9979 – Cidades – NYC Autossustentável


NOVA_IORQUE_OK

Enquanto nós, brasileiros, ainda quebramos a cabeça para resolver problemas básicos como escassez de água, trânsito enlouquecedor, coleta e reciclagem de resíduos sólidos ineficientes, falta de moradias e de segurança pública, a cidade de Nova York estuda como se tornar uma cidade autossustentável. E quer ensinar a todas as cidades do mundo como elas também podem ser.
O projeto ambicioso – chamado New York State, ou Nova Iorque Estável – está sendo tocado por um centro avançado de pesquisas urbanísticas sem fins lucrativos chamado Terreform. A intenção de arquitetos e urbanistas da instituição é determinar como uma cidade como Nova Iorque, com mais de oito milhões de habitantes, poderia num futuro bem próximo produzir tudo o que consome: desde alimentos, passando pelo fornecimento de água, energia elétrica e combustíveis. E incluindo, claro, cuidados com saúde, transporte, saneamento básico, cultura e empregos.
Os estudos já duram seis anos e revelaram, logo de cara, que para manter a autossustentabilidade da metrópole seriam necessárias 25 usinas nucleares. Um problema gigante, assim como vários outros quebra-cabeças a serem resolvidos.
O carro-chefe da auto-suficiência da cidade será a alta capacidade de produção de alimentos com a agricultura urbana praticada nas praças e jardins da metrópole e até mesmo em edifícios com fazendas verticais.
Uma cidade autossustentável também será mais amigável com seus habitantes. “Estamos dando atenção a todos os tipos de recursos que pensamos serem mal utilizados na cidade, como as ruas”, diz Sorkin. “Imagine se as ruas deixassem de ser o reino dos automóveis para se tornarem o reino dos pedestres: poderia haver fazendas, creches e todos os tipos de serviços públicos”.
A grande contribuição por trás do projeto visionário da Terreform, entretanto, será a produção de um inventário inédito e detalhado de boas práticas que poderão ser muito úteis para o planejamento de metrópoles. Incluindo as nossas caóticas cidades brasileiras. “Estamos compilando uma enciclopédia das tecnologias e morfologias que poderiam ser usadas ​​pelas cidades ao redor do mundo interessadas ​​em caminhar na direção de sua autonomia”, conclui Michael Sorkin.

9978 – Mega na Copa – Morre Bellini, aos 83 anos, bicampeão mundial e capitão da seleção de 1958


bellini, o 1° a levantar a taça

Capitão da seleção brasileira campeã mundial em 1958 e reserva na equipe do título da Copa de 1962, o ex-zagueiro Hideraldo Luiz Bellini, o Bellini, morreu nesta quinta-feira, aos 83 anos.
O ex-jogador estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital Nove de Julho, em São Paulo. A pedido da família, não foi divulgado boletim médico para dar mais detalhes sobre o ex-zagueiro.
Bellini sofria há mais de dez anos de Mal de Alzheimer. No mês passado, após ficar hospitalizado por 60 dias, passou a receber acompanhamento médico em casa. O quadro da doença vem piorando gradativamente e, há cerca de três anos, o ex-zagueiro perdeu a fala.
O ex-atleta iniciou sua carreira no Itapirense, de Itapira (SP), sua terra natal, e se tornou famoso no Vasco, onde chegou em 1952 e jogou até 1961.
Ele acabou sendo o responsável em criar o famoso gesto de levantar a taça de campeão. Segundo relatou, o gesto foi feito para ajudar os fotógrafos.
O ato acabou virando universal e repetido, entre outros, por todos os capitães brasileiros nas conquistas de 1962, 1970, 1994 e 2002.
Ele conquistou 10 títulos pelo clube carioca, entre eles três estaduais e um Rio-São Paulo. Bellini jogou por cinco anos no São Paulo, mas não conquistou nenhum título.
Pela seleção brasileira, além da Copa do Mundo de 1958, conquistou também a Copa de 1962 e duas edições da Copa Roca.
Sua foto levantando a Taça Jules Rimet com as mãos sobre a cabeça é uma das marcas do futebol brasileiro, e passou a ser repetida por todo capitão ao levantar a taça.
O gesto virou estátua na entrada do Maracanã, que recebe muitas visitas de turistas.
Bellini nasceu em 7 de junho de 1930, em Itapira (a 164 km de São Paulo).
Jogou futebol amador no Itapirense e entre 1949 e 1952 defendeu a Esportiva Sanjoanense, de São João da Boa Vista.
Em 1952, foi contratado pelo Vasco, onde foi campeão estadual naquele ano e também em 1956 e 1958. Foi campeão ainda do Rio-São Paulo, também em 1958.
Sua primeira convocação para a seleção foi em 1956.
Ele também fez parte da equipe campeã mundial em 1962, mas era reserva.
Assim como surgiu o cumprimentar de mãos, o abraço, o beijo no rosto, Hideraldo Luís Bellini pode se orgulhar de ter feito pela primeira vez um movimento que alegra dos mais jovens aos mais idosos, do mais rico ao mais pobre. Graças a ele, foi criado um dos gestos mais significativos do futebol e, até mesmo, dos outros esportes: o levantar a taça de campeão.
Zagueiro de vigor físico superior à qualidade técnica, Bellini conta que o gesto que acabou imortalizado em uma estátua de tamanho real na entrada do Maracanã e passou a ser imitado por todos os capitães do mundo nasceu por acaso. Na verdade, o eterno capitão ficou preocupado com os fotógrafos, que queriam a todo custo registrar o primeiro título mundial brasileiro.
Bellini foi convocado após agradar o técnico Vicente Feola durante as Eliminatórias, em 1957. O zagueiro ganhou a tarja de capitão já na reta final de preparação para a Copa do Mundo, após ser elogiado publicamente pelo Marechal da Vitória, Paulo Machado de Carvalho. Durante o Mundial da Suécia, demonstrou muita seriedade e um estilo de jogo acima da média para os beques da época. O título e o gesto de levantar a taça Jules Rimet só coroam o excelente campeonato realizado.
“Foi sensacional ir à Suécia em 58, ainda garoto. Ser convocado já era um prêmio. Ser titular e capitão da Seleção então, nem era bom pensar. Foi uma caminhada árdua, mas a conquista do título foi qualquer coisa de fantástico. Com a taça em cima da cabeça, vi o mundo todo aos meus pés. Sabia que o Brasil todo estava conquistando pela primeira vez o Mundial e que aquela taça que eu segurava seria nossa pelo menos por quatro anos. Todos haveriam de nos respeitar”, comentou Bellini.
Além de 1958, Bellini ainda disputou as Copas de 1962 e 1966, ambas no banco. No Chile, amargou a reserva de Mauro Ramos, em melhor fase no Santos e seu amigo pessoal dos tempos de Sãojoanense