10.682 – Ecologia, Transporte e Meio Ambiente – Chegou a vez das bikes?


Leve, barata e resistente. Se a moda pega...
Leve, barata e resistente. Se a moda pega…

MAIS ECOLÓGICO, IMPOSSÍVEL!
O israelense Izhar Gafni apresenta um modelo feito de… embalagens de papelão recicladas! Suporta até 140 kg e custa cerca de US$ 9. Solução sustentável e barata para comunidades mais pobres;
Elétrica não deve emplacar
A versão com motor elétrico diminui a quantidade de pedaladas necessárias para encarar, por exemplo, uma ladeira muito íngreme. Mas não é muito prática: além de exigir o carregador, não atinge grandes velocidades; sem falar no preço que é inviável para a maioria.
Como tornar um produto totalmente mecânico mais atraente para a geração digital? A solução da Shimano, maior fabricante de peças de bicicletas no mundo, foi deixá-lo com cara de gadget: sem cabos, com freio moderno e câmbio eletrônico;

História das Bikes
Anos 90 – LIVRE, LEVE E SOLTA
São lançados os quadros feitos em fibra de carbono, ainda mais leves que os de alumínio, porém mais resistentes ao impacto e com a manutenção semelhante à do aço. Atualmente, estão em todas as opções mais caras do mercado;
Por incrível que pareça, só em meados do século 20 a bicicleta foi repaginada para se tornar o “sonho de consumo” da garotada, com tamanho, cores e acessórios voltados para esse público;
Da lama ao caos da cidade
O norte-americano James Finley Scott dá uma “tunada” em sua bike: coloca pneus mais largos, guidão reto, desviadores e outros recursos para facilitar o movimento por trilhas. Nasce a mountain bike. Logo, é adotada até nas grandes cidades;

1900
Fica mais fácil ganhar velocidade (com o cubo com roda livre, recurso que permite a continuidade do giro mesmo sem a pedalada) e brecar (com os primeiros sistemas de freios e marchas);

1895
Chegam os modelos de alumínio, mais leves que os de aço. No mesmo ano, as magrelas enfim dão as caras no Brasil;

1877
Antes dos pneus, a aderência era garantida por travões e tiras de borracha. Nesse mesmo ano, são lançados também um dispositivo para multiplicar o giro do aro dianteiro (aumentando a velocidade) e aquelas versões com rodas enormes na frente (que logo caíram em desuso);

1887
O escocês John Boyd Dunlop bola uma câmara de ar para envolver as rodas da magrela de seu filho. Foi a primeira aplicação de sucesso de um pneu. Logo depois, o pneu desmontável, enchido por válvula, é criado pelos franceses Edouard e André Michelin;

1820
O veículo ainda era movido pelo contato dos pés no solo. Foi o ferreiro escocês Kirkpatrick MacMillan quem adaptou ao eixo traseiro duas bielas ligadas por uma barra de ferro que, acionadas pelos pés, fazem o aro traseiro girar. Eram os “avôs” do pedal;

1790
A primeira bicicleta, o celerífero, era praticamente uma barra apoiada em duas rodas de madeira, para que o usuário simplesmente “caminhasse sentado”. O guidão só surgiria 26 anos depois, no modelo draisiano, do barão alemão Karl Friedrich von Drais;

1861
O francês Pierre Michaux e seu filho, Ernest, fundam a primeira linha de produção de bikes do mundo, a Companhia Michaux. Seis anos antes, Ernest havia criado uma versão do pedal parecida com a atual, porém ligada à roda dianteira. É o velocípede;

1420
Recentemente, monges italianos encontraram um projeto de Leonardo da Vinci para uma máquina muito semelhante às bicicletas atuais, inclusive com pedais e tração por corrente.

Eu já sabia...!!!!
Eu já sabia…!!!!

10.681 – Biodiversidade – A extinção das abelhas pode acabar com a humanidade?


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A queda nas populações do inseto (Síndrome do Colapso das Abelhas), ocorre por fatores naturais e pela ação humana, por meio da destruição do ambiente das abelhas selvagens e do uso massivo de agrotóxicos e agroquímicos. No Reino Unido, por exemplo, o número de abelhas equivale a apenas 25% do necessário para a polinização.
Maria Caldas Pinto, do Centro de Ciências Humanas e Agrárias da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) diz que as abelhas são fundamentais para a humanidade. Só não dá para cravar um prazo para a extinção – nossa e delas. “Dizer que ocorreria em uma determinada quantidade de anos é taxativo, mas, se não preservarmos os meios ambientes para mantermos os insetos, a previsão vai se cumprir”.

O trabalho das abelhas para a agricultura é estimado em R$ 868 bilhões. Entre 2006 e 2008, uma misteriosa diminuição na quantidade de abelhas nos EUA causou um prejuízo de mais de US$ 14 bilhões.

Sem as abelhas, o mundo como o conhecemos entraria em colapso. Entenda porque:
1. Se as abelhas sumirem, boa parte dos vegetais também deixará de existir. Isso porque elas são responsáveis pela polinização de até 90% da população vegetal. Há, inclusive, apicultores que alugam abelhas para a polinização de fazendas. Pássaros e outros insetos também atuam na polinização, mas em escala muito menor;
2. Com a queda drástica na quantidade de vegetais disponíveis, as fontes de alimentação de animais herbívoros ficarão escassas, gerando um efeito dominó na cadeia alimentar. Os herbívoros irão morrer, diminuindo a oferta de alimento aos carnívoros, atingindo um número cada vez maior de espécies até chegar ao homem;
3. Com poucos vegetais e carnes à disposição, valerá a lei da oferta e da demanda. A tendência é que os preços dos alimentos disparem, assim como os valores de outros artigos de origem animal e vegetal, como o couro, a seda e o etanol, para citar só alguns. Está formada uma crise econômica;
4. Na luta pelo pouco alimento que restou, a população mundial pode iniciar conflitos e até guerras. A agropecuária em crise afetará vários setores da economia, gerando desemprego, queda geral de produtividade e insatisfação popular. Com fome, muitos morrerão ou ficarão doentes. Poucos conseguiriam sobreviver a esse caos.

10.680 – Células Tronco – Produtoras de insulina para tratar diabetes


células tronco

Uma nova técnica criada por cientistas da Universidade Harvard obteve células humanas produtoras de insulina em quantidade suficiente para serem, um dia, usadas em transplantes para tratar diabetes tipo 1.
Liderados por Doug Melton, cujos filhos têm a doença, os pesquisadores partiram de células-tronco embrionárias ou células-tronco de pluripotência induzida (que não requerem o uso de embriões) para obter células do pâncreas maduras e sensíveis à glicose, de modo a produzir a insulina necessária para o organismo.
Trabalhos anteriores já tinham conseguido fazer as chamadas células beta em laboratório, mas não com essa sensibilidade nem nos números necessários para uso em transplante, afirma a equipe em artigo na revista “Cell”.
As células, no entanto, só foram testadas em roedores. Segundo Melton, experimentos em primatas não humanos estão em andamento. Ele espera realizar transplantes das células em humanos em poucos anos.
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, na qual o próprio organismo destrói as células beta do pâncreas, responsáveis por produzir a insulina, que regula os níveis de glicose em circulação.
Os transplantes de células do pâncreas de doadores mortos já são usados em pequena escala, mas requerem o uso de remédios contra o ataque do sistema imune.
No caso das células obtidas pela equipe de Harvard, isso também seria necessário, mas a ideia é inserir cerca de 150 milhões delas no corpo dos doentes envoltas em uma cápsula, protegidas do ataque do sistema imune.