10.721 – Surfe – Lei que cria ônibus para transportar pranchas de surf é aprovada no PR


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Os deputados estaduais do Paraná aprovaram um projeto de lei para obrigar as empresas de ônibus que atendem ao litoral do estado para que coloquem suportes para transportar pranchas de surf nos veículos. A mudança passou em segunda discussão na Casa e segue para o governador, que pode decidir pela sanção ou veto ao projeto.
Conforme o texto original, as empresas que operarem linhas nessas cidades devem reservar, no mínimo 10% da frota com o equipamento. De acordo com o texto, além das pranchas para a prática de surf, os suportes devem ser capazes de transportar também pranchas de bodyboard, longboard e stand up surf.
O projeto de lei garante ainda que o transporte das pranchas deve ser gratuito, desde que limitado a uma prancha por passageiro. Outra medida prevista é que os ônibus com o suporte devem ser identificados pelo nome “Surf Bus”.

10.720 – Anatomia – Para que servem as amígdalas?


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Elas nos ajudam a criar anticorpos para combater bactérias agindo, assim, como grandes aliadas do sistema imunológico. Devido à sua localização estratégica – na encruzilhada entre a boca, o nariz e a garganta -, as amígdalas acabam percebendo e processando todas as bactérias que invadem o organismo, pelo ar ou pelos alimentos. “Sua principal função é desenvolver anticorpos para combater bactérias específicas, para que o corpo consiga se defender rapidamente e crie imunidade caso seja atacado pela mesma bactéria numa próxima vez”, afirma o otorrinolaringologista Luc Weckx, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Até o final da década de 70, quando ainda se desconhecia a utilidade das amígdalas, era comum a cirurgia para retirá-las. O objetivo era livrar-se das amigdalites: inflamações corriqueiras, causadas pelas próprias bactérias com que as amígdalas entravam em contato para defender o organismo. Em certas pessoas, isso pode se tornar constante, o que os médicos chamam de amigdalite recorrente.
Outra enfermidade comum é a hiperplasia, quando as amígdalas crescem demais, dificultando a respiração e a ingestão dos alimentos. “Hoje em dia, os antibióticos dão conta de grande parte das amigdalites. Por isso, a remoção só ocorre quando há realmente necessidade”.
Existem três tipos de amígdalas para nos proteger das bactérias
Como está implícito em seu nome, a amígdala rino-faríngea fica entre a faringe (início da garganta) e o canal que leva ao nariz As amígdalas palatinas ficam no fundo do céu da boca, também chamado de palato As amígdalas linguais ficam, obviamente, na língua – mais precisamente em sua base.

