10.380 – Mega Byte – Vírus chinês “sofisticado” pode afetar Android e iOS


virus chines

Em Hong Kong, onde recentemente começou uma onda de protestos a favor da democracia, surgiu um novo vírus para celulares que surpreendeu os especialistas. Isso porque ele é descrito como “extremamento sofisticado”, especialmente por ser capaz de infectar tanto usuários do Android como do iOS.
Como o iOS não permite que sejam instalados apps de origem desconhecida, porém, é necessário que o usuário tenha feito o jailbreak para estar vulnerável. No caso do Android, ainda é necessária um nível alto de ingenuidade para instalar o aplicativo maligno por conta própria.
O vírus se espalha por meio de uma mensagem no WhatsApp. De repente, os usuários são surpreendidos com a mensagem “Veja este app apra Android criado pela Code4HK [comunidade de desenvolvedores que apoiam as manifestações] para a coordenação do OCCUPY CENTRAL”, juntamente com o link para download. Apesar de a mensangem citar especificamente o Android, o vírus também afeta o iOS destravado.
Depois de fazer o download, o malware tem acesso aos dados dos usuários, incluindo histórico de ligações, mensagens e localização. A Code4HK diz que não tem nada a ver com o assunto. Michael Shaulov, CEO da empresa de segurança em mobile Lacoon, no entanto, crê em outro culpado: o governo chinês, que teria o objetivo de espionar os cidadãos para identificar manifestantes.
“Esta é a primeira vez que vemos um malware para iOS tão sofisticado operacionalmente ser desenvolvido por um grupo chinês”, afirma Shaulov em contato com o New York Times. Não é a primeira vez que surge um vírus assim para a plataforma da Apple, mas nunca tinha acontecido na China.

10.379 – Vírus – Saiba como evitar a ameaça ‘indestrutível’ do USB


usb

Dois pesquisadores soltaram na rede os códigos com os quais é possível criar um USB malicioso capaz de infectar qualquer dispositivo, e como a infecção se dá pelo firmware do USB, os softwares antivírus não conseguem detectar as ameaças.
O Mashable procurou especialistas em segurança para entender o que seria possível fazer para se prevenir e, grosso modo, a resposta é: nada. Porque a questão passa pela reeducação dos usuários.
Symantec e McAfee têm quatro dicas: só introduza dispositivos USB confiáveis em seu computador; não compre ou use dispositivos USB usados; nunca deixe seu computador ou aparelho móvel fora de vista; evite dispositivos USB que sejam brindes.
São conselhos com atitudes que já deveriam ser tomadas pelos usuários.
Uma vez que o computador tenha sido infectado, ainda há uma esperança. O USB pode colocar um arquivo malicioso inativo da máquina, mas, quando esse malware for ativado, o antivírus será ativado para bloqueá-lo. É como se o vírus permanecesse incubado, sem conseguir manifestar uma doença.
No fim, todas as dicas se resumem em não confiar no USB alheio e manter um bom antivírus instalado no computador.

10.378 – Uma Ilha Muito Estranha – Isola La Gaiola, Itália


gaiola

Conhecida como uma ilha “mal-assombrada”, a Isola La Gaiola possui tal reputação pela má sorte de seus frequentadores. Dos primeiros quatro donos; três deles sofreram mortes trágicas (afogamento e ataque cardíaco na vila da ilha, por exemplo) e outro está internado em um hospício.
Já os últimos estão na cadeia, cometeram suicídio e/ou tiveram seus filhos sequestrados. Na dúvida, que tal tirar a Isola La Gaiola do pacote de viagem?
Tal ilha fica no Golfo de Nápoles no coração da Gaiola Underwater Park, uma área protegida de cerca de 42 hectares. A ilha consistem de dois ilhéus deslumbrantes e serenos. Localizado na fronteira sul de Posillipo e muito perto da costa – cerca de 30 metros de distância, a ilha é fácil de alcançar. Enquanto um do Ilhéu tem uma casa solitária, o outro é desabitado. Uma pequena ponte conecta os dois ilhéus, que são separados por poucos metros. A ponte é muito estreita e se parece com um arco natural conectando os dois ilhéus. A ilha tem o seu nome nas cavidades que pontilham a costa de Posillipo, originário do latim cavea, “pequena caverna” e, em seguida, através do dialeto “Caviola”. Originalmente, a pequena ilha era conhecida como Euplea, protetor da segurança da navegação e foi o local de um pequeno templo dedicado a Vénus. Existem também várias outras ruínas desde o tempo dos romanos. Na verdade, abaixo dos ilhéus na água são várias estruturas romanas que agora são o lar de criaturas marinhas. Alguns acreditam que o poeta Virgílio, considerado como um mágico, lecionou aqui as ruínas.

