10.432 – Microcosmos, filme – A Ciência no Cinema


Microcosmos

Através de microcâmeras de última geração, aventure-se num mundo desconhecido, onde minúsculos seres vivos habitam e interagem com a natureza. O ciclo da vida – nascimento, transformação, comida, luta pela sobrevivência, acasalamento e morte – faz parte do cotidiano de cada uma dessas criaturas. Uma jornada inesquecível que tem como personagens principais os insetos.
É um filme de 1996 , um documentário de Claude Nuridsany e Marie Pérennou e produzido por Jacques Perrin .
Este filme é basicamente um registro de interações detalhadas entre insetos e outros pequenos invertebrados.
O filme foi exibido fora de competição no Festival de Cannes 1996 .
Cenas do filme foram usadas no vídeo da música para o single “Você não me ama (como você costumava fazer)” do The Philosopher Reis álbum ‘ famoso, rico e bonito .

Assista o filme completo:

10.431 – Atletismo e Cardiologia – Atletas possuem coração maior


atividade física

O coração do atleta se adapta às atividades intensas. O coração dos atletas é maior que o de indivíduos comuns.
Atualmente, apesar da queda no número de mortes, as doenças coronarianas e a pressão alta ainda afetam milhares de pessoas, inclusive jovens. O sedentarismo é cada vez mais comum. Jovens e crianças trocam as atividades físicas pelo computador e pela televisão, trocam legumes, frutas e sucos, por fast food e refrigerantes. E é nessa hora que o coração começa a reclamar.
A diferença entre o coração de um atleta ou praticante de exercícios físicos e o de um sedentário é a chamada hipertrofia, ou seja, o coração de um atleta é mais forte do que o de um indivíduo sedentário, devido à quantidade de exercícios que pratica. Os atletas também podem contar com o chamado condicionamento físico, ou seja, o organismo já está preparado para receber certas cargas de esforço, o coração foi preparado para aumentar a frequência cardíaca de acordo com o esforço de cada atleta. São fatores como esses que uma pessoa sedentária não possui e é a partir disso que as doenças coronarianas e o aumento de pressão começam a aparecer.
A pressão arterial de um praticante de exercícios tende a ser mais baixa do que a de um sedentário, porque com a prática de atividades físicas ocorre a diminuição da resistência vascular periférica, ou seja, os vasos são menos contraídos. Portanto a pressão arterial é mais baixa. A pressão arterial depende da resistência que os vasos oferecem a quantidade de sangue que o coração está lançando dentro dos vasos. Quanto menor a resistência, menor a pressão. Porém, isso não é uma regra. “Existem pessoas que não praticam exercício algum e têm a pressão baixíssima. O que ocorre é que pessoas que praticam, geralmente, têm a pressão mais baixa.
Para ter uma vida saudável e evitar os males do coração as pessoas devem fazer exercícios no mínimo três vezes por semana, durante 30 minutos. Mas o ideal é que se faça uma hora de atividades físicas por dia. “Mas a pessoa também não pode querer, de um dia para o outro, correr vários quilômetros. O condicionamento físico é feito aos poucos. O seu organismo tem que estar preparado para receber certa carga de exercícios. Não adianta, também, dizer que praticou esportes na juventude, tem que fazer a vida inteira. Se você pára, o risco das doenças retorna.
Além disso, deve-se ter um cuidado redobrado com a alimentação. A obesidade é um fator de grande risco para o coração. A dieta deve ter alto teor de fibras e baixo teor de gordura animal, saturada. Peixe, legumes, verduras e frutas devem ser a base de uma alimentação saudável, prolongando a vida das pessoas.
Os riscos maiores estão, normalmente, na classe pobre, que tem como base de sua alimentação a farinha e o biscoito, além da famosa “cervejinha do final de semana”, o álcool tem o mesmo número de calorias que a gordura. Esses tipos de alimentos em excesso podem levar a obstrução coronariana.
– Existem os fatores clássicos que levam aos problemas coronarianos que são excesso de peso, pressão alta, diabetes e colesterol alto. Mas existem também fatores que ainda não foram explicados, são mais de 200 – o que mostra que a cardiologia ainda desconhece muitas causas sobre as enfermidades do coração.
Dieta, exercícios físicos e o mínimo de drogas possível foi a dica do cardiologia para uma vida saudável.
Mas em esportes onde os exercícios são muito fortes como nas maratonas e no futebol, é essencial ter ao alcance da equipe médica todo o aparato de ressuscitação cardiovascular. Como o desfibrilador e todo material de entubação. “O material é necessário sim, mas o que deve ser feito são exames sérios e periódicos nos atletas, para que não corram o risco de morrerem enquanto praticam suas atividades. A ressuscitação só deve ser feita em último caso, pois as chances de salvar o paciente são pequenas.

