10.361 – Mega Almanaque – Di Stéfano, a morte de um mito


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Alfredo Stéfano Di Stéfano Laulhé (Buenos Aires, 4 de julho de 1926 — Madrid, 7 de julho de 2014) foi um futebolista e treinador argentino, que, além de ter jogado pela Seleção Argentina, jogou também pela Colômbia e pela Espanha. Era considerado um jogador brilhante, e um dos melhores de todos os tempos. Sua velocidade e a cor dos cabelos lhe renderiam a alcunha de “La Saeta Rubia (“A Flecha Loira”). Foi de 2000 a 2014 o presidente honorário do Real Madrid, clube cuja história de sucesso confunde-se com a dele: foi com ele em campo que o Real tornou-se o maior vencedor da cidade de Madrid, da Espanha e da Europa. Foi responsável também por alimentar a rivalidade com o Barcelona, que não tinha a mesma expressão. Ele era presidente honorário também da UEFA, desde 2008.
Não são poucos, especialmente argentinos e espanhóis, que o consideram o melhor jogador do século XX, à frente de Pelé e Diego Maradona. Pelo próprio Maradona, curiosamente ex-jogador de Boca Juniors e Barcelona, dois rivais de clubes defendidos por Di Stéfano, já foi considerado o melhor. Opiniões semelhantes têm aqueles que foram seus adversários contumazes: Joaquín Peiró, que jogava pelo Atlético de Madrid, afirmou: “Para mim, o número 1 é Di Stéfano. Aqueles que o viram, viram. Aqueles que não o viram, perderam”. Helenio Herrera, técnico do Barcelona, declarou que “se Pelé foi o violinista principal, Di Stéfano foi a orquestra inteira”.4 Gianni Rivera e Bobby Charlton, que no início de suas carreiras enfrentaram (e perderam) por seus respectivos clubes (Milan e Manchester United) para La Saeta Rubia e o Real Madrid na Taça dos Campeões Europeus, nos anos 1950, disseram respectivamente que “ele nos enlouqueceu” e “foi o jogador mais inteligente que vi jogar e transpirava esforço e coragem. Foi um líder inspirador e um exemplo perfeito para os outros jogadores”.
Desnecessário afirmar a opinião de madridistas exaltados: “Ele fez a Espanha torcer pelo Real Madrid. E também foi ele que levou o nome do clube além das fronteiras”, disse o presidente Ramón Calderón. O editor de esportes do As, jornal favorável ao clube, falou que “Para as crianças dos anos 1950, Di Stéfano era, acima de tudo, o som da vitória que se ouvia nas rádios, seu nome ecoava como uma batida do coração associada sempre a uma sensação de vitória, transportando-nos ao Parc des Princes, San Siro ou Hampden Park”. Para Emilio Butragueño, ex-jogador e atualmente membro da diretoria, “a história do Real Madrid começa de fato com a vinda de Di Stéfano”.
Don Alfredo, contudo, preferia desvencilhar-se da polêmica; ele dizia que, para ele, o melhor jogador foi Adolfo Pedernera, astro do River Plate nos anos 1940.6 Uma das poucas mágoas na carreira foi não ter jogado uma Copa do Mundo, embora tenha atuado por três países – chegou a ir para a de 1962 pela Espanha, mas uma lesão o impediu de atuar. Como treinador, obteve mais sucesso no Valencia e também possui uma marca histórica na função: foi o único a ser campeão argentino treinando os arquirrivais Boca Juniors e River Plate.
Di Stéfano, desde o início, era um obcecado pelo gol. No começo da carreira, na Argentina, portava-se justamente como um centroavante. “Entre fazer o gol e dar o gol para outro, não vacilava. Fazia eu. Não me arrependo disso. O goleador tem mesmo que ser um tanto egoísta. (…) O futebol para mim era feito de gols, muitos gols. Gols meus.”, chegou a declarar.
Quando criança, não se imaginava como jogador de futebol, preferindo a carreira de aviador, apesar dos incentivos do pai. Só começou a gostar do jogo após marcar três gols quando, aos 17 anos, foi chamado às pressas para completar o time do bairro. Um outro acaso lhe destinou a seu primeiro clube, o River Plate, onde já havia jogado seu pai.5 Foi levado à equipe por um ex-jogador desta que, em visita casual em sua casa, ouviu da mãe de Di Stéfano que o garoto tinha talento.
Suas atuações em 1947 lhe levariam naquele ano à Seleção Argentina. Por este título, os riverplatenses foram convidados para o Campeonato Sul-Americano de Campeões, torneio realizado em 1948 admitido oficialmente como equivalente à futura Taça Libertadores da América. O River veio ao Brasil se preparar para o torneio, jogando amistosos em São Paulo. O arquirrival Boca Juniors, que não participaria, veio na mesma época para a mesma cidade. Curiosamente, organizou-se um amistoso a ser disputado entre um combinado dos paulistas e outro dos rivais argentinos; neste partida, o uniforme do Palmeiras foi usado pelos jogadores de River e Boca, uma vez que os jogadores de cada um não queriam usar a roupa do rival.
A polêmica mudança dele para o Real fez o Barcelona sentir-se traído. A rivalidade entre as duas equipes, sem tanta força até então – outros ex-jogadores do clube, como Ricard Zamora e Josep Samitier, já haviam jogado sem maiores problemas na equipe madrilenha nos anos 1930 -, começaria aí, aumentando com o passar dos anos devido às conquistas em série que o Real conseguiria com ele liderando o clube em campo. Antes de Di Stéfano chegar em 1953, o clube da capital não era o maior vencedor do país, nem mesmo da cidade: tinha dois títulos no campeonato espanhol, mas conquistados havia mais de vinte anos. No momento, o Barcelona (seis), Atlético Bilbao (cinco), Atlético de Madrid (quatro) e Valencia (três) possuíam mais conquistas em La Liga.
Os anos 1960 vieram com o clube recebendo o troco do Barcelona na Copa dos Campeões, com os rivais os eliminando na primeira fase do torneio de 1960/61. Naquele ano, a equipe também perdeu Didi, que viera após a Copa do Mundo de 1958 como estrela, mas que não se firmara no Real. Di Stéfano chegou a ser responsabilizado pelo fracasso do brasileiro, a quem teria organizado um boicote. O argentino desmentiria isso em sua autobiografia, lançada em 2001, afirmando que seria natural não passar a bola a Didi, pois na verdade, como jogava mais avançado que este, deveria justamente receber os passes dele, e não o contrário. Acreditava que Didi, a quem reconhecia a excelência da técnica mas criticava um certo excesso de individualismo e exibicionismo, seria influenciado pela esposa, correspondente do Última Hora, que escrevia que o marido seria alvo do ciúme e inveja do argentino. Outro argumento contra a versão de Didi é a de que teria inclusive ajudado o novo colega a instalar-se na capital espanhola.
Os títulos domésticos de 1962 fizeram justamente parte de uma série de conquistas do clube na Liga Espanhola que o faria ultrapassar o rival Barcelona e tornar-se o maior vencedor do campeonato. Após conquistar cinco títulos continentais seguidos na década de 1950, o Real levantaria o Espanhol também cinco vezes seguidas entre 1961 e 1965. A última das conquistas seguidas do Real no campeonato espanhol foi já sem Di Stéfano no elenco: já sem os mesmo números de artilheiro , Di Stéfano deixou em 1964 o clube cuja história mudara, insatisfeito após ser deixado no banco de reservas depois que o clube perdeu a final da Copa dos Campeões para a Internazionale; novamente, ele não marcou na partida.
Pela Espanha, estreou em 1957 e até 1961, quando faria seu último jogo, entraria em campo 31 vezes, marcando 23,36 sendo o maior artilheiro da Seleção Espanhola até 1990, quando foi superado por Emilio Butragueño 60 – atualmente, está atrás também de David Villa, Raúl, Fernando Hierro, Fernando Morientes e Fernando Torres. Ainda assim, traria a frustração de não disputar Copas: nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1958, os espanhóis eram os favoritos para se classificarem no grupo que formavam com Escócia e Suíça.