10.377 – Política – Truques do marketing politico


politicotruques

Todo mundo sabe que a linguagem corporal influi nas relações humanas. Mas pouca gente conhece a real força dela. Numa experiência feita pela Universidade Tufts, nos EUA, um grupo de voluntários julgou a competência de alguns professores. Como? Assistindo a um vídeo que mostrava apenas dois segundos de cada mestre dando aula. É pouquíssimo tempo, insuficiente para fazer qualquer análise racional. Mas adivinhe só o que aconteceu. Os professores julgados mais competentes foram os mesmos que, após um semestre inteiro de aulas, eram os preferidos dos alunos da universidade. Isso não significa que os tais professores fossem de fato bons (para saber isso, seria preciso fazer uma análise do conteúdo das aulas). Mas demonstra o poder avassalador da aparência física e da linguagem corporal – que nosso cérebro julga, de forma inconsciente e em poucos segundos, assim que olhamos para alguém.
Um dos exercícios recomendados é fazer a chamada posição de super-homem: mãos na cintura, peito estufado, barriga para dentro e pernas abertas bem plantadas no chão, mantendo os pés paralelos. Se mantida por dois minutos, essa postura faz o cérebro aumentar os níveis de testosterona no organismo – o que eleva o grau de energia e confiança do candidato (ou candidata).
Na hora de cumprimentar alguém, o aperto de mão é calculado: o ideal é dar seis balançadas na mão da outra pessoa. É que isso torna o aperto discretamente mais longo que o normal, passando a sensação de que o candidato se importa com a pessoa. Ao dar a mão ao eleitor, tem que ser de lado. Se o candidato colocar a mão por cima, passa a impressão de autoritário; por baixo, transmite fraqueza. A roupa também é escolhida com cuidado. Durante sua campanha, Barack Obama alternou gravatas vermelhas e azuis. É que, segundo estudos, essas cores geram efeitos bem específicos: vermelho dá a impressão de força e energia; azul, controle e tranquilidade.
Mesmo com todas essas precauções, a imagem dos candidatos é rotineiramente alterada no Photoshop. E a mudança vai além de corrigir imperfeições.
Não é conhecido? Pode copiar o nome de alguém que é. Nas eleições de 2012, houve nada menos do que 106 “Lulas”, 69 “Dilmas” e 48 “Tiriricas” candidatos. Essa clonagem nem sempre dá certo. No final de 2012, 78% dos brasileiros aprovavam a presidente Dilma Rousseff, segundo pesquisa CNI/Ibope. Mas, das 69 candidatas a vereadora que usaram o nome “Dilma” nas urnas, apenas duas se elegeram. Uma foi Dilma (do PMDB), que recebeu 176 votos na cidade sergipana de Pedra Mole. A outra foi Dilma (do PRB), eleita em Mirangaba, na Bahia.
Jingles, pura enganação
Os jingles políticos podem parecer instrumentos vulgares, sem conteúdo, para tentar mexer com as emoções dos eleitores. E eles são exatamente isso. Mas também cumprem uma função importante: martelar o número do candidato na sua cabeça. “Em geral, as pessoas sabem bem o seu voto para presidente, governador, prefeito. Mas para deputado ou vereador, às vezes o eleitor não se lembra de ninguém e acaba escolhendo na hora, pela música que está na cabeça dele”, diz Nando Pinheiro, proprietário de uma empresa que produz jingles para vários partidos em São Paulo. Segundo Pinheiro, a escolha do ritmo depende da região do País. No Nordeste, por exemplo, quase todos os jingles são feitos em ritmo de forró, xote ou baião.

