10.698 – Oftalmologia – Células-tronco embrionárias para tratar perda de visão


oftalmologia

Pacientes com doenças graves nos olhos que receberam um transplante de células-tronco embrionárias para recuperar parte da visão toleraram bem o tratamento e não apresentaram efeitos adversos graves. É o que mostra um estudo publicado nesta recentemente na revista médica The Lancet. A pesquisa também sugere que a técnica é eficaz, uma vez que a maioria dos participantes relataram melhoras na visão.
Esses resultados fazem parte da segunda etapa da pesquisa. A primeira foi realizada para averiguar se o tratamento pode provocar efeitos adversos graves, como tumores. A nova fase foi conduzida com o objetivo de verificar se a técnica é segura a longo prazo e se o sistema imunológico do paciente rejeitaria o transplante, algo que preocupava os pesquisadores. As conclusões indicaram, pela primeira vez, que o tratamento não surte efeitos adversos mais sérios no paciente nos três anos seguintes ao transplante.
“As células-tronco embrionárias têm o potencial de se transformar em qualquer tipo de célula do corpo, mas o transplante delas era complicado pelo risco de problemas como rejeição do sistema imunológico”
A pesquisa foi feita com 18 adultos americanos que tinham dois tipos de degeneração macular – a degeneração relacionada à idade e a distrofia macular Stargardt, principais causas de perda de visão entre idosos e adolescentes, respectivamente. Não há tratamentos eficazes para essas doenças atualmente. Os pacientes receberam, no olho mais afetado pela doença, injeções contendo entre 50 000 e 150 000 células de pigmento do epitélio retinal (RPE) derivadas de células-tronco embrionárias para substituir as células danificadas.
Embora essa etapa da pesquisa não tenha sido feita para avaliar a eficácia da técnica, os pesquisadores observaram que a visão de 10 entre os 18 pacientes melhorou após o transplante. “Essas pessoas relataram melhora significativa na visão geral e periférica, assim como na capacidade de enxergar objetos de perto e de longe”, diz Robert Lanza.
Para que a eficácia do tratamento seja comprovada, os cientistas precisam realizar uma pesquisa de maior escala. A equipe planeja envolver mais de 100 pessoas com cada uma dessas duas doenças no próximo estudo.

10.697 – Atmosfera da Terra – Plantas captam mais gás carbônico do que se imaginava


O conjunto de todos os ecossistemas
O conjunto de todos os ecossistemas

As plantas absorvem 16% mais gás carbônico do que se imaginava, ajudando de maneira ainda melhor na diminuição de poluentes na atmosfera. Um estudo, publicado nesta segunda-feira no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), com novos cálculos mostrando como se dá o ciclo do CO2 nas folhas, mostra que durante dois séculos os cientistas subestimaram a capacidade das plantas em captar a substância.
Analisando a lenta dispersão do carbono nos tecidos vegetais das plantas, os pesquisadores concluíram que mais gás é usado pelas plantas do que os modelos anteriores previam. Entre 1901 e 2010, as plantas captaram não 915 bilhões de toneladas de CO2, mas 1.057 bilhões de toneladas, um aumento de 16%. Isso explicaria por que as contas entre a quantidade de dióxido de carbono emitido pelos continentes e o volume presente na atmosfera costumam ser tão diferentes, mesmo descontada a absorção das plantas — os cientistas subestimavam sua capacidade de “puxar” os poluentes do ar.
Cerca de metade do CO2 produzido é absorvido pelos oceanos ou vegetais e, por isso, é importante estimar corretamente as taxas de captação de cada organismo. “Essa descoberta mostra que a biosfera terrestre contemporânea tem menos CO2 do que imaginávamos”, afirmam os pesquisadores no estudo.

10.696 – Mega Byte – Novo Android se chama Lollipop; versão prolonga bateria em até 90min


lolipop

Junto com o seu celular Nexus 6, que com suas seis polegadas de tela é quase uma versão maior do novo Moto X, o Google anunciou que a versão 5.0 do sistema Android se chama Lollipop (“pirulito”) e que será estreada “nas próximas semanas”.
Até agora, ela vinha sendo chamada de “Android L”, e a empresa vinha fazendo mistério sobre o título.
A ideia dessa edição do software é a mesma do projeto Android One, lançado na Índia a fim de “tornar disponíveis ótimos smartphones para os bilhões de pessoas que não estão ainda on-line”, segundo comunicado assinado pelo vice-presidente da divisão responsável pelo sistema na companhia, Sundar Pichai.
Com as melhorias, que incluem o chamado design Material a fim de integrar todo tipo de aparelho que usa Android, o Lollipop pode aumentar a duração da bateria de um smartphone em até 90 minutos, dependendo do modelo, em comparação com versões anteriores.
Pichai não especificou qual aparelho se beneficia de tamanho incremento, nem se todo modelo tem a vida de bateria prolongada com a atualização.
A última versão do Android disponível é a 4.4 KitKat.
A atualização de cada aparelho depende da fabricante do celular (os da linha Nexus, desenvolvida pelo Google, receberão a edição primeiro).

