10.781 – Minerais Perigosos – Hidroxiapatita (Ca5(PO4)3(OH))


Hidroxiapatita (Ca5(PO4)3(OH))

O fósforo que faz parte do seu fertilizante de jardim e o flúor que está na água da sua torneira muito provavelmente vieram de uma pedra como esta, chamado hidroxiapatita. Este mineral fosfatado vêm em três variedades, cada uma, respectivamente, contendo níveis elevados de íons OH-, F-, Cl-.
A hidroxiapatita é um componente importante do esmalte do seu dente e a versão fluorapatita constitui o que é despejado no reservatório de água de cidades para prevenir as cáries na população. Só que ao mesmo tempo que ter ossos fortes e dentes saudáveis é uma coisa boa, a exposição a hidroxiapatita (seja pela mineração ou por seu processamento) irá depositar esses mesmos minerais em suas válvulas cardíacas, o que pode petrificá-las.

10.780 – Onda de Calor – Surge a maior mancha solar dos últimos 24 anos


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A NASA registrou, na região do Sol que os astrônomos chamam de AR 12192, a maior mancha dos últimos 24 anos. A mancha também é a maior do atual ciclo solar.
As manchas solares são áreas menos quentes na superfície do Sol provocadas por mudanças repentinas em seu campo magnético. A cada 11 anos, o Sol completa um ciclo solar. Em cada um deles, o astro passa por um período no qual atinge um pico de atividades, o chamado máximo solar.
Durante o máximo, a ocorrência de manchas solares é mais comum. Entretanto, o ciclo atual tem se caracterizado pela pouca ocorrência de manchas.
“O tamanho previsto e observado no ciclo solar atual indica que ele é o com menos manchas desde 14º ciclo”, afirma a NASA em seu site. O 14º ciclo aconteceu entre 1902 e 1913. O atual ciclo solar é o 24º. A contagem dos ciclos foi iniciada em 1755.
O máximo solar também é um período caracterizado pela maior ocorrência de erupções solares.
Entre os dias 19 e 26 de outubro, seis erupções solares foram registradas. Cinco delas foram da Classe X, categoria que reúne as ocorrências de nível mais intenso desse tipo de fenômeno.
Segundo os astrônomos, as erupções ou tempestades solares são caracterizadas pela emissão de rajadas de radiação no espaço pelo Sol. Esse tipo de fenômeno gera interferências que podem afetar as comunicações por rádio ou via satélite.

10.779 – Ciclismo Hi-Tec – Uma roda que transforma bike comum em elétrica


bike semi elétrica

Ex-alunos do instituto MIT e designers da cidade de Copenhagen, na Dinamarca, desenvolveram um dispositivo que pode transformar qualquer bicicleta em um equipamento híbrido elétrico. A Roda de Copenhagen é composta por bateria de lítio, motor elétrico de 350 watts, sensores, conectividade sem fio e sistema de controle integrado. Durante a frenagem e descidas, a energia é armazenada na bateria.
O dispositivo, em pré-venda ainda por R$ 2.000, e é ativado automaticamente por meio dos sensores que ficam nos pedais. Ele aprende como o usuário pedala e se integra ao movimento, diminuindo o esforço da pedalada em locais que exigem mais esforço, como subidas. Além disso, o produto é capaz de perceber intuitivamente a velocidade desejada por quem está pedalando e mantê-la.

Vejamos como a roda é composta:

bike semi2

A roda elétrica pode ser controlada via smartphone e é compatível com dispositivos Android e iOS. Com o app Superpedestrian (ainda indisponível), é possível bloquear e desbloquear o guidão, definir passeios personalizados, visualizar estatísticas de uso pessoal como tempo do trajeto, distância percorrida, calorias queimadas, e compartilhar os dados com amigos.

