10.731 – Programa Espacial Chinês – China lança primeira missão de ida e volta à Lua


foguete chines

A China lançou a primeira sonda espacial de ida e volta à Lua, mais uma etapa de um ambicioso programa espacial que pretende enviar astronautas ao satélite da Terra. “A primeira fase da viagem foi um sucesso”, anunciou a Administração Estatal de Ciências, Tecnologia e Indústria para a Defesa Nacional (SASTIND) em um comunicado.
O lançamento da missão Chang’e-5-T1 ocorreu na base espacial de Xichang, ao sudoeste da província de Sichuan. A sonda deve chegar à Lua, dar a volta no satélite e retornar à Terra em nove dias. No total, a sonda deve percorrer 413.000 quilômetros da Terra até o ponto mais distante em oito dias de missão. O pouso está previsto para a região chinesa da Mongólia interior, segundo a agência estatal Xinhua.
Esta é a primeira vez que os cientistas chineses têm como meta o retorno de um módulo orbital, que precisará resistir na reentrada da Terra, em particular às elevadas temperaturas provocadas pela fricção do contato com a órbita terrestre. A nave atingirá no retorno à Terra uma velocidade de 11,2 quilômetros por segundo, antes de reduzir a aceleração. A missão pretende testar a tecnologia que será utilizada na missão prevista para 2017, que deseja coletar mostras da superfície lunar.
Meio século depois do programa Apollo dos Estados Unidos, a China tem a Lua como objetivo.O desejo de Pequim é ser o primeiro país asiático a enviar um ser humano ao satélite natural, provavelmente depois de 2025. Em dezembro de 2013, o país conseguiu levar a sonda Chang’e-3 a pousar na Lua e deixar na superfície lunar um veículo teleguiado batizado de “Coelho de jade”, uma missão que foi considerada um êxito total.

Coelho de Jade
Coelho de Jade

10.730 – Lugares Exóticos – Pamukkale


pamuke

Um dos pontos turísticos mais exclusivos do mundo é, sem dúvida, o local conhecido como “as piscinas de travertino de Pamukkale”, localizado na Turquia. O travertino é um tipo de calcário encontrado em uma série de fontes termais do mundo. Quando a primavera chega, o travertino se solidifica em estruturas escalonadas que seguram a água nascente. O resultado são camadas cristalinas empilhadas em cima umas das outras.
Pamukkale era o antigo local da cidade grega de Hierapolis, e seu nome significa “Castelo de Algodão”. De fato, à distância, é absolutamente isso que parece.

10.729 – Acredite se Quiser – Novo Plano Diretor de SP pode combater a desigualdade


Planeta Verde

Não é fácil criar um Plano Diretor para uma cidade com 12 milhões de habitantes, cerca de 10 milhões de imóveis, circulação diária de cinco milhões de veículos e uma economia municipal que corresponde a 12% da nacional, sendo a 10ª. maior metrópole do planeta e coração financeiro da América Latina. As aspirações de crescimento se não são proporcionais ao seu tamanho, são maiores. “Assim como não é um desafio pequeno combinar tantos interesses e mitigar a desigualdade pelo planejamento urbano”, explica Nabil Bonduki, vereador e relator do novo Plano Diretor Estratégico de São Paulo (Lei nº 16.050/14), sancionado no final de julho deste ano pelo prefeito Fernando Haddad.
Pelos próximos 16 anos, São Paulo se lança a um novo desafio, segundo Bonduki. Trata-se de organizar, com maior participação popular possível, sua expansão por diretrizes sustentáveis, socialmente justas e economicamente viáveis para a habitação, a mobilidade urbana e a criação de mais áreas verdes. Ao todos são sete princípios que prezam por:
1. Função Social da Cidade,
2. Função Social da Propriedade Urbana,
3. Função Social da Propriedade Rural,
4. Equidade e Inclusão Social e Territorial,
5. Direito à Cidade,
6. Direito ao Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado e
7. Gestão Democrática.

