10.704 – Vai um gelinho aí? Onda de calor atípica faz vendas de ares-condicionados saltarem 323%


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O calor que atinge sobretudo as regiões Sudeste e Centro-Oeste em outubro está fazendo os consumidores adiantarem as compras de ventiladores, ares-condicionados e climatizadores de ar, na tentativa de evitar os problemas de desabastecimento ocorridos no início deste ano.
Nos últimos 15 dias, Casas Bahia e Ponto Frio dobraram as vendas desses produtos. Segundo o site comparador de preços Zoom, em 300 lojas on-line (que respondem por 90% do varejo virtual), a procura por ares-condicionados e ventiladores no Estado de São Paulo em setembro cresceu 323% e 54%, respectivamente, na comparação com o mesmo mês de 2013.
Ir às compras agora, antes do verão, pode garantir ao consumidor preços mais baixos e evitar os problemas observados no começo deste ano, quando a alta procura gerou desabastecimento e falta de modelos no comércio, além de filas para instalação.
Segundo o presidente do departamento nacional de instalação e manutenção da Abrava (associação brasileira de refrigeração), Arnaldo Parra, se as temperaturas continuaram acima dos 30°C, a situação deve piorar.
As empresas do ramo não tiveram um desenvolvimento expressivo para atender [no início do próximo ano] a uma demanda parecida com a de 2014. Mais do que os novos pedidos, vamos ter os aparelhos que precisam de manutenção.
O fato de alguns climatizadores elevarem a umidade do ar justifica o aumento da procura por esse produto.
Dados do Zoom mostram que a demanda pelo item no Estado de São Paulo teve alta de 150% em setembro ante o mesmo mês de 2013.
Nesta semana, a umidade do ar na capital paulista ficou abaixo de 20%, e a cidade decretou estado de alerta.
A falta de chuvas e os cortes no abastecimento em São Paulo também vêm impulsionando as vendas de caixas d’água.
Entre janeiro e setembro, as vendas do fabricante Acqualimp, um dos maiores do país, só não cresceram em junho. O resultado é positivo se levada em conta a desaceleração da construção civil, principal cliente do ramo.
No mês passado, a comercialização de unidades teve alta de 39% sobre agosto.

10.703 – Planeta Água (?) – Escassez ou Abundância?


Iceberg,apenas uma fração está na superfície
Iceberg,apenas uma fração está na superfície

