10.688 – Mega Byte – Google construirá cabo de fibra óptica que liga o Brasil aos EUA


fibra optica

O Google iniciou um investimento que, segundo a empresa, deve alavancar a infraestrutura de internet na América Latina. A companhia de buscas anunciou a construção de um cabo submarino de fibra óptica que unirá as cidades de Santos e Fortaleza a Boca Ratón, na Flórida.
O cabo terá 10 mil quilômetros de extensão e o sistema será administrado por um consórcio multinacional de empresas de tecnologia e telecomunicação, entre as quais estão Algar Telecom (Brasil), Antel (Uruguai), Angola Cables e o próprio Google.
“À medida em que mais pessoas entram na rede, aumenta a necessidade de adicionar capacidade à infraestrutura que mantém a internet funcionando, para que todos possam ter uma experiência online rápida, segura e útil”.
Segundo a companhia, este é o primeiro investimento do tipo na América Latina, que deve ficar na casa das dezenas de milhões de dólares. O valor concreto, no entanto, não é revelado.

10.687 – Astronomia – Eclipse lunar (Lua de Sangue) foi visível na Ásia, Oceania e nas Américas


Fases do Eclipse
Fases do Eclipse

Quando é totalmente coberta pela sombra terrestre, a Lua ganha uma coloração avermelhada, e, por isso, ás vezes é chamada de “Lua de Sangue”.
O fenômeno ocorre pelo menos duas vezes por ano, sendo visível em sua maior magnitude em apenas algumas regiões do planeta.
Lua de Sangue aparece pela última vez em 2014 nesta quarta 14/14/2014
ua de Sangue está de volta esta semana e poderá ser vista a olho nu em alguns países da América do Norte e Latina. Pela segunda vez neste ano (e última), o fenômeno poderá ser observado logo cedo desta quarta-feira, no chamado eclipse total.
No Brasil, por volta das 6 horas da manhã deste dia 8, as pessoas na região Norte e em parte do Mato Grosso do Sul poderão assistir ao fenômeno a olho nu. “Ao contrário dos eclipses solares, os lunares podem ser vistos sem proteção nos olhos”, explica o físico André Luís Parreira.
Para o físico, o fenômeno desta quarta-feira poderá ser uma verdadeira ‘Lua de Sangue’, com o satélite bastante avermelhado no ponto máximo do eclipse. “Pode se pensar que a Lua, que estará na sombra da Terra, ficará escura ou invisível. Mas isso não acontece porque a luz solar, em interação com a atmosfera, que se comporta como uma ‘lente’, se espalhará e os tons mais avermelhados se desviarão e atingirão a Lua”.
André lembra que as características da atmosfera, no momento em que ocorre o eclipse, interferem na intensidade do tom avermelhado que a Lua poderá atingir.
É o segundo fenômeno desse tipo em 2014, o primeiro foi em abril. Em 2015, serão mais dois eclipses lunares, completando a chamada “Tétrade”. “Existem poucos registros recentes desse acontecimento, o último foi em 2004, e só teremos mais duas Tétrades até o fim do século”, conta o professor Parreira.
O fenômeno volta a acontecer nos dias 4 de abril e 28 de setembro de 2015.
O eclipse desta quarta-feira começará a fase parcial quando a lua entrar na “sombra” da Terra (também chamada de sombra umbra). Isso acontecerá por volta das 5h15 EDT (6h15 em Brasília). Depois, a sombra umbral percorre a superfície da Lua, da esquerda para a direita. Às 7h25, no horário de Brasília, o eclipse é total e a lua fica totalmente à sombra e aparece avermelhada.
O eclipse acontece quando um corpo no espaço provoca o escurecimento (ou sombra) em outro. “De forma muito simples, podemos pensar que a Lua, em determinadas ocasiões, pode se colocar entre o Sol e Terra. Ela impedirá a visão completa do Sol e, assim, teremos também um escurecimento de nosso dia – esse é o Eclipse Solar”, explica André, que ressalta ainda a existência dos eclipses lunares.
“A Terra pode fazer sombra na Lua. Como a Lua é visível por receber luz do Sol, quando a Terra encontra-se entre o Sol e a Lua, a iluminação da Lua fica reduzida, provocando efeitos bonitos, como sombras ou até mudança de cor”.

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Por que vermelho?
Povos na China diziam que a Lua ficava ‘manchada de sangue’. Na verdade, a coloração vermelha pode acontecer no ponto máximo de qualquer eclipse lunar. “A atmosfera da Terra é muito fina (uma camada de 150 km), e quando a luz do sol passa por esta crosta, ela incide uma cor que mostra o quanto de sujeira há naquele momento”, explica o astrônomo e diretor do Observatório Astronômico do Departamento de Astronomia da UFRGS, Claudio Miguel de Bevilacqua.
O ciclo de Tétrade começou em 15 de abril e terminará apenas em 28 de setembro do próximo ano.
A sequência de eclipses totais foi presenciada em outros momentos da História, entre eles: na Idade Média, em 1493, quando os judeus foram expulsos pela Inquisição Católica na Espanha; a segunda, em 1949, quando o Estado de Israel foi estabelecido na Palestina, e a terceira em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias entre Árabes e Israelenses.

