10.438 – Farmacologia – O Cloridrato de trazodona


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É um antidepressivo derivado da triazolopiridina que difere dos atuais antidepressivos atualmente disponíveis. Embora a Trazodona apresente certa semelhança com os benzodiazepínicos, fenotiazidas e antidepressivos tricíclicos, seu perfil farmacológico difere desta classe de drogas.
Indicado para
> Depressão maior com ou sem episódios de ansiedade.
> Dor neurogênica (neuropatia diabética) e outros tipos de dores crônicas.
> Tratamento da depressão maior.
Contra indicação
> Pacientes com hipersensibilidade à Trazodona e no período de recuperação do Infarto do Miocárdio.
Advertências
A trazodona está associada à ocorrência de priapismo. Os pacientes do sexo masculino com ereções prolongadas ou com duração inadequada devem suspender imediatamente o tratamento com o medicamento e consultar o médico.
Foram relatados casos de detumescência do priapismo e ereções do pênis induzidas por medicamentos por injeção intracavernosa com estimulantes alfa-adrenérgicos tais como epinefrina e metaraminol. Em um caso de priapismo (de 12 a 24 horas de duração) em paciente tratado com trazodona, no qual foi aplicada a injeção intracavernosa de epinefrina, ocorreu detumescência imediata com retorno de atividade erétil normal.
Esse procedimento deve ser realizado sob a supervisão de um urologista ou um médico familiarizado com o tratamento e não deve ser iniciado sem consulta urológica, se o priapismo persistir por mais de 24 horas.
A trazodona não é recomendada para uso durante a fase inicial de recuperação do infarto do miocárdio.
-Embora 75% dos pacientes apresentem melhora em 2 semanas, às vezes é necessário um período superior a 30 dias para produzir efeitos terapêuticos significativos.
-Suspender a medicação gradualmente.
-Evitar bebidas alcoólicas ou outros depressores do SNC.
-Cuidado ao levantar-se ou sentar-se abruptamente, pode ocorrer vertigem.
-Evitar funções onde a falta de atenção aumenta o risco de acidentes.
-O risco/benefício deve ser considerado em situações clínicas como doenças cardíacas, alcoolismo, comprometimento hepático ou renal e gravidez.
A possibilidade de suicídio em pacientes seriamente deprimidos é inerente à doença e pode persistir até que ocorra melhora significativa. Portanto, deve-se prescrever o menor número possível de comprimidos adequando o tratamento às necessidades do paciente.
Há relatos sobre a ocorrência de hipotensão, incluindo a hipotensão ortostática e síncope em pacientes sob tratamento com cloridrato de trazodona. A administração concomitante de terapia anti-hipertensiva com trazodona pode exigir uma redução da dose do medicamento anti-hipertensivo.
Pouco se sabe sobre a interação entre a trazodona e anestésicos em geral; portanto, antes de cirurgia eletiva, o tratamento com trazodona deve ser interrompido pelo tempo que for clinicamente viável.
Deve-se tomar precauções ao administrar cloridrato de trazodona a pacientes com distúrbios cardíacos e tais pacientes devem ser monitorados cuidadosamente, visto que medicamentos antidepressivos (incluindo a trazodona) estão associados com a ocorrência de arritmias cardíacas. Estudos clínicos recentes relativos a pacientes com distúrbios cardíacos pré-existentes indicam que a trazodona pode ser arritmogênica em alguns pacientes desse grupo. Devido a sua fraca atividade adrenolítica, a trazodona pode provocar bradicardia e hipotensão acompanhada de eventual taquicardia compensatória, o que exige cuidados no uso em pacientes cardiopatas, especialmente nos que apresentam distúrbios de condução ou bloqueio aurículoventricular.
Assim como ocorre com todos os antidepressivos, o uso da trazodona deve ser recomendado pelo médico levando em consideração se os benefícios da terapia superam os fatos potenciais de risco.
Como foi relatada a ocorrência do priapismo em pacientes que receberam cloridrato de trazodona, os pacientes com ereção prolongada ou inapropriada do pênis devem interromper imediatamente o tratamento com o medicamento e consultar o médico.
A trazodona pode intensificar o efeito do álcool, barbitúricos e outros depressores do SNC (sistema nervoso central).
A trazodona deve ser administrada logo após uma refeição ou um pequeno lanche. Em qualquer paciente, a absorção total do medicamento pode ser até 20% maior quando é tomado com alimento ao invés de ingeri-locom estômago vazio. O risco de tontura/delírio pode aumentar sob condições de jejum.