Entre os pontos mais importantes dos 316 artigos na lei do Plano estão:
– o adensamento de imóveis próximos aos sistemas de transporte público,
– o aumento em 117% das áreas voltadas para moradia popular com criação de Zonas Especiais de Interesse Social para famílias que ganham até dez salários mínimos,
– a destinação de 30% do Fundo de Desenvolvimento Urbano para obras de mobilidade,
– a regulação do crescimento vertical máximo nos centros dos bairros,
– a extinção do mínimo de vagas de estacionamento para novos empreendimentos
– a revitalização da zona rural da cidade e novas zonas de proteção ambiental,
– “Além de 164 novos parques, que aumentarão para 82 milhões os atuais 42 milhões de metros quadrados de área verde na cidade”, ressalta Bonduki.
“Sob a nova Lei também será mais caro construir prédios não residenciais no centro expandido, que concentra 67% dos empregos da cidade e conta com apenas 20% dos moradores paulistanos. Se não reduzimos a desigualdade na distribuição de empregos pelas regiões, não teremos uma cidade competitiva e inclusiva”, conta o vereador. A lógica é reduzir os congestionamentos do tráfego pendular, que custam R$ 69 bilhões de reais ao ano para cidade em custos de oportunidade, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas. Ao mesmo tempo, o objetivo é conter em São Paulo um crescente déficit de habitação de 670 mil domicílios, de acordo com dados da Prefeitura.
A dificuldade para desatar o nó que se tornou São Paulo fica mais evidente quando olhamos o processo de aprovação da lei. Desde que foi apresentada à Câmara a reformulação do Plano Diretor pela prefeitura, a tramitação de um substitutivo levou quase 10 meses de debates com 117 emendas apresentadas ao projeto pelo poder legislativo da cidade. “Ao todo, foram 58 consultas públicas intensas e quase mil propostas do setor privado e da sociedade civil organizada mediante a sistematização do processo participativo, a adequação de cartografias e geração de análise de dados pelo Centro de Estudos da Metrópole da Universidade de São Paulo”, conta Bonduki.
O resultado, até então, é positivo. O novo Plano Diretor da cidade foi reconhecido pela ONU como um exemplo a ser seguido globalmente. Recentemente, foi agraciado com o MobiPrize, prêmio da Universidade de Michigan, nos EUA, que prestigia projetos com plataformas participativas no avanço de soluções sustentáveis para a mobilidade urbana. Agora, com base no Plano Diretor, o próximo passo é a discussão de novas leis de ocupação e uso do solo, os planos estratégicos regionais e um novo código de obras e edificação.
Não à toa, a agenda de Bonduki se tornou concorrida desde a aprovação do Plano Diretor. O vereador dá de seis a sete entrevistas por dia, além de receber diversos movimentos sociais em seu gabinete. Professor do departamento de Planejamento da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, foi superintendente de habitação popular da prefeitura de São Paulo no governo de Luiza Erundina (1989-1992), coordenando a construção de mais de 10 mil moradias populares. Em 2011, exerceu a função de secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, quando coordenou a implementação da Lei Nacional de Resíduos Sólidos. Em 2012, foi eleito para a Câmara com 42.411 votos na cidade.
“Primeiro, precisamos pensar em como remunerar também aqueles que são agentes ambientais de proteção por seus serviços. Dessa forma evita-se também a ocupação agora que a prefeitura tem um plano de aquisição. A criação de um fundo de aquisição de parques com participação popular vai se concretizar. A intenção é dobrar os parques, mas tudo depende de como proprietários e a participação popular funcionarão por meio de um conselho municipal ativo com membros da sociedade civil. O Plano prevê a possibilidade de a prefeitura remunerar os proprietários de imóveis urbanos ou rurais para que mantenham ou recuperem ecossistemas com recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente. Existem ecossistemas que precisam ser conservados e seus proprietários necessitam ser incentivados a promover ações de manutenção ou recuperação.”