10.808 – Biologia – Os Princípios de Lineu


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Grande parte do sucesso obtido pelo sistema criado por Lineu foi devida à simplicidade do seu método para classificar o nome das espécies. O sistema também se mostrou eficiente na prática e por isso, seus princípios permanecem válidos até hoje.
Separou os seres vivos em grupos ou categorias conforme as características, uso do latim. Com uma só língua, qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo poderia saber facilmente de que ser vivo se está falando.
Nomes duplos com nome e sobrenome.
Um ser vivo pode ser classificado em apenas um dos 5 reinos existentes: ou é Monera, ou Protista, ou Fungi, ou Vegetal ou Animal.
A Taxonomia de Lineu é extensamente usada nas ciências biológicas. Ela foi desenvolvida por Carolus Linnaeus (Conhecido normalmente como Karl von Linnée, ou em português como Carlos Lineu) no Século XVIII durante a grande expansão da história natural. A taxonomia de Lineu classifica as coisas vivas em uma hierarquia, começando com os Reinos. Reinos são divididos em Filos. Filos são divididos em classes, então em ordens, famílias, gêneros e espécies e, dentro de cada um em subdivisões. Grupos de organismos em qualquer uma destas classificações são chamados taxa (singular, taxon), ou phyla, ou grupos taxonômicos.
Quando um cientista classifica um novo ser vivo, ele procura classificá-lo dentro de uma categoria já existente, baseado em uma lógica estabelecida, verifica qual família ele pertence e no fim encontra o nome mais adequado àquela espécie.
Lineu estabeleceu o mais usado padrão de classificação taxômica.
Uma qualidade da Taxonomia de Lineu é que ela pode ser usada para desenvolver um sistema simples e prático para organizar dos diferentes tipos de organismos vivos. O aspecto mais importante é o uso geral da nomenclatura binominal, a combinação de um nome genérico e de um nome específico (syriacus, neste exemplo), para identificar a espécie. No exemplo acima, o hibisco da síria é unicamente identificado pelo binome Hibiscus syriacus. Nenhuma outra espécie de planta pode ter este binome. Deste modo, a todas as espécies pode se dar um único e estável nome.
Regras para o nomeamento a classificação apropriados para todos os tipos de organismos vivos sob o sistema taxonômico de Lineu tem sido adotadas por biólogos profissionais. As regras que governam a nomenclatura e classificação das plantas e dos fungos estão contidas no Código Internacional de Nomenclatura Botânica, mantido pela Associação Internacional para a Taxonomia das Plantas. Códigos similares existem para animais e bactérias. Cientistas seguem estes códigos de modo que os nomes dos organismos possam ser os mais claros e estáveis possíveis.
Originalmente Lineu tinha 3 Reinos em seu esquema, chamados Plantae, Animalia e um grupo adicional Mineralia para minerais, o qual foi abandonado (Cf. Taxonomia dos Minerais segundo Lineu). Desde então, várias formas tem sido movidas para três novos reinos – Monera, para procariontes, Protista(alguns cientistas chamam este grupo de Protoctistas), para protozoários e algas, e Fungi. Este esquema está ainda longe da filogenia ideal e o esquema de cinco reinos foi suplantado pela maior parte no trabalho taxonômico moderno por uma divisão em três domínios – Bacteria e Archaea, que contém os procariontes, e Eukaryota, compreendendo as formas restantes. Isto foi precipitado pela descoberta dos Archaea.

