10.394 – Missão árabe planeja chegar a Marte em 2021


Por do Sol em Marte
Por do Sol em Marte

As últimas grandes contribuições islâmicas à ciência ocorreram em meados do século XII, na época de Averróis, com o advento de instrumentos astronômicos, dos cálculos matemáticos e da cartografia, entre outros avanços. Um anúncio feito na quarta-feira pelo governo dos Emirados Árabes Unidos pode recolocar a sociedade muçulmana no trilho da ciência. O país pretende criar uma agência espacial com o propósito de enviar uma missão não tripulada a Marte em 2021. “A sonda representa a entrada do mundo islâmico na era da exploração espacial. Provaremos que somos capazes de entregar novas contribuições científicas à humanidade”, disse o presidente dos Emirados Árabes Unidos, xeque Khalifa bin Zayed al-Nahyan, em um comunicado oficial.
A primeira missão espacial árabe na história foi escolhida para pousar em Marte no ano que marca o 50º aniversário da formação dos Emirados Árabes Unidos. Até 2021, a agência espacial irá desenvolver uma indústria de tecnologia espacial no país e supervisionar o projeto. O comunicado não forneceu detalhes sobre o custo da sonda ou como será projetada e construída.
A agência de notícias oficial do governo informou que a viagem espacial levará nove meses para percorrer os 60 milhões de quilômetros até o planeta. A nota afirma que os investimentos do país em tecnologia espacial superam os 5,4 bilhões de dólares, incluídos os recursos de várias companhias de telecomunicações e satélites.
Há algum tempo, os Emirados Árabes têm pressionado os países da região para a criação de uma agência espacial semelhante à Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês). Com uma população estimada em cerca de 8 milhões de pessoas, a maioria de trabalhadores estrangeiros, os Emirados ainda não possuem a base científica e industrial de outros países que exploram o espaço. Enviar uma sonda a Marte é um desafio, pois as missões ao planeta costumam ter alto índice de falhas. Desde os anos 1960, a Nasa, agência mais bem sucedida no envio de sondas ao planeta, planejou 21 missões, das quais quinze deram certo.

10.393 – AIDs – Mega contra o HIV


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O HIV possui altas taxas de mutação. As variações em uma única pessoa infectada são equivalentes a todas as mutações do vírus da gripe no mundo em um ano. Ao catalogar informações sobre quais medicamentos são mais eficientes contra determinados tipos de mutação, o British Columbia Centre for Excellence in HIV/Aids, no Canadá, pretende oferecer tratamento sob medida para cada paciente. O banco de dados está sendo desenvolvido em parceria com a produtora de software SAP e um programa piloto deve começar neste ano.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia criaram um algoritmo para detectar palavras associadas a comportamento sexual de risco e uso de drogas. Esse programa analisou mais de 550 milhões de mensagens publicadas no Twitter, mapeou sua localização e comparou-a com um mapa de novos casos de HIV reportados nos Estados Unidos. A semelhança entre os dados sugere que as redes sociais podem ser usadas para prever comportamentos de risco, monitorar regiões e evitar surtos de contágio.
Estima-se que um em cada 300 infectados carregue o HIV em níveis baixos, em estado dormente, e nunca desenvolva a Aids. Essas pessoas possuem uma espécie de habilidade para neutralizar o vírus e atacar seus pontos fracos. Um algoritmo desenvolvido pela startup Immunity Project* vasculha o genoma do HIV e os dados sobre o sistema imunológico humano para saber como essas pessoas podem manter o vírus dormente. O objetivo é desenvolver uma vacina gratuita. A startup está sendo acelerada pela YCombinator, no Vale do Silício.
VACINA BRASILEIRA
A pesquisa desenvolvida pelo médico Edecio Cunha, professor da Universidade de São Paulo, utiliza uma estratégia diferente. Com a ajuda de grandes bancos de dados online e de um software criado na Itália, o time brasileiro identifica regiões do HIV onde as taxas de mutação são menores e podem ser mais facilmente reconhecidas pelas células de defesa do corpo. A vacina treinaria o sistema imunológico para atacar essas áreas, deixando o corpo pronto para uma resposta no caso de infecção.