Confira as especificações técnicas da Roda de Copenhagen:

Motor: 350W, da UE: 250W
Tamanho: 26 polegadas
Bateria: 48V de lítio
Conectividade: Bluetooth 4.0
Alcance: Até 50 km
Duração da bateria: 1000 ciclos
Cobrar tempo: 4 horas
Sistemas operacionais compatíveis: iOS, Android
Velocidade máxima: 25 km/h
Tipo de freio: freio Rim e travagem regenerativa (downhill e pedal para trás)
Peso: 5,9 kg

10.778 – Sonda europeia tenta “epopeia”: pouso inédito e histórico em cometa


pouso Rosetta

É um jogo de sorte, não se anime demais. As chances de sucesso equivalem a jogar uma moeda para cima e observar como ela cai. Se der cara, o módulo de pouso Philae se desprenderá da sonda Rosetta e produzirá imagens estonteantes da superfície do objeto conhecido como 67P/Churyumov-Gerasimenko.
Em compensação, se der coroa, teremos de nos contentar com meras observações orbitais feitas pela própria Rosetta. “Está muito silencioso por aqui esses dias, você sente que o evento está chegando”, conta Holger Sierks, cientista responsável pela câmera Osiris, da sonda orbitadora.
Ela estará de olho no Philae durante a descida e tentará fotografá-lo na superfície, caso ele chegue lá e fique.
Não há nada a fazer para garantir o sucesso ou mesmo interferir o que vai acontecer. Os comandos que levam ao pouso são pré-programados, e a distância entre a Terra e o cometa impedem qualquer intervenção manual de última hora –leva 28 minutos para um sinal de rádio partir daqui e chegar lá.
Um detalhe aumenta o drama: o módulo Philae não tem propulsor. Ou seja, ao se desprender da Rosetta, ele simplesmente “cai” suavemente na direção do cometa.
Como a gravidade do cometa é suave –trata-se de um objeto composto por gelo e rocha com modestos quatro quilômetros de diâmetro, numa forma bem irregular–, um erro de cálculo pode ser fatal. O Philae pode errar a mira e se perder no espaço.
O módulo leva cerca de 7 horas para atravessar os 22,5 km que o separam do chão. Ao chegar, dois arpões precisam ancorá-lo ao cometa, e três garras de atracação devem firmá-lo no chão. Com a gravidade fraca, ele poderia quicar e voltar para o espaço.
Como se vê, muito pode dar errado. Daí a chance de 50%. Mas a recompensa científica pode ser grandiosa.
Os cometas representam objetos remanescentes da formação do próprio Sistema Solar. Por isso, os cientistas acreditam que estudá-los pode nos ajudar a compreender a origem da Terra e sua natureza benigna para a vida.
Aliás, a própria origem da vida pode ter uma conexão com os cometas. Os cientistas sabem que eles são ricos em compostos orgânicos.
É bem possível que os cometas tenham trazido essas moléculas para cá, ao colidir com a Terra infante, e com isso tenham viabilizado o surgimento das primeiras formas de vida.
Tudo isso poderá ser posto à prova com o pouso do Philae. Ele tem instrumentos para analisar o solo, além de estudar o aumento de atividade do cometa conforme ele se aproxima do Sol.
O local de pouso foi batizado de Agilkia, em mais uma referência ao Egito Antigo. A pedra de Roseta, que dá nome à missão, foi o que permitiu a decifração dos hieróglifos. Espera-se que a Rosetta espacial faça serviço similar pelo entendimento da formação do Sistema Solar.

modulo de pouso

10.777 – Psicologia – Ande como alguém feliz para ser feliz


Feliz ou bocó?
Feliz ou bocó?

Pelo menos é o que afirma um estudo recente.
Uma pesquisa publicadano Journal of Behavior Therapy and Experimental Psychiatry afirma que para se sentir feliz, basta caminhar como uma pessoa alegre. Durante o experimento, uma série de pessoas foi testada para saber se estufar o peito e balançar os braços realmente traz mais felicidade do que passos pesados e olhares cabisbaixos.
No estudo, o grupo teve de caminhar durante 15 minutos em uma esteira enquanto alguns fatores eram analisados. Os participantes foram acompanhados por câmeras com sensores de movimento. Na frente da esteira, uma tela mostrava as ações de um medidor – que pendia à esquerda quando caminhavam “deprimidos” e à direita quando “felizes”.
À medida que os minutos iam passando, a equipe de pesquisadores pedia para que as pessoas tentassem jogar o medidor para a esquerda ou para a direita. Só que antes de começarem o teste físico, os convidados tiveram que ler uma lista de palavras positivas e negativas.
Depois da caminhada, os participantes tiveram que escrever as palavras que lembravam. O resultado mostrou que quem caminhava de maneira mais triste (seguindo a lógica de outro estudo) conseguiu lembrar mais palavras tristes; e aqueles que andaram felizes se lembraram de mais palavras positivas.
Para os pesquisadores, essa lógica está alinhada a de outros trabalhos publicados sobre o tema. Segundo tais pesquisas, andar como um líder pode aumentar as chances de se tornar um; e segurar uma caneta com os lábios pode aumentar a vontade de sorrir. Então não custa nada andar mais “animado” por aí.

