10.769 – Evolução de Espécies – Insetos surgiram há 480 milhões de anos


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Os primeiros insetos que habitaram o planeta surgiram há cerca de 480 milhões de anos, e 80 milhões de anos depois desenvolveram a habilidade de voar. A descoberta é de uma pesquisa publicada nesta sexta-feira na revista Science, na qual participaram mais de cem cientistas de dezesseis países.
Os pesquisadores analisaram 1 478 genes de 144 espécies, abrangendo todos os principais grupos de insetos. Segundo eles, os primeiros provavelmente evoluíram de um grupo de crustáceos venenosos denominado Remipedia. “Há 480 milhões de anos, os oceanos estavam cheios de vida, mas sobreviver fora da água era desafiador”, descreve Karl Kjer, biólogo da Universidade Rutgers, em New Jersey, nos Estados Unidos, que também participou do estudo. “As plantas e os insetos evoluíram simultaneamente, um afetando o outro.”
Os primeiros insetos voadores teriam se desenvolvido há 400 milhões de anos. “Essa transformação, que ocorreu quando as plantas terrestres começaram a atingir altura, demonstrou a capacidade dos insetos de se adaptar rapidamente às mudanças ambientais”, explicou Yates. Quase 200 milhões de anos se passariam até que os pterossauros desenvolvessem a capacidade de voar.
“Dois terços de todas as espécies animais são insetos”, lembra Bernhard Misof, pesquisador do Museu Alexander Koenig de Pesquisa Zoológica, na Alemanha, um dos líderes do estudo. “Eles são partes importantes no ecossistema terrestre, junto com as plantas.”

10.768 – Interestelar – O que a Física tem a dizer sobre o filme?


astrofisica

O filme que retrata buracos negros, wormholes e viagem no tempo é uma experiência e tanto. Principalmente àqueles que sempre se interessaram por galáxias distantes e pelas teorias dos físicos Stephen Hawking e Kip Thorne.
Thorne, aliás, foi uma das principais inspirações de Christopher Nolan e seu irmão, Jonathan, na realização do filme. Conhecido por sua expertise no campo da relatividade geral, o físico também se tornou responsável pela área de “fidelidade científica” do longa. Sobre isso, Thorne reuniu todas as experiências de trabalho em Hollywood para escrever o livro “The Science of Interstellar”, lançado no dia 7 de novembro.
Em entrevista à ScienceAaas, o cientista contou um pouco sobre a sua impressão final do filme protagonizado por Matthew McCounaghey lançado no dia 6 de novembro. “Em sua essência, a história mudou completamente. A não ser pela ideia de que temos exploradores deixando a Terra e usando wormholes para visitar outras galáxias, é basicamente tudo trabalho do Nolan. Mas a visão continuou, a visão de um filme baseado em ciência real, seja ela verdade ou especulação. Isso foi preservado, agradando muito a mim e a minha mulher”.
Quando perguntado sobre a “praga” que assola a Terra no filme, ele diz: “A gente reuniu os melhores cientistas e estudiosos sobre pragas para um jantar. Aí Jonathan, minha mulher Lynda e eu conversamos com eles sobre fatores biológicos capazes de acabar com o nosso planeta”.
Para o físico, algo trazido pelo diretor Christopher Nolan foi uma surpresa muito agradável: “Quando ele me disse que estava pensando em usar o tesseract (análogo a um cubo 4D), senti um grande impacto. O que ele criou nesse filme é mais complexo do que tudo já visto no cinema. É fascinante e lindo”.
Kip Thorne acredita que a reprodução do buraco negro realizada em ‘Interestelar’ é “maravilhosa”. No geral, o cientista acha que foi um ótimo trabalho em parceria: “Para mim, é uma descoberta impressionante saber que tudo isso produzido foi resultado de uma colaboração entre cientistas e artistas”.

10.767 – Cinema – Interestelar


interestelar

Lançado no Brasil nos cinemas em 6 de novembro de 2014 e dirigido por Christopher Nolan.
Elenco:
Matthew McConaughey
Personagem: Cooper