Alimentando mitos
Para o fundador da Igreja Cornerstone do Texas, John Hagee, a sequência de eclipses pode significar “o começo do fim do mundo”. Para o religioso, as “Quatro Luas de Sangue” são um presságio do Dia do Juízo Final, o retorno de Cristo à Terra. O fenômeno é citado em uma passagem bíblica do Livro de Joel, no Antigo Testamento, que diz: “O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor” (Joel 2:31).
A Igreja Cornestone está se organizando para a passagem da tétrade (como é chamada a sequência de quatro eclipses) há alguns anos e, entre os preparos, está o livro escrito por Hagee chamado “Blood Moons: Something is About to Change” (em tradução livre: Luas de sangue: Algo está prestes a mudar). O livro, de 2013, não tem edição no Brasil, e explicaria tais profecias.

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10.686 – Poluição Ambiental – Cidade chinesa entra em alerta laranja, contra ar irrespirável


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Pela primeira vez neste ano a qualidade do ar atingiu “níveis perigosos” por 50 horas seguidas. É o período mais longo em que este fenômeno acontece. A visibilidade é de 500 metros.
Imagens de satélite mostram que uma espessa nuvem de poluição veio de áreas do sul da capital chinesa, incluindo a parte sul da província de Hebei, onde se concentram siderúrgicas e outras indústrias pesadas. E as condições do tempo estão exacerbando o problema.
A Organização Mundial de Saúde estabeleceu um limite de PM2.5 (a chamada matéria fina particulada, que penetra mais fundo nos pulmões) de 25 microgramas por metro cúbico em um período de 24 horas. Depois de 50 horas seguidas, verificadas ontem, a conta passou de 250 microgramas.
Com o alerta de poluição passando do amarelo para o laranja, as fábricas mais sujas foram obrigadas a cortar 30% de suas emissões. A nuvem cobriu outras cidades próximas – principalmente nas províncias de Hebei e Xangai, incluindo Xingtai , Shijiazhuang , Dingzhou e Yangquan, e dezoito estradas da região tiveram de ser fechadas, de acordo com a Administração Metereológica da China.
Beijing se encontra sob enorme pressão para enfrentar o problema. Além do aumento dos protestos públicos, a cidade irá hospedar em duas semanas a conferência de cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico.
Grupos ambientais criticaram as autoridades chinesas por não usarem um alerta vermelho, o mais alto, para proteger as crianças vulneráveis à poluição. Ela deverá continuar até amanhã, quando será dispersada por uma frente fria, informa o South China Morning Post.

10.685 – Lugares Misteriosos – Túneis secretos ingleses


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A Inglaterra não tem uma segunda cidade oficial, mas Manchester e Birmingham são as candidatas mais comumente sugeridas. Talvez seja por isso que cada uma delas é lar de quilômetros de túneis subterrâneos construídos durante a Guerra Fria. Eles são muito literalmente um vislumbre do apocalipse, já que é exatamente para isso que foram construídos – para resistir a pior das tragédias. Os bunkers sob Manchester foram erguidos por trabalhadores poloneses que não sabiam falar Inglês, para que eles não fossem capazes de contar a ninguém o que estavam fazendo. Eles já abrigaram alimentos enlatados projetados para manter ingleses importantes vivos em caso de um ataque. Em Birmingham, muitas das entradas para o sistema de túneis permanecem secretas (pode-se dizer que, em vez de pós-apocalípticos, esses túneis são pré-apocalípticos).

10.684 – Parapsicologia – O maior estudo já feito sobre pacientes ressuscitados indica consciência após a morte


