10.371 – Primeiro “zoológico” de micróbios do mundo é inaugurado em Amsterdã


microbios

Orçado em 10 milhões de euros (US$ 13 milhões), o Museu Micropia fica perto do zoológico real Artis, em Amsterdã, cujo diretor teve, há 12 anos, a ideia de expor um arranjo de micróbios vivos em um “microzoo”.
“Tradicionalmente, os zoológicos tendiam a mostrar apenas uma pequena parte da natureza, especificamente os animais maiores”.
“Hoje, nós queremos exibir a micronatureza”, disse Balian, que acredita que a importância dos micróbios nos nossos dias atuais tem sido subestimada desde que o cientista holandês Antonie van Leeuwenhoek viu as criaturas microscópicas no século XVII.
Frequentemente, os micróbios são associados a doenças, provocadas por vírus, bactérias, fungos e algas, mas eles também são essenciais para nossa sobrevivência e desempenharão um papel cada vez mais importante no futuro da humanidade e do planeta
Eles já são usados na produção de biocombustíveis, no desenvolvimento de novos tipos de antibióticos e no melhoramento da produtividade agrícola.
Experiências têm demonstrado seu potencial futuro em campos diversos, da geração de energia ao reforço de fundações de prédios, passando pela cura do câncer.
Entrando em um elevador, é possível ver a imagem superaproximada de uma câmera no olho de alguém, revelando as minúsculas criaturas que vivem em nossos cílios. A câmera, em seguida, aproxima-se de uma bactéria no cílio e, finalmente, de um vírus dentro da bactéria.
Os visitantes podem ver a reprodução microbiana por um microscópio tridimensional, especialmente desenvolvido e construído para o Micropia, ou observar um modelo em escala gigante do vírus Ebola, que está devastando o oeste da África.

10.371 – Ansiedade, ciúme e mau humor são fatores de risco para Alzheimer em mulheres


Mulheres ansiosas, ciumentas ou mal-humoradas na meia idade correm mais risco de desenvolver Alzheimer no futuro do que aquelas sem essas características. A conclusão é de um estudo que durou 40 anos e foi publicado nesta quarta-feira no periódico Neurology.
Por 38 anos, os cientistas acompanharam 800 mulheres de, em média, 46 anos. Eles analisaram a personalidade das voluntárias por meio de testes de neuroticismo, introversão, extroversão e memória. Ao longo do estudo, dezenove participantes desenvolveram demência. O neuroticismo se refere à facilidade com uma pessoa se desestabiliza emocionalmente e a traços de personalidade como ansiedade, ciúme e mau humor. Pessoas que sofrem de neuroticismo são mais propensas a expressar raiva, culpa, inveja e depressão.
Os pesquisadores também perguntaram às voluntárias se elas haviam tido períodos de stress com mais de mês de duração. Stress refere-se a sentimentos de irritabilidade, tensão, nervosismo, medo, ansiedade e distúrbios de sono. As respostas foram avaliadas de zero a cinco, sendo zero nenhum episódio e cinco stress constante nos últimos cinco anos. Mulheres que se enquadraram nas categorias três a cinco foram consideradas estressadas.
De acordo com os cientistas, não foi encontrada nenhuma relação entre o risco de demência e a personalidade introvertida ou extrovertida. No entanto, mulheres que eram ao mesmo tempo introvertidas e estressadas eram aquelas com maior probabilidade de desenvolver Alzheimer. Das 63 participantes com essas características, dezesseis (25%), tiveram Alzheimer, ante oito das 64 (13%) que eram extrovertidas e calmas.

10.370 – Longevidade- Má Notícia: Perda de olfato pode diminuir a expectativa de vida


O olfato pode ser um indicador de longevidade, revelou uma pesquisa da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, publicada nesta quarta-feira no periódico Plos One.
De acordo com os cientistas, um sistema olfativo saudável tem células tronco capazes de se regenerarem. A perda de olfato, então, seria um sinal da diminuição da capacidade do organismo de se reconstruir e um indicativo de problemas mais sérios de saúde.
Participaram da pesquisa 3 005 pessoas com idades entre 57 e 85 anos. Foram testadas suas habilidades em identificar cinco cheiros: rosa, couro, laranja, peixe e hortelã-pimenta. Cinco anos depois, os estudiosos repetiram o teste com os mesmos voluntários.
No intervalo dos dois exames, 430 participantes morreram. Desses, 39% erraram todos os odores no primeiro teste, 19% duas ou três vezes e 10% uma vez. Isso significa que as pessoas com os piores desempenhos no primeiro teste apresentaram quatro vezes mais risco de morrer nos cinco anos seguintes do que os indivíduos que tinham melhor olfato.
“Disfunção olfativa é um fator de risco independente para a morte. Ela é mais forte do que várias causas comuns, como insuficiência cardíaca, doença pulmonar e câncer. Por isso, quando a pessoa percebe que teve uma perda nesse sentido, o ideal é ela procurar um médico”, disseram os pesquisadores.