10.807 – Biologia – O Coiote


coiote

Nome científico: canis latrans
Carnívoro, mas ocasionalmente se alimenta de frutos silvestres. Mamífero, o período de gestação varia de 58 a 65 dias e nascem de 6 a 18 filhotes.
Habitat – Tundra, savanas, florestas e até cidades.
Distribuição geográfica – EUA, centro-sul do Canadá e Alaska. Também pode ser visto no México e norte da América Central.
É um mamífero, membro da família Canidae e do genêro Canis. Os coiotes são encontrados apenas na América do Norte e Central. Os coiotes geralmente vivem sós, mas podem se organizar em matilhas ocasionalmente. Coiotes vivem em média 6 anos. A palavra coiote é de origem Nahuatl.
Coiotes são nativos da região Neártica. Eles são achados por toda a América do Norte e Central. Desde o Panamá ao norte do México, chegando aos Estados Unidos da América e Canadá, indo do Norte do Alasca até as regiões setentrionais do Canadá.
Os coiotes vivem apenas na América do Norte e na Central, mais especificamente no Leste do Alasca, na região ocidental do Canadá, em grande parte do oeste dos EUA e da América Central. Estes animais não têm dificuldade alguma de se acomodar em um determinado ambiente. Eles são encontrados particularmente nos desertos, nas florestas, montanhas, planícies e regiões de clima tropical.
Sua dieta é essencialmente à base de carne. Os coiotes têm preferência por coelhos, veados, alces, pássaros, cobras, lagartos, peixes, ovelhas, bezerros e todo tipo de carniça com que se deparam. Isto não significa que, de vez em quando, eles não comam igualmente determinadas frutas e gramas.
Em contato mais próximo com o Homem os coiotes se nutrem de ratos normalmente encontrados nos lixos. Sua tendência para a adaptabilidade influencia na sua sobrevivência, pois em qualquer época do ano, independente da estação climática, eles têm maior facilidade para achar a caça. Em geral eles vivem por volta de 6 anos.
Os coiotes se reproduzem anualmente, nos meses de janeiro e fevereiro. Antes dos filhotes nascerem, a futura mãe procura uma toca abandonada por algum outro animal e busca refúgio neste recanto oculto. Da concepção ao parto transcorre uma média de 60 a 65 dias, quando então nascem de 5 a 8 crias.
O número de filhotes produzidos pela fêmea está em relação direta com a idade da mãe e com a quantidade de alimento da qual ela pode dispor. Os pequenos principiam a atividade da caça depois de completarem de 8 a 10 semanas, e permanecem junto ao núcleo familiar no máximo por dois anos, quando então decidem empreender uma jornada por conta própria.

10.806 – Urologia – Xiaflex, o remédio para corrigir pênis torto


xiaflex

Homens americanos com uma doença que provoca uma curvatura no pênis agora têm mais uma opção de tratamento, o remédio Xiaflex.
A Administração de Drogas e Alimentos americana (FDA) aprovou a droga para tratar a doença de Peyronie, uma condição que causa uma curvatura no pênis que pode tornar mais difícil para os homens atingir ereções, ou pode tornar as ereções dolorosas.
A curvatura é causada por tecido cicatricial sob a pele do pênis, sentida como um nódulo, e pode se desenvolver após lesões no pênis, como um vaso sanguíneo rompido durante o sexo ou atividade atlética. Esses pequenos traumatismos podem resultar em cicatrizes que interferem na ereção.
Estudos mostram que existe uma associação dessa enfermidade com doenças reumatológicas, diabetes e uso de betabloqueadores para controlar a hipertensão arterial. Embora não se possa afirmar que seja hereditária, parece que a incidência é maior em homens da mesma família.
Não está claro exatamente quantos homens têm a doença de Peyronie, mas estima-se algo em torno de 1 a 3%. Esse número pode ser subestimado porque alguns homens podem não saber que têm a doença, ou não assumir que a têm.
Tratamento com Xiaflex

Em 20% dos casos, as placas (cicatrizes) desaparecem espontaneamente, sem tratamento algum, em um ano e meio a dois anos.
Quando o problema persiste, alguns medicamentos que agem no metabolismo das células produtoras da fibrose apresentam bons resultados. Esses fármacos já estavam sendo utilizados para tratar a doença, mas tinham sido aprovados para outras condições.
Agora, os homens têm mais uma opção para curar a curvatura, o Xiaflex, a primeira droga a ser aprovada especificamente com a finalidade de tratar a doença de Peyronie.
Segundo a FDA, o medicamento é destinado para os homens que têm um nódulo no pênis que resulta em uma curvatura de pelo menos 30 graus sobre a ereção. Pensa-se que Xiaflex rompe o tecido conjuntivo que causa a deformidade.
A FDA baseou sua aprovação em dois estudos clínicos controlados com 832 homens com doença de Peyronie, que foram acompanhados por um ano. A droga reduziu significativamente a curvatura do pênis e os sintomas da doença, em comparação com um placebo.
Os efeitos colaterais mais comuns foram hematoma peniano (acúmulo de sangue sob a pele), inchaço e dor peniana. No entanto, a droga pode ter efeitos secundários graves, incluindo fratura do pênis. Por esta razão, os médicos devem ser submetidos a uma certificação antes de prescrever o fármaco.
Por enquanto, o remédio foi aprovado somente nos EUA, mas as empresas responsáveis pela droga (BioSpecifics Technologies Corp e Auxilium Pharmaceuticals Inc) iniciaram três parcerias para o desenvolvimento e comercialização deste medicamento em outros países. A Pfizer tem os direitos na Europa e Eurásia, a Asahi Kasei Pharma Corporation tem direitos no Japão, e a Actelion Pharmaceuticals Ltd tem direitos no Canadá, Austrália, Brasil e México.
A Actelion espera receber aprovação para comercializar o Xiaflex por aqui durante os próximos 12 meses.
Cirurgia

