10.668 – Esportes Radicais – Asa Delta


asa delta

Trata-se de um tipo de aeronave composta por tubos de alumínio, que proporcionam a sua rigidez estrutural, e uma vela feita de tecidos, que funciona como superfície que sofre forças aerodinâmicas, proporcionando a sustentação da asa-delta no ar. A origem deste nome, Asa-Delta, deu-se pela semelhança da letra grega, que tem forma de triângulo, como o formato da asa desta aeronave.
‘No final do século 6, os chineses construíram pipas gigantes com aerodinâmica suficiente para sustentar o peso de uma pessoa de 80 kg. Foi apenas questão de tempo para que alguém decidisse simplesmente remover as linhas e ver o que acontecia.
O alemão Otto Lilienthal é considerado o pioneiro, pois desde 1871 se dedicava a construção de planadores que ele mesmo testava em um monte construído por ele e sua equipe nas proximidades de Berlim.
O estadunidense Francis Rogallo participou de um programa pioneiro da NASA que pretendia criar um pára-quedas direcionável. Dos estudos que realizou, Rogallo criou uma aeronave que possuía uma estrutura metálica apoiada em um triciclo.
Os australianos John Dickenson, Bill Moyes e Bill Bennett foram os precursores da asa-delta na Austrália em 1969.
No Brasil, Luis Claudio Mattos é considerado o precursor.
O recorde mundial de distância em asa-delta foi alcançado pelo piloto norte-americano Dustin Martin, no dia 4 de Julho de 2012. Decolando rebocado por aeronave ultra-leve (aerotowing), pouco antes de dez horas da manhã, da remota cidade de Zapata (Texas, EUA), próximo à fronteira com o México e pousando às dezenove horas, nos arredores de Lubbock (Texas, EUA) para uma distância total em linha reta de 764 Km. Neste mesmo dia, John Durand Jr., piloto australiano, voou praticamente a mesma rota ao lado de Dustin Martin e, por ter pousado alguns minutos antes, obteve 761 Km, sendo detentor do recorde mundial durante poucos minutos. O recorde anterior era de 700,6 Km executado pelo piloto austríaco Manfred RUHMER do mesmo local, em 2001.
No Brasil a maior distância percorrida por uma asa-delta foi obtida pelo piloto brasiliense Eduardo Fernandes, em 15 de Outubro de 2013, decolando da cidade de Tacima (Paraíba) e pousando próximo à cidade de Santa Quitéria (Ceará) para uma distância total de 576 Km. O recorde brasileiro de Eduardo Fernandes também constituiu o novo recorde Sul-Americano da modalidade e, cabe destacar, é o voo mais longo já realizado de uma decolagem de montanha em todos os tempos, em nível mundial. Para dar uma melhor dimensão ao feito de Eduardo Fernandes, nota-se que, ao contrário dos recordes obtidos em voos a partir de Zapata, os quais sempre são realizados com ajuda de avião rebocador durante a decolagem até uma altitude inicial limite de 800 metros acima do solo, a rampa natural para decolagens de Tacima tem apenas cerca de 150 metros de desnível, o que faz do início do voo um momento crítico e muito difícil.
O Brasil foi campeão mundial de asa-delta por equipe em 1999 e continua sendo um dos países do mundo com maior nível técnico e de praticantes.
Os principais eventos e campeonatos de asa-delta estão listados no calendário da Federação Internacional de Aviação (FAI).