10.695 – Ciências Biológicas – Conceitos de Biodiversidade


biodiver

De todas as espécies atualmente conhecidas, a maioria é formada por insetos. Eles representam cerca de 50% de todas as espécies conhecidas. Depois vêm os outros animais, fungos, vegetais, protozoários e bactérias. Os vírus, apesar da polêmica vista em capítulos anteriores, também entram nessa contagem.
Plantas e insetos: uma vida comum
Existirem mais insetos e plantas não é mera coincidência, pois estes interagem de várias formas, dependendo uns dos outros. O que é chamado em Biologia de co-evolução. O grande grupo de insetos depende das plantas para se alimentar. Eles consomem as suas folhas, frutos, flores, caule ou raízes. Usam as plantas como abrigo ou habitat. Uma considerável parcela de espécies de plantas dependem dos insetos para carregarem o seu pólen de uma flor a outra, auxiliando na reprodução. Outras dependem dos pássaros. Também dependem que alguns besouros decomponham tecidos mortos, o que torna os minerais novamente disponíveis no solo, que por sua vez são reabsorvidos pelas plantas. O desaparecimento de insetos da Terra pode provocar um caos, provavelmente, as plantas que produzem flores também desapareceriam na sequência. A mesma situação ocorreria com muitos anfíbios, répteis, aves e mamíferos, cuja alimentação depende direta ou indiretamente dos insetos. Poucas espécies sobreviveriam.
5 ou 100 Milhões?
1.400.000 é o número conhecido, imagine o desconhecido.
Quase nada se conhece por exemplo de fungos, bactérias e protozoários, que são grupos de seres vivos pouco estudados.
Mesmo entre animais e vegetais, o que se conhece é muito pouco. O número de espécies estimado pela biologia varia muito, mas todos concordam que há muito a descobrir.
A biodiversidade varia com as diferentes regiões ecológicas, sendo maior nas regiões tropicais do que nos climas temperados.
Refere-se, portanto, à variedade de vida no planeta Terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna, de fungos macroscópicos e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, habitats e ecossistemas formados pelos organismos.
A espécie humana depende da biodiversidade para a sua sobrevivência.
Não há uma definição consensual de biodiversidade. Uma definição é: “medida da diversidade relativa entre organismos presentes em diferentes ecossistemas”. Esta definição inclui diversidade dentro da espécie, entre espécies e diversidade comparativa entre ecossistemas.
Outra definição, mais desafiante, é “totalidade dos genes, espécies e ecossistemas de uma região”. Esta definição unifica os três níveis tradicionais de diversidade entre seres vivos:
diversidade genética – diversidade dos genes em uma espécie.
diversidade de espécies – diversidade entre espécies.
diversidade de ecossistemas – diversidade em um nível mais alto de organização, incluindo todos os níveis de variação desde o genético.
Para os biólogos geneticistas, a biodiversidade é a diversidade de genes e organismos. Eles estudam processos como mutação, troca de genes e a dinâmica do genoma, que ocorrem ao nível do DNA e constituem, talvez, a evolução.
Para os biólogos zoólogos ou botânicos, a biodiversidade não é só apenas a diversidade de populações de organismos e espécies, mas também a forma como estes organismos funcionam. Organismos surgem e desaparecem. Locais são colonizados por organismos da mesma espécie ou de outra. Algumas espécies desenvolvem organização social ou outras adaptações com vantagem evolutiva. As estratégias de reprodução dos organismos dependem do ambiente.
Para os ecólogos, a biodiversidade é também a diversidade de interações duradouras entre espécies. Isto se aplica também ao biótipo, seu ambiente imediato, e à ecorregião em que os organismos vivem. Em cada ecossistema os organismos são parte de um todo, interagem uns com os outros mas também com o ar, a água e o solo que a cultura humana tem sido determinada pela biodiversidade, e ao mesmo tempo as comunidades humanas têm dado forma à diversidade da natureza nos níveis genético, das espécies e ecológico.
Um “ponto crítico” (hot spot) de biodiversidade é um local com muitas espécies endêmicas. Ocorrem geralmente em áreas de impacto humano crescente. A maioria deles está localizada nos trópicos
Alguns deles:
O Brasil tem 1/5 da biodiversidade mundial, com 50 000 espécies de plantas, 5000 de vertebrados, 10-15 milhões de insectos, milhões de microorganismos.
A Índia apresenta 8% das espécies descritas, com 47 000 espécies de plantas e 81 000 de animais.