10.430 – Tempestade solar quase causou ‘apagão geral’ na Terra


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A tempestade solar mais forte dos últimos 150 anos passou muito perto da Terra em 23 de julho 2012, revelou a Nasa. Se ela tivesse nos atingido, seria poderosa o suficiente para levar a civilização a condições semelhantes ao século XVIII. “Se a erupção tivesse ocorrido uma semana antes, a Terra estaria na linha de fogo”, afirmou Daniel Baker, professor de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, em comunicado da agência espacial americana.
O evento foi uma explosão solar, conhecida como Ejeção de Massa Coronal (EMC). Essas rajadas solares não chegam até nós, mas sua radiação eletromagnética e partículas energizadas sim. Elas podem induzir flutuações elétricas na superfície do planeta, destruindo transformadores, afetando redes de comunicação, provocando erros em GPS e sistemas de rádio e danificando satélites.
A Nasa só soube da tempestade porque ela atingiu um observatório solar chamado Stereo-A, construído para medir eventos semelhantes. Ele recolheu informações sobre o frenômeno sem ser destruído porque não estava orbitando a Terra no momento da erupção, mas viajando pelo espaço interplanetário. No entanto, isso demonstra que outras tempestades podem ter passado próximas da Terra sem terem sido detectadas por nenhum sistema espacial.
“Com os últimos estudos, me convenci ainda mais do quanto os habitantes da Terra foram sortudos de que a erupção de 2012 tenha acontecido dessa maneira. Se tivesse nos atingido, ainda estaríamos recolhendo nossos pedaços”, afirmou Baker.
No caso de ter chegado ao nosso planeta, a tempestade solar de 2012 teria sido comparável à tempestade solar Carrington, de 1859, a mais poderosa já registrada. Na ocasião, postos de telégrafo foram incendiados, redes elétricas tiveram panes e foram percebidos distúrbios no campo magnético da Terra.
De acordo com um estudo da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, um evento como esse custaria hoje 2 trilhões de dólares ou 20 vezes mais que o furação Katrina. Segundo a Nasa, há 12% de probabilidade que uma tempestade solar poderosa como essa realmente chegue até a Terra nos próximos dez anos.

10.429 – Instituições bancárias vão trocar caixas eletrônicos por terminais do Banco24Horas


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Os bancos de varejo no Brasil informaram nesta sexta-feira um novo acordo de acionistas com a TecBan, empresa que gere a Rede Banco24Horas. De acordo com os comunicados, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Santander Brasil, HSBC, Caixa Econômica Federal e Citibank deverão substituir, em quatro anos, boa parte da sua rede externa de Terminais de Autoatendimento (TAA) pelos caixas da Rede Banco24Horas.
No novo acordo, a rede externa abrange os TAAs situados fora do ambiente de agências bancárias, onde o acesso não é restrito, exclusivo ou controlado, como os terminais em shopping centers, postos de gasolina, supermercados, etc.
As instituições bancárias acreditam que, assim, terão “aumento de eficiência, bem como maior qualidade e capilaridade de atendimento” aos clientes.
Outras 40 instituições financeiras são clientes da TecBan, de forma que tal crescimento da Rede Banco24Horas também beneficiará significativamente essas instituições e seus clientes.

10.428 – O que são Leucemias?


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A leucemia é uma doença maligna originada na medula óssea, local onde as células do sangue são produzidas. Os glóbulos brancos (leucócitos) são as células acometidas e se reproduzem de forma descontrolada, gerando os sinais e sintomas da doença.
As leucemias se dividem nas categorias mielóide e linfóide, de acordo com a célula envolvida. No primeiro caso, deriva da célula-tronco mielóide, e pode ser o granulócito, o eosinófilo, o basófilo, o monócito ou o eritrócito. No segundo caso, o linfócito é a célula doente.
Há, ainda, uma classificação de acordo com a velocidade de divisão dessas células: leucemia crônica, quando essa divisão é mais lenta, e leucemia aguda, quando a velocidade é rápida. As leucemias crônicas se desenvolvem lentamente e as células envolvidas são mais parecidas com a célula normal (mais diferenciadas), permitindo que, mesmo doentes, mantenham algumas de suas funções normais no organismo da pessoa. Já as leucemias agudas são de progressão rápida e afeta as células jovens, ainda não completamente formadas (chamados blastos), que não preservam suas funções e afetam de forma importante a capacidade de defesa do organismo.