10.719 – Atmosfera – A Nuvem Cúmulo Nimbo


Eu acho que vem água por aí...
Eu acho que vem água por aí…

Um cúmulo-nimbo ou, em latim cumulonimbus , é um tipo de nuvem caracterizada por um grande desenvolvimento vertical. Tipicamente, surge a partir do desenvolvimento de cúmulos que, por ação de ventos convectivos ascendentes, ganham massa e volume e passam a ser cumulus congestus e, no auge de sua evolução, torna-se um cúmulo-nimbo, quando atingem mais de quinze quilômetros de altura. Uma de suas principais características é o formato de bigorna que forma-se em seu topo, resultado dos ventos da alta troposfera.
Tipicamente produzem muita chuva, principalmente durante os meses mais quentes do ano. Nuvens isoladas possuem ciclo de vida médio de uma hora. Classificam-se em dois tipos principais, cuja diferença é o seu formato superior, enquanto que características peculiares ganham denominações especiais.
Este tipo de nuvem frequentemente associa-se a eventos meteorológicos extremos, como a ocorrência de tempestades com muitos raios e chuva volumosa, além de granizo e neve. Podem ocorrer isoladas, em conjunto (formando multicélulas) ou associadas à frentes. Um cúmulo-nimbo, ao atingir o extremo de seu desenvolvimento, forma uma supercélula que, por sua vez, é responsável por eventos extremos, como fortes chuvas de granizo, muitos raios e tornados.
Uma nuvem cúmulo-nimbo em seu ápice de desenvolvimento apresenta uma forma primariamente vertical, cuja altura se estende por mais de quinze quilômetros, especialmente nas regiões tropicais, embora possa ocorrer em praticamente todo o mundo. Logo abaixo de sua base, devido a sua grande espessura, manifesta-se grande escuridão pelo bloqueio da luz solar. O que caracteriza um cumulonimbus maduro na maioria das vezes é a formação de uma estrutura em seu topo com textura fibrosa ou estriada, cuja forma lembra a de uma bigorna, enquanto que, em sua base, tipicamente encontram-se nuvens com forma de bulbos ou cúmulos menores.2 Estas nuvens podem manifestar-se isoladamente ou em grupos.
Ocorrem tipicamente nos meses mais quentes do ano, durante o período da tarde ou também associadas a frentes frias. Podem surgir também próximo a cadeias montanhosas em função da formação de ventos orográficos que possibilitam seu desenvolvimento vertical.
Em seu interior, os ventos podem chegar a mais de 150 quilômetros por hora. Sua base é formada por gotículas de água enquanto que, conforme a altitude aumenta, formam-se mais cristais de gelo que, no topo, são o componente principal. Tempestades provocadas por cumulonimbus podem ter várias formas de precipitação, com gotículas de água, neve e granizo.
O cumulonimbus desenvolve-se a partir da nuvem cumulus congestus, oriundos do desenvolvimento dos cúmulo que, por sua vez, têm início a partir de ventos ascendentes ricos em vapor de água. A altitude da base da nuvem está diretamente relacionada com a quantidade de vapor disponível, sendo que em regiões tropicais, onde a umidade é tipicamente maior, as nuvens são mais baixas comparadas com regiões áridas. O desenvolvimento deve-se aos ventos convectivos que levam umidade para cima, impulsionando seu crescimento vertical e ganho de volume.
Os cúmulo-nimbos são a fonte primária da ocorrência de raios na atmosfera. Entretanto, nem todas as nuvens deste tipo produzem descargas elétricas. A atividade elétrica da nuvem deve-se ao processo convectivo que a formou em que, de acordo com o modelo mais aceito, as partículas de gelo com diferentes propriedades intrínsecas chocam-se e, consequentemente, surgem cargas elétricas que distribuem-se por toda sua extensão, criando um campo elétrico e permitindo a ocorrência das descargas. Quando a atividade elétrica é intensa, a nuvem passa a ser conhecida também como trovoada.
Em uma nuvem com desenvolvimento típico, a chuva inicia-se de forma súbita pouco depois de sua transição de cumulus congestus para cumulonimbus. Nota-se que, conforme os ventos deslocam a nuvem, esta deixa um traço de chuva na área sobre a qual passou. Tal traço pode estender-se de alguns quilômetros a até cem quilômetros da origem da tempestade. A chuva proveniente do núcleo da nuvem possui grande intensidade, enquanto que a água proveniente das regiões mais altas da bigorna evapora-se antes mesmo de atingir o solo. O ciclo de vida de um cúmulo-nimbo é de aproximadamente uma hora.
A previsão de chuvas deste tipo é extremamente difícil, pelo fato de serem eventos localizados. Comumente, o volume acumulado de chuva encontra-se entre um e dez milímetros.

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10.718 – Dermatologia – Qual a causa das olheiras?


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Esse problema está relacionado à concentração de melanina (proteína que dá pigmentação à pele e aos cabelos), à concentração de vasos sanguíneos e à espessura da pele na região. A hereditariedade é o principal motivo, mas fatores como alergias, uso de medicamentos, idade e sono podem piorar bastante a situação. A olheira diz respeito só ao escurecimento, e não ao inchaço. Ele pode ou não aparecer junto e é provocado por bolsas de gordura na área, retenção hídrica ou excesso de pele. Não há solução definitiva para acabar com as olheiras, mas elas podem ser amenizadas com cremes à base de substâncias clareadoras e tratamento com laser ou luz intensa pulsada, sob indicação de um dermatologista. Algumas opções caseiras também podem dar uma força, como compressas úmidas geladas ou com chá de camomila, massagem com óleo de amêndoas e aplicação de fatias de pepino.
A hereditariedade é a grande culpada. Os genes determinam a concentração de vasos sanguíneos, a espessura da pele da pálpebra (quanto mais fina, mais aparentes os vasos) e a quantidade de melanina no local. A concentração de vasos causa o escurecimento azulado; e o excesso de melanina, o escurecimento castanho.
Quanto mais pálido você for, mais os vasos sanguíneos transparecem. E não importa o motivo: a olheira acontece tanto em quem é branquinho por natureza como em quem está assim por motivos como anemia, cansaço, gravidez ou período pré-menstrual (em mulheres) e consumo de álcool em excesso.
Enfermidades de caráter alérgico, como asma, dermatite e rinite, causam coceiras perto dos olhos e também podem piorar o escurecimento da pálpebra. Medicamentos com efeito vasodilatador, como as pílulas anticoncepcionais, também tornam os vasos sanguíneos mais visíveis.
Alguns hábitos pioram tudo: fumar compromete a oxigenação da pele e pode deixá-la ainda mais fina, enquanto tomar muito sol faz o corpo produzir mais melanina, escurecendo a epiderme. Varar a noite para estudar? Péssima ideia: dormir pouco leva à palidez e à dilatação dos vasos
A chance de ter olheiras aumenta com a idade, já que a pele se torna cada vez mais fina e a concentração de melanina aumenta.