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Di Stéfano, ex-jogador das seleções de Argentina, Colômbia e Espanha, ironicamente, não tem nenhuma origem ibérica, nem ameríndia: seu pai, também chamado Alfredo Di Stéfano, era filho de um casal de imigrantes italianos e a mãe, Eulalia Laulhé Gilmont, de um imigrante francês com uma irlandesa.
Seus pais também tiveram outros dois filhos: Tulio, que também jogou futebol, e Norma, que preferiu o basquetebol. Em 1950, casou-se com Sara Freites Varela, com quem viveu por 55 anos até a morte desta, em 2005, e com ela teve seus seis filhos: Nanette, Silvana, Alfredo, Elena, Ignacio e Sofía. Ele esteve perto de falecer no mesmo ano, tendo sofrido um ataque cardíaco.
Em 2013, foi anunciado que Alfredo Di Stefano (com 86 anos) pretendia casar-se com Gina González, uma costa-riquenha de 36 anos e que Florentino Pérez seria padrinho. Um tribunal deliberou que os filhos do ex-jogador ficariam responsáveis pela gestão do patrimônio. Desde esse dia a noiva não apareceu mais84 .
Faleceu em Madrid, em 7 de julho de 2014, no Hospital Gregorio Marañon, onde se encontrava internado desde 5 de julho após ter sofrido um enfarte.

