10.369 – Mega Sampa – Após ciclovia, capital paulista terá suporte para estacionar bicicletas


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Tal conceito chegou com algumas décadas de atraso na nossa velha Sampa, mas finalmente chegou…

A Prefeitura de São Paulo vai lançar até o final deste mês uma licitação para instalar na capital 8.000 paraciclos (estacionamentos de bicicletas na calçada).
A empresa escolhida ficará responsável pela colocação dos equipamentos, na forma da letra U invertida. O modelo é comumente utilizado na Inglaterra e custa entre R$ 200 e R$ 300 a unidade.
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) não estimou o valor da licitação.

Em alguns pontos do centro, como na avenida São João, já é possível encontrar esse tipo de suporte.
A proposta é instalar os paraciclos principalmente perto de pontos de ônibus. A distância entre um conjunto de suportes e outro deve ser de cerca de 200 metros.
O prefeito Fernando Haddad (PT) explica que a ideia é integrar o transporte ciclístico ao coletivo. “Estamos analisando para colocar [paraciclos] nos pontos de ônibus. Às vezes, as pessoas não querem levar as bicicletas nos ônibus, mas querem deixá-las estacionadas”, disse.
O formato escolhido agrada a ciclistas, já que oferece apoio para a bicicleta inteira, permitindo que o quadro e as rodas fiquem presos.
Antônio Miotto, 48, porém, ressalta que a prefeitura deve planejar o local onde as estruturas serão instaladas.

“Não adianta colocar ciclovias pela cidade se não tiver lugar para parar as bicicletas. Mas também não adianta colocar os paraciclos em qualquer lugar. É preciso planejamento. Colocar os suportes onde há grande fluxo de pessoas e onde não atrapalhe os pedestres”, afirma o ciclista.

A possibilidade de obstrução da passagem é a principal ressalva feita por especialistas em relação à medida. Dependendo da posição dos suportes, um conjunto de três paraciclos poderá ocupar mais do que dois metros.

“O pedestre tem que ser a prioridade na cidade, nada pode atrapalhá-lo”, diz Horácio Figueira, consultor em engenharia de tráfego e transporte, mestre em engenharia de transportes pela USP.

Para isso, ele defende que as calçadas sejam adaptadas para receber as paradas. “Nem que, para isso, tenha que diminuir a pista para o ciclista ou o motorista.”

Também a partir deste mês, a prefeitura promete começar o programa de ciclopassarelas sobre as marginais Tietê e Pinheiros. A primeira será instalada na ponte da Casa Verde e ligará as avenidas Braz Leme e Barra Funda, ao lado da pista sentido centro.
De acordo com a CET, há estudos para colocar passagens para bicicletas nas pontes Freguesia do Ó, do Piqueri, Cidade Universitária, Eusébio Matoso, Cidade Jardim e do Socorro.