10.717 – Biologia – O que é uma espécie?


Titio Darwin
Titio Darwin

Estamos falando de espécies em seres vivos, que possuem características muito parecidas. Além das características é necessário que sejam capazes de se reproduzir em condições naturais gerando descendentes, que por sua vez, também possam se reproduzir. Cada espécie é formada por tanto por centenas, milhares, milhões e até bilhões de indivíduos.
Espécies são grupos de populações naturais que estão ou têm o potencial de estar se intercruzando, e que estão reprodutivamente isolados de outros grupos. Daí resulta que a espécie será o conjunto de indivíduos que partilham o mesmo fundo génico, morfologicamente semelhantes e capazes de se cruzarem entre si em condições naturais, estando isoladas reprodutivamente de outros grupos semelhantes, com os quais, quando se cruzam, não originam indivíduos férteis.
Existem catalogadas 1.755.000 (arredondando) espécies, mas estima-se que na Terra já tenham existido mais de 1.000.000.000 de espécies.
A questão de como melhor definir “espécie” tem ocupado os biólogos por séculos, e o próprio debate tornou-se conhecido como o problema das espécies. Darwin escreveu no capítulo II do A Origem das Espécies:
Nenhuma definição satisfaz a todos os naturalistas, todavia cada naturalista sabe vagamente o que ele quer dizer quando fala de uma espécie. Geralmente, o termo inclui o elemento desconhecido de um ato de criação distinto.

10.716 – Automóvel – Audi bate recorde com carro autônomo mais rápido do mundo


Audi, o mais veloz
Audi, o mais veloz

Não é só o Google que investe em carros autônomos. A Audi também tem investimentos nesta área e não tem medo de demonstrá-los. Foi o caso do último fim de semana, quando a empresa colocou um modelo RS7, com 560 cavalos de potência, para acelerar sem limites no circuito de Hockeinheim, na Alemanha.
Para guiar o carro, a Audi utilizou um sistema que mistura GPS de alta precisão e câmeras 3D para orientação. Durante os testes, o automóvel (no sentido mais puro da palavra) chegou a 240 km/h, o que é, oficialmente, a maior velocidade já atingida por um carro autônomo.
Outras empresas também desenvolvem pesquisas semelhantes e criam suas próprias tecnologias. Um ponto em comum há entre todas elas, porém: elas apostam em situações extremas para apresentação da tecnologia, para mostrar aos motoristas do mundo inteiro a evolução dos sensores que orientam a navegação autônoma. A BMW, por exemplo, no início do ano fez um carro fazer drift sem motorista em uma pista de Las Vegas.

10.715 – Evolução – Estudo de verme marinho ajuda a rastrear origens evolutivas do sono


o ciclo terrestre de dia e noite governa nossas vidas. Quando o sol se põe, a escuridão avança e desencadeia uma série de eventos moleculares que vão dos nossos olhos à glândula pineal, que secreta no cérebro um hormônio chamado melatonina. Quando a melatonina se fixa nos neurônios, ela altera o ritmo elétrico deles, guiando o nosso cérebro para o reino do sono.
Ao amanhecer, a luz solar elimina a melatonina, obrigando o cérebro a retornar ao seu padrão de vigília.
Os cientistas há muito se perguntam como esse ciclo começou. Um novo estudo sobre a melatonina sugere que ela apareceu evolutivamente cerca de 700 milhões de anos atrás. Os autores do estudo propõem que o nosso sono noturno evoluiu a partir das subidas e descidas de pequenos ancestrais oceânicos dos humanos, que nadavam no crepúsculo até a superfície do mar e depois afundavam, literalmente caindo no sono noite adentro.
Cientistas do Laboratório Europeu de Biologia Molecular, na Alemanha, estudaram a atividade de genes na produção de melatonina e de outras moléculas relacionadas ao sono. Nos últimos anos, eles compararam a atividade desses genes em vertebrados e num invertebrado com parentesco remoto conosco -um verme marinho chamado “Platynereis dumerilii”.
Os cientistas estudaram os vermes quando eram larvas de 2 dias de idade. Muitos deles passam as noites perto da superfície do oceano, alimentando-se de algas e outros pedacinhos de comida. Em seguida, eles passam o dia em lugares mais profundos, onde podem se esconder de predadores e dos raios ultravioletas do sol.
Maria Antonietta Tosches e seus colegas descobriram que algumas células nas larvas produzem proteínas captadoras de luz -as mesmas que produzimos em nossos olhos para ligar e desligar a fabricação de melatonina. Tosches e seus colegas descobriram que os vermes não produzem melatonina o tempo todo, apenas durante a noite, assim como nós.
Os vermes se movimentam batendo minúsculos cílios para frente e para trás. Durante o dia, eles sobem à superfície marinha. Ao chegarem lá, o sol já ficou tão fraco que eles começam a produzir melatonina.
O hormônio se agarra aos neurônios que controlam os cílios vibratórios, induzindo-os a produzirem um ritmo constante de descargas elétricas. Essas descargas se sobrepõem à vibração dos cílios, fazendo-os congelar e, consequentemente, levando o verme a descer.
O novo estudo pode ajudar a explicar como o sono nos isola do mundo. Quando estamos acordados, os sinais dos nossos olhos e dos demais sentidos passam pelo tálamo, uma porta de entrada no cérebro. A melatonina desativa o tálamo.