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10.360 – Mega Massacre – Brasil é goleado pela Alemanha em pleno Mineirão


Irreconhecível e totalmente dominada, principalmente no primeiro tempo, a seleção brasileira foi massacrada pela Alemanha ao ser goleada por 7 a 1, nesta terça-feira (8), no Mineirão, pela semifinal da Copa do Mundo.
Os gols alemães foram marcados por Müller, Klose, Kroos (2), Khedira e Schürrle (2). O gol anotado por Klose foi o seu 16º em Copas. Com isso, passou Ronaldo e se tornou o maior artilheiro em Mundiais. O único gol brasileiro foi feito por Oscar aos 45 minutos do segundo tempo.
Desiludida, a torcida brasileira começou a deixar o Mineirão ainda durante a etapa inicial, quando o Brasil saiu de campo perdendo por 5 a 0.
Foi a pior derrota sofrida pela seleção brasileira em sua história centenária. Antes, a maior goleada sofrida foi para o Uruguai por 6 a 0 na Copa América de 1920. O Brasil também foi a primeira seleção a sofrer cinco gols em 29 minutos de jogo em um Mundial.
A goleada sofrida foi também a primeira derrota de Felipão no comando da seleção brasileira em Mundiais. Ele venceu os sete jogos na conquista do penta em 2002 e tinha três triunfos e dois empates em 2014. Ele ainda acumulava cinco vitórias no título da Copa das Confederações-2013.
Foi também o segundo confronto entre as duas equipes em Copa. No primeiro, a seleção brasileira venceu por 2 a 0 na conquista do pentacampeonato.
Com a vitória, a Alemanha volta a disputar uma final após cair na semifinal de 2006 e 2010. O time chega a oitava final em Copas e se isola como recordista. Os alemães superaram justamente o Brasil que tem sete decisões.
Na final, o time de Joachim Löw encara o vencedor do confronto entre Argentina e Holanda, que se enfrentam na quarta-feira (9), no Itaquerão. O jogo decisivo está marcado para domingo (13), às 16h, no Maracanã.
A equipe alemã busca o tetracampeonato e tenta se igualar a Itália. Os alemães foram campeões em 1954, 1974 e 1990. Por outro lado, perderam na decisão em 1966, 1982, 1986 e 2002.
Já o Brasil vai decidir o terceiro lugar no sábado (12), às 17h, em Brasília.
No confronto contra os alemães, a seleção brasileira entrou em campo com um time que nunca jogou junto. Sem Neymar, que fraturou a terceira vértebra lombar do lado esquerdo, Felipão optou pelo atacante Bernard.
Ele ainda promoveu o retorno do volante Luiz Gustavo na vaga de Paulinho. O setor ainda teve Fernandinho e Oscar. Hulk e Fred também iniciaram a partida. A defesa teve Dante no lugar de Thiago Silva, suspenso, e Maicon no lugar de Daniel Alves.
Com essa formação, a seleção brasileira foi totalmente dominada pela Alemanha. O time brasileiro trocava passes no campo de defesa, mas não conseguia sair jogando em virtude da marcação da seleção rival. O time de Joachim Löw marcava na intermediária e esperava o melhor momento para dar o bote.
Para piorar, a equipe de Felipão tinha um buraco na frente da zaga. Com isso, os alemães chegavam com facilidade a área brasileira.
O primeiro gol alemão foi marcado aos 11 minutos em uma falha do sistema defensivo. Após cobrança de escanteio, Müller apareceu sozinho e completou de pé direito para a rede.
O gol abateu os jogadores e a Alemanha manteve sua estratégia. Aos 23 minutos, Fernandinho não conseguiu fazer o corte, a bola chegou em Klose, que chutou duas vezes para marcar o segundo alemão e o seu 16º em Copas.
No minuto seguinte, Lahm cruzou da direita, a bola passou por toda a defesa e sobrou para Kroos finalizar no canto e ampliar. Aos 26, Fernandinho perdeu a bola na intermediária, Khedira tocou para Kroos, que só completou para o gol.
Três minutos depois, Khedira roubou a bola no meio, tabelou com Özil e colocou no canto de Júlio César.
Depois de a seleção não ver a cor da bola na etapa inicial, Felipão fez duas alterações: Paulinho entrou no lugar de Fernandinho, enquanto Ramires substituiu Hulk.
Com os alemães mais relaxados, a seleção brasileira criou oportunidades e parou no goleiro Neuer. Aos 6 minutos, Oscar chutou forte e o goleiro alemão fez bela defesa. Três minutos depois, Paulinho tentou duas vezes e Neuer fez excelentes defesas.
Nos contra-ataques, os alemães eram perigosos e ampliaram o marcador. Aos 24min, após nova excelente troca de passes, Lahm cruzou rasteiro para Schürrle fazer o sexto. Dez minutos depois, Schürrle marcou o sétimo.
Felipão ainda colocou Willian no lugar de Fred, que saiu vaiado de campo. O atacante anotou apenas um gol –contra Camarões– durante os seis jogos.
Com a goleada, a torcida gritou olé e aplaudiu a seleção alemã a cada troca de passes.

10.359 – Curiosidades – Por que picada de pernilongo coça?


A coceira é fruto de uma reação alérgica e de defesa do nosso organismo contra a picada do danado do inseto. Quando um pernilongo nos pica, um pouco de sua saliva, contendo anestésicos, anticoagulantes e outras substâncias, é injetada em nossa pele. Imediatamente, nosso sistema imunológico entra em ação e células “sentinelas” chamadas mastócitos liberam histamina e outros agentes de defesa para combater a invasão. A histamina eleva a circulação de sangue no local, o que deixa a pele vermelha e inchada, mas também aumenta a presença de células protetoras no local. Só que um efeito desagradável da histamina é a coceira. O pior é que, ao coçar a feridinha, a pessoa pode infeccionar o local com bactérias presentes nas unhas. “Quando a reação alérgica é muito intensa, a pessoa deve tomar um anti-histamínico para o corpo parar de liberar histamina”, diz a dermatologista paulista Márcia Purceli. Algumas pessoas têm mais suscetibilidade à picada de pernilongo do que outras. “O grau de coceira vai depender do sistema imune de cada um. Tem gente que nem sente coceira”, diz o bioquímico Almério de Castro Gomes, da Faculdade de Saúde Pública da USP.

10.358 – O sal de fruta, que combate o mal-estar, tem sal e fruta mesmo?


Sim, o remédio mistura ácidos extraídos de frutas com uma composição de sais: bicarbonato de sódio e carbonato de sódio – o cloreto de sódio, que é o sal de cozinha, não entra na fórmula. Um dos principais ingredientes do sal de fruta é o ácido anidro, que “está na maioria das frutas, sobretudo em cítricos como o limão e a laranja, sendo responsável pelo sabor ácido e refrescante do produto, explica Gilberto de Nucci, professor de farmacologia e biomedicina da USP. Melaço de cana e sucos de frutas como tamarindo, abacaxi e uva são as principais matérias-primas. Muita gente, aliás, pensa que o nome Eno, de uma marca de sal de frutas, se deve ao ácido tartárico, presente em uvas e vinhos, na composição. É que o termo “eno” é usado em palavras relacionadas à uva, como enologia (ciência que estuda vinhos). Na verdade, o remédio foi batizado com o nome do inventor, James Crossley Eno. Por volta de 1846, o britânico começou a vender o produto para marinheiros e outros trabalhadores que sentiam enjoos no mar.

10.357- O que é a paralisia do sono?


É quando o cérebro acorda, mas os músculos não, e você não consegue se mexer. Ela acontece quando a pessoa desperta durante o REM – a fase mais leve do sono, que ocorre várias vezes durante a noite. No breve período de paralisia, que dura apenas alguns minutos, a pessoa acorda e fica completamente consciente de si mesma e de seus arredores, mas seus músculos permanecem dormentes. Por isso, é incapaz de se mexer. Apesar de causar uma sensação aflitiva, o problema não deixa sequelas e é bastante comum. Cerca de 7,6% dos pesquisados disse ter experimentado-o pelo menos uma vez na vida. Entre estudantes, a porcentagem de casos relatados aumenta para 28,3%.
A paralisia pode ser sintoma de algum distúrbio de sono, como a narcolepsia, mas não necessariamente – qualquer um pode vivenciá-la. Falta de sono, estresse e cansaço aumentam as chances. Estatísticas mostram que rola com mais frequência em quem sofre de ansiedade e estresse pós-traumático
Quando a pessoa adormece, o cérebro desliga algumas funções motoras. É por isso que, durante os sonhos, seu corpo não se mexe na vida real. Às vezes, esse mecanismo falha, e é daí que vem o sonambulismo. Na paralisia, o cérebro acorda, mas as funções motoras demoram um pouco para voltar
Mesmo com seus sentidos ativos, a pessoa não consegue se mexer, abrir os olhos ou falar. Mas o pior é, em alguns casos, a sensação de não estar sozinho. O mais comum é sentir uma presença ameaçadora. Por terem essa alucinação, pessoas que creem no sobrenatural juramter visto demônios ou alienígenas
A duração média de um episódio de paralisia do sono é de apenas quatro minutos – depois, a função motora volta a funcionar normalmente. A não ser que alguém o desperte, a única forma de “acordar” seu corpo é esperar que os músculos voltem a responder sozinhos. O jeito é ficar calmo.