Outra opção para tratamento da doença de Peyronie é cirurgia.
Geralmente, a operação só é feita quando são esgotadas outras possibilidades de cura, depois de dois anos de evolução da doença e quando a alteração prejudica a atividade sexual, o que ocorre em menos da metade dos casos.
Existem duas técnicas cirúrgicas que podem ser usadas para corrigir a curvatura: a primeira tenta compensar o desvio fazendo uma prega no corpo cavernoso do lado oposto àquele em que se situa a placa (a desvantagem é que isso pode interferir no tamanho do pênis, que fica menor), e a outra consiste em fazer uma incisão em forma de H para liberar na placa, colando um enxerto no local da lesão. Em 90% dos casos, os resultados são satisfatórios. O pênis é corrigido sem comprometer a capacidade de ereção do homem.

10.805 – Sexologia – Elas preferem pênis grandes?


Em um estudo feito com 105 jovens mulheres australianas heterossexuais, os pesquisadores descobriram que os homens mais altos, com ombros mais largos e pênis maiores são os que mais atraem as mulheres.
A equipe de pesquisadores, coordenada por Michael Jennions, da Universidade Nacional da Austrália, criou 343 figuras masculinas com diferentes combinações de tamanho, largura e tamanho o pênis. Depois, as mulheres viram uma amostra de 53 figuras e tiveram que avaliar o quanto cada imagem as atraíam, em uma escala de 1 a 7. Elas não foram avisadas dos objetivos do estudo, para não influenciar os critérios de avaliação.
Mas não basta apenas um homem ter pênis grande. Homens com formato “pera”, com ombros estreitos e barriga saliente, não eram bem avaliados, independentemente do tamanho do órgão sexual.
Em média, as mulheres observaram cada imagem por apenas três segundos antes de chegarem a uma conclusão sobre ela. Os pesquisadores acreditam que isso mostra que a escolha é, de certa maneira, feita inconscientemente.

Evolução
Não dá para dizer que os pesquisadores encontraram a resposta final para a questão. Afinal, um pequeno grupo de mulheres de determinada região fez escolhas a partir de desenhos de corpos humanos brancos e sem expressão. Na vida real, é claro que muitas outras coisas são levadas em consideração. Mas a descoberta abre as portas para outra discussão, sobre o desenvolvimento do órgão genital masculino ao longo da evolução humana.
O pênis dos seres humanos são muito grandes em relação ao corpo, comparado com o órgão sexual masculino de outros animais. Os gorilas, por exemplo, podem pesar até 180 kg, mas o comprimento de seu pênis ereto não passa dos 4 cm. Homens tem cerca de metade do peso de um gorila, entretanto, a média de um pênis ereto é de 12 cm a 17 cm.
Homens, se vocês estão satisfeitos com essas medidas, agradeçam às mulheres. Biólogos evolucionistas acreditam que, antes do vestuário, as mulheres poderiam ser atraídas para acasalar com homens com genitálias que chamavam mais sua atenção. Assim, homens com pênis maiores podem ter passado seus genes mais facilmente, resultando nos grandes genitais de hoje em dia.
Ao longo da nossa história evolutiva, mulheres desenvolveram um interesse e preferência por tipos específicos de pênis. E, como você pode imaginar, as mulheres tenderam – ao longo da evolução – a escolher os homens com pênis maiores. O resultado foi que os genes responsáveis por essas características foram mais passados adiante, preservando esse traço. O nome disso é “seleção sexual”.
A propagação dessa característica também pode ter acontecido em função dos machos de pênis grande terem uma vantagem óbvia no momento da copulação. Com um pênis maior, naturalmente, eles conseguiam ir mais fundo na penetração e acabavam sendo mais eficientes no deslocamento do sêmen, assegurando a passagem dos seus genes adiante, de geração em geração.
Um estudo particular descobriu que algumas mulheres experienciam orgasmos vaginais mais frequentes quando têm relações sexuais com homens de pênis maiores – o que sugere que um pênis maior pode de fato estimular mais a vagina e uma parte do colo do útero, dando mais prazer às mulheres. Contudo, é importante ressaltar que as mulheres sentem tipos diferentes de orgasmos, de forma que o orgasmo vaginal e o orgasmo clitoriano podem ser fenômenos completamente isolados. Para se chegar a esses dois orgasmos, nervos diferentes são acionados e, consequentemente, partes diferentes do cérebro são estimuladas. Sem contar o cobiçado “Ponto G”, que fica a somente 1/3 para dentro da vagina.
Uma sequencia de outros estudos deu a entender que um pênis proporcional é o ideal para o mundo feminino. Afinal, traços excessivos (até mesmo os relacionados à atração), podem ser vistos como sinal de problemas.
Também se verificou que a pessoa dona do pênis também faz toda a diferença do mundo. A maioria dos estudos mostram que confiança, personalidade e empatia são variáveis mais eficientes de atração e satisfação sexual.
Conclusão: ainda que o tamanho pareça ser importante para algumas questões, “maior” nem sempre é sinônimo de “melhor”.
Veja no vídeo abaixo mais sobre essa reflexão e, acima de tudo: confie no seu taco.