Há, então, quatro tipos principais de leucemias:
Leucemia mielóide aguda (LMA)
Leucemia mielóide crônica (LMC)
Leucemia linfóide aguda (LLA)
Leucemia linfóide crônica (LLC)

O melhor conhecimento das células e de suas características levou a melhoria no diagnóstico e ao reconhecimento de vários subtipos dentro desses quatro grandes grupos, com diferenças de tratamento e sobrevida.

Causas (fatores predisponentes)
As leucemias se originam de uma alteração genética adquirida, ou seja, não hereditária. A divisão e morte celular são controladas por informações contidas nos genes, dentro dos cromossomos. Erros que acontecem no processo de divisão da célula podem causar uma alteração genética que ativa os chamados oncogenes, que promovem a divisão celular, ou que desativam os genes supressores de tumor, responsáveis pela morte celular (apoptose). Em ambos os casos há, então, multiplicação exagerada de uma mesma célula, levando ao surgimento do clone (câncer).
Apesar de sabermos que existem alguns fatores de risco que propiciam o surgimento do câncer, a causa exata ainda é desconhecida. No caso das leucemias, os fatores de risco já identificados são:
Exposição a produtos químicos, principalmente os derivados de benzeno, que estão presentes, por exemplo, em indústrias petroquímicas e fábricas de produtos químicos (cola, tinta, entre outros).
Tratamento prévio com quimioterapia ou radioterapia.
Exposição a radiação ionizante, como observado em sobreviventes da bomba atômica ou em vazamento nuclear. A exposição a níveis mais baixos de radiação, como acontece em RX ou tomografia não é um fator predisponente bem definido.
Certas doenças genéticas, como anemia de Fanconi, síndrome de Down, neurofibromatose, entre outras.
Algumas doenças do sangue como mielodisplasia e neoplasias mieloproliferativas.
Fator de risco é algo que afeta a chance de adquirir uma doença. Entretanto, ter um fator de risco ou mesmo vários fatores de risco não significa que a pessoa vai definitivamente ter aquela doença.
Prevenção
A única prevenção possível para leucemia é evitar os fatores de risco conhecidos.

Sinais e sintomas
Os sintomas das leucemias agudas estão relacionados à diminuição na produção de células normais da medula óssea. Com a queda na produção de glóbulos vermelhos (hemácias), o paciente pode apresentar anemia que, por sua vez, causa palidez, cansaço fácil e sonolência.
Já a diminuição na produção de plaquetas pode ocasionar manchas roxas em locais não relacionados a traumas, pequenos pontos vermelhos sob a pele (chamados de petéquias ) ou sangramentos prolongados após pequenos ferimentos.
O paciente que tem sua imunidade reduzida (queda na produção de glóbulos brancos) fica mais susceptível a infecções e pode apresentar febre.
Outros sintomas encontrados são: dores ósseas e nas juntas, causando dificuldade de andar; dores de cabeça e vômitos; aumento dos linfonodos (gânglios linfáticos), aumento do baço (esplenomegalia) ou do fígado (hepatomegalia).
As leucemias crônicas são menos sintomáticas e frequentemente são descobertas em exames realizados para outros fins (exames de rotina, pré-operatório, etc). Quando em estágios avançados, apresentam os mesmos sintomas descritos para as leucemias agudas.
Um sintoma freqüente é o emagrecimento. Também pode-se observar aumento dos linfonodos, do fígado ou do baço, sendo este último um achado muito comum da LMC, com consequente desconforto no lado esquerdo do abdome e empachamento. Na LLC, quadros de infecções recorrentes de pele, pulmões, rins e em outros órgãos podem ser vistos, pois há queda na defesa natural do organsimo.

Diagnóstico
A leucemia é suspeitada quando há alterações no hemograma.
confirmação, é necessária coleta de medula óssea para exames: mielograma, biópsia, imunofenotipagem e cariótipo.
De acordo com a suspeita diagnóstica, podem ser necessários mais estudos para subclassificação e estratificação de risco, como exames de biologia molecular.