10.437 – Mega Almanaque – Futebol: Charles Miller


Charles Miller
Charles Miller

Esse esporte chegou ao Brasil 1894 através do paulistano Charles Miller, filho de imigrantes ingleses, radicados em SP, Miller conhecera o esporte na Inglaterra, onde estudou por 10 anos. No período em que ficou fora do Brasil, nosso país deixou de ser império para se tornar república. Mas, o criquete era o esporte praticado pelas elites. Quando desembarcou no porto de Santos, Miller trouxe 2 bolas de couro debaixo dos braços e dentro da bagagem, regras de futebol e uniformes. Não demorou para ele convencer os jogadores de criquete do São Paulo Atletic Club a jogar futebol. O primeiro jogo foi em abril de 1894, num campo do bairro do Brás e reuniu as equipes do São Paulo Railway e do Gás Company.

10.436 – Fábrica de mosquitos transgênicos para combate à dengue abre em Campinas


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A empresa britânica Oxitec inaugurou nesta terça-feira (29) em Campinas sua primeira fábrica de mosquitos transgênicos Aedes aegypti, nova tecnologia de combate à dengue.
Com capacidade inicial para produzir 2 milhões de mosquitos machos estéreis por semana, a empresa já está em negociação com alguns municípios paulistas para implementar sua estratégia de erradicação do inseto transmissor da doença.
Entre as prefeituras que enviaram representantes à inauguração da fábrica ontem, a de Piracicaba era aquela que estava em conversação mais adiantada para levar o serviço biotecnológico à cidade. Os municípios de Campinas, Nova Odessa e Americana também sondaram a Oxitec, mas não há nenhum acordo em negociação ainda.
Apenas a fêmea de Aedes aegypti pica pessoas e transmite a doença. O inseto transgênico macho criado pela Oxitec impede a proliferação delas ao fecundá-las com esperma que gera filhotes inviáveis. Ao perder a oportunidade de copular com os machos saudáveis, as fêmeas deixam de se reproduzir, e a população do mosquito começa a diminuir.
Por enquanto, a fábrica de Campinas –localizada no Techno Park, um loteamento empresarial que recebe isenções fiscais– está produzindo mosquitos só a título de demonstração de sua capacidade. Apesar de parecer grande, a taxa de produção atual é suficiente para um plano combate apenas em uma zona habitada por 10 mil a 15 mil pessoas.
A linhagem do mosquito usada pela Oxitec foi criada 12 anos atrás em pesquisas na Universidade de Oxford. Os animais usados hoje são descendentes de mosquitos que foram geneticamente modificados em laboratórios. De lá até aqui, foram R$ 80 milhões investidos em pesquisa e desenvolvimento
A fábrica de Campinas não requer infraestrutura sofisticada de engenharia genética, porém, apenas gaiolas e recipientes para manter a colônia de mosquitos. Os insetos se alimentam de ração de peixe. As fêmeas recebem também um suprimento de sangue de carneiro, necessário à sua ovulação.
As fêmeas de mosquito não podem ser liberadas na natureza. Para separar os mosquitos por sexo, os cientistas precisam coletar as pupas (casulos) na hora certa e usar peneiras especiais que isolam as fêmeas. Quando o mosquito chega ao tamanho maduro, os machos são colocados separadamente em potes para transporte até o local de soltura.
Os primeiros testes de campo da empresa já foram realizados na Malásia, nas Ilhas Cayman, no Panamá e no Brasil. Distritos nas cidades de Juazeiro (BA) e Jacobina (BA) registraram quedas de até 93% nas populações de mosquito, em testes feitos antes de a Oxitec se instalar no Brasil. Os primeiros testes foram planejadas pela organização Moscamed, criada para implementar a tecnologia no país.
Segundo os técnicos da empresa, os insetos transgênicos superam em eficácia a fumigação de inseticida, hoje uma das principais ações para combater a disseminação do mosquito.