10.694 – Dermatologia – O Rosácea


rosacea

É uma doença inflamatória crônica da pele. A afecção se manifesta principalmente no centro da face, mas pode expandir-se pelas bochechas, nariz, testa e queixo e afeta mais os adultos entre 30 e 50 anos. Embora as mulheres sejam mais suscetíveis, os homens desenvolvem as formas mais graves da enfermidade.
Causas
Provavelmente, diversos fatores estão envolvidos no aparecimento da rosácea. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, os mais importantes são: predisposição genética, alterações emocionais e hormonais, mudanças bruscas de temperatura, exposição solar, uso de bebidas alcoólicas, medicamentos vasodilatadores ou fotossensibilizantes, ingestão de alimentos muito quentes.

Os sintomas variam de acordo com o grau de evolução da doença.
A primeira manifestação é chamada de pré-rosácea. Sua principal característica é a tendência à ruborização fácil e passageira. O quadro evolui progressivamente para uma vermelhidão (eritema) no centro da face, que não regride e está associada a crises de calor e ardência. Nessas áreas vermelhas, ocorre um aumento de vasos sanguíneos semelhantes a teias de aranha (telangiectasias) e de pápulas ou pústulas. Essas lesões inflamatórias se diferenciam das provocadas pela acne, porque não apresentam pontos pretos.
Em 50% dos casos, pode surgir uma lesão nos olhos denominada rosácea ocular, com sintomas semelhantes aos da conjuntivite e danos na córnea.
Nas formas mais graves, a pele fica mais espessa e aparecem nódulos inflamatórios que aumentam o tamanho do nariz, deixando-o com aspecto disforme e bulboso. Esses sintomas caracterizam a rinofima, uma complicação que afeta mais os homens.
Rosácea é uma desordem crônica da pele para a qual ainda não se conhece a cura definitiva. O tratamento é indicado de acordo com o grau de evolução do caso com o objetivo de deter ou, quando possível, reverter o quadro.
O tratamento pode ser tópico (local), ou sistêmico (com antibióticos por via oral), ou cirúrgico utilizando laser, a eletrocirurgia e a dermoabrasão. O fundamental, porém, é evitar os fatores de risco que favorecem a manifestação da rosácea.

Recomendações

* Não se automedique. Procure um dermatologista tão logo note alterações na pele do rosto, como vermelhidão e inchaço;

* Evite a exposição ao sol e as mudanças bruscas de temperatura;

* Procure relacionar os alimentos que ingeriu e o uso de cosméticos ou de produtos à base de corticoesteroides com os episódios de rosácea;

* Use sempre protetor solar;

* Não tome banho nem lave o rosto com água muito quente.

10.693 – Neurociência – Quando o cérebro morre?


Ninguém quer vir pra cá, mas não tem jeito, é inexorável
Ninguém quer vir pra cá, mas não tem jeito, é inexorável