Debates Manipulados
Com a popularização da televisão, nos anos 60, os políticos passaram a entrar na casa de milhões de pessoas ao mesmo tempo. Nos EUA, a primeira eleição presidencial com debate ao vivo na TV foi entre John Kennedy e Richard Nixon, em 1960. E ele já teve seus truques. Como Nixon suava facilmente, seus assessores pediram à emissora CBS que aumentasse o ar-condicionado. Mas os assessores de Kennedy, que também sabiam disso, pediram para diminuir o ar assim que o debate começou. Nixon começou a suar muito, passando uma imagem de nervosismo e desespero. Pesquisas apontaram que Kennedy ganhou o debate, visto por 70 milhões de pessoas. Ele venceu a eleição por uma vantagem pequena, de apenas 100 mil votos. O suor do rival pode ter feito toda a diferença.
No Brasil, a manipulação seguiu o caminho inverso. Aqui, suor é considerado uma coisa positiva. Pelo menos em um debate realizado na TV Globo. Em 1989, nas primeiras eleições diretas para presidente depois da ditadura militar, o segundo turno era disputado por Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva. Durante um debate entre os dois, Collor teve um tratamento especial por parte de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, então diretor da
Globo. “Eu achei que a briga do Collor com o Lula nos debates estava desigual, porque o Lula era o povo e o Collor era a autoridade”, revelou o próprio Boni numa entrevista concedida em 2011.
Primeiro, ele modificou a aparência de um dos candidatos. “Nós conseguimos tirar a gravata do Collor, botar um pouco de suor”, conta. Segundo Boni, a produção da Globo passou um pouco de glicerina no rosto do candidato para fazer parecer que ele estava suando. E, com isso, atenuar seu jeito de almofadinha, aproximando-o do povo.
Boni entregou a Collor uma pasta onde supostamente havia documentos que poderiam incriminar Lula – e disse isso aos assessores do candidato petista. Só que era tudo mentira. “As pastas estavam inteiramente vazias, ou com papéis em branco”, disse Boni na fatídica entrevista, que foi concedida ao canal Globonews e pode ser vista no YouTube.

Jogam lama nos rivais
Foi o que fez, literalmente, o republicano Carl Paladino, candidato ao governo de Nova York. Em 2010, mandou uma carta a 200 mil eleitores. Dentro, uma foto dos candidatos adversários e um papel – que havia sido aromatizado com cheiro de lixo e trazia a frase: “Há algo fedendo aqui”. Paladino perdeu. Fazer ataques muito duros pode repercutir mal com o eleitorado. Mas há estratégias para não se expor na hora de pegar pesado. Em 1998, o candidato a presidente George Bush estava atrás do democrata Michael Dukakis. Quando foi governador, Dukakis criou um programa que permitia a alguns presos sair da cadeia nos fins de semana. Um deles acabou praticando estupro. Os marqueteiros de Bush fizeram anúncios que culpavam Dukakis pelo crime. Para não assumir a autoria do golpe baixo, montaram uma ONG de fachada, que dizia ser a autora dos vídeos. Bush venceu a eleição.

Fingem ser humildes
Há políticos que fazem de tudo para parecer gente comum em 1960, o advogado Jânio Quadros tinha o hábito de deixar caspa nas próprias roupas. em 1994, o acadêmico Fernando Henrique Cardoso comeu buchada de bode e andou de jegue. em ambos os casos, funcionou – venceram a eleição presidencial. Mas esses truques nem chegam perto do que o americano Neel Kashkari, candidato do partido republicano ao governo da Califórnia, fez neste ano. Kashkari é um milionário do setor financeiro. Mas viveu uma semana como mendigo em Fresno (a 300 km de são Francisco). Chegou lá de ônibus, com apenas us$ 40 no bolso. Se ofereceu para lavar louças, limpar chão, carregar caixas e cozinhar, mas não conseguiu emprego. Dormiu na rua. A experiência foi filmada e transformada em vídeo de campanha. Mas não colou. Até a conclusão desta edição, as pesquisas mostravam Kashkari 16 pontos atrás do rival, o democrata Jerry Brown.