10.435 – Tartarugas invadem o aeroporto JFK


Tartaruga na pista atrasa o jato
Tartaruga na pista atrasa o jato

Foi uma das razões mais curiosas para o atraso de um voo: dezenas de tartarugas-de-dorso-de-diamante atravessaram lentamente a pista de pouso do aeroporto internacional JFK, em Nova York.
O incidente ocorreu em 2009 e fez manchetes. Sempre houve tartarugas no Refúgio de Fauna e Flora Jamaica Bay, logo ao sul do aeroporto, mas sua presença ocasional na área do aeroporto não costumava causar confusão.
Mas naquele dia de julho, Russell Burke, diretor do departamento de biologia da Universidade Hofstra, na vizinha Hempstead, comentou: “Alguma coisa levou um número enorme de tartarugas a subir a pista 4L”.
Dois anos mais tarde o fenômeno se repetiu. E no último 3 de julho um grupo de tartarugas voltou a aparecer na pista 4L, não obstante as medidas tomadas para mantê-las à distância.
Sempre que uma tartaruga atravessa uma barreira de plástico montada no aeroporto após a primeira invasão, biólogos são despachados para buscá-la. As tartarugas muitas vezes são vistas pelos pilotos, para os quais mesmo um animal pequeno é um risco potencial. Os biólogos então determinam se a tartaruga está grávida. Se sim, eles a levam para uma praia arenosa, do outro lado da cerca, onde ela poderá escavar seu ninho. Se não estiver, os biólogos tiram uma impressão de seu casco e a tartaruga é devolvida à natureza.
Estudando as impressões das carapaças, Burke observou alguma coisa sobre as tartarugas que estavam indo ao aeroporto. Muitas eram jovens, com entre 7 e 9 anos. Essa é a idade em que as tartarugas atingem a maturidade sexual -e quanto retornam às praias onde nasceram para ali escavar seus ninhos.
O crescimento da população de tartarugas em Jamaica Bay é tradicionalmente controlado pelos guaxinins, que matam mais ou menos 95% dos filhotes recém-nascidos a cada ano. Esse fato, associado à idade das tartarugas, levou Burke a formular uma hipótese.
“Meu palpite”, ele disse, “é que sete a nove anos atrás aconteceu alguma coisa aos guaxinins no JFK. Isso porque muitos dos ovos postos naquele ano sobreviveram, e quando essas tartarugas chegaram à idade de reproduzir, começaram a invadir a pista de pouso.”
Burke descobriu que de fato, muitos guaxinins do refúgio natural morreram em 2008 devido a um surto de cinomose.
Agora há sinais de que a população de tartarugas está voltando ao normal, pelo menos as do aeroporto Kennedy. Em junho de 2012, biólogos contaram 800 tartarugas de dorso de diamante. Um ano mais tarde, havia 400. Este ano, cerca de 300.
Mas as tartarugas continuam a fazer visitas ocasionais ao aeroporto, como a de 3 de julho, quando uma maré alta levou 86 delas a passar sobre a barreira na extremidade pantanosa onde a pista 4L termina.
De acordo com Ron Marsico, um representante do aeroporto, naquele dia os aviões puderam utilizar uma pista diferente.

10.434 – Saúde – por que o surto de Ebola está fora de controle?