10.667 – Alpinismo – Um cemitério no Everest


Alpinismo é uma atividade desportiva de alta montanha, acima dos 2500 m, que exige uma muito boa condição física, um equipamento de montanha apropriado, uma técnica de progressão que lhe é própria, e geralmente necessita a presença de um guia de alta montanha com uma formação específica, para escolher o percurso e assegurar a cordada.
O alpinismo não deve confundido com o montanhismo que além de um termo genérico relacionado com a montanha, também se pode referir à prática da marcha em condições de baixa ou média montanha.
A palavra alpinismo deriva da atividade desportiva de alto nível realizada na cordilheira centro Europeia conhecida por Alpes. Este termo é no entanto atualmente utilizado como um termo genérico, para definir qualquer ascensão em qualquer zona montanhosa do globo. Prática com um risco elevado, que exige consideráveis conhecimentos, técnicos, físicos, psicológicos, de material e equipamento, e do conhecimento das características destas regiões.
Até recentemente, a escalada e o alpinismo eram entendidos como variantes do montanhismo. Atualmente, porém, considerando o grau de especificidade que estas modalidades atingiram, o montanhismo passou a designar apenas as atividades de marcha em condições de média montanha (até 2 500 aproximadamente), que não requerem materiais e técnicas típicas do alpinismo e da escalada, embora na realização de um percurso de média montanha também possa ser necessário o recurso a pequenas manobras de corda para ultrapassar pequenos obstáculos de rocha ou eventualmente ultrapassar zonas de neve e gelo.
As montanhas sempre fizeram parte da história humana por se tratarem de obstáculos a serem transpostos em viagens, explorações ou migrações, mas antigamente, até á Idade Média, os homens evitavam os cumes aos quais levantavam rumores e lendas, e em 1387 os magistrados de Lucerna fecharam o monge Niklaus Bruder e cinco outros religiosos que haviam tentado subir o Monte Pilatus da região.
Em 1492, Antoine de Ville escalou o Monte Aiguille, na França, apesar das inúmeras superstições existentes a respeito de seu cume. Em 1744 ocorre a chegada ao cume (chamada pelos montanhistas de “conquista”), do Monte Titlis, nos Alpes berneses; em 1770, a do Monte Buet, no Maciço do Giffre, Alpes Ocidentais, e em 1779 o Monte Vélan, nos Alpes Peninos, também é conquistado.
O alpinismo moderno, porém, nasceu em 8 de agosto de 1786, quando dois franceses, o médico Michel Paccard e o cristaleiro Jacques Balmat, motivados por um prémio oferecido por Horace-Bénédict de Saussure (considerado o fundador do alpinismo), venceram os 4 810 metros do Monte Branco, na fronteira entre França e Itália. O alpinismo toma um impulsão importante com os grandes nomes do alpinismo inglês como Edward Whymper , Albert F. Mummery, Frederick Gardiner, naquilo que ficou conhecido como a idade de ouro do alpinismo, no fim do século XIX e início do século XX quando se verifica uma verdadeira corrida à conquista de montanhas até então inexploradas.

E aí, vai encarar?

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10.666 – Medicina – Reduzindo o Colesterol