10.376 – Lugares Misteriosos – Marine Stadium


Naumaquia eram batalhas navais simuladas que ocorreram em coliseus inundados na Roma antiga. Quer local melhor para uma batalha épica dessas do que uma arena marítima abandonada e com aparência totalmente pós-apocalíptica, como o Marine Stadium de Miami (EUA)? Com capacidade para 6.600 pessoas, a arena foi inaugurada em 1960 como um local para corridas de lancha. Fechada em 1992 após o furacão Andrew, a estrutura de concreto imponente desde então se tornou um refúgio para artistas e grafiteiros. Hoje, há um debate sobre o que fazer com o estádio. A instituição The Friends of Miami Marine Stadium quer restaurá-lo, já outros acreditam que ele deveria ser deixado como está: um monumento aos grafiteiros que o adotaram ao longo das décadas.

10.375 – Tecnologia para Despoluir


A água está cada vez mais poluída e mais escassa. Existem muitos lugares no mundo onde há água, mas ainda não é filtrada. Mais de um bilhão de pessoas no mundo não têm acesso à água limpa. Isso leva à morte de uma criança com menos de 5 anos a cada minuto no mundo.

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O holandês Boyan Slat, de 19 anos, criou a Ocean Cleanup, uma tecnologia capaz de limpar o lixo do Oceano Pacífico em uma década. O sistema funciona como uma barreira flutuante que aproveita as correntes oceânicas para bloquear os resíduos encontrados no mar.
Nos testes com um protótipo, a barreira foi capaz de coletar plásticos em até três metros de profundidade. O sistema também recolheu pouca quantidade de zooplâncton, o que facilita o reaproveitamento e a reciclagem do plástico. A estimativa é de que o sistema remova 65 metros cúbicos de lixo por dia
Uma piscina de tamanho olímpico flutuará sobre o East River da cidade de Nova York, nos Estados Unidos. O objetivo é limpar as águas do rio e ao mesmo tempo oferecer um lugar inusitado para a população se refrescar durante o verão.
Segundo o site do projeto, “o sistema de filtração em camadas gradualmente elimina as bactérias e contaminantes, garantindo água limpa segundo as normas municipais e estaduais de qualidade. Sem produtos químicos, sem aditivos, água natural apenas”.
Orçado em 15 milhões de dólares, o sistema de filtragem da piscina limpará as águas enquanto flutua sobre elas. O formato de sinal positivo possibilita que haja diferentes alas na piscina, separadas umas das outras e para diferentes tipos de atividades
Cascas de banana trituradas podem funcionar como um remédio eficaz em águas poluídas por pesticidas. Esse poder de despoluir a água por um custo zero foi descoberto por uma equipe de cientistas liderados pela pesquisadora Claudineia Silva, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba.
Os pesquisadores secaram cascas de banana maduras em um forno a 60ºC por um dia, equivalente ao material exposto ao Sol durante uma semana. Depois, as cascas foram trituradas e peneiradas, o que gerou um pó de consistência parecida com a de uma ração. Esse material foi, então, misturado com a água dos rios Piracicaba e Capivari, agitado por 40 minutos e filtrado.
A casca da banana tem grande capacidade de absorção de metais pesados e compostos orgânicos. O método pode ser usado no tratamento de água de abastecimento público, vindas de regiões com intensa prática agrícola.

peixe robo

Peixe Robô
Cientistas da Michigan State University (MSU) criaram um peixe robótico, o Grace. O objetivo da tecnologia é analisar a água e detectar substâncias tóxicas em rios e lagos.
Sensores no aparelho permitem a coleta de dados sobre temperatura e qualidade da água. Grace pode fazer viagens de longa distância sem que a bateria descarregue graças a uma bomba que empurra a água para dentro e para fora do robô