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A pior epidemia de Ebola da história, como classificou Organização Mundial da Saúde (OMS), já infectou mais de 1 000 pessoas e matou ao menos 660 no oeste da África. A doença, para a qual não existe cura ou vacina, é conhecida por ser altamente transmissível e mortal: a taxa de óbitos entre infectados pode chegar a 90%. Neste fim de semana, com a confirmação do primeiro óbito na Nigéria, o surto passou a afetar quatro países, incluindo Serra Leoa, Guiné e Libéria.
O vírus Ebola foi descoberto em 1976, quando houve 431 mortes. Desde então, os principais surtos aconteceram em 1995 (254 óbitos), 2000 (224) e 2007 (224), todos na África. O atual surto teve início em março na Guiné e, em maio, se espalhou para Serra Leoa após um curandeiro infectado transitar entre os dois países. Profissionais de saúde que ajudam a tratar pacientes infectados estão entre as vítimas, como o médico que liderava o combate à doença na Libéria, morto no sábado, e o que chefiava o combate à moléstia em Serra Leoa, nesta terça-feira 29/julho.
Alguns fatores ajudam a explicar por que a epidemia cresceu tanto. Um deles é o fato de que, pela primeira vez, o vírus ultrapassou áreas rurais e chegou às capitais, onda a densidade demográfica é mais alta. “Os surtos anteriores foram localizados, o que facilitou o isolamento dos pacientes e o controle da doença”, disse ao jornal britânico The Guardian Nestor Ndayimirije, representante da OMS.
Além disso, crenças populares e falta de informação atrapalham o combate à moléstia. Como não existe prevenção contra a doença, medidas como identificar pessoas infectadas rapidamente e colocá-las em quarentena para evitar transmissão do vírus ajudam a controlar o surto. No entanto, nos países endêmicos, há relatos de pessoas que escondem familiares doentes; de pacientes que fogem do isolamento; e de famílias que mantêm o cadáver de um parente por vários dias em suas casas.
A OMS afirma que divulgar o maior número de informações sobre a doença para a população é importante para prevenir os surtos de Ebola. Mas o baixo investimento em saúde nos países acometidos pela doença dificulta essa estratégia. Segundo reportagem da rede americana CNN, na Guiné, por exemplo, onde a expectativa de vida da população é de 58 anos, o governo gastou uma média em 7 dólares por pessoa em saúde em todo o ano de 2011. No mundo, a média em 2010 foi de 571 dólares per capita.
Algumas autoridades de saúde africanas, porém, acreditam que os relatos de casos e mortes têm dado mais atenção ao Ebola. “Não estamos dizendo que está tudo bem, mas agora há menos pessoas morrendo em silêncio”, disse Sakouba Keita, ministro da Saúde da Guiné.
Um comunicado da OMS divulgado na semana passada exigiu que os governantes adotassem medidas “drásticas” para combater o surto atual diante da preocupação com a possibilidade de transmissão a países vizinhos.
No domingo, a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, anunciou o fechamento da maior parte das fronteiras terrestres do país. Os poucos pontos que não foram interditados, segundo ela, terão centros para auxiliar na prevenção da epidemia. Ellen também determinou que hotéis e restaurantes exibam a seus clientes um vídeo de 5 minutos contendo informações sobre a moléstia e proibiu eventos públicos e manifestações, para reduzir o risco de contágio.
A OMS considera baixo o risco de contágio entre pessoas que viajam a regiões endêmicas, já que a transmissão do vírus acontece a partir do contato com fluidos corporais dos doentes (como sangue, suor, urina e saliva) – e não pelo ar.
Nesta terça-feira, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou que o governo brasileiro segue as recomendações da OMS – não há indicação para que pessoas deixem de viajar a países endêmicos. “A situação nesses países se agrava pois são regiões em conflito, aonde os profissionais de saúde muitas vezes têm dificuldades para chegar. Mas, pelas características de transmissão da doença, não há risco de disseminação global”, afirmou Chioro.
O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos, acredita que o risco de o surto de Ebola se espalhar pelo país é remoto. Dois americanos contraíram o vírus na Libéria, onde estão recebendo tratamento.

10.433 – Surto de Ebola na África


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O vírus Ebola foi descoberto em 1976 a partir de diagnósticos simultâneos na República Democrática do Congo e no Sudão, na África. Ele provoca uma grave doença conhecida como febre hemorrágica Ebola, que pode afetar seres humanos e primatas, como macacos e chipanzés. O surto de Ebola pode chegar a provocar a morte de 90% das pessoas infectadas. Atualmente, não existe vacina e nem cura para a doença.
O Ebola é transmitido de pessoa para pessoa principalmente a partir do contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas. A transmissão também pode acontecer a partir do contato com ambientes e objetivos contaminados por esses fluidos, como roupas. Segundo a OMS, não há risco de contágio no período de incubação do vírus — ou seja, entre a infecção e os primeiros sintomas. No caso do Ebola, esse tempo pode variar de 2 a 21 dias.
A doença costuma aparecer com quadros de febre, fraqueza e dores musculares, de cabeça e de garganta. Em seguida, surgem sinais como náusea, diarreia, feridas na pele, problemas hepáticos e hemorragia interna e externa. O tempo entre a infecção pelo vírus e o os primeiros sintomas variam de 2 a 21 dias.
Não existe um tratamento específico para a febre hemorrágica Ebola. Pacientes graves recebem cuidados intensivos, que incluem reidratação oral e intravenosa, e devem ser isolados e receber a visita apenas de profissionais de saúde que seguem todas as medidas de prevenção contra a infecção.
Segundo a OMS, as pessoas com maior risco de contágio são profissionais de saúde e familiares de pacientes contaminados. A organização considera que as probabilidades de infecção entre turistas que visitam uma área endêmica são baixas.