10.099 – Os benefícios do chocolate para o organismo


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Diversas pesquisas já comprovaram que o chocolate pode fazer bem à saúde. Intestino, cérebro e coração são alguns dos órgãos que se beneficiam da ação de cinco de substâncias presentes no doce: flavonoides, polifenóis, teobromina, feniletilamina e cafeína. Os flavonoides e polifenóis são antioxidantes que combatem os radicais livres e, assim, previnem o envelhecimento celular. Já a teobromina, feniletilamina e cafeína estimulam o sistema nervoso central e promovem sensação de prazer e bem-estar. “O que faz o chocolate ser tão popular é a combinação entre gosto bom e benefícios físicos e psicológicos”, afirma a nutricionista italiana Donatella Lippi, professora do departamento de medicina da Universidade de Florença e especialista em história médica.
O limite de consumo recomendado diariamente é de 50 gramas, equivalente a dois bombons. “Mais do que isso, o alimento pode causar acúmulo de gordura, alteração nos níveis de glicose, colesterol e triglicérides, além de alergia e diarreia”, diz a endocrinologista Claudia Cozer, coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares (Nota) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Quanto mais cacau tem o chocolate, maior sua concentração de antioxidantes e estimulantes. Por isso, médicos e nutricionistas recomendam o consumo da versão amarga, aquelas com 60 a 100% de cacau na composição. O meio-amargo (40 a 60% de cacau) também faz bem ao organismo, mas deve ser uma opção secundária, por conter mais açúcar do que o amargo.
Já o ao leite — que leva mais leite e açúcar do que cacau — e o branco — composto por manteiga de cacau, açúcar, leite e gordura saturada — praticamente não oferecem benefícios à saúde. “Em quantidades altas, os dois tipos podem fazer mal ao consumidor”, afirma Martine Elisabeth Kienzle, professora do curso de nutrição da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Além da porcentagem da fruta estampada no rótulo, há um truque para identificar, pelo paladar, um chocolate nutritivo: em contato com a ponta da língua, ele derrete completamente, um sinal de que foi feito com cacau sólido, não com a manteiga da fruta. “Há chocolates com a mesma quantidade de cacau na formulação, mas variados níveis de gordura e açúcar. Por isso, é bom verificar tanto no paladar quanto na embalagem”.
De acordo com um estudo feito na Universidade de Áquila, na Itália, os derivados do cacau podem melhorar a cognição — processos mentais que são responsáveis pelo pensamento, percepção, classificação, juízo, imaginação e linguagem — e a memória em idosos.
O risco de acidente vascular cerebral (AVC) também pode ser reduzido. Uma pesquisa feita pelo Instituto Karolinska, na Suécia, revelou que homens que comem 10 gramas de chocolate por dia podem ter 17% menos risco de sofrer um derrame. A substância que causou esses benefícios é o flavonoide, que tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.
A função antioxidante do chocolate pode ajudar a proteger o intestino do stress oxidativo — quadro em que há a sobrecarga de alguma substância e que pode ocasionar danos às células. Com essa proteção, há menores chances de se desenvolver problemas intestinais, como o câncer de cólon. Segundo uma pesquisa coordenada por estudiosos do Instituto de Ciência, Tecnologia e Nutrição Alimentar, na Espanha, as substâncias antioxidantes presentes no alimento, como os polifenois e os flavonoides, exercem uma proteção na mucosa intestinal e impedem a proliferação de células cancerígenas na região.
Outra pesquisa com o cacau, feita por pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Hospital Infantil de Oakland, nos Estados Unidos, descobriu que os flavonoides presentes no fruto ligam-se a uma proteína que é responsável por regular a secreção de fluidos no intestino delgado. Assim, o chocolate pode ajudar no tratamento da diarreia.
Chocolate é sinônimo de ganho de peso? Nem sempre. Uma pesquisa feita na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, constatou que comer quantidades moderadas do doce, principalmente na versão amarga, pode ajudar a emagrecer. A conclusão foi de que o chocolate possui “calorias neutras” que, em pequenas quantidades, regulam o funcionamento do metabolismo e, consequentemente, combatem o acúmulo de gordura do corpo.
E mais: um estudo feito na Universidade de Áquila, na Itália, descobriu que o chocolate não só ajuda o metabolismo a combater o acúmulo de gordura, como o deixa mais sensível à insulina, o que reduz o risco de diabetes. Os flavonoides, mais uma vez, são os responsáveis pelo benefício.