Lente Solar
Deshawn Henry, estudante de Engenharia Civil da Universidade de Buffalo, criou uma lente solar capaz de filtrar a água. O sistema de baixo custo tem potencial para ajudar as comunidades mais carentes. Para criar a lente, Henry usou materiais baratos de uma loja de hardware. O resultado foi um equipamento capaz de filtrar 99,9% das impurezas de um litro de água em cerca de uma hora.
A ideia de Henry tem potencial para ajudar a população de países menos desenvolvidos. A lente aumenta a luz solar e aquece um litro de água a uma temperatura suficiente para filtrá-la. À medida que o Sol muda de posição no céu, o recipiente de água precisa ser ajustado a fim de ficar no ponto focal da lente. O processo de aquecimento elimina os agentes patogênicos presentes na água, deixando-a limpa e potável.

10.374 – Solidariedade – Como ajudar alguém que acabou de descobrir um câncer?


Tem gente que nem pronuncia o nome, chama de “aquela doença”. No entanto, todo ano, mais de 14 milhões de pessoas pelo mundo não conseguem evitá-la – essa é a estatística de homens e mulheres diagnosticados com o problema. “Quando fiquei sabendo, gelei”, diz a bancária Ingrid Rangel, que recebeu a notícia aos 32 anos, em uma consulta médica. Já a dona de casa Katia Glória, 48, descobriu sobre o tumor ao olhar o resultado de um exame.
Tanto Ingrid quanto Katia tiveram a mesma reação: ligaram para os maridos e dividiram a notícia. O de Ingrid a encontrou na rua para abraçá-la. “Ele estava duro como uma rocha, mas a expressão no seu rosto era triste. Uma tristeza sem dó, pois eu pedi que não tivesse pena de mim”, lembra. O de Katia brigou com ela pelo telefone. “Disse que eu não era médica e não poderia saber se era câncer mesmo.” Depois cancelou todos os compromissos e a levou para jantar e conversar sobre o dali para frente.
O fato é que ninguém está preparado para esse diagnóstico. Isso vale tanto para quem descobre a doença como para quem está próximo: alguns se afastam, outros não tocam no assunto. “Olhar para um amigo com câncer quebra o nosso sentimento de invulnerabilidade, aquele de que nada de mau vai nos acontecer”, explica Regina Célia Rocha, psicóloga do Instituto do Câncer (SP). “A partir daí, pensamos: se aconteceu com ele, pode acontecer comigo. Esse afastamento não é de caso pensado, é sem perceber, acontece por motivos inconscientes”.

Dicas
Fale sobre cura e seja positivo
Nada de olhar com pena ou dó. E não ter dó é bem diferente de fazer de conta que nada está acontecendo.
Seja uma boa companhia. Sessões de quimioterapia – comuns nesses tratamentos – duram cerca de quatro horas.
Quem não tem tempo para estar próximo pode dar carona para ir e voltar do hospital. A ajuda é bem-vinda porque, geralmente, pacientes nessa condição ficam muito fragilizados: enjoados e com baixa imunidade.
Evite atitudes superprotetoras
Não force uma cara de felicidade para o doente. A psiquiatra do A.C. Camargo, Carolina Marçal da Cunha, alerta que muitos amigos e parentes se tornam superprotetores ao longo do tratamento, e que isso é ruim.

10.373 – Evolução – Pesquisa mostra como braço de dinossauros evoluiu para asa de aves