10.804 – Evolução – Como as aves perderam o pênis?


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Enquanto aves terrestres são embriões e ainda estão nos ovos, seus pênis se desenvolvem normalmente. Entretanto, quando viram adultos, os machos só têm órgãos reprodutivos rudimentares. Um novo estudo, publicado na revista Current Biology, mostra que as aves têm um programa genético que impede que seus pênis cresçam.
A equipe descobriu que um gene chamado Bmp4 desempenha um papel crucial neste processo. No desenvolvimento dos frangos, o Bmp4 é ativado e faz com que o crescimento dos genitais masculinos pare. Algumas aves, como patos e avestruzes, têm seus pênis desenvolvidos. Nesses casos, o gene permanece desligado e o órgão continua crescendo.
Reprodução

Sem pênis, galinhas e outras aves tiveram que desenvolver um método de reprodução que não se baseasse na penetração. Tanto o macho como a fêmea têm um orifício chamado de cloaca. Quando ambas são unidas, os espermatozoides são transferidos para a fêmea. O fenômeno é conhecido como “beijo cloacal”.
Ainda não é claro o motivo pelo qual os pênis de certas aves deixaram de se desenvolver ao longo do tempo. A pesquisadora Ana Herrera, da Universidade da Flórida (EUA), especula que essa perda pode ter feito com que as galinhas tivessem maior controle sobre suas vidas reprodutivas.

10.803 – Todas as aves vieram de uma única espécie de dinossauro?


Fóssil
Fóssil

Olhando o artigo sobre a primeira “árvore genealógica” das aves, tem-se a impressão de que todas as aves descendem de um único ancestral.
Basicamente, é isto mesmo. Várias aves primitivas se originaram a partir dos dinossauros terápodes (um grupo que reúne tiranossauros, alossauros e espinossauros, além do microraptor e outros).
Porém, apesar de várias espécies existirem no Jurássico, de todas elas, apenas uma tem semelhança com as aves modernas, tornando-a o candidato mais provável a ancestral de avestruzes e beija-flores.
E como era este antigo ancestral das aves? A partir dos achados fósseis, sabemos que a ave ancestral vivia perto da água, andava como um pato e se parecia como um pato, só não se sabe se fazia quac.
O primeiro fóssil encontrado a cerca de 30 anos, de 110 milhões de anos, tem até mesmo sua membrana interdigital visível, e recebeu o nome de Gansus yumenensis, em homenagem à cidade de Yumen na província chinesa de Gansu, onde foi encontrado.
Em um trabalho publicado em 2006, foram relatados outros fósseis encontrados nos anos anteriores do mesmo animal, ajudando a reconstruir com mais clareza sua forma e modo de vida.
Embora as primeiras aves tenham surgido 40 milhões de anos antes do Gansus yumenensis, a grande maioria das aves da época do Gansus era conhecida como “pássaros opostos”, por que tinham os ossos de seus ombros e pés invertidos em relação aos ossos das aves modernas.
Os “pássaros opostos” extinguiram-se sem deixar espécie descendente, e hoje todas as aves modernas parecem ter relação bastante próxima ao Gansus, tornando-o o candidato mais provável para ancestral comum de todas elas.
Mas não é só isto; a maioria das aves modernas guardam no corpo indícios de terem evoluído próximas à água e, em algum tempo depois da extinção do Gansus, passado a seu modo de vida moderno.
Estes indícios, a semelhança de esqueleto, e a evidência de um passado próximo da água aumentam a confiança dos cientistas de que o Gansus foi a ave moderna “original”.