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A ideia de que a consciência pode continuar após o seu coração parar de bater e seu cérebro parar de funcionar é bem ousada e, naturalmente, enfrenta muito ceticismo. Porém, quanto mais os cientistas estudam o suposto fenômeno, mais certas tendências são reforçadas, dando-nos um vislumbre do que realmente pode ocorrer quando morremos.
Uma equipe de cientistas da Universidade de Southampton, no Reino Unido, acaba de concluir um estudo de quatro anos com 2.060 pessoas que sofreram paradas cardíacas em 15 hospitais no Reino Unido, EUA e Áustria. Tendo conduzido entrevistas sobre suas memórias do acontecimento com cada uma das 330 pessoas que sobreviveram, os pesquisadores descobriram que 40% delas se sentiram “conscientes” no período de tempo em que foram declaradas clinicamente mortas. A equipe médica nos hospitais conseguiu reiniciar com sucesso os seus corações para que eles pudessem viver para contar a história.
Dos entrevistados, 46% experimentaram uma ampla gama de lembranças mentais que eram incompatíveis com o que consideramos ser verdadeiras experiências de quase morte (EQMs), incluindo sentimentos de medo e de perseguição. Apenas 9% tiveram experiências compatíveis com as EQMs e escassos 2% apresentaram plena consciência compatível com experiência fora do corpo, com lembrança explícita de ver e ouvir eventos.
Mas estes 2% são muito interessantes.
Um homem que participou do estudo descreveu a sensação de que estava assistindo o seu tratamento sob o ponto de vista do canto da sala, enquanto uma mulher conseguir recontar exatamente as ações da equipe de enfermagem, que a ressuscitou após um período de três minutos. Ela conseguiu descrever com muita precisão o som das máquinas que rodeavam seu corpo “morto”.
“Sabemos que o cérebro não pode funcionar quando o coração para de bater, mas neste caso a consciência parece ter continuado por até três minutos enquanto o coração não estava batendo, mesmo que o cérebro normalmente pare de funcionar dentro 20 a 30 segundos depois de o coração ter parado”, conta Sam Parnia, líder do estudo e ex-professor assistente de medicina na Universidade de Southampton, agora sediado na Universidade Estadual de Nova York, nos EUA.
“O homem descreveu tudo o que aconteceu na sala, mas o mais importante é que ele ouviu dois bips de uma máquina que faz um barulho de três em três minutos. Assim, pudemos determinar quanto tempo a experiência durou. Ele parecia muito credível e tudo o que ele disse que tinha acontecido com ele realmente aconteceu”, disse Parnia.
Embora nem todas as pessoas que sobreviveram à provação lembrem ao certo de algum tipo de experiência com a morte clínica – talvez porque a medicação que lhes foi dada alterou a sua função cerebral -, certas tendências emergiram dos que se lembram. Um em cada cinco relataram sentir-se tranquilos e um terço disse que sentiu tempo o acelerar ou desacelerar. Alguns descreveram luzes brilhantes, outros descreveram sentir-se desligados de seus corpos. Alguns sentiram medo de que estivessem afogando.
“As estimativas sugerem que milhões de pessoas tiveram experiências vívidas em relação à morte, mas as evidências científicas são ambíguas na melhor das hipóteses”, explica Parnia. “Muitas pessoas deduziram que eram alucinações ou ilusões, mas parecem corresponder a eventos reais. Essas experiências merecem uma investigação mais aprofundada”.
Dentre as conclusões do pesquisador, uma delas é que os termos “experiência de quase morte” ou “experiência fora do corpo” podem não ser suficientes para descrever a experiência real da morte. Além disso, estudos futuros devem se concentrar em parada cardíaca, que é biologicamente um sinônimo de morte. Além disso, ele também considera que as evidências encontradas em seu estudo indicam que este tipo de fenômeno “merece uma pesquisa genuína e sem preconceitos”.
É claro que qualquer pesquisa sobre o que realmente se passa depois da morte será sempre controversa, devido às enormes dificuldades em reunir provas suficientes para apoiar qualquer coisa que seja cientificamente sólida. contudo, estudos como este são, pelo menos, um intrigante ponto de partida.

10.683 – China veda cidade de 30 mil habitantes após morte por peste bubônica


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A cidade chinesa de Yumen, na província noroeste de Gansu, foi fechada e 151 pessoas colocadas em quarentena depois que um homem morreu de peste bubônica. Isso, aquela mesma que você cansou de ler a respeito nos livros do colégio, da bactéria transmitida por ratos e responsável por algumas das piores pragas da história humana.
A rede China Central Television relatou que as 30 mil pessoas de Yumen não estão autorizadas a deixar o local e a polícia instalou bloqueios no perímetro da cidade para orientar motoristas a buscarem rotas alternativas. O jornal China Daily diz que quatro setores de quarentena foram criados na cidade.
Ainda de acordo com a CCTV, a cidade tem arroz, farinha e óleo suficiente para abastecer todos os seus residentes por até um mês. Os moradores locais e aqueles em quarentena estão em condição estável. Felizmente, não houve mais casos de peste relatados.
A peste bubônica é uma infecção bacteriana conhecida pelos eventos da Praga de Justiniano e da Peste Negra. Esta última matou dezenas de milhões de pessoas na Europa do século XIV. A responsável pela tragédia foi Yersinia pestis, uma bactéria que pode infectar humanos e outros animais.
Ainda mais assustador é o fato de um estudo ter sido publicado no início deste ano na revista “Lancet” afirmando que a devastação da peste negra poderia acontecer de novo. “Se a Praga de Justiniano pôde entrar em erupção na população humana, causar uma pandemia em massa e depois desaparecer, isso sugere que poderia acontecer de novo”, observou um dos pesquisadores. “Felizmente, agora temos antibióticos que poderiam ser usados ​​para tratar eficazmente a peste, o que diminui as chances de uma nova pandemia humana em grande escala”.
e fato, o Centro para Controle de Doenças dos EUA afirma que antibióticos modernos são eficazes no tratamento de praga, mas que, sem o tratamento imediato, a doença pode se agravar seriamente, levando até à morte. Inclusive, o sudoeste dos Estado Unidos ainda registra aparições da doença, que ocasionalmente acabam em morte. Mesmo assim, nenhuma quarentena foi decretada.
Claramente, os chineses não querem correr nenhum risco.