10.676 – Medicina – O Cisto Sinovial


sisto

É uma espécie de dilatação patológica da membrana sinovial de algum tendão que armazena a sinóvia, um líquido lubrificante que permite um melhor deslizamento dos tendões, dentro de suas respectivas bainhas. Por trauma, lesão de esforço repetitivo, podem aparecer em vários locais, mas é bastante comum no punho. O tratamento pode ser fisioterapia, acupuntura, cirurgia ou uso de corticóide.
A real causa do cisto sinovial ainda é desconhecida. São creditados por uma lesão de esforço repetitivo, que resulta em uma degeneração do tecido fibroso. O cisto é formado por fluido sinovial, translúcido.
Nos casos indolores, o cisto pode ser apenas observado.
O uso de tala é recomendado para manter o punho em repouso (principalmente durante a noite).
A punção do cisto com uma agulha para esvaziá-lo pode ser uma solução temporária; o cisto torna-se menos tenso e doloroso, mas ele geralmente reaparece em dias ou semanas. O uso concomitante de uma substância (cortisona), de ação local, irritante que promove um efeito “selante” na falha da capa do punho e diminui a inflamação pode ser uma alternativa, acrescido do uso de tala por duas semanas, mas assim mesmo, ocorre falha em cerca de 70% dos casos.
Casos resistentes são tratados de forma cirúrgica.
No método aberto, é realizado uma incisão transversa no dorso do punho, é necessário afastar os nervos e tendões e chegar à raiz do cisto. A abordagem muito superficial, retirando apenas a capa superior do cisto, era responsável pela recidiva do cisto após a cirurgia.
Os cistos sinoviais são nódulos firmes cheios de fluido sinovial que podem aparecer de forma repentina junto a articulações, especialmente nas mãos e punhos.
Estes cistos crescem a partir de tecidos normais originados das articulações e das bainhas sinoviais dos tendões e podem variar no tamanho, desde quase imperceptíveis a nódulos volumosos e deformantes.
Sinóvia é o nome dado ao tecido que recobre as juntas e os tendões. Este tecido produz um fluido espesso que lubrifica as articulações e os tendões. Um defeito neste processo pode provocar a produção de líquido sinovial fora do sítio apropriado.
Conforme o cisto enche com fluido sinovial ele aumenta de volume e fica aparente com o aspecto de um nódulo.
Apesar de serem relativamente freqüentes e crescerem rapidamente eles não se espalham e não se comportam como câncer e não são destrutivos localmente. Podem inclusive desaparecer espontaneamente em alguns casos.

SINTOMAS:
Muitas vezes os cistos sinoviais são dolorosos, especialmente quando está se formando. As dores e o volume do cisto podem aumentar quando há maior uso da mão. Movimentos de preensão e flexão-extensão do punho provocam piora da dor.
Os cistos podem surgir em qualquer lugar da mão, mas costumam aparecer na região dorsal ou palmar do punho e na face palmar da base dos dedos.

DIAGNÓSTICO:
O diagnóstico é feito pelo exame médico especializado e usualmente é confirmado através de ultra-sonografia da região afetada.
Nos cistos assintomáticos a simples observação, sem nenhum tratamento adicional costuma ser a primeira opção de tratamento.
Nos casos dolorosos, pode-se tentar a aspiração do fluido sinovial e a injeção de corticóides localmente. Este tratamento provoca melhora transitório da maioria dos pacientes, mas há chance elevada de recidiva do cisto em poucos meses.
Nos casos claramente sintomáticos o tratamento de escolha é a remoção cirúrgica do cisto. Neste caso, além de ressecar o cisto deve-se retirar a origem do tecido que produz o líquido sinovial, o qual é identificado durante a cirurgia através do pedículo que conecta a bolsa sinovial e a área articular de onde é produzido o fluido.
A cirurgia pode ser feita por via aberta ou artroscópica, de acordo com a preferência do cirurgião.

10.675 – Mega de ☻lho no Mundo – Poluição na China


"Arpocalipse" na China
“Arpocalipse” na China

Como se já não bastasse trabalhar quase de graça, comer insetos e carne de cachorro, que tal respirar um arzinho lá da China?
Difícil de enxergar. Difícil de respirar. Nos últimos dias, os níveis de poluição em várias cidades chinesas, incluindo a capital Pequim, superaram em 20 vezes o limite considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
As cenas do “arpocalipse” se repetem há pelo menos três dias. Na megalópole, pessoas caminham com máscaras de proteção em meio aos prédios, ruas, praças e monumentos engolidos pela espessa mistura de fumaça e poeira, que tampa o sol e faz o dia parecer noite.
O principal vilão do ar são as chamadas PM2,5, partículas finas e inaláveis de poeira com diâmetro inferior a 2,5μm resultantes da combustão incompleta de combustíveis fósseis utilizados pelos veículos automotores e das usinas a carvão (a China é o país mais faminto por carvão para suprir suas necessidades energéticas, seguida pelos EUA).
Devido ao pequeno diâmetro, essas partículas ficam em suspensão no ar e penetram profundamente no aparelho respiratório, instalando-se nos alvéolos pulmonares e bronquíolos, podendo causar sérios danos à saúde.
No dia 10/10/2014, véspera do jogo Brasil X Argentina pelo troféu Clássico das Américas, em algumas regiões, a concentração de PM 2,5 no ar chegou a 445 microgramas por metro cúbicos. Segundo da OMS, é nociva a exposição ao longo de 24 horas a concentrações superiores a 25.
Um estudo publicado em 2013 indicou que a poluição reduzirá em 5,5 anos a expectativa de vida de quem mora no Norte do pais, em comparação aos vizinhos do Sul. Combinados, os 500 milhões de habitantes da região deverão perder mais de de 2,5 bilhões de anos de vida pela exposição à poluição.

10.674 – Lugares Misteriosos – The New York Port Authority Grain Terminal


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A coisa mais próxima que Nova York tem de uma fortaleza é o The New York Port Authority Grain Terminal em Red Hook, Brooklyn. Suas paredes de concreto têm 20 centímetros de espessura, o prédio tem 12 andares de altura, e parece com um cruzamento entre uma fábrica, uma prisão e um templo. Em caso de nevoeiro, fica arrepiante. Para completar sua aparência horrenda, só faltam zumbis. Várias peças do edifício desabaram, e outras parecem prestes a fazer o mesmo. O prédio, que fechou na década de 1960, é extremamente popular entre desbravadores urbanos, embora seja difícil de explorar. Um explorador disse que requer pesquisa, persistência e criatividade, mas principalmente coragem, já que você não sabe o que vai encontrar lá dentro. No entanto, a viagem pode valer a pena apenas pelo pôr do sol incrível que é possível assistir de uma de suas muitas janelas quebradas.

10.673 – Artes – Cinema Paradiso


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Enredo
Salvatore Di Vita é um cineasta bem-sucedido que vive em Roma. Um dia ele recebe um telefonema de sua mãe avisando que Alfredo está morto. A menção deste nome traz lembranças de sua infância e, principalmente, do Cinema Paradiso, para onde Salvatore, então chamado de Totó, fugia sempre que podia, depois que terminava a missa (ele era coroinha). No começo, ele costumava espreitar as projeções através das cortinas do cinema, que o padre via primeiro para censurar as imagens que possuíam beijos, e fazia companhia a Alfredo, o projecionista. Foi ali que Totó aprendeu a amar o cinema.
Após um caso de amor frustrado com Elena, a filha do banqueiro da cidade, Totó deixa a cidade e vai para Roma, retornando somente trinta anos depois, por causa da morte de Alfredo. Ao final, o Novo Cinema Paradiso, já abandonado, acaba demolido pela prefeitura para construir um estacionamento. Voltando para Roma Totó assiste a uma fita com todas as imagens de beijo que o padre da cidade havia censurado.
Elenco
Philippe Noiret …. Alfredo
Jacques Perrin …. Salvatore (adulto)
Salvatore Cascio …. Salvatore (criança)
Marco Leonardi …. Salvatore (adolescente)
Agnese Nano …. Elena (adolescente)
Leopoldo Trieste …. Padre Adelfio
Enzo Cannavale …. Spaccafico
Isa Danieli …. Anna
Leo Gullotta …. Usher
Pupella Maggio …. Maria (idosa)
Roberta Lina …. Lia

Premiações:
Oscar 1990 (EUA)
Venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
Globo de Ouro 1990 (EUA)
Venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
Festival de Cannes 1989 (França)
Recebeu o Grande Prêmio do Júri.
Indicado à Palma de Ouro.
Prêmio César 1990 (França)
Ganhou o prêmio de Melhor Poster.
Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
Academia Japonesa de Cinema 1991 (Japão)
Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
Prêmio David di Donatello 1989 (Itália)
Venceu na categoria de Melhor Música (Ennio Morricone).
BAFTA 1991 (Reino Unido)
Venceu nas categorias de Melhor Ator (Philippe Noiret), Melhor Ator Ator Coadjuvante (Salvatore Cascio), Melhor Filme em Língua Não Inglesa, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Roteiro Original.
Indicado nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Diretor, Melhor Edição, Melhor Maquiagem e Melhor Direção de Arte.

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