10.711 – Astronomia – Em evento raro, cometa ‘passa raspando’ por Marte


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O cometa Siding Spring “passou raspando” por Marte neste domingo, em um encontro raro, que acontece apenas uma vez a cada um milhão de anos. Descoberto pelos cientistas em janeiro de 2013, o corpo celeste também conhecido como C/2013 A1 ficou a uma distância de 139.500 quilômetros do planeta vermelho – menos da metade da distância entre a Terra e a Lua. Além disso, a aproximação é dez vezes menor do que a de qualquer cometa já identificado que tenha passado pela Terra.
Astrônomos celebraram a passagem do cometa como uma chance única de estudar a sua influência na atmosfera marciana. “É uma ótima oportunidade de aprendizado”, comemorou Nick Schneider, da missão da sonda Maven em Marte. Segundo o pesquisador Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos, a passagem do Siding Spring pode ajudar a testar a hipótese de que material orgânico, ingrediente básico para o surgimento da vida, tenha surgido em regiões muito afastadas do Sistema Solar e chegado à Terra na carona de cometas e asteroides.
O cometa foi descoberto por Robert McNaught no observatório australiano Siding Spring e acredita-se que ele tenha se originado bilhões de anos atrás, na Nuvem de Oort, uma região distante do espaço de onde partem cometas que “permanecem inalterados desde os primeiros dias do Sistema Solar”, segundo a Nasa. O cometa viajou mais de 1 milhão de anos para fazer esta primeira parada em Marte, e só irá retornar dentro de outro milhão de anos, assim que completar uma volta ao redor do Sol.

10.710 – O Paraíso é Aqui – Taylor Glacier Blood Falls, as cataratas de sangue


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É verdade que a Antárctica não é geralmente o primeiro lugar que vem à nossa mente quando o assunto é “lugares paradisíacos que eu gostaria de conhecer”. Mas as paisagens de lá podem ser lindas a ponto de nos surpreender. Um exemplo marcante dessa singularidade pode ser encontrado no Taylor Glacier, que praticamente expele um fluxo contínuo de água hipersalina rica em ferro para a neve que está ao redor. A geleira foi descoberta em 1911 por um explorador chamado Thomas Griffith Taylor, que supôs que o tom avermelhado era causado por uma forma desconhecida de bactérias.
Pouco tempo depois, os cientistas encontraram a verdadeira razão para a água ser vermelha daquele jeito: uma antiga piscina subterrânea de água salgada, cor de sangue, cerca de 400 metros abaixo da superfície do gelo.
Cerca de cinco milhões de anos atrás, o nível de água ao redor da Antárctica subiu o suficiente para deixar um lago de água salgada na terra previamente seca. Quando o mar recuou, então, ele ficou encalhado no lago, que foi, em seguida, lentamente coberto por uma série de geleiras. Sem oxigênio, o lago ficou quase no mesmo estado exato de quando foi coberto, e tornou-se uma cápsula do tempo com cinco milhões de anos de idade.
Sendo assim, existem micróbios lá embaixo que permaneceram inalterados desde então, e eles os são responsáveis ​​por quebrar depósitos de ferro na água salgada. Uma vez que a água rica em ferro se aperta para passar através de uma fissura e ir para a superfície, entra em contato com o oxigênio pela primeira vez, e o hidróxido de ferro reage instantaneamente, deixando as águas da cachoeira com aspecto de ferrugem e merecendo o apelido de “Cataratas de Sangue”.

10.709 – Planeta Terra – Setembro bateu recordes de temperatura, de acordo com a Nasa


No mês passado, a média de temperatura da Terra alcançou os 14,77° – superando os registros de 2005 como o setembro mais quente da história, na média global. O recorde do setembro mais quente da história segue o agosto mais quente da história – o que, de acordo com especialistas, faz com que 2014 tenha o potencial de ser o ano mais quente já registrado.

E aí, será que outubro também baterá os recordes?

Confira o mapa de temperatura global, divulgado pela Nasa:

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