10.773 – Japoneses fazem primeiro implante de células reprogramadas


Uma equipe de pesquisadores japoneses fez a primeira cirurgia com células-tronco reprogramadas para tratar um transtorno ocular que pode causar cegueira.
A operação usou as células iPS (células-tronco pluripotentes induzidas, na sigla em inglês). Essas células são obtidas a partir de células adultas que são “induzidas”, por manipulação genética, a retornar a um estágio embrionário. A partir daí, os cientistas as estimulam a se diferenciar para formar o tecido desejado, no caso, a retina –por isso são chamadas de pluripotentes.
A paciente é uma mulher de 70 anos, segundo a equipe liderada por Masayo Takahashi, diretora do Instituto Riken.
Ela tem um tipo de degeneração macular ligada à idade, principal causa de cegueira entre pessoas com mais de 55 anos em países industrializados.
Em 2012, o japonês Shinya Yamanaka e o britânico John Gurdon receberam o Nobel de medicina por criar o método que permite reprogramar células adultas em células-tronco.
O uso de células iPS não apresenta problemas éticos importantes, diferentemente do que ocorre com as células-tronco obtidas de embriões humanos, daí a vantagem do método.

10.772 – Astrofísica – Universo o Multiverso?


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A luz que sai dos objetos demora um tempo até chegar aos nossos olhos. Você acha que lê esta frase impressa aqui agora. Mas a imagem dela está no mínimo meio bilionésimo de bilionésimo de segundo no passado. E o Sol lá em cima na realidade não é o Sol. É só uma “fotografia” que viajou 150 milhões de quilômetros e demorou oito minutos para chegar na sua retina. A ideia de que o presente é invisível pode ser estranha, mas até que é simples de entender – a luz que um objeto produz ou reflete leva tempo para chegar até os seus olhos. Mas agora imagine que você é capaz de enxergar infinitamente longe.
Se, quanto mais longe olhamos, mais avançamos no passado, ao olhar infinitamente longe só poderíamos ver uma coisa: o ponto mais antigo do cosmos. Ou seja, a “explosão” que criou nosso Universo há 13,8 bilhões de anos, mais conhecida pelo nome de Big Bang.
Bom, “luz” é só um nome poético que damos para certas ondas eletromagnéticas (as que os nossos olhos conseguem captar). O fato é que não existia onda eletromagnética nenhuma – nem luz visível, nem raios X, nem ultravioleta. Nada. Esse tipo de onda só surgiu 380 mil anos após o nascimento do Universo, quando a temperatura da grande explosão esfriou. Com o resfriamento, os prótons e elétrons soltos no espaço se uniram e formaram átomos. Desse encontro entre as partículas, nasceram as ondas eletromagnéticas. Elas aproveitaram a expansão cósmica e o tamanho reduzido do Universo para se espalhar por todos os pontos do cosmos. Hoje elas formam uma espécie de radiação quase uniforme, que está presente em todos os lugares do Universo, coisa que os astrônomos chamam de radiação cósmica de fundo. Olhe para o infinito e você verá esse mesmo eco do Big Bang, o ponto mais profundo da história do cosmos a que os humanos têm acesso.
Há 13,8 bilhões de anos, o Universo era pequeno. Cabia com folga na ponta de um alfinete. Muita folga: tudo o que existe hoje estava concentrado num ponto do tamanho de uma partícula subatômica. O Big Bang propriamente dito é a fração de trilionésimo de segundo em que o Universo surgiu do nada até ele ficar do tamanho de uma partícula. O que aconteceu depois disso foi algo bem mais espetaculoso: a partícula começou a crescer numa velocidade inimaginável – muito, muito, muito maior que a da luz. Parece impossível, mas não é. Sim: Einstein descobriu em 1905 que nada pode se mover mais rápido que a luz através do espaço. Mas isso não impede que O PRÓPRIO ESPAÇO se mova mais rápido que a luz. Não impede que as paredes do cosmos cresçam a uma velocidade absurda, porque do lado de fora dessas paredes nem existe um lado de fora, não existe nada, nem vácuo. Em suma: o espaço não se move através do espaço, então para ele não existe limite de velocidade.
Imagine que nosso cosmos não está sozinho. Ele é apenas mais um em meio a infinitos Universos. É o que diz a teoria do Multiverso, talvez a mais ousada hipótese científica já concebida. Ousada, porém coerente. Pois não há nada na física que contradiga a existência do Multiverso. Ele está de acordo com os princípios einsteinianos de que vivemos num mundo composto de um tecido único, que engloba o tempo e o espaço juntos. É nesse tecido de espaço-tempo que viajam as ondas gravitacionais. E o espaço-tempo não é uma entidade estática, imutável. Ele cresceu junto com o Big Bang. E foi vítima de oscilações bruscas causadas por ondas gravitacionais que surgiram na época em que o Universo era muito instável.