A água é o recurso natural mais abundante do planeta. De maneira quase onipresente, ela está no dia a dia dos 7 bilhões de pessoas que habitam o planeta. Além de matar a sede, a água está nos alimentos, nas roupas, nos carros e nos jornais impressos— se você está lendo a reportagem em seu tablet, saiba também que muita água foi usada na fabricação do aparelho. Mas o recurso mais fundamental para a sobrevivência dos seres humanos enfrenta uma crise de abastecimento. Estima-se que cerca de 40% da população global viva hoje sob a situação de estresse hídrico. Essas pessoas habitam regiões onde a oferta anual é inferior a 1 700 metros cúbicos de água por habitante, limite mínimo considerado seguro pela Organização das Nações Unidas (ONU). Nesse caso, a falta de água é frequente — e, para piorar, a perspectiva para o futuro é de maior escassez. De acordo com estimativas do Instituto Internacional de Pesquisa de Política Alimentar, com sede em Washington, até 2050 um total de 4,8 bilhões de pessoas estará em situação de estresse hídrico. Além de problemas para o consumo humano, esse cenário, caso se confirme, colocará em xeque safras agrícolas e a produção industrial, uma vez que a água e o crescimento econômico caminham juntos. A seca que atingiu os Estados Unidos no último verão — a mais severa e mais longa dos últimos 25 anos — é uma espécie de prévia disso. A falta de chuvas engoliu 0,2 ponto do crescimento da economia americana no segundo trimestre deste ano.
A diminuição da água no mundo é constante e, muitas vezes, silenciosa. Seus ruídos tendem a ser percebidos apenas quando é tarde para agir. Das dez bacias hidrográficas mais densa- mente povoadas do mundo, grupo que compreende os arredores de rios como o indiano Ganges e o chinês Yang-tsé, cinco já são exploradas acima dos níveis considerados sustentáveis. Se nada mudar nas próximas décadas, cerca de 45% de toda a riqueza global será produzida em regiões sujeitas ao estresse hídrico. “Esse cenário terá impacto nas decisões de investimento e nos custos operacionais das empresas, afetando a competitividade das regiões”, afirma um estudo da Veolia, empresa francesa de soluções ambientais.
Em muitos países em desenvolvimento e pobres, a situação é mais dramática. Falta acesso a água potável e saneamento para a esmagadora maioria dos cidadãos. Só o tempo perdido por uma pessoa para conseguir água de mínima qualidade pode chegar a 2 horas por dia em várias partes da África. Pela maior suscetibilidade a doenças, como a diarreia, quem vive nessas condições costuma ser menos produtivo. Essas mazelas já são assustadoras do ponto de vista social, mas elas têm implicações igualmente graves para a economia. Um estudo desenvolvido na escola de negócios Cass Business School, ligada à City University, de Londres, indica que um aumento de 10% no número de pessoas com acesso a água potável nos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) conseguiria elevar o crescimento do PIB per capita do bloco cerca de 1,6% ao ano. “O avanço econômico depende da disponibilidade de níveis elevados de água potável”, aponta Josephine Fodgen, autora da pesquisa.
Mais renda, mais consumo
Desde a década de 90, a extração de água para consumo nos centros urbanos do Brasil aumentou 25%, percentual que é o dobro do avanço do PIB per capita dos brasileiros no mesmo período. Quanto maior é a renda de uma pessoa, mais ela tende a consumir e maior é seu gasto de água. Isso é o que se convencionou chamar de pegada hídrica, a medida da quantidade de água utilizada na fabricação de tudo o que a humanidade consome — de alimentos a roupas. O conceito e os cálculos desenvolvidos na Universidade de Twente, na Holanda, permitem visualizar em números o impacto até mesmo da mudança da dieta dos povos que enriqueceram rapidamente. “Uma enorme quantidade de água é gasta hoje para que o mundo consuma mais carne”, explica Ruth Mathews, diretora executiva da Water Footprint Network, rede de pesquisadores que estudam o tema.

10.702 – Civilizações (?) Antigas – Encontrado método cruel de artilharia em manuscrito medieval da década de 1530


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Barbárie no tempo da barbárie
Estudiosos do manuscrito “Feuer Buech”, um tratado sobre artilharia e máquinas da década de 1530, encontraram nas ilustrações do texto um método cruel para utilizar mascotes como verdadeiras armas de fogo. O texto alemão, que acompanha as imagens, aconselha aos chefes militares o uso de animais pequenos, como gatos e pombos para “incendiar um castelo ou uma cidade que, de outro modo, não poderia ser sitiada”.
As ilustrações, que mostram as mascotes lançadas em direção a um castelo através de mecanismos que se assemelham a cinturões de foguetes, não deixam de assustar os especialistas. O autor do tratado é um mestre artilheiro chamado Franz Helm, de Colônia, que havia lutado em algumas batalhas contra os turcos, no sul da Europa, na época em que surgiu a pólvora, mudando para sempre a concepção das armas de guerra.
As ideias do mestre artilheiro não se esgotam com o uso de gatos. Através das ilustrações feitas por vários pintores, é possível observar imagens de armas estranhas e horríveis, desde bombas de estilhaços a mísseis explosivos. Um dos fragmentos do tratado oferece uma receita exata para utilizar equipamentos incendiários com base em animais: “Costure um bolso que tenha a forma de uma flecha de fogo. Se você deseja atacar uma cidade ou um castelo, deve pegar um gato no local. Amarre bem o bolso nas costas do gato e depois solte o animal, que será jogado em direção ao castelo ou à cidade e lá se esconderá assustado em um palheiro, incendiando-o”.
Vale destacar que, até o momento, não existem evidências de que algumas vez tenha sido implementado um mecanismo similar na história das guerras mundiais.

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