Quatro anos de estudos em 15 hospitais em três países diferentes com mais de dois mil pacientes que tiveram enfarto do miocárdio permitiram pesquisadores da Universidade Estadual de Nova York compilassem o mais completo dossiê sobre o que acontece com a mente no momento da morte e nos minutos seguintes.
Batizado de AWARE, o estudo tem como objetivo detectar quais os limites da consciência e da conexão entre o corpo e a mente. Foram entrevistados e tiveram as experiências analisadas vítimas de ataques cardíacos porque os cientistas acreditam que esse tipo de experiência pode redefinir o significado de morrer, já que se os orgãos da vítima param de funcionar, ela será considerada tecnicamente morta, mas se eles se recuperarem, podem ter uma perspectiva exclusiva sobre a experiência de quase morrer.
A primeira parte do estudo foi publicada em um diário científico recentemente. Nenhum dos pacientes entrevistados mostrou sinais clínicos de consciência enquanto recebiam a massagem cardíaca, mas 39% disse se lembrar de detalhes do momento e os relatos descreveram sensações de medo, violência e um sentimento de perseguição, para a maioria deles. No entanto, também foram relatados sentimentos agradáveis envolvendo família, animais, plantas e uma luz brilhante 22% deles disseram sentir paz ou tranquilidade, pouco mais de 9% sentiu alegria, 7% se sentiu envolvido por uma luz brilhante, 8% disse ter encontrado algum tipo de ser místico e 13% teve sensações de descolamento do corpo.
Um dos pacientes, que relatou ter memórias vívidas do período em que ficou inconsciente, descreveu com precisão a cena do hospital, com máquinas apitando, médicos, desfibrilador. O estudo calcula que esse paciente ficou cerca de 3 minutos consciente depois que seu coração parou de bater, embora a média seja de 20 a 30 segundos.
A conclusão: os pesquisadores acreditam que precisamos de uma definição menos estática e mais maleável do que é a morte, já que ela pode ser um processo reversível, não um momento específico, como alguns dos casos estudados mostraram. Uma vítima de enfarto recuperada teve um enfarto, mas uma vítima de enfarto não recuperada é considerada morta. Essa intersecção entre os dois tipos de pacientes, cujos corações pararam igualmente de funcionar por algum período de tempo, é exatamente o que poderíamos começar a considerar ‘morte’.
O estudo enfrenta ceticismo por parte de outros médicos e cientistas – há, no meio científico, uma corrente que acredita que experiências de consciência nesse momento da quase morte sejam apenas alucinações e não possam ser registradas como lapsos da mente fazendo contato com a realidade, mas simulações do cérebro para que a vítima possa lidar melhor com uma situação de stress.

10.692 – Facebook – Mural da autocensura


face auto

Em época de eleições, ameaças de limpeza de amigos e seguidores são comuns nas redes sociais (“quem disser que vai votar em fulana é unfollow”). E quem nunca se arrependeu de ter entrado em um bate-boca no Facebook? Discutir política pode ser desgastante, e é compreensível que muita gente simplesmente prefira não dizer nada. Há uma teoria da ciência da política e da comunicação para isso: a “espiral do silêncio”, ou a tendência a ficar quieto por medo de isolamento quando você sente que as pessoas à sua volta não compartilham da sua opinião.
Durante as eleições de 1965 na Alemanha, a cientista política Elisabeth Noelle-Neumann observou que, apesar de os maiores partidos estarem empatados nas pesquisas de opinião, apenas o partido democrata cristão expressava suas convicções com entusiasmo. Consequentemente, aqueles que se opunham ao partido mais “popular” falavam menos sobre o assunto. Os indecisos acabaram se inclinando ao partido que eles entenderam como preferido — e adivinha quem saiu vencedor?
Algumas décadas depois, a internet ganhou um peso significativo nas eleições e hoje as redes sociais teoricamente oferecem oportunidades infinitas de mobilização. Da Primavera Árabe ao desafio do balde de gelo, ativistas usam a web para causar um impacto real na política. Se ditadores foram derrubados depois de protestos convocados no Facebook, imagine o que mais as redes poderiam fazer pela democracia, certo? Bem, mais ou menos. Uma pesquisa feita pelo centro norte-americano Pew Research e divulgada em agosto concluiu que, apesar de diminuir distâncias e engajar cidadãos, as redes não são capazes de promover o debate entre pessoas com opiniões opostas.
Os pesquisadores perguntaram a 1.801 americanos como eles preferiam discutir a revelação de dados confidenciais sobre a vigilância do governo americano por parte de Edward Snowden. O resultado: 86% achavam melhor discutir o caso pessoalmente, e apenas 42% dos usuários de Facebook e Twitter postariam algo sobre o assunto nas redes sociais. E os dois grupos reconheceram que estariam mais dispostos a compartilhar sua opinião se soubessem que os amigos concordariam com eles. Os pesquisadores concluíram, então, que as redes sociais na verdade não oferecem uma plataforma alternativa de discussão.