inter atriz

Anne Hathaway
Personagem: Brand

michel caine

Michael Caine
Personagem: Professor Brand

John Litghoy

John Lithgow
Personagem: Donald

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Interestelar é o filme mais ambicioso de Christopher Nolan. E olha que estamos falando do cara que fez a trilogia do O Cavaleiro das Trevas e A Origem. Em seu novo projeto, o diretor decidiu realizar um longa sobre o homem, abordando sua natureza devastadora, mas também exploradora e empreendedora.
Fã de 2001 – Uma Odisséia no Espaço, Nolan faz uma homenagem ao cinema de Stanley Kubrick e à obra de Arthur C. Clarke, mas o espectador deve evitar entrar em maiores comparações entre as produções, afinal estamos falando de um dos maiores clássicos da história da ficção científica. Interestelar é um filme que merece escrever sua própria história, sem ficar sofrendo com comparações inadequadas.
Por outro lado, é difícil não lembrar de Kubrick diante da visão de futuro criada por Chris Nolan e pelo irmão Jonathan Nolan. Pode-se dizer até que o futuro de Nolan aqui é mais ambicioso do que o visto em 2001, para um filme de 1968.
Em um futuro não determinado, mas também não muito distante, o engenheiro espacial Cooper (Matthew McConaughey) trabalha como fazendeiro cultivando milho para alimentar a população mundial. A maioria dos alimentos da Terra já acabaram e as plantações que restam são constantemente atacadas por pestes e tempestades de poeira. Ao lado dos filhos e do sogro (vivido pelo ótimo John Lithgow), ele vive simplesmente, mas se incomoda com o fato da humanidade ter se contentado em sobreviver e esquecido seu lado empreendedor.
A primeira parte do filme busca construir as relações humanas do protagonista, que embarca em uma jornada importante que pode ser a última esperança para a população do planeta. Ele é chamado para liderar uma missão espacial que busca explorar novos planetas que podem substituir a Terra. Temos reviravoltas importantes e algumas surpresas.
A montagem de Lee Smith merece elogios, principalmente pelo fato de conseguir fazer o filme fluir bem nos momentos mais reflexivos e mesmo contando com quase três horas de duração. A presença de depoimentos logo no início do filme, sugerindo um falso documentário também é interessante, fazendo uma ligação boa com o desfecho.
A direção de arte minuciosa e o ambicioso design de produção colocam o filme como um marco da ficção científica na Hollywood do século XXI, principalmente por tudo (ou melhor, quase tudo) parecer possível, como os robôs que são claras referências ao monolito de 2001, num ótimo trabalho também da equipe de efeitos visuais. A criação do som também é primorosa, lembrando muito o recente Gravidade, especialmente nos momentos em que investe no completo silêncio do espaço.
Parceiro tradicional de Nolan, o compositor Hans Zimmer, que brilhou em A Origem, não se sai tão bem. A trilha tem momentos bonitos e contemplativos, mas também soa exagerada em outras sequências. O mesmo se pode dizer da fotografia de Hoyte Van Hoytema, que consegue ser deslumbrante por 90% do tempo, mas que gasta outros 10% com flares (com luz sendo jogada diretamente na lente da câmera). Talvez tenha sido uma homenagem dos Nolan ao amigo J.J. Abrams, com quem Jonathan trabalhou em Person Of Interest.
Interstellar (no original) aborda temas como o desperdício, abandono, solidão e desespero. É um filme sobre humanidade, retratando a capacidade do homem de ser devastador, mesquinho e ao mesmo tempo sonhador e iluminado. Também é um longa sobre o nosso lugar, insignificante, dentro do universo, sendo quase que uma declaração de amor do diretor à ciência.
Apesar disso, não se trata de uma obra completamente empírica e fundamentada. O sentimento também faz parte das conquistas do homem e aqui é tratado como algo fundamental para a narrativa. Neste sentido, o filme oferece algumas cenas realmente emocionantes. Do ponto de vista da ação, também conta com momentos marcantes, que irão arrepiar o espectador.
Matthew McConaughey tem uma atuação incrível. Em determinado momento, quando encontra problemas no espaço, a câmera foca apenas em seu rosto, fazendo com que o espectador tenha noção do quão grave é a situação apenas por sua expressão. Ele tem uma química muito boa com a jovem atriz Mackenzie Foy, que vive a filha de Cooper, Murph, quando criança. A garota está incrível, nos fazendo esquecer que um dia foi a filha de Bella Swan e Edward Cullen em A Saga Crepúsculo: Amanhecer.
Jessica Chastain, sempre ótima, vive Murph quando adulta, enquanto que Anne Hathaway volta a ter uma grande atuação, mostrando força e naturalidade como a Dra. Brand. O elenco conta ainda com as presenças de Michael Caine, Casey Affleck, Ellen Burstyn, Topher Grace, Wes Bentley e Matt Damon.
Talvez gaste um pouco de tempo de mais em sua primeira parte e sofra com o modelo hollywoodiano de criar soluções simples, mas é realmente um filme especial. Quem é fã de ficção científica pode se preparar para muitas emoções.

10.766 – Minerais Perigosos – Erionite (Ca3K2Na2 [Al10Si26O72] .30H2O (Z = 1))


erionite

É um membro da família zeólito, uma classe de minerais silicatos fibrosos com uma capacidade extremamente útil de filtrar seletivamente (por absorção) moléculas específicas a partir tanto de líquidos e da atmosfera. Frequentemente encontrada em cinza vulcânica, a erionite é muito utilizada como um catalisador para a dopagem de metais nobres utilizados para craqueamento de hidrocarbonetos e como fertilizante.
Ela, no entando, causa mesotelioma. Essa era principalmente uma doença específica de quem trabalhava com esse mineral, até perceberem que ele causava câncer também, o que colocou um fim na extração de erionite no final de 1980.