☻ Nota:
Não se preocupe, o resultado sempre será positivo. Se você não ficar feliz, fará alguém dar umas boas risadas por achar que você é um bocó.

10.776 – Mito ou Realidade – Somos feitos de poeira de estrelas?


poeira estrelas2

Acredite: conforme os cientistas vão escavando os mistérios da realidade, fica cada vez mais evidente que parece haver uma profunda interdependência entre as coisas. Esta convicção, que já foi muitas vezes trazida à tona pela intuição humana, tem ganhado cada vez mais espaço na comunidade científica.

Somos todos poeira das estrelas
A frase, tornada famosa pelo astrônomo Carl Sagan, significa basicamente que todos os elementos que formam os seres humanos, os vegetais, as rochas e tudo o mais que existe no planeta foram formados há bilhões de anos, durante a explosão de estrelas a anos luz de distância daqui. É isso mesmo: elementos pesados como o ferro que corre no nosso sangue, ou o ouro que compõe as nossas jóias, só podem ser sintetizados na natureza em condições extremas de temperatura e pressão – ou seja, quando uma estrela morre e explode violentamente, virando uma supernova. O material formado, então, se espalha pelo espaço interestelar, podendo dar origem a novas estrelas e planetas.

Os átomos do seu corpo já pertenceram a outros seres vivos
A Terra é praticamente um sistema fechado – a matéria que existe aqui não escapa naturalmente para o espaço sideral. Logo, podemos concluir que todos os átomos existentes no planeta estiveram aqui desde o início, e circularam ao longo das eras por incontáveis ciclos químicos e biológicos. Isto quer dizer que os elementos que hoje compõem nossos corpos podem, perfeitamente, ter feito parte de um tiranossauro rex no passado, ou de uma árvore, uma pedra, ou até mesmo de outros seres humanos.

Toda a vida na Terra tem um grau de parentesco
Quando olhamos para a exuberante biosfera que existe em nosso planeta, é difícil acreditar que, nos primórdios da vida, o único ser se resumia a um organismo unicelular. Ao longo de bilhões de anos de evolução, as espécies foram se diferenciando e se adaptando a diferentes ambientes. Mas, por mais distintas que pareçam, todas têm um grau de parentesco umas com as outras, sem exceção. Todas tiveram um ancestral comum em algum momento.

Quimicamente, animais e plantas se complementam
As árvores são nossas “primas”, e podem ser compreendidas como complexas fábricas naturais que sintetizam o gás carbônico, eliminando o oxigênio. No nosso caso, o processo é reverso – nós respiramos o oxigênio e expelimos gás carbônico. Podemos dizer então que os vegetais e os animais são, evolutivamente falando, perfeitos uns para os outros, e mantém uma relação de interdependência.

Seu corpo é perfeitamente adaptado para viver na Terra
Não apenas o corpo humano, mas todos os seres vivos do planeta, são minuciosamente moldados para sobreviver no ambiente terráqueo. Se vivêssemos em um lugar com maior gravidade, por exemplo, nossos músculos e estrutura óssea teriam de ser bem mais resistentes para aguentar a pressão. O implacável processo de seleção natural se encarrega de escolher as espécies mais aptas à sobrevivência. De certa forma, toda a vida que conhecemos tem a cara da Terra, porque é perfeita para ela.

