10.683 – China veda cidade de 30 mil habitantes após morte por peste bubônica


peste-bubonica-838x558

A cidade chinesa de Yumen, na província noroeste de Gansu, foi fechada e 151 pessoas colocadas em quarentena depois que um homem morreu de peste bubônica. Isso, aquela mesma que você cansou de ler a respeito nos livros do colégio, da bactéria transmitida por ratos e responsável por algumas das piores pragas da história humana.
A rede China Central Television relatou que as 30 mil pessoas de Yumen não estão autorizadas a deixar o local e a polícia instalou bloqueios no perímetro da cidade para orientar motoristas a buscarem rotas alternativas. O jornal China Daily diz que quatro setores de quarentena foram criados na cidade.
Ainda de acordo com a CCTV, a cidade tem arroz, farinha e óleo suficiente para abastecer todos os seus residentes por até um mês. Os moradores locais e aqueles em quarentena estão em condição estável. Felizmente, não houve mais casos de peste relatados.
A peste bubônica é uma infecção bacteriana conhecida pelos eventos da Praga de Justiniano e da Peste Negra. Esta última matou dezenas de milhões de pessoas na Europa do século XIV. A responsável pela tragédia foi Yersinia pestis, uma bactéria que pode infectar humanos e outros animais.
Ainda mais assustador é o fato de um estudo ter sido publicado no início deste ano na revista “Lancet” afirmando que a devastação da peste negra poderia acontecer de novo. “Se a Praga de Justiniano pôde entrar em erupção na população humana, causar uma pandemia em massa e depois desaparecer, isso sugere que poderia acontecer de novo”, observou um dos pesquisadores. “Felizmente, agora temos antibióticos que poderiam ser usados ​​para tratar eficazmente a peste, o que diminui as chances de uma nova pandemia humana em grande escala”.
e fato, o Centro para Controle de Doenças dos EUA afirma que antibióticos modernos são eficazes no tratamento de praga, mas que, sem o tratamento imediato, a doença pode se agravar seriamente, levando até à morte. Inclusive, o sudoeste dos Estado Unidos ainda registra aparições da doença, que ocasionalmente acabam em morte. Mesmo assim, nenhuma quarentena foi decretada.
Claramente, os chineses não querem correr nenhum risco.