Tratamento
O tratamento varia com o tipo e subtipo de leucemia. Nos casos de LLC por exemplo, boa parte dos pacientes não necessita de tratamento logo que é feito o diagnóstico. Já a leucemia aguda deve ser tratada de forma emergencial com quimioterapia. Alguns pacientes serão encaminhados para transplante de medula óssea, de acordo com sua estratificação de risco e com sua resposta à quimioterapia inicial.
A grande arma terapêutica para tratamento das leucemias é a quimioterapia. Vários esquemas podem ser utilizados, desde os que envolvem apenas um tipo de droga até os que contam com dez ou mais quimioterápicos em combinação. A escolha do protocolo a ser usado depende do diagnóstico, da idade e da estratificação de risco de cada paciente. A aplicação pode ser oral, venosa, intra-muscular ou subcutânea. Alguns portadores de leucemia aguda precisarão, ainda, de quimioterapia intra-tecal, que é feita através de punção lombar e serve para tratar um possível acometimento do sistema nervoso pela doença.
A LMC em fase crônica é tratada com quimioterapia-alvo, um tratamento que age especificamente nas células leucêmicas. Esse tipo de leucemia possui uma característica única, que é a presença de uma alteração genética específica, o cromossomo Philadelphia, resultado da translocação entre dois cromossomos, o 9 e o 22. Essa alteração gera um gene chamado bcr-abl e uma proteína do tipo tirosino-quinase, que é o alvo desses quimioterápicos. São de uso oral (comprimidos) e seu desenvolvimento teve enorme impacto na qualidade de vida e sobrevida dos portadores de LMC.
O tratamento cirúrgico não é uma opção para a maioria dos casos de leucemia. Raramente é usada em portadores de LLC com aumento muito importante e sintomático do baço e que não responderam a outros tipos de tratamento.
Radioterapia é utilizada ocasionalmente, principalmente em portadores de LLC, para diminuir massas linfonodais que estejam comprimindo estruturas nobres ou causando sintomas importantes. A radioterapia craniana pode ser necessária em portadores de LLA ou alguns subtipos de LMA, onde há risco de acometimento do sistema nervoso. Finalmente, radioterapia corporal total pode ser usada para preparar o paciente para o transplante de medula óssea.
A decisão da realização do transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH) depende das características da leucemia, da idade do paciente e do balanço risco x benefício de um transplante. A presença de fatores prognósticos desfavoráveis ou a recidiva (recaída) da doença habitualmente leva a uma abordagem terapêutica mais agressiva, podendo incluir o TCTH. O transplante alogeneico é limitado pela presença ou não de doador na família ou no banco de medula óssea, enquanto o transplante autólogo só tem papel em alguns casos de LMA.

10.427 – Oncologia – O que é o SARCOMA DE EWING?


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O Sarcoma de Ewing é uma neoplasia indiferenciada que faz parte da família dos Tumores de Ewing, derivados de células embrionárias que migraram da crista neural. As localizações mais comuns são os ossos, predominantemente na pelve, fêmur, tíbia e úmero. Ossos chatos e longos são igualmente acometidos. Os tumores que ocorrem em tecidos moles são chamados Sarcoma de Ewing extra ósseos e correspondem a cerca de 8% casos. São mais frequentes na segunda década de vida (64%), seguido da primeira década de vida (27%). É o 2º tumor ósseo mais frequente na faixa pediátrica, e cerca de 9% de todos eles podem ocorrer na terceira década de vida.

Diagnóstico
Geralmente, o sintoma inicial é uma tumoração ou dor óssea no local comprometido pelo tumor. Outros sintomas como febre e calor local podem ocorrer. Após suspeita clínica, realizam-se exames de imagem para identificar a localização adequada e a relação do tumor com as demais estruturas. Estes incluem radiografia simples, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Em alguns casos, pela radiografia simples podem-se observar lesões líticas ou mistas, com o aspecto característico de “casca de cebola”.
Exames laboratoriais também fazem parte da análise inicial. Outros exames específicos como a Imunohistoquímica podem ser solicitados a depender do quadro. A conformação do diagnóstico se dá pela biópsia do tumor.

Causas
A causa é desconhecida e não parece ser hereditária

Tratamento
O tratamento primário do Sarcoma de Ewing consiste em cirurgia sempre que possível. Para se obter o melhor resultado, é necessário a combinação racional das modalidades de tratamento, que podem incluir radioterapia e quimioterapia, podendo ser pré e/ou pós operatórias. Fatores adversos incluem presença de metástases ao diagnóstico, tumor em ossos pélvicos de grandes volumes e idade superior a 17 anos, Como a maioria dos tumores apresenta-se com micrometástases ao diagnóstico (células que não são detectadas pelos métodos habituais), utiliza-se a quimioterapia como tratamento sistêmico.