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Usando uma técnica inovadora desenvolvida por um estudante brasileiro, pesquisadores da Universidade do Chile encerraram uma longa controvérsia científica e desvendaram como os braços dos dinossauros evoluíram para asas em aves. Embora se saiba que as aves evoluíram a partir dos dinossauros, uma adaptação crucial para o voo continuava a intrigar biólogos evolutivos. Ao longo de milhões de anos, os punhos dos dinossauros ficaram mais curvos e flexíveis, evoluindo até que as aves pudessem dobrar as asas quando não estão voando.
A maneira como isso aconteceu, no entanto, sempre foi tema de debates longos e acalorados, com discordâncias substanciais entre biólogos do desenvolvimento — que estudam os embriões das aves em crescimento — e paleontólogos, que estudam os fósseis de dinossauros. Dos nove ossos dos punhos dos dinossauros, restaram apenas quatro nos pulsos das aves no curso da evolução. Para os cientistas, essa redução foi central na transformação evolutiva que levou ao surgimento das asas. Mas biólogos do desenvolvimento e paleontólogos discordavam quanto à correspondência entre ossos específicos de dinossauros e de seus descendentes emplumados.
O novo estudo, publicado no periódico PLOS Biology, supera o impasse. A equipe coordenada por Alexander Vargas, da Universidade do Chile, reexaminou diferentes fósseis de répteis provenientes de coleções de museus de vários países e analisou embriões de sete diferentes espécies de aves modernas.
Para comparar os dados, os cientistas tiveram de superar um obstáculo. Os marcadores fluorescentes, usados para observar o conjunto de ossos dos punhos das aves, não se mostraram eficientes, porque os esqueletos dos embriões são predominantemente feitos de cartilagem, tecido pouco permeável e recoberto por pele e músculos. Para contornar o empecilho, o estudante brasileiro João Francisco Botelho, coautor do artigo, desenvolveu uma nova técnica que permitiu estudar os esqueletos embrionários.
Uma das controvérsias mais emblemáticas solucionadas pelo estudo tem relação com o chamado osso semilunar. Na década de 1970, John Ostrom, da Universidade Yale, levantou a hipótese de que os pulsos de aves e dos dinossauros mais próximos delas tinham um osso muito similar, em forma de meia-lua – resultado da fusão de dois ossos presentes nos dinossauros. A partir dessa hipótese, Ostrom fundamentou o argumento, na época controverso, de que as aves descendiam de dinossauros. No entanto, os biólogos do desenvolvimento fracassaram para confirmar essa hipótese, o que levantou dúvidas até mesmo sobre se as aves vieram mesmo dos dinossauros.
Os novos dados obtidos pelo laboratório de Alexander Vargas revelaram a primeira evidência na biologia do desenvolvimento de que o semilunar das aves era formado de fato da fusão de dois ossos de dinossauros.

10.372 – Astrônomos acham vapor d’água em planeta pequeno fora do Sistema Solar


planeta com vapor

Combinando observações de três diferentes telescópios espaciais, astrônomos conseguiram pela primeira vez detectar vapor d’água na atmosfera de um planeta de porte relativamente pequeno fora do Sistema Solar.
Ainda não tão diminuto quanto a Terra, mas bem menor que gigantes gasosos como Júpiter –os únicos até então a ter sua composição atmosférica estudada.
Conhecido pela sigla HAT-P-11b, o planeta orbita uma estrela um pouco menor que o Sol a 122 anos-luz de distância, na constelação do Cisne.
Ele tem o tamanho aproximado de Netuno e foi investigado pelos cientistas usando os telescópios Hubble, Spitzer e Kepler.
Os dois primeiros tinham por objetivo captar a luz emanada da estrela que passasse de raspão pela atmosfera do planeta, carregando consigo a “assinatura” de sua composição química.
Já os dados do Kepler permitiram estudar especificamente o brilho da estrela, para se certificar de que qualquer medição feita fosse mesmo do planeta, e não proveniente de manchas estelares.
Eis que, com isso, surgiu a assinatura clara da presença de água, assim como de vastas quantidades de hidrogênio, na alta atmosfera de HAT-P-11b.
Tentativas anteriores de medir a atmosfera de exoplanetas pequenos já haviam sido feitas pelo mesmo grupo, mas em todos os casos acabaram frustradas pela presença de nuvens na alta atmosfera, que impediram qualquer detecção.

“A descoberta mais significativa da nossa pesquisa é que de fato achamos uma atmosfera limpa [sem nuvens] num exoplaneta pequeno”, disse à Folha Jonathan Fraine, da Universidade de Maryland, primeiro autor do trabalho publicado na revista “Nature”.
Muito próximo de sua estrela e gasoso como Netuno, o HAT-P-11b é quente demais, inadequado para a presença de vida como a conhecemos.
Contudo, o achado mostra que os cientistas estão num bom caminho para encontrar planetas que tenham temperaturas mais amenas e suficiente quantidade de água para suportar uma biosfera similar à terrestre.