9990 – Instituições de Ensino – O SENAC


senac

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) é uma instituição brasileira de educação profissional aberta a toda a sociedade. Foi criado em 10 de janeiro de 1946 na Rua Florêncio de Abreu em São Paulo. É administrado pela Confederação Nacional do Comércio (Fecomercio).
No SENAC há também cursos para “jovens aprendizes”, entre idade de 14 e 24 anos (e sem limite de idade para portadores de deficiências), com a capacitação e desenvolvimento da qualificação profissional dos jovens na entrada do mercado de trabalho.
Sua missão é desenvolver pessoas e organizações para o mundo do trabalho com ações educacionais e disseminando conhecimentos em Comércio de Bens e Serviços.
Ao longo destes 64 anos de atividades, o Senac espalhado por todo o Brasil preparou mais de 40 milhões de pessoas para o setor de Comércio e Serviços, contribuindo para a valorização do trabalhador, por meio de sua capacitação profissional em doze áreas de formação, incluindo cursos de idiomas.
Através de diferentes modalidades de ensino, dentre as quais destaca-se o programa SenacMóvel, a instituição se faz presente em mais de 1.850 municípios, capacitando para o Mundo do Trabalho cerca de 1,7 milhões de brasileiros, a cada ano.
A instituição atua também no ensino superior desde 1989. Hoje, o Centro Universitário Senac, em Sao Paulo, oferece cursos de graduação (bacharelados e de tecnologia) e de pós-graduação (aperfeiçoamento, especialização e mestrado profissional e acadêmico). No interior do Estado, os dois campi do Senac ficam junto aos hotéis-escola Grande Hotel São Pedro e Grande Hotel Campos do Jordão — nestes casos atendendo à área de turismo, hotelaria e de gastronomia. Na capital, o Campus Santo Amaro abriga cursos superiores de todos os segmentos do Senac. Com 120 mil m², foi inaugurado em 2004 com a mais moderna infra-estrutura educacional, incluindo biblioteca com 90 mil itens, centro de gastronomia, centenas de salas de aula, dezenas de laboratórios, centro poliesportivo, centro de convenções e outros ambientes.