No nível quântico, não existem objetos sólidos
Quando tocamos em qualquer objeto, sentimos claramente que se trata de algo sólido, palpável. No entanto, a sensação não passa de um engano de nossos sentidos: são apenas as nuvens de elétrons dos átomos de nossa pele interagindo com as nuvens eletrônicas do objeto. O que se pode chamar de sólido é o núcleo dos átomos, mas eles jamais se tocam. Os átomos são compostos quase que inteiramente de vazio.

– Partículas subatômicas podem estar conectadas mesmo a milhões de anos luz uma da outra
Não importa que uma das partículas esteja na Via Láctea e a outra na vizinha Andrômeda – se houver entre elas o chamado entrelaçamento quântico, uma é parte indissociável da outra. Elas se influenciam instantaneamente, superando até mesmo a velocidade da luz. Isto é possível pois o princípio sugere que a matéria universal esteja interligada por uma rede de “forças”, sobre a qual pouco conhecemos, que transcende até mesmo nossa concepção de tempo e espaço.
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10.775 – Mega Bloco – Biodiversidade


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Já foram descritas pelos biólogos cerca de 1,4 milhão de espécies diferentes, mas esse número aumenta a cada ano.
Risco de Extinção:
Da admiração à preocupação. Boa parte da vida do planeta que ainda é desconhecida, pode estar sendo extinta. O desmatamento é um dos principais motivos. A destruição de um ambiente consequentemente destrói os seres vivos que dele dependiam.
A Mata Atlântica é um exemplo típico. Estima-se que somente nos últimos 35 anos, ela tenha perdido cerca de 50 mil espécies, o que dá 4 espécies extintas por dia.
A Mata Atlântica encontra-se, infelizmente, em processo de extinção. Isto ocorre desde a chegada dos portugueses ao Brasil (1500), quando iniciou-se a extração do pau-brasil, importante árvore da Mata Atlântica. Atualmente, a especulação imobiliária, o corte ilegal de árvores e a poluição ambiental são os principais fatores responsáveis pela extinção desta mata.
O problema é tão grave, sobretudo na amazônia, que em breve, estaremos medindo a taxa de extinção por hora e não mais por ano.

Vida na floresta tropical
Elas são consideradas o centro da biodiversidade. Estima-se que que cerca da metade de todas as espécies de seres vivos que existem se concentrem no que resta dessas florestas.
Numa floresta tropical podem existir milhões de espécies desconhecidas, vivendo em seus diferentes ambientes: ao, água e solo.
A partir de uma única planta leguminosa na Reserva Tambopata , no Peru, foram recuperadas 43 espécies de formigas, o mesmo que a fauna inteira de formigas das Ilhas Britânicas. Peter Ashton encontrou 700 espécies de árvores em 10 lugares selecionados de um hectare cada, em Bornéu; o mesmo que em toda a América do Norte.

10.774 – O Micromundo – Os menores seres conhecidos


Nanobe
Nanobe

Descobertos em 1996, no fundo do mar, os nanobes foram descritos como uma das menores formas de vida conhecidas. Eles têm entre 20 e 150 nanômetros, quase tão pequenos quanto um vírus.
Micro vem do grego e quer dizer “pequeno”, por isso os especialistas são os microbiologistas.
Enquanto a nossa capacidade de enxegar as coisas se esgota na casa do milímetro, as dimensões de muitos organismos vivos se encontram abaixo disso, na casa de micrômetros e nanômetros.
Além de todas as bactérias e vírus, muitos fungos, algas e protozoários não são visíveis a olho nu e por isso vivem aos milhões no solo, na água, no ar e até mesmo na superfície e interior do próprio corpo humano.
Vejamos algumas proporções:
Sequóia (árvore) 100 metros
Baleia – 40 metros
Homem – 1,70 m
Beija-flor – 20 cm
Insetos pequenos 2mm
Trypanossoma cruzi – 20 mícrons
Candida albicans (fungo) 6 mícrons
Vírus da rubéola – 150 nanômetros
Vírus da poliomelite – 25 nanômetros

Os ácaros também são conhecidos pelo pequeno tamanho – só podem ser vistos com a ajuda de microscópios.

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