10.098 – Lentes de contato com visão noturna


A história da aplicação da ciência pelo homem pode ser resumida como a evolução natural da sua necessidade de expandir a capacidade dos seus sentidos. Já falamos a distância, podemos ouvir com maior precisão, manipular cheiros. E até já enxergamos nas trevas.
Só que os dispositivos desenvolvidos para alcançar a visão noturna, os quais já eram utilizados na caça esportiva e para uso militar, poderiam ser reduzidos e aprimorados. Se podemos enxergar melhor com o uso de lentes de contato, porque não no escuro?
Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, conseguiram criar o primeiro detector de luz infravermelha capaz de operar em temperatura ambiente. A tecnologia de visão noturna permite ver um espectro invisível para o olho humano, o calor que irradia de corpos vivos no escuro. Até agora, esse tipo de equipamento exigia um grande volume para comportar o sistema de arrefecimento, necessário para funcionar corretamente.
A chave para obter uma redução drástica no tamanho dos equipamentos de visão noturna foi fornecida pela introdução de grafeno, que normalmente absorve 2,3 % da luz que atinge, mas ainda não era o suficiente para gerar um sinal de infravermelhos útil. No entanto, através da combinação de duas camadas de grafeno com um isolante entre eles, os cientistas foram capazes de aumentar o sinal de forma significativa, permitindo desenvolver um novo tipo de dispositivo capaz de detectar e diferenciar completamente o espectro infravermelho, assim como a luz visível e a ultravioleta.
Ao integrar essa nova tecnologia em uma lente de contato, ou qualquer outro dispositivo, é possível expandir a nossa visão instantaneamente. Na prática, esse tipo de tecnologia poderá permitir a detecção de vazamentos de gás por técnicos, que médicos e enfermeiros encontrem vasos sanguíneos, e que esboços sob as camadas de pintura de um quadro sejam percebidos por historiadores de arte, só para citar alguns exemplos.

10.097 – Cientistas criam planta biônica que absorve 30% a mais de luz


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Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) anunciou a criação da primeira planta biônica, uma combinação que reúne nanotecnologia e biologia. De acordo com o trabalho, publicado na Nature Materials, as estruturas originais da planta estão entrelaçadas por nanomateriais e até sensores químicos. Ainda de acordo com o artigo, a nova planta pode absorver 30% a mais de luz solar.
Os pesquisadores, desta forma, conseguiram integrar os nanotubos de carbono, uma estrutura alótropica do carbono (o mesmo que o diamante ou grafite), com uma alta condutividade elétrica e flexibilidade, no cloroplasto, uma organela onde ocorre a fotossíntese. O aumento da performance da planta na fotossíntese era, inclusive, um dos objetivos traçados pra este experimento. A pesquisa, financiada, em parte, pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos, não termina por aqui. Entre outras possíveis aplicações também existe a ideia de incorporar um material vegetal que poderia agir como sensor sobre os níveis de óxido nítrico e servir como alerta para a poluição do meio ambiente.

10.096 – Base lunar será construída com impressora 3D


Este é o maior empreendimento feito a partir da nova tecnologia das impressoras 3D, e planeja a construção de uma base lunar para astronautas, utilizando apenas os materiais disponíveis na Lua, além de uma impressora com capacidade industrial.
O projeto foi apresentado pelos arquitetos Foster and Partners, notoriamente conhecidos por seus trabalhos de vanguarda ao redor do mundo, e prevê uma redução dos custos em transporte e material nunca antes imaginada para algo de tamanha envergadura em um espaço externo.
Através de uma parceria com a Agência Espacial Europeia, o edifício de estruturas lunares foi projetado com base no uso do regolito, um material presente em praticamente toda a superfície lunar, em sais de adesão e outros minerais, que, juntos, formam um conglomerado ultrarresistente.
Os modelos sobre os quais estão trabalhando atualmente são estruturas similares às de uma colmeia: fortes e, ao mesmo tempo, com temperaturas apropriadas para a habitação humana. Até agora, a ideia é colocar a base no polo sul da Lua, aproveitando a luz solar que atinge essa área durante quase todo o ano.

10.095 – O primeiro homem biônico já está entre nós


A humanidade já conta com o mais novo homem biônico desenvolvido e também o mais semelhante a um ser humano. Ele se chama Rex e, dentro dos seus dois metros de altura, corre sangue sintético, atravessando o coração, os pulmões, pâncreas, rins e outros órgãos vitais, essenciais para o bom funcionamento do seu corpo, que conta também com pernas, braços, rosto, nariz, boca e orelhas. Este é um protótipo que conseguiu reproduzir até 70% da anatomia humana – o mais completo e sofisticado até o momento.
Embora represente um avanço absoluto, os cientistas responsáveis por sua construção destacaram que ainda é muito cedo para criar protótipos que possam funcionar de forma independente, sem a intervenção dos humanos. As mãos biônicas, que possuem um nível de detalhe e funcionamento praticamente idênticos aos do ser humano, não podem, todavia, funcionar sem musculatura e impulsos elétricos cerebrais. Rex conta com retinas, olfato e orelhas, que lhe permitem processar, através de algoritmos de inteligência artificial, os estímulos externos. Porém, vale ressaltar que tudo ocorre em um nível básico.
A rigor, o objetivo principal de sua existência é mostrar de que maneira a tecnologia pode substituir determinadas partes do corpo humano. E vai pelo caminho certo… Com custo avaliado em 600 mil euros, este bem-sucedido homem biônico será exibido no Museu da Ciência, em Londres, até o final do mês de março.

10.094 – Robô Curiosity capta estranha luz em Marte


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De onde vem este brilho no meio da escura paisagem marciana? A foto, obtida pelo rover Curiosity, da NASA, no dia 3 de abril, não possui efeitos especiais ou alterações digitais. Na realidade, a imagem da luz enigmática, detectada nas dunas de Marte, rapidamente se espalhou pela internet. Nas publicações especializadas em ufologia e mistérios espaciais, multiplicam-se as teorias sobre a origem do fenômeno.
No relato de Scott Waring, do site Diário de Avistamento Óvni, “uma fonte de luz artificial foi vista esta semana nesta foto da NASA, brilhando do solo… isto poderia indicar a existência de vida inteligente sob a superfície e a utilização de luz, como a nossa.”.
Entretanto, teorias mais cautelosas, como a de Justin Maki, do Laboratório de Propulsão a Jato, da NASA, dizem que “é bastante possível que a luz seja efeito do brilho da superfície de uma pedra refletindo o Sol… quando as imagens foram feitas, o Sol se encontrava na mesma direção do ponto brilhante e relativamente baixo no céu”.
Waring retrucou com uma imagem capturada pelo mesmo Curiosity um dia antes, 2 de abril, e salientou “não se trata de um brilho do Sol, ou erro do procedimento fotográfico: percebe-se com nitidez a parte inferior da luz, que tem uma superfície bastante plana, demonstrando que começa nesta superfície”.
Justin Maki também utilizou as imagens do arquivo para manter sua teoria, apontando para uma foto tomada pelo visor direito do rover, segundos depois da foto, onde se vê a luz (feita com o visor esquerdo) e não se vê nada de extraordinário.
As imagens estão à disposição dos interessados em tirar suas próprias conclusões. Mas, cada vez que a suspeita de vida em outro planeta for levantada, o debate será inevitável.