ela faleceu em 2006, apenas 17 dias antes de completar 117 anos.

Marie Louise Meilleur (1880 – 1998)
Idade: 117 anos e 230 dias
Foi o ano em que Thomas Edison inventou a luz incandescente. Foi também o ano em que Werner von Siemens construiu o primeiro elevador elétrico. Marie Louise Meilleur nasceu em 1880 no Canadá, seis meses depois de Maria Olívia da Silva, a supercentenária brasileira que supostamente teria vivido 130 anos (o topo do ranking seria verde e amarelo caso a idade de Maria fosse comprovada). A canadense, que passou a maior parte de sua vida na região de Ontário, teve 10 filhos, 85 netos, 80 bisnetos, e 61 trinetos e tetranetos.

Lucy Hannah (1875 – 1993)
Idade: 117 anos e 248 dias
Lucy Hannah carrega a medalha de bronze no aspecto longevidade. Mas, apesar de ter vivido 117 anos e 248 dias, a norte-americana é a mais velha representante do clube dos 110 a não ter garantido uma entrada no Livro Guinness de Recordes. O título lhe escapou por conta de Jeanne Calment (ela de novo!), a insuperável primeirinha do grupo. No caso de Lucy, o segredo para a longa vida parece estar no código genético: duas de suas irmãs alcançaram a marca dos 100 anos, e sua mãe viveu 99 anos.

Sarah DeRemer Knauss (1880 – 1999)
Idade: 119 anos e 97 dias
Sarah Knauss foi uma habilidosa costureira – foi ela quem fez o próprio vestido de noiva. A estadunidense acompanhou duas Guerras Mundiais, 23 presidentes dos Estados Unidos e o naufrágio do Titanic. O seu segredo da longevidade? Segundo Kathryn, sua única filha, sua mãe sempre foi uma pessoa muito tranquila e não se irritava com nada. Pelo visto, a filha aprendeu bem: Kathryn viveu 101 anos. Tranquilidade ou um ótimo DNA?

Jeanne Calment (1875 – 1997)
Idade: 122 anos e 164 dias
Não são apenas os muitos anos vividos por esta francesa que tornam sua história fascinante. Jeanne Calment, nascida em 1875 na cidade de Arles, a francesa (que acompanhou a construção da Torre Eiffel) tinha uma boa anedota para contar: aos 13 anos, ela conheceu Vincent Van Gogh. O pintor visitou a loja do tio da garota para comprar materiais. O encontro certamente causou uma impressão forte em Jeanne, que era categórica ao afirmar que Van Gogh era “sujo, mal vestido e desagradável”. Apesar de nunca ter praticado esportes, não ter aberto mão do cigarro até os 117 anos e de ter tido como hábito comer quase 1kg de chocolate por semana (pode estar aí o segredo!), Jeanne nunca ficou parada: andou de bicicleta até os 100 anos.

A mulher mais velha de todos os tempos
A mulher mais velha de todos os tempos

10.813 – Cinema – Verdades e mitos científicos no filme ‘Interestelar’


interestelar critica

Com a ajuda do consultor científico Kip Thorne, professor aposentado do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), os criadores do filme rechearam a trama com alguns dos conceitos mais desafiadores da física moderna. Em alguns casos, como o das influências bizarras que os buracos negros podem exercer sobre a passagem do tempo, a história tem uma boa dose de precisão científica. Em outros, as leis da física são submetidas a gambiarras ficcionais que fariam Einstein se revirar na cova.
A participação de Thorne, que ajudou a escrever uma das primeiras versões do roteiro junto com a produtora Lynda Obst, não se deu por acaso. O físico é justamente um dos principais estudiosos dos chamados “buracos de minhoca” – supostas conexões diretas entre pontos distantes do espaço (e do tempo).
É a descoberta de um desses túneis cósmicos, nas vizinhanças de Saturno, que permite aos astronautas do filme viajarem rapidamente para uma galáxia distante, tentando achar um planeta que poderia servir de lar para a humanidade presa a uma Terra moribunda.
As equações da teoria da relatividade geral, formuladas por Einstein, parecem permitir a existência desses trecos – o que não significa que eles de fato estejam por aí, lembra Rojas. “Nada garante que seria possível, além de abrir o buraco, mantê-lo estável e capaz de ser atravessado de maneira suave, sem falar no tipo de energia necessária para criá-lo”.
Após cruzarem o buraco de minhoca, nossos heróis chegam a um sistema planetário dominado por um buraco negro supermaciço, chamado Gargântua. Três planetas potencialmente habitáveis existem nessa região galáctica, e o grupo vai tentar obter dados de um deles, mas o problema é que, no caso desse planeta, a influência da gravidade de Gargântua é tão forte que uma hora na superfície equivale a sete anos da Terra.
Um objeto extremamente maciço, como um buraco negro, seria como uma bola de boliche colocada em cima de um colchão macio: sua presença “afunda” o espaço-tempo, levando à passagem mais lenta do tempo da perspectiva de quem está perto do astro “obeso”.

As contas de Thorne mostram ainda que um planeta orbitando o monstro cósmico até poderia escapar de virar purê por causa da gravidade do buraco negro. Problemas maiores são a fonte de luz dos planetas – haveria uma estrela companheira do buraco negro, nunca citada na história? – e a forte radiação emitida pelo objeto conforme ele vai atraindo e “devorando” matéria de suas vizinhanças. Tal radiação poderia acabar matando rapidamente os viajantes espaciais.
Essas dificuldades são fichinha, porém, perto do fato de que Cooper, o astronauta vivido por Matthew McConaughey, resolve mergulhar dentro de Gargântua para obter dados essenciais para salvar a raça humana, permitindo a evacuação da Terra. É verdade que ninguém ainda sabe de fato o que há no coração de um buraco negro, mas o certo é que nada sobreviveria a um mergulho num deles.