10.714 – Meio Ambiente – 35 mil morsas se aglomeram em praia do Alasca por falta de gelo


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Agrupamento recorde com mais de 35 mil morsas foi avistado, esta semana, em praia próxima à aldeia esquimó Point Lay, no noroeste do Alasca, nos Estados Unidos. O registro aéreo foi feito neste sábado (27), pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), durante levantamento sobre mamíferos marinhos no Ártico.

De acordo com o órgão, os animais procuravam por mares congelados para descansar, mas se instalaram em terra firme quando não encontraram, graças ao derretimento progressivo de gelo, provocado pelas mudanças climáticas.
Além disso, cerca de 50 carcaças de morsas – consideradas ameaçadas de extinção por conta do derretimento das geleiras – foram encontradas na praia na semana passada. Segundo cientistas, é possível que tenham sido mortas durante uma debandada.
Recente relatório da NASA aponta que setembro deste ano registrou a sexta menor área de gelo desde 1978, quando começaram as medições.
A primeira vez em que um grupo grande de morsas foi avistado na praia em foi 2007, no lado norte-americano do Mar Chukchi. Em 2009 e 2011, também foram vistas aglomerações próximas a Point Lay com cerca de 30 mil indivíduos da espécie.

10.713 – Mega Techs – O relógio do Google


moto 360

O Moto 360 não é o primeiro smartwatch do mercado. Já existem alguns outros, fabricados por empresas como Sony, Samsung e Pebble. Mas ele é o primeiro que tem mostrador redondo e realmente passa por um relógio normal. Os outros são quadrados, por causa da disposição interna dos componentes.
Os smartwatches atuais usam sistemas operacionais próprios. Este virá com o Android Wear, que foi desenvolvido pelo Google e por isso terá uma integração melhor a serviços como Gmail e Google Maps. Além disso, é o primeiro relógio com o Google Now – que tenta adivinhar onde você está e o que está fazendo.
Vai pegar um ônibus? O Google Now percebe, e avisa onde o coletivo está. Se perdeu? Ele mostra um mapa. Tem reunião daqui a pouco? Chegou e-mail ou SMS? Seu time marcou gol? Ele avisa. Esses são apenas os primeiros recursos – poderá haver mais no futuro, à medida que os aplicativos Android forem sendo adaptados para o relógio.
O problema central dos smartwatches é a bateria, que dura pouco. Especula-se que o Moto 360 possa vir com um microgerador interno, que transforma os movimentos do seu braço em energia para alimentar o relógio. Isso ainda não foi confirmado. O modo de conexão, sim: ele usará a internet do seu celular (não exigirá um plano próprio).

10.712 – Lugares Exóticos – Beppu Hot Springs


lago 76

Fica localizado no Japão e é conhecido como um dos pontos mais quentes do mundo. Há mais de 2.500 nascentes na área – o que faz com que esse também seja o segundo maior conjunto de nascentes termais do mundo. Sistemas de comércio surgiram ao redor das nascentes, o que nos permite comprar legumes cozidos no vapor de suas águas ou ovos cozidos direito na água multicolorida. Ou seja: apesar de ser um lugar maravilhosos e exótico, não é próprio para banho. O lugar é superdecorado com placas de “Não Nade”, e o turista que for esperto vai obedecer, porque as águas ali atingem temperaturas de até 150 graus Celsius.