10.374 – Solidariedade – Como ajudar alguém que acabou de descobrir um câncer?


Tem gente que nem pronuncia o nome, chama de “aquela doença”. No entanto, todo ano, mais de 14 milhões de pessoas pelo mundo não conseguem evitá-la – essa é a estatística de homens e mulheres diagnosticados com o problema. “Quando fiquei sabendo, gelei”, diz a bancária Ingrid Rangel, que recebeu a notícia aos 32 anos, em uma consulta médica. Já a dona de casa Katia Glória, 48, descobriu sobre o tumor ao olhar o resultado de um exame.
Tanto Ingrid quanto Katia tiveram a mesma reação: ligaram para os maridos e dividiram a notícia. O de Ingrid a encontrou na rua para abraçá-la. “Ele estava duro como uma rocha, mas a expressão no seu rosto era triste. Uma tristeza sem dó, pois eu pedi que não tivesse pena de mim”, lembra. O de Katia brigou com ela pelo telefone. “Disse que eu não era médica e não poderia saber se era câncer mesmo.” Depois cancelou todos os compromissos e a levou para jantar e conversar sobre o dali para frente.
O fato é que ninguém está preparado para esse diagnóstico. Isso vale tanto para quem descobre a doença como para quem está próximo: alguns se afastam, outros não tocam no assunto. “Olhar para um amigo com câncer quebra o nosso sentimento de invulnerabilidade, aquele de que nada de mau vai nos acontecer”, explica Regina Célia Rocha, psicóloga do Instituto do Câncer (SP). “A partir daí, pensamos: se aconteceu com ele, pode acontecer comigo. Esse afastamento não é de caso pensado, é sem perceber, acontece por motivos inconscientes”.

Dicas
Fale sobre cura e seja positivo
Nada de olhar com pena ou dó. E não ter dó é bem diferente de fazer de conta que nada está acontecendo.
Seja uma boa companhia. Sessões de quimioterapia – comuns nesses tratamentos – duram cerca de quatro horas.
Quem não tem tempo para estar próximo pode dar carona para ir e voltar do hospital. A ajuda é bem-vinda porque, geralmente, pacientes nessa condição ficam muito fragilizados: enjoados e com baixa imunidade.
Evite atitudes superprotetoras
Não force uma cara de felicidade para o doente. A psiquiatra do A.C. Camargo, Carolina Marçal da Cunha, alerta que muitos amigos e parentes se tornam superprotetores ao longo do tratamento, e que isso é ruim.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s