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O colesterol é um tipo de gordura que circula na corrente sanguínea e que carrega a fama de vilão pelo fato de, em excesso, aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como derrame e infarto. A substância, no entanto, é essencial para algumas funções do organismo, já que ajuda na regeneração dos tecidos e dos ossos e na produção de hormônios sexuais e de vitamina D. Prova disso é que 70% de todo o colesterol presente no corpo de uma pessoa é produzido por seu próprio organismo.
Para circular pela corrente sanguínea, o colesterol precisa se ligar a uma lipoproteína, molécula que contém proteína e gordura. Existem dois tipos dessas moléculas transportadoras: as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e as de alta densidade (HDL) — e são elas que determinam se o colesterol será mais ou menos prejudicial à saúde.
Enquanto o LDL deposita o colesterol nas paredes das artérias, podendo entupir os vasos e desencadear problemas cardiovasculares, o HDL leva o excesso de colesterol para o fígado para que seja eliminado pelo intestino. Por isso, o colesterol transportado pelas moléculas LDL e HDL é conhecido como colesterol ruim e bom, respectivamente.
Os médicos consideram que os níveis de HDL devem ser de, no mínimo, 60 miligramas por decilitro de sangue e os de LDL não devem ultrapassar 100 miligramas por decilitro de sangue. Em quantidade superior a essa, o colesterol “ruim” pode se acumular nas artérias e formar placas de gordura. “Com o tempo, essas placas reduzem a circulação do sangue que vai para o coração e podem formar coágulos, interrompendo completamente a passagem do sangue, que é a causa do infarto ou derrame cerebral”, diz o cardiologista Luiz Bortolotto, coordenador do Centro de Hipertensão do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.
A alimentação é uma importante fonte de colesterol — e a qualidade dos hábitos alimentares é fundamental para controlar os níveis de gordura no sangue. Para garantir que o colesterol não prejudique a saúde, é essencial evitar o consumo de gorduras saturadas, como explica o endocrinologista Alex Leite, do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, em São Paulo. Segundo ele, alguns alimentos ricos nesse tipo de gordura são laticínios e derivados integrais, como leite integral, queijos de coloração mais amarela, manteiga e requeijão, além de carnes gordas, como lombo de porco, picanha, cupim e embutidos.
Praticar atividade física, ingerir alimentos ricos em fibra e parar de fumar também ajuda a controlar o colesterol, reduzindo os níveis de LDL e aumentando os de HDL.
No entanto, existem casos em que as taxas de colesterol não se estabilizam com alimentação e atividade física. As causas para esses problemas podem estar em alguma doença metabólica, como o diabetes e a obesidade, ou na herança genética. “Pessoas que têm familiares com colesterol alto tendem a apresentar taxa elevada de colesterol, independentemente da dieta”, diz Marcelo Paiva, cardiologista do Núcleo de Cardiologia do Hospital 9 de Julho.
O tratamento à base de estatina é o mais utilizado nesses casos: o medicamento inibe a produção de colesterol pelo organismo. Mesmo esses pacientes, porém, devem seguir recomendações básicas para controlar o colesterol.

Precauções
O ômega-3 é um ácido graxo que tem função anti-inflamatória. Ele diminui o risco de placas de gordura, formadas pelo colesterol alto, inflamarem e causarem coágulos. Além disso, o nutriente reduz o colesterol ruim (LDL) e aumenta o bom (HDL). O ômega-3 pode ser encontrado em peixes, principalmente na sardinha e no salmão. Não por acaso, um estudo comprovou que a dieta do mediterrâneo, que é rica nesse ácido graxo, pode reduzir os níveis de colesterol no sangue.
Carnes gordas (como a picanha), leite integral, queijo amarelo, presunto e manteiga são exemplos de alimentos ricos em gordura saturada. “Esse tipo de gordura é o que tem a maior concentração de colesterol ruim em sua composição”, diz o cardiologista Luiz Bortolotto, coordenador do Centro de Hipertensão do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo. Prefira as versões menos gordurosas desses alimentos, como carnes brancas e leite desnatado.
A prática de atividades física acelera o metabolismo e, consequentemente, incentiva a ação das enzimas que elevam a concentração de colesterol bom no sangue. Indiretamente, o exercício reduz o nível de colesterol ruim e protege as artérias. O ideal é praticar pelo menos 30 minutos de atividade física três vezes por semana.
As fibras ajudam a diminuir a absorção intestinal das gorduras, matéria-prima do colesterol. “Esse mecanismo faz com que o organismo excrete mais gordura do que absorve e ajuda a controlar os níveis de colesterol ruim no corpo”, afirma Marcelo Paiva, cardiologista do Núcleo de Cardiologia do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Um estudo mostrou que ingerir três quartos de xícara de chá por dia de leguminosas — como feijão, lentilha e grão-de-bico —, ricas em fibra, pode diminuir em 5% as taxas de colesterol ruim. Outras boas fontes do nutriente são aveia, chia e caqui.

10.665 – Ciências Biológicas – Vírus e conceitos sobre vida e espécies


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O primeiro grande dilema enfrentado pela Ciência com a descoberta dos vírus foi o fato deles não terem células. Todos os seres vivos até então possuíam células e isso era considerado a “regra de ouro” da Biologia e um importante critério para se decidir se algo era vivo ou não, portanto, os vírus quebraram a regra, na Biologia, a chamada “teoria celular” e se tornar am uma exceção. A partir daí, se considerou em biologia que todos os seres vivos possuíam células, exceto vírus.
Estudos mais aprofundados sobre os vírus revelaram características que fazem pensar que eles não são vivos, enquanto outras sim.
Vejamos algumas definições:
Eles são tão pequenos que só podem ser observados em microscópios eletrônicos. Com apenas uma molécula, e em alguns casos, envolvidos por umas poucas proteínas. Não são capazes de realizar atividades comuns aos seres vivos, como nutrição e metabolismo. Sem autonomia, não sobrevivem ou se reproduzem fora das células de outros seres, sendo portanto, parasitas intracelulares. Quando se discute se os vírus são ou não vivos, a Biologia também discute o que é a vida.
Para uma bióloga da NASA, os vírus não são vivos porque em sua opinião, a vida é um conjunto de atividades que permite a ela própria se manter:
“Estou convencida que os vírus não pertencem a nenhum dos 5 reinos animal, vegetal, fungi, monera e protisa. Eles não são vivos por nunca fazerem nada fora de células vivas. Os vírus precisam do metabolismo das células vivas. Esse é um fator essencial na química da automanutenção e os vírus não têm isso. Somente as células e os organismos compostos de células efetuam metabolismo.

10.664 – Medicina – O Computador de Engolir


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Uma nova geração desses aparelhos já começa a receber a aprovação de órgãos de regulação para que sejam “instalados” em nós. A expectativa é que esse mercado, que cresce rápido, chegue a US$ 24,8 bilhões em 2016, de acordo com a empresa de pesquisa BCC Research.
Na dianteira desse avanço está o engenheiro Robert Langer, detentor do título de Institute Professor, o maior mérito dado pelo MIT a um professor. Langer trabalha num chip que pode substituir as pílulas. Seu aparelho é introduzido sob a pele na região da cintura, e pode ser programado remotamente para liberar doses de medicamento em determinados horários. Ou seja, em vez de pedir ao paciente que se lembre de tomar o remédio, o médico pode programar de longe o dispositivo para administrar a droga nos horários e doses apropriados. O chip já foi testado com sucesso em oito mulheres com osteoporose, substituindo injeções diárias do remédio teriparatide. Ao final de 12 meses, houve uma melhora na formação óssea delas. “Isso possibilita tratamento individualizado, mais preciso e menos doloroso”.
Ainda não há previsão para o aparelho chegar ao mercado, mas, quando começar a ser usado, poderá somar-se a outros sensores internos que disparam alertas quando há algo errado. Um deles, em fase de desenvolvimento pela Universidade da Califórnia, tenta medir em tempo real o nível de glicose no sangue dos diabéticos (veja no quadro à dir.) Essa informação poderá, no futuro, ser usada para que um chip como o de Langer libere automaticamente doses de insulina no sangue. É como um painel de automóvel que acende uma luz quando há algo de errado em seu sistema eletrônico, compara o cardiologista americano Eric Topol no livro The Creative Destruction of Medicine (A Destruição Criativa da Medicina, sem edição no Brasil). “Em breve estarão em nossa corrente sanguínea na forma de nanossensores, do tamanho de um grão de areia, fornecendo uma vigilância contínua do nosso sangue, sendo capazes de detectar a primeira possibilidade de um câncer”, escreve Topol.
Os primeiros passos nessa direção já foram dados. Em 2012, o órgão regulador dos Estados Unidos, o FDA, aprovou um sensor criado pela empresa Proteus Digital Health que avalia como está sendo feita a digestão. O aparelho, colocado dentro de uma pílula, coleta dados sobre o tempo de digestão de uma droga e os repassa por impulsos elétricos (veja abaixo). Esses dados, junto com informações sobre batimento cardíaco e sobre a movimentação durante o sono, são transmitidos a paciente e médico. Isso permite saber como a pessoa reage ao tratamento e pode ajudar a detectar emergências como um derrame.
Outro mecanismo aprovado recentemente, em 2013, é o Argus, a primeira prótese ocular liberada pelo FDA. Ele consiste num chip com eletrodos implantado no fundo do olho, que converte imagens de uma microcâmera instalada nos óculos em pulsos elétricos. Os pulsos, enviados a células da retina, produzem imagens para pessoas que perderam a visão. O “olho biônico” é usado em pacientes com retinite pigmentosa, doença que causa degeneração da retina e afeta seriamente a visão de cerca de 1,5 milhão de pessoas no mundo. Apesar de não restaurar por completo a visão, ajuda cegos a voltar a enxergar movimentos, objetos e até a ler.
Todos esses aparelhos implantáveis são descendentes diretos do marca-passo, usado com sucesso pela primeira vez na Suécia, em 1958. A diferença é que hoje eles atingem formas que permitem um nível inédito de integração com o corpo, possibilitando mais funções. Mas alguns obstáculos permanecem. “Os principais desafios são a compatibilidade, de modo que o corpo não rejeite o implante, e a falta de clareza dos efeitos a longo prazo”, diz Zhenan Bao, especialista em ciência dos materiais da Universidade de Stanford. Materiais como silício ou ouro podem causar reações, como inflamações, cápsulas fibrosas e calcificação ao redor do implante.
Se essas barreiras forem ultrapassadas, a perspectiva é de, no futuro, não apenas oferecer melhores tratamentos, mas também incrementar algumas habilidades do nosso corpo. Mas olhos biônicos que dão zoom, nanodispositivos que aumentam a concentração ou melhoram o desempenho físico devem ficar para depois que tivermos implantes em tempo real nos examinando ou liberando remédios em nosso sangue.

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10.663 – Nobel de Física 2014 vai para cientistas que criaram a iluminação com LEDs


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Os japoneses Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura, este último naturalizado americano, foram agraciados nesta terça-feira com o Prêmio Nobel de Física 2014 pela invenção do diodo emissor de LED.
A descoberta se enquadra no “espírito de Alfred Nobel” de inovações que gerem grande benefício à humanidade, afirmou o comitê do Nobel no Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia.
O diodo LED, destacou o comitê, é “uma nova luz para iluminar o mundo”, mais eficiente e sustentável com o meio ambiente por economizar energia.
Isamu Akasaki nasceu em 1929 em Chiran, Japão, e fez seu doutorado em 1964 pela Universidade de Nagóia. É catedrático da Universidade Meijo de Nagóia e professor emérito da Universidade de Nagóia.
Hiroshi Amano nasceu em 1960 em Hamamatsu, Japão, e defendeu sua tese de doutorado em 1989 também pela Universidade de Nagóia, onde é catedrático.
Shuji Nakamura nasceu em 1954 em Ikata, Japão, e se tornou doutor em 1994 pela Universidade de Tokushima. Naturalizado americano, é professor na Universidade da Califórnia.
Em 2013, os ganhadores do Nobel de Física foram o cientista belga François Englert e o britânico Peter Higgs pela descoberta da partícula subatômica conhecida como Bóson de Higgs.
O Nobel 2014 A atual edição do Prêmio Nobel começou ontem com a concessão do prêmio de Medicina para o americano John O’Keefe e o casal norueguês May-Britt Moser e Edvard Moser, pela descoberta das “células que constituem o sistema de posicionamento do cérebro”.
Segundo o comitê, os premiados descobriram o “GPS interno” do cérebro que possibilita a orientação no espaço.
Amanhã, serão divulgados os ganhadores do Nobel de Química, na quinta-feira o de Literatura, na sexta-feira o da Paz e na segunda-feira o de Economia.
Além do reconhecimento por seus trabalhos, os premiados em cada categoria receberão 8 milhões de coroas suecas (US$ 1,1 milhão).
A entrega dos prêmios será realizada, como estabelece a tradição, no dia 10 de dezembro, aniversário da morte de Alfred Nobel, em Estocolmo, para os vencedores das categorias Medicina, Física, Química, Literatura e Economia. O Nobel da Paz será entregue no mesmo dia, mas em Oslo, na Noruega.

10.662 – Cinema – Pronta para amar


pronta para amar

Título em inglês – A Little Bit of Heaven – Um Pedacinho de Paraíso
Marley Corbett (Kate Hudson), uma desencanada mulher com uma promissora carreira profissional, grandes amigos, e um senso de humor apimentado, descobre que é portadora de uma câncer de cólon em estado terminal, e sem possibilidade de cura por métodos tradicionais. Ela conhece um jovem médico, Dr. Julian Goldstein (Gael Garcia Bernal), um doutor de sucesso com experiências internacionais, que se impressiona com a capacidade de Marley em aceitar seu diagnóstico mantendo a alegria e o senso de humor. O filme desenrola com a relação de Marley e seus amigos, pais e namorado. Marley entende que não conseguirá sair dessa, e após visões de Deus (Whoopi Goldberg) ela decide entrar no mundo de sonhos que era flutuar para sempre, conforme dito por Pedacinho do Céu (Peter Dinklage), um anão contratado certa noite pelo seu vizinho, para fazer um programa de striptease. A partir disso, Marley e Julian encontram-se apaixonados, e irão fazer de tudo para aproveitar o tempo que ainda resta.

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Um filme para fazer você pensar, vale a pena assistir, apesar de que, os críticos foram duros:
O filme recebeu diversas notas negativas ao extremo. A Rotten Tomatoes pontuou com 4% baseada em edições de 50 críticos.
Peter Travers do Rolling Stone deu ao filme zero estrelas, chamando “droolingly stupid weepie”, algo como estúpida baboseira choramingante.

Kate Hudson, Gael García Bernal, Rosemarie DeWitt, Lucy Punch, Whoopi Goldberg
Comentários e críticas:
O resultado positivo das bilheterias faz com que muitos estúdios, produtores e até distribuidores optem por “vender” um filme como comédia romântica. Mas e se o conteúdo da obra tem uma carga dramática? Esconda. Essa parece ter sido a opção para esse título, que embora conte com atores acostumados a fazer rir, tem drama de montão. Marley Corbett (Kate Hudson) é uma publicitária bem sucedida, safadinha por natureza e rainha do sexo casual por uma única razão: não acredita no amor para sempre. Cercada de amigos que curtem seu jeito especial de ser, ela foi duplamente surpreendida ao fazer um exame de saúde: conheceu um simpático médico (Gael Garcia Bernal) todo anjelical e – pasme – entrou em contato com Deus (Whoopie Goldberg), que a avisou da gravidade de sua doença.
Na abertura, uma trilha típica do gênero situa o espectador no clima pra cima, apresentando personagens, a farra e unidade entre eles, mas na medida em que a história avança, esse colorido dá espaço para tons menos vivos e um preto-e-branco menos cool bate à porta da protagonista. É quando você descobre que a descrença dela em relação aos laços afetivos tem origem em casa, pois seus pais (Kathy Bates e Treat Williams desperdiçados) não se dão bem. Para piorar, uma das amigas (a boa Rosemarie DeWitt) está grávida, fazendo o delicado contraponto de que um está chegando enquanto o outro está partindo. Tristeza, alegria… qual sentimento prevalece? Mesmo dando continuidade ao jeitão dela de tocar a vida, a proximidade com a morte pesa na maioria das vezes, reduzindo a capacidade de rir e até tendenciando para um lado piegas. O roteiro insere romance, com estrela sem maquiagem e astro com derrière a mostra, além de esperança na luta contra o câncer, mas rola um humor (bizarro) com relação a região afetada, meio desnecessário.
A sequência com o anão Pedacinho de Céu, cujo nome em inglês A Little Bit of Heaven é o título original do filme, é altamente (sem trocadilho) de mau gosto. E este flerte com a bizarrice é uma constante, como revelam sequências envolvendo personagens travestis, transformistas e até piadinha com o “casal” Sigfried & Roy, mágicos de Las Vegas. No embalo de boas canções (tem até Bates cantando “Mercedes Benz”, de Janis Joplin) e por conta da avalanche de situações, não será difícil o espectador ficar confuso com o andamento da trama, que descamba para o dramalhão, reforçando a tese inicial do gênero errado. Nessa salada de sentimentos, fica a certeza de que a dificuldade de se expressar nunca deve impedir que o amor se manifeste e seja sempre possível uma reconciliação. Mas permanece a dúvida se o filme é pra rir ou pra chorar.

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10.661 – Lugares Misteriosos – Centro Financeiro Confinanzas


É um arranha-céu inacabado em Caracas, Venezuela. A construção começou em 1990, mas uma crise bancária deixou o prédio incompleto. O edifício de 45 andares tem um heliporto, mas não tem elevadores, janelas e grades. Desde os anos 1990, 3.000 pessoas fizeram desse local peculiar sua casa. A “Torre de Davi”, apelidada por seu patrocinador principal, que morreu em 1993, é agora a favela mais alta do mundo. Motocicletas são usadas como táxis para transportar as pessoas até os primeiros 10 andares, e de lá ao 28º só é possível ir a pé. Ninguém vive em andares mais altos do que esse, mas é possível chegar ao topo. Há encanamento e eletricidade improvisados em algumas áreas, mas é a economia bizarra que surgiu lá dentro que aumenta o ar apocalíptico do local. Lojas, salões de beleza, creches e até um dentista atendem os moradores. Alguns apartamentos parecem acolhedores, mesmo que os corredores que levem a eles sejam rachados e perigosos. Adolescentes usam as luzes de seus celulares para navegar pelo breu das escadas. A comunidade tem uma má reputação e as pessoas têm receio de estranhos. No entanto, fora deste pequeno mundo, as ruas ao redor do prédio continuam sua vida em uma típica cidade moderna.

10.660 – Mega Techs – Vem aí, o carro sem motorista


Carroça automática
Carroça automática

Um grupo renomado de cientistas aposta que até 2035 – só mais 20 anos – os carros não terão mais volante, pedais de acelerador ou freio, buzina nem espelhos retrovisores. Cá entre nós, seria impossível dirigir um carro assim e é exatamente por isso que eles acreditam no futuro próximo dos veículos sem condutores.
A afirmação de que os veículos autônomos serão realidade em breve é baseada em uma pesquisa do Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos – uma organização global dedicada ao avanço da tecnologia para a humanidade. Claro, para chegarmos a um veículo que dispensa o motorista, uma série de obstáculos precisa ser vencida. Um deles tem a ver com os automóveis e também com as estradas; ambos precisam estar preparados para essa evolução e, obviamente, isso não acontece da noite para o dia.
Interessante é que nesse meio tempo – de hoje até o dia em que teremos carros 100% autônomos – provavelmente vamos experimentar modelos híbridos com certo nível de automação, mas ainda dependentes de determinadas ações do condutor. Especialmente em situações que envolvem segurança.
Ainda de acordo com a pesquisa do Instituto, 56% dos entrevistados dizem que a tecnologia de sensores é essencial para a existência dos carros autônomos; em seguida, 48% dos entrevistados dizem que os softwares precisam evoluir; quase os mesmos 48% ainda defendem melhorias nos Sistemas Avançados de Assistência ao Condutor e no GPS.
Um veículo sem condutor precisa de um fluxo constante de informações sobre a estrada e seus arredores para tomar decisões calculadas.
Um grande avanço – não só para os carros, mas todo e qualquer objeto conectado à internet veio de um anúncio recente. Qualquer objeto conectado pode ser alvo de ataque para hackers, mas essa solução de segurança embarcada no processador é capaz de identificar vulnerabilidades e garantir que os dispositivos permaneçam protegidos.
Nós brasileiros vivemos num dos piores lugares do mundo quando o assunto é trânsito: o investimento em infraestrutura é insuficiente e, agora, uma das possíveis soluções para a mobilidade urbana pode vir da tecnologia.
O tempo dos carros autônomos está chegando. Quem viver verá. Aliás, você nem precisa esperar. Os experimentos to Google com veículos sem motorista já se tornaram famosos. O mais surpreendente deles incluiu esse carrinho, sem pedais e sem volante. Tão avançado que provocou reações no governo dos Estados Unidos, que já editou uma norma que permite a existência de carros autônomos, mas obriga a inclusão de pedal de freio e de volante… afinal, seguro morreu de velho.

10.659 – Nobel 2014 – O de Química vai para microscopia que permite enxergar funcionamento das células


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O cientista americano William Moerner estava em um hotel no Recife quando recebeu um telefonema de sua mulher, às 7h: havia recebido o Nobel de química.
Segundo afirmou ao site do Nobel, Moerner ficou sem saber o que fazer: ainda participaria, pela manhã, das atividades de um workshop sobre a interação entre a luz e a matéria na Universidade Federal de Pernambuco, mas acabou ficando no hotel para atender aos jornalistas.
“Muitas coisas mudam de repente quando você recebe notícias incríveis como essa, e estou muito feliz pelo reconhecimento do campo e dos cientistas em muitos lugares do mundo que contribuíram para esse esforço.”
O prêmio deste ano em química foi dado a Moerner, da Universidade Stanford, e outros dois pesquisadores, Eric Betzig, do Instituto Médico Howard Hughes, e o alemão Stefan Hell, do Instituto Max Planck. Os três, trabalhando separadamente, superaram um limite da ciência estabelecido em 1873: quão pequeno pode ser um organismo vivo visto por um microscópio.
No século 19, o alemão Ernst Abbe encontrou o limite físico para a resolução da microscopia tradicional, que usa luz para formar imagens: 0,2 micrômetro, mais ou menos o tamanho de uma mitocôndria, uma estrutura interna de uma célula. Esse cálculo levou em conta o comprimento de onda da luz visível.
Assim, era possível ver o contorno dessas estruturas, mas não os processos químicos que acontecem dentro delas, muito menos vírus, que são ainda menores.
A alternativa disponível, a partir da década de 30, para registrar imagens dessas estruturas muito pequenas era usar microscopia eletrônica, que não trabalha com luz e sim com elétrons. O problema é que ela não pode ser empregada em estruturas vivas –o processo requer uma amostra estática e, na maioria das vezes, fatiada.
A solução foi usar fluorescência: fazer as moléculas das células brilharem e captar esse brilho de modo a aumentar o foco e a resolução do microscópio.
Em 2000, Stefan Hell desenvolveu um método que usa dois feixes de laser: um estimula o brilho de moléculas fluorescentes, e o outro elimina todo o brilho que não esteja na escala desejada.
Assim, é possível fazer uma varredura só no nível nanométrico (bilionésima parte do metro).
Betzig e Moerner criaram um método para estudar molécula por molécula, ligando e desligando o brilho em cada uma delas e registrando séries de imagens da mesma amostra. A sobreposição das imagens cria um registro de altíssima resolução.
Com o trabalho dos três, tornou-se possível ver como as células funcionam e o que acontece quando elas estão doentes. Hell, por exemplo, estudou as ligações entre os neurônios no cérebro; Moerner analisou proteínas ligadas à doença de Huntington e Betzig pesquisou a divisão celular em embriões.