9989 – Medicina – Saúde dos Pulmões


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Milhões de brasileiros sofrem de problemas respiratórios que afetam, de forma transitória ou crônica, sua qualidade de vida. Doenças como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), pneumonia e câncer ocupam a segunda posição entre as razões mais importantes para procurar um médico. Durante os meses de outono e inverno, elas provavelmente são – juntamente com moléstias cardiovasculares – o primeiro motivo, segundo o médico Rafael Stelmach, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia. No Brasil, os problemas pulmonares são a quarta principal causa de mortes. No estado de São Paulo, as doenças respiratórias provocam 12% dos óbitos. Para saber cuidar dessa parte vital de nosso corpo, é importante antes de tudo entender seu funcionamento. Além de possibilitar a fala, a principal tarefa do sistema respiratório é abastecer de oxigênio os tecidos e eliminar o gás carbônico produzido por eles. Esse aparato começa pelo nariz e pela boca, continua por outras vias e segue até os pulmões.
Situado na parte inferior do cérebro, o centro respiratório controla de forma inconsciente o ritmo pulmonar, que geralmente é automático e determinado pelas necessidades fisiológicas do momento. Em repouso, a freqüência respiratória de um adulto saudável é de aproximadamente 12 respirações por minuto, inalando em média 500 mililitros de ar a cada respiração. Em um exercício intenso, uma pessoa pode chegar a 50 respirações por minuto e levar a seus pulmões 4,6 litros de ar. Em outro extremo, a vida fica por um suspiro quando os pulmões se movem de duas a quatro vezes por minuto e recebem apenas 1,5 litro de ar por minuto.
No entanto, nem sempre nossos cuidados são suficientes para manter o sistema respiratório saudável. Isso porque há pessoas que nascem com alguma lesão pulmonar, como é o caso dos pacientes com fibrose cística, cujas vias aéreas ficam cheias de secreção bronquiais espessas devido a alguma alteração genética. Além disso, nossos pulmões e brônquios estão sujeitos ao ar aspirado em locais por onde circulam vírus, bactérias, fungos, fumaças, gases, poluentes atmosféricos, poeiras e partículas que provocam alergia.
Essas são algumas das razões que fazem a incidência e a gravidade de determinadas doenças respiratórias aumentarem de forma preocupante. De acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, a tuberculose é a infecção curável que mais mata em todo o mundo, deixando a cada dia 20 mil novas pessoas doentes e causando 5 mil mortes. Somente no Brasil, a média é de aproximadamente 100 mil casos novos e 6 mil óbitos por ano – o que nos mantém entre os 22 países que concentram 80% dos mais de 8 milhões de novos casos de tuberculose registrados no planeta anualmente.
Não menos preocupante, há outras doenças pulmonares que evoluem de forma silenciosa e traiçoeira, manifestando-se quando o mal está feito. Há outros casos em que os sintomas confundem e acabam passando despercebidos pelo paciente e pelo próprio médico. Em parte, isso explica porque entre 15 e 20% dos casos de câncer pulmonar são detectados apenas depois de cinco anos. E porque metade dos asmáticos ignora sua doença. “Estudos em várias capitais brasileiras mostram que de 20 a 25% de crianças e adolescentes apresentam sinais sugestivos de asma. Entretanto, admite-se que somente de 12 a 15% têm um diagnóstico médico de asma”, diz Stelmach.
O câncer de pulmão é especialmente terrível. Nos países desenvolvidos, é a primeira causa de morte por câncer entre os homens e, em alguns, é a primeira também entre as mulheres, superando o câncer de mama. Nos Estados Unidos, estima-se que sejam diagnosticados 150 mil casos a cada ano. No Brasil, o número de mortes por câncer de pulmão chega a 15 mil e são diagnosticados quase 25 mil novos casos a cada ano.
A principal causa do aumento da incidência desse tumor é o cigarro. Os agentes cancerígenos presentes no cigarro – benzopireno, benzeno, nitrosamina – são considerados pelos oncologistas como os responsáveis por 90% dos casos de câncer de pulmão no homem e 80% na mulher. O restante dos casos é atribuído principalmente a substâncias tóxicas inaladas em alguns ambientes de trabalho e ao fumo passivo. “Estudos disponíveis estimam que a chance de um fumante passivo, como a mulher de um fumante, desenvolver um câncer de pulmão é duas vezes maior que a de um indivíduo não fumante”, diz Miriam Federico, professora de oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Existem indícios de que há uma certa suscetibilidade genética individual para desenvolver a doença. Como a ciência ainda não descobriu meios de identificar as pessoas com maior risco de padecer de câncer, a medida aconselhável a todos é abandonar o cigarro.
Algo parecido acontece com a DPOC. As primeiras manifestações dessa enfermidade vão ocorrer em pessoas entre 45 e 50 anos que abusaram do cigarro durante toda a vida. No entanto, muitas pessoas que sofrem de DPOC não associam os ataques matutinos de tosse, a maior produção de catarro e a fadiga a um problema de saúde, mas a sintomas típicos da velhice. Estão perigosamente errados. “Tosse e catarro não são normais, mesmo em fumantes. Se a tosse persiste por mais de três semanas ou vai e volta, é sinal de que algum grau de DPOC já se instalou”.

A asma é outra doença traiçoeira – estima-se que seus sintomas passem despercebidos para 75% dos doentes. A tosse noturna ou enquanto se fazem exercícios, os assobios no peito, o catarro e a dificuldade respiratória que acompanham a asma se confundem com os sintomas de um resfriado ou outra infecção banal. As pessoas expostas a essas crises asmáticas dificilmente poderão se beneficiar de tratamentos. A asma se converteu na doença crônica mais comum que, entre crianças e adolescentes, tem origem alérgica em 80% dos casos. Aproximadamente um quarto dos bebês com menos de 3 anos apresenta sintomas asmáticos em algum momento. No entanto, cerca de 60% dessas crianças deixam de sofrer por isso antes de completar 7 anos.
Como explicar a elevada incidência? Não se sabe ao certo. O aumento do número de mulheres fumantes – que transformam seus filhos em fumantes passivos –, o abandono precoce da amamentação materna, certas substâncias presentes no ambiente – como as partículas que saem dos motores a diesel e o ar-condicionado – são alguns dos possíveis culpados. Alguns especialistas acreditam que o aumento dos casos dessa doença respiratória tenha relação com o desenvolvimento deficiente do sistema imunológico dos bebês devido a medidas de higiene que limitam o contato deles com os agentes infecciosos.
De acordo com essa teoria higienista, as citoquinas do tipo 1 (TH1), proteínas que são produzidas pela exposição, durante a infância, a diferentes agentes patológicos, ajudaram a proteger gerações anteriores da asma alérgica, uma doença mediada pelas citoquinas do tipo 2 (TH2). Os defensores dessa tese afirmam que as TH1 mantêm as TH2 sob controle. No entanto, um estudo publicado na revista americana Nature Immunology, assinado por cientistas da Universidade de Stanford, coloca em dúvida essa teoria. A polêmica está instalada, enquanto a asma continua seguindo seu caminho.