10.812 – Literatura – Quarto de Despejo


Carolina Maria 1914-1977
Carolina Maria
1914-1977

Diário de uma favelada é um livro de 1960 escrito por Carolina Maria de Jesus.
A autora nasceu no estado de Minas Gerais em 14 de março de 1914, mudando-se para a cidade de São Paulo em 1947. Segundo consta, desde nova era interessada em leituras, tendo depois iniciado a escrita de um diário.
Em 1960, um jornalista brasileiro chamado Audálio Dantas teria visitado a favela do Canindé, local onde vivia Maria de Jesus, e teria ficado encantado com a autora, que apesar de pobre demonstrava uma grande lucidez critica.
No livro, Maria de Jesus, uma favelada, escreve em seu diário o seu dia a dia nas comunidades pobres da cidade de São Paulo. Seu texto é considerado um dos marcos da escrita feminina no Brasil.3 O livro foi traduzido em mais de treze línguas e as narrativas do diário ficam entre o ano de 1955 e 1960.
‘”15 de julho de 1955. Aniversário de minha filha Vera Eunice. Eu pretendia comprar um par de sapatos para ela.”‘

E termina com:
“1.º de janeiro de 1960. Levantei as 5 horas e fui carregar água.”

Discriminação racial e social no Brasil
País lembra centenário da escritora que definiu favela como quarto de despejo
“Eu denomino que a favela é o quarto de despejo de uma cidade. Nós, os pobres, somos os trastes velhos.” A metáfora é forte e só poderia ser construída dessa forma, em primeira pessoa, por alguém que viveu essa condição. Relatos como este foram descobertos no final da década de 1950 nos diários da escritora Carolina Maria de Jesus (1914-1977). Moradora da favela do Canindé, zona norte de São Paulo, ela trabalhava como catadora e registrava o cotidiano da comunidade em cadernos que encontrava no lixo. O centenário de nascimento de uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil é comemorado em 14 de março de 2014.
Nascida em Sacramento (MG), Carolina mudou-se para a capital paulista em 1947, momento em que surgiam as primeiras favelas na cidade. Apesar do pouco estudo, tendo cursado apenas as séries iniciais do primário, ela reunia em casa mais de 20 cadernos com testemunhos sobre o cotidiano da favela, um dos quais deu origem ao livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, publicado em 1960. Após o lançamento, seguiram-se três edições, com um total de 100 mil exemplares vendidos, tradução para 13 idiomas e vendas em mais de 40 países.Apesar de os cadernos conterem contos, poesias e romances, Audálio se deteve apenas em um diário, iniciado em 1955. Parte do material foi publicado em 1958, primeiramente, em uma edição do grupo Folha de S.Paulo e, no ano seguinte, na revista O Cruzeiro, inclusive com versão em espanhol.
Para o jornalista, a escritora foi consumida como um produto que despertava curiosidade, especialmente da classe média. “Costumo dizer que ela foi um objeto de consumo. Uma negra, favelada, semianalfabeta e que muita gente achava que era impossível que alguém daquela condição escrevesse aquele livro”, avaliou. Essa desconfiança, segundo Audálio, fez com que muitos críticos considerassem a obra uma fraude, cujo texto teria sido escrito por ele. “A discussão era que ela não era capaz ou, se escreveu, aquilo não era literatura”, recordou.
Carolina de Jesus publicou ainda o romance Pedaços de Fome e o livro Provérbios, ambos em 1963. De acordo com Audálio, todos esses títulos foram custeados por ela e não tiveram vendas significativas. Após a morte da escritora, em 1977, foram publicados o Diário de Bitita, com recordações da infância e da juventude; Um Brasil para Brasileiros (1982); Meu Estranho Diário; e Antologia Pessoal (1996).

quarto de despejo

10.811 – Um dia de Reflexões – Líder Zumbi, do Quilombo dos Palmares, é morto em emboscada


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Por que hoje é o dia da Consciência Negra?

No dia 20 de novembro de 1695, o líder Zumbi, do Quilombo dos Palmares, foi morto em uma embosca após ser traído por um companheiro. Sua cabeça foi cortada e exposta em praça pública, na cidade de Recife, para servir de exemplo a outros escravos. Cerca de um ano antes de sua morte, no dia 6 de fevereiro de 1694, o aldeamento principal do Quilombo dos Palmares foi destruído pelos homens do bandeirante Domingos Jorge Velho, mas Zumbi conseguiu fugir. Depois de mais de um século (de 1590 a 1694), estava chegando ao fim um dos símbolos da resistência à escravidão. Localizado em um lugar de difícil acesso, no caso, o atual município de União dos Palmares, no interior de Alagoas, o quilombo foi alvo de constantes ameaças de invasão e, ao longo de sua existência, enfrentou numerosas expedições militares enviadas pelo governo para dominá-lo.
Após várias tentativas de acordo, o governo recorreu a Domingos Jorge Velho, oferecendo-lhe armas, terras e dinheiro pelo resgate dos escravos que haviam fugido. A partir de então teve início o conflito que ficou conhecido como Guerra de Palmares, em que as forças do governo saíram vitoriosas, com a destruição completa do Quilombo em 1695. Por conta da morte de Zumbi dos Palmares, no dia 20 de novembro é celebrado o dia Institui o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra no Brasil. A lei 12.519, de 10 de novembro de 2011, foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff.