10.239 – Mega Techs – A Camuflagem Óptica


Na literatura ou nos filmes de ficção, os escudos de invisibilidade, utilizados tanto nas naves espaciais como também nas roupas do futuro, são recursos habituais. Na verdade, a ciência começou a pesquisar a possibilidade de criar tais aparatos. Os primeiros intentos de camuflagem óptica foram baseados na forma com que os animais se mimetizavam com seu ambiente, espécies como cefalópode , que podem misturar-se ao meio ambiente ao seu redor, imitando inclusivo estampas geométricas complexas, instantaneamente. Os modelos de camuflagem ativos possuêm uma câmara que toma fotos do que se esconde do objeto e as projeta numa tela em frente, criando uma ilusão ou efeito de transparência.
O descobrimento na última década dos metamateriais, um tipo de estrutura de relevo especial, com tamanho menor que o comprimento da onde da luz e possue um índice refratário negativo, fazendo com que a luz, ao invés de refletir, siga os contornos do mesmo, passando em volta sem ser bloqueada, abriu possibilidades paupáveis de contar com estruturas que não interrompam a formação visual proveniente do fundo, com o que, teoricamente uma invisibilidade prática seria alcançada. Os cientistas Jason Valentine e Xiang Zhang, da Universidade de Berkeley, Califórnia, Estados Unidos, conseguiram desenvolver materiais que a curvam a luz obtida através de malhas com escala nanométrica. No Imperial College of London, em 2008, o físico John Pendry desenhou uma capa de invisibilidade para um cilindro de cobre que operava na faixa das microondas. Espera-se que nos próximos cinco anos seja possível contar com um sistema que oculte objetos, pelo menos na faixa das microondas, fazendo-os invisíveis aos radares.