10.691 – Escultura inspirada em árvore africana produz água potável para comunidades carentes


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A Warka é uma frondosa figueira, nativa da Etiópia. Tradicionalmente conhecida como símbolo de fertilidade e generosidade, a árvore também se tornou local de encontro para moradores de muitos vilarejos africanos.
Inspirado pela forma exuberante da Warka, o artista italiano Arturo Vittori criou uma imensa estrutura que produz água através da condensação do vapor. A WarkaWater Tower é feita com hastes de bambu e junco entrelaçadas, que formam a base da torre. No interior, uma malha de plástico de fibras de nylon e polipropileno funciona como microtúneis ou poros para a condensação.
A medida que as gotas de água se formam, elas fluem através da malha e se depositam no recipiente na base da torre. A WarkaWater Tower consegue fornecer quase 100 litros de água potável por dia.
A ideia de Vittori é que pelo menos duas torres sejam instaladas em vilarejos da Etiópia em 2015. Segundo estudo das Nações Unidas, o país é o que tem a menor disponibilidade de água no mundo e a de pior qualidade.
Geralmente são as mulheres, que caminham longas distâncias e muitas horas, para conseguir água para o consumo da família. Crianças também participam destas viagens diárias – difíceis e perigosas. Muitas vezes a água encontrada é contaminada e insalubre.
O artista italiano acredita que as torres possam ser feitas pelas próprias comunidades, com material disponível localmente, tornando este um projeto sustentável e de longo prazo. A WarkaWater Tower leva em média uma semana para ser construída por um grupo de quatro pessoas.

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10.690 – Estudo científico encontra primeira prova de que existe vida depois da morte


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O ser humano é dotado de uma inteligência que lhe permitiu grandes progressos ao longo de sua história, mas também lhe deu a consciência de sua própria mortalidade – seu fim inexorável, aonde suas invenções e avanços não podem chegar. Pelo menos, foi nisso em que se acreditou até o momento. No entanto, um ambicioso estudo científico realizado por pesquisadores da Universidade de Southampton encontrou a primeira prova de que existe vida depois da morte. Essa descoberta, que fala sobre um suposto estado de consciência, após cessarem as funções do cérebro, pode começar a mudar todas as certezas que tínhamos sobre a misteriosa passagem da vida para a morte.
A pesquisa foi baseada em dois mil casos de pessoas que sofreram paradas cardíacas, e observou que 40% dos que sobreviveram relataram ter experimentado alguma consciência entre o momento de sua morte clínica e o reinício do funcionamento do coração. Um dos testemunhos mais impactantes foi o de um homem de 57 anos, que descreveu ter visto os médicos que o reanimavam de fora do seu corpo – e certos detalhes do depoimento foram confirmados pelos profissionais que o atenderam enquanto ele estava clinicamente morto. Neste e em muitos outros casos ocorreu o fato surpreendente de a consciência ter se mantido por, no mínimo, três minutos depois de o coração parar, enquanto o cérebro costuma morrer após 20 ou 30 segundos.
O diretor de pesquisa, Sam Parnia, explicou que muitas outras pessoas podem ter sido testemunhas diretas desse fato, porém, por mais estranho que pareça, o teriam atribuído a uma ilusão. Esse estudo abre caminho para futuras investigações, que poderão dar novas revelações sobre a transição da vida para a morte.

10.689 – Lugares Misteriosos – Um frigorífico de dar calafrios


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Fundado em 1867, Armour & Company já foi um dos maiores frigoríficos dos Estado Unidos. A empresa entrou em declínio no final do século 20, e deixou várias fábricas abandonadas por todo o país. Uma delas é um prédio de tijolos em Fort Worth, Texas, devastado por incêndios em 1970. Houve uma tentativa de demoli-lo, mas a estrutura de aço do prédio era tão forte que foi mais barato apenas deixar o resto dele como estava. Hoje, se parece com uma prisão. Torres de vigia foram adicionadas à planta em 2007 para imitar um cárcere sul-americano para o seriado Prison Break. As palavras “Penitenciaría Federal de Sona” ainda podem ser vistas acima de uma das portas do antigo edifício.
Outra planta industrial frigorífica em Navassa, na Carolina do Norte, que ficou aberta apenas por alguns anos, não foi usada para gravar nada, mas poderia ser um estúdio para um filme pós-apocalíptico. Há rumores de que, na década de 1920, o proprietário da fábrica foi encontrado enforcado no meio do prédio. A fama do local de “assombrado” piorou quando várias pessoas se suicidaram lá na década de 1980, consolidando sua presença sobrenatural no folclore americano.
Por fim, a planta industrial frigorífica abandonada mais famosa dos EUA provavelmente fica em East St. Louis, Illinois. Fechada desde 1959 e localizada não muito longe do centro da cidade, é preenchida com máquinas antigas. A fábrica, que um dia empregou cerca de 5.000 pessoas, tornou-se um foco de tensão racial devido a sua força de trabalho segregada. Hoje, é considerada um local fascinante pelos amantes de história.