É por meio da respiração que seu organismo obtém o oxigênio e elimina o gás carbônico. Conheça os órgãos e as estruturas do sistema responsável por essa troca gasosa.
O sistema respiratório humano é composto por uma série de dutos que permitem ao ar passar do ambiente externo aos pulmões, e vice-versa. Quando você inspira o ar, ele entra no aparelho respiratório pelo nariz (onde há pêlos que servem como filtros) ou pela boca. O ar desce e chega à faringe, órgão onde é produzida a voz. Em seguida, vêm as cordas vocais, situadas no interior da laringe. São elas que regulam o ar, quando a gente fala grosso ou fino. Daí o ar passa para a traquéia, que se bifurca em outras vias respiratórias menores, os brônquios, que são responsáveis por conduzir o ar até os pulmões. Dentro desse par de estruturas elásticas, os brônquios se ramificam em canais mais finos, chamados bronquíolos. No extremo dessas ramificações mais finas estão os alvéolos. É nesse nível que ocorre a troca gasosa: o oxigênio passa para o sangue e o gás carbônico sai do sangue e vai para os alvéolos.

Bupropion
Primeiro medicamento sem nicotina usado no combate ao tabagismo. Interfere nos mecanismos neurológicos que produzem prazer e nos que estimulam o desejo e a abstinência. Trata-se de um antidepressivo que necessita de prescrição médica. Pode provocar efeitos colaterais, como insônia, e não pode ser usado por menores de 18 anos ou grávidas.

9988 – O que é Interleucina 6?


Interleucina-6 (IL-6) é uma proteína que em humanos é codificada pelo gene ‘ IL6 ‘.

IL-6 é uma interleucina que age como uma citocina pro-inflamatória e anti-inflamatórios. É secretada por células t e macrófagos para estimular a resposta imune ao trauma, especialmente queimaduras ou outro dano ao tecido levando a inflamação.
Em termos de resposta do hospedeiro para um agente patogênico estrangeira, IL-6 tem demonstrado, em ratos, exigível para a resistência contra a bactéria ‘Streptococcus pneumoniae’. IL-6 é também um “myokine”, uma citocina produzida a partir de músculo e é elevado em resposta a contração muscular. Ele é significativamente elevado com exercício e precede o aparecimento de outras citocinas na circulação.

Durante o exercício, é pensado para atuar em um hormônio-como forma de mobilizar substratos extracelulares e/ou aumentar a entrega de substrato (Petersen, J Appl Physiol 2005). Além disso, osteoblastos secreção de IL-6 para estimular a formação de Osteoclasto. Células de músculo liso na mídia túnica de muitos vasos sanguíneos também produzam IL-6 como uma citocina pro-inflamatória.

Papel da IL-6 como uma anti-inflamatório citocina é mediada por meio de seus efeitos inibidores TNF-alfa e IL-1 e ativação de IL-1ra e IL-10.

Interleucina 6 foi mostrado para interagir com o receptor interleucina-6 e glicoproteína 130.

9987 – Terapia para leucemia está sob avaliação de urgência nos EUA


Três estudos publicados no periódico “Blood”, da Sociedade Americana de Hematologia, neste mês mostraram resultados promissores com um novo medicamento de terapia alvo para formas graves de leucemia e linfomas resistentes a tratamento.
Pelo seu potencial, o composto já está sendo avaliado pelo FDA (órgão que regula o setor de medicamentos nos EUA).
A avaliação segue sob o selo de “breakthrough status”, o que o torna elegível para rápida aprovação. Esse processo foi criado pelo FDA para acelerar a disponibilidade de drogas promissoras em doenças para as quais há poucas ou nenhuma alternativa de tratamento.
A terapia alvo tem revolucionado o tratamento do câncer com uma última geração de drogas que usa substâncias direcionadas para bloquear moléculas específicas que alimentam a doença.
O medicamento idelalisib age diretamente nas células e impede a produção da enzima PI 3 quinase, proteína que ativa as células doentes.
Pesquisadores da Universidade de Stanford, Califórnia, do Instituto do Câncer de Boston e do Weill Cornell College, em Nova York, todas instituições nos Estados Unidos, estão envolvidos nos estudos.
Os resultados mostraram que 74% dos pacientes com leucemia linfoblástica aguda, 47% dos indivíduos com linfoma não Hodking e 40% dos pacientes com de leucemia mieloide aguda responderam à terapia – alguns com resposta completa da doença.
Cada estudo foi publicado para avaliar a resposta em uma das enfermidades. A que menos obteve resultados satisfatórios, entretanto, foi no grupo avaliado com leucemia mieloide aguda: apenas 22% dos indivíduos tiveram melhora prolongada.
De qualquer forma, acreditam especialistas, a terapia ainda faz diferença para esses pacientes.
Os pesquisadores testaram a substância em 150 pessoas, que já haviam passado por tratamentos que falharam em retardar o avanço da doença ou o fizeram apenas temporariamente.
“Essa classe de medicamentos que impede a ação da quinase já revolucionou o câncer e o idelalisib está na fila das terapias promissoras”, avalia Nelson Hamerschlak, coordenador do Centro de Hematologia e de Transplante de Medula do hospital Albert Einstein.
Em janeiro, o “New England Journal of Medicine” publicou estudo que mostrou benefícios do idelalisib com o rituximabe (medicamento usado concomitante à quimioterapia que usa as células do sistema imune para combater a doença) em 220 pacientes com leucemia aguda.
Metade dos pacientes usou apenas rituximabe e placebo, enquanto a outra utilizou a terapia combinada.
No grupo em que foi administrada terapia conjunta, 81% respondeu ao tratamento enquanto que no grupo placebo, apenas 13% apresentou benefícios.