10.392 – Novas infecções por HIV crescem 11% no Brasil e caem 27,6% no mundo


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Um relatório anual divulgado nesta quarta-feira (16) pela Unaids, a agência da ONU dedicada à luta contra a Aids, aponta que o Brasil enfrenta um recrudescimento da epidemia da doença.
Segundo o texto, o país registrou aumento de 11% do número de infecções por HIV de 2005 a 20013, enquanto no mundo houve uma queda de 27,6% nesse mesmo período.
Na América Latina, a tendência também é de diminuição, ainda que lenta –em cinco anos, o número de novos casos caiu 3% na região.
Os dados do relatório, de acordo com Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, são estimativas coerentes com os registros nacionais.
Segundo ele, a epidemia no país está concentrada em populações vulneráveis, como gays, prostitutas e usuários de drogas. “Países de epidemia concentrada têm um desafio maior, porque o número [de infectados] não é grande, mas essas populações têm barreiras de acesso aos serviços de saúde”, diz.
Hoje, 0,4% da população brasileira tem HIV.
A situação brasileira, afirma ele, é semelhante à de países da Europa e dos EUA e diferente da de locais com epidemia generalizada, como em alguns países da África, onde a maior diminuição foi registrada.
Ele afirma que políticas de saúde, como oferta de tratamento, surtem um efeito mais rápido nesses países que têm maior disseminação do vírus.
Dado isso, Barbosa afirma que uma possibilidade em análise para explicar o aumento apontado pelo relatório da Unaids é o maior número de casos de HIV entre homens jovens gays. “Como a gente sabe que na população gay [a transmissão] é maior, muito provavelmente quem sustenta esse crescimento é esse grupo.”
A Unaids também aponta para o aumento da circulação do vírus entre jovens gays e cita falhas em políticas de prevenção em grupos de maior risco no país.
“Agora, é preciso que campanhas específicas voltem, principalmente para homens que fazem sexo com homens”.
O relatório também registrou alta de 7% no número de mortes pela Aids no Brasil. Também houve aumento no México (9%) e na Guatemala (95%). Em toda a América Latina, porém, o número de mortes caiu 31%.
O ministério, no entanto, aponta para uma diminuição. No último boletim, com dados coletados até junho de 2013, o governo indica redução de 14% na taxa de mortalidade nos últimos dez anos.
A discrepância entre os dados se explica porque a Unaids considera números absolutos, enquanto o ministério realiza os cálculos levando em conta o tamanho e o crescimento da população.
De qualquer modo, para a Unaids e o Ministério da Saúde, a situação é preocupante. “Não estamos confortáveis de maneira nenhuma. Por isso temos nos preocupado, principalmente de 2013 para cá, em responder melhor a essa situação”.
A expectativa é de que os próximos dados reflitam as novas iniciativas. Em junho, o governo passou a oferecer a dose tripla combinada, que pode aumentar a adesão ao tratamento. Os pacientes também passaram a receber o medicamento no momento da infecção por HIV, independentemente da carga viral.

10.391 – Medicina – Consequências do aumento da prolactina


prolactina

A prolactina é um hormônio produzido pela glândula hipófise, glândula cerebral responsável pela secreção de inúmeros hormônios. Sua principal função no nosso organismo é a produção de leite pelas mamas de mulheres em amamentação.
O aumento acentuado dos níveis de prolactina podem causar vários sintomas clínicos, dentre eles a galactorreia ( saída de secreção leitosa nas mamas), infertilidade, perda de libido, distúrbios menstruais nas mulheres e impotência sexual nos homens.
Causas do aumento de Prolactina:
Fisiológicas – O próprio organismo, por necessidade, aumenta a liberação de prolactina durante o sono, no stress físico e psicológico, durante a gravidez, durante a amamentação e no orgasmo sexual.
Farmacológica – causada pelo uso de medicamentos – Qualquer droga que modifique a liberação da dopamina, como explicado anteriormente, pode induzir as alterações na liberação de prolactina. Essa causa é muito comum e está frequentemente associada a uso de medicações antidepressivas e demais medicamentos psiquiátricos.
Patológica – Quando envolve alterações da glândula hipofisária como as lesões do Hipotálamo ou da Haste Hipofisária e tumores benignos secretores de Prolactina, conhecidos como adenomas ou prolactinomas.
Pode também ser causada por associação com outras doenças: Síndrome dos ovários policísticos, hipotireoidismo, estimulação periférica neurogênica, falência renal ou cirrose hepática.
Consequências devido ao aumento de Prolactina:
– Homens – A manifestação mais frequente é a diminuição da libido e da potência sexual, porém pode ocorrer diminuição na produção de espermatozoides, aumento das mamas, e diminuição na produção de sêmen.
– Mulheres – Diminuição ou cessação do fluxo menstrual, secreção de leite (galactorreia) e infertilidade, abortos espontâneos recorrentes, ressecamento vaginal, dor ao ato sexual, redução da libido, enfraquecimento dos ossos com osteopenia e risco aumentado de osteoporose, seborreia e hirsutismo (pelos pelo rosto) moderado.
– Em ambos os sexos – ansiedade, depressão, fadiga, ganho de peso, instabilidade emocional, e irritabilidade.
Como tratar: Depende da causa, na maioria das vezes é tratada com medicações por via oral mas em alguns casos pode ser necessário cirurgia ou radioterapia
Procurar um médico e se tratar adequadamente são medidas fundamentais para solucionar o problema!
Porém, tão importante quanto diagnosticar o problema é descobrir por que ele existe – isso porque o tratamento vai depender da causa. Ela pode estar relacionada ao uso de alguns remédios, como a risperidona (que é um antipsicótico), ou mesmo de medicamentos de uso mais comum, como a cimetidina (antiácido), a metoclopramida (antienjoo) e a metildopa (anti-hipertensivo).
De uma forma geral, são medicações que podem ter como efeito colateral o aumento da prolactina e, se a causa estiver ligada ao uso de alguma(s) delas, é preciso interromper o consumo. Além de se administrar medicamentos para tratar prolactinomas, com o uso de substâncias que combatem os efeitos dos medicamentos problemáticos, como a bromocriptina e a cabergolina.
Se a prolactina no sangue é diminuída a níveis normais, os efeitos do problema são invertidos. Nas mulheres em idade fértil, retorna a função ovariana, bem como os períodos menstruais e a fertilidade, com o aumento dos níveis de estrogênio.
Se for no homem para de produzir testosterona e espermatozoide.
Os Prolactinomas, como outros adenomas hipofisários, não possuem causa bem definida, sendo provavelmente provocados por mutações isoladas de células hipofisárias normais.
Uma parcela de 3 a 5 % dos casos apresenta distribuição familiar, estando associada a mutações transmitidas hereditariamente. Esses casos podem envolver a ocorrência do mesmo adenoma na mesma família (adenomas familiares) ou estarem associados a adenomatoses endócrinas múltiplas. Nessa situação os pacientes podem exibir tumores funcionantes de paratireoide, pâncreas e supra-renais.