10.771 – Parapsicologia – Anneliese Michel e a verdadeira história que inspirou o filme


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Anneliese Michel (Leiblfing, 21 de setembro de 1952 – Klingenberg am Main, 1 de julho de 1976) foi uma jovem alemã que dizia estar possuída por demônios. Ela foi submetida a 67 sessões de exorcismo durante, aproximadamente, 10 meses, entre 1975 e 1976, no que ficou conhecido como Caso Klingenberg.
A jovem começou a apresentar problemas psiquiátricos a partir dos 16 anos. Criada em uma família bastante religiosa, ela, inicialmente, passou por tratamento médico. Ela não se alimentava, rasgava suas roupas, andava nua, comia insetos e defecava em qualquer lugar. Com o passar do tempo, recusou ser tratada e dizia estar possuída por demônios, pedindo pela realização de um exorcismo.
O procedimento foi autorizado pelo bispo local e pelos pais da garota. Dois padres conduziram as sessões de exorcismo. Ao final de tudo, Anneliese não resistiu e morreu aos 23 anos por conta de desnutrição e desidratação ao longo de quase um ano. Os padres e os pais da jovem foram indiciados pela morte e condenados. O caso foi levado ao cinema e inspirou o filme “O Exorcismo de Emily Rose” (2005).

10.770 – A macabra história de Friedrich Jürgenson, um dos pioneiros nos estudos de fenômenos paranormais.


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Qual seria a “fronteira final” da ciência quando falamos de pesquisas sobre a vida e morte? Onde exatamente acabaria a nossa jornada por este mundo? Ao longo do tempo, estas perguntas já tentaram ser respondidas por mentes brilhantes como as de Thomas Edison, Gugliemo Marconi e Nikola Tesla que, de uma forma direta ou indireta, com sucessos ou fracassos, tiveram algum tipo de contato com um recurso hoje denominado Transcomunicação Instrumental (TCI). Este termo, que significa comunicação com o mundo extrafísico, foi batizando apenas nos anos 80, na Alemanha, pelo físico Ernst Senkowski.
Os primeiros experimentos modernos em torno do que viria ser conhecido como TCI foram realizados pelo sueco Friedrich Jürgenson, um artista plástico que tinha como hobby gravar sons de pássaros na natureza. Um fato que mudaria a sua percepção aconteceu em 1959, quando ele passou a analisar com mais atenção e paciência o que havia gravado e, para sua surpresa, encontrou nos seus registros sons anormais, no caso, o de vozes humanas. Jürgenson ficou intrigado com o ocorrido já que estava completamente só e no meio de um bosque. Em um segundo momento, Jürgenson analisou os sons e percebeu palavras em idiomas diferentes, o que o levou a descartar qualquer hipótese de interferências de rádios próximas à sua localização. O principal acontecimento que o levou a se inteirar completamente nesse tipo de estudo foi quando percebeu que as vozes o chamavam pelo nome e por apelidos.
A partir daí e até os dias atuais, os seus estudos deram impulso a uma área de conhecimento voltada ao mundo extrafísico, na tentativa de definir até onde seria possível avançar, cientificamente, em relação ao que acontece conosco depois que morremos. Atualmente, alguns médicos já buscam respostas para eventos de “quase morte”, como os que são vivenciados por pacientes que sofrem ataques cardíacos, mas uma pesquisa mais abrangente, sobre o que acontece depois que morremos, é praticamente um tabu na ciência, pois, fisiologicamente falando, a morte cerebral representaria um ponto final.