9986 – Triângulo das bermudas em guerra por água


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SP, RJ e MG terão a maior guerra por água na América do Sul, alerta S.O.S. Mata Atlântica.
Os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais vão disputar de maneira cada vez mais feroz o “ouro do século 21”: a água. É o que afirma a ambientalista Malu Ribeiro, coordenadora da ONG S.O.S. Mata Atlântica. Com base em dados levantados pela Organização das Nações Unidas (ONU), ela mostra que a atual crise de água no sistema Cantareira, em São Paulo, é apenas a ponta do iceberg do que pode vir por aí se não houver uma mudança na política de gestão dos recursos hídricos.
A recente proposta do governador de SP, Geraldo Alckmin, de captar água também na Bacia do Rio Paraíba do Sul, que nasce em solo paulista mas também percorre Minas Gerais e Rio de Janeiro, acirrou o debate na última semana. A seguir, a entrevista completa com a coordenadora da ONG S.O.S. Mata Atlântica.
Na Semana Mundial da Água, a necessidade de cuidar melhor dos cursos d’água do Brasil urge. Levantamento divulgado nesta quarta-feira (19) pela Fundação SOS Mata Atlântica revelou que a maioria dos rios, córregos e lagos brasileiros apresenta baixa qualidade.
O estudo analisou a água de 96 cursos que correm por sete estados do sul e sudeste do Brasil, no bioma Mata Atlântica. O resultado? 40% deles têm qualidade ruim ou péssima, 49% estão em situação regular e, apenas, 11% podem ser considerados de boa qualidade. Não por coincidência, todos os rios e mananciais que foram aprovados no teste estão localizados em áreas protegidas e que contam com matas ciliares preservadas.

9985 – Mais quatro mundos habitáveis


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Um grupo internacional de pesquisadores, fuçando dados de arquivo de busca por planetas fora do Sistema Solar ao redor das menores e mais comuns estrelas do Universo, encontrou oito novos candidatos, dos quais possivelmente quatro são mundos habitáveis.
Todos entram na categoria das “superterras” — planetas maiores que o nosso, mas mais modestos que Netuno, o menor dos gigantes gasosos em nosso Sistema Solar. O mais próximo está a apenas 17 anos-luz de distância, uma ninharia em termos cósmicos. (Um ano-luz é a distância que a luz atravessa em um ano, cerca de 9,5 trilhões de quilômetros.)
Ele orbita a estrela Gliese 682 e tem uma massa mínima 4,4 vezes a terrestre — o que faria dele um planeta com 1,5 vez o diâmetro do nosso planeta, se tivesse a mesma composição. Ele completa uma volta em torno de seu sol a cada 17 dias terrestres.
O sistema mais interessante dentre os recém-descobertos, contudo, pertence à estrela Gliese 180, a 38 anos-luz de distância. Lá, dois planetas diferentes se encontram na chamada “zona habitável” — a região do sistema planetário em que um planeta do tipo terrestre seria capaz de preservar água em estado líquido na superfície. Trata-se da condição mais essencial para a vida como a conhecemos. O mais interno deles dá uma volta em torno de seu sol a cada 17 dias, e o mais afastado completa um ano em 24 dias.
Finalmente, o quarto mundo habitável descoberto pela equipe liderada por Mikko Tuomi, da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, gira em torno de Gliese 422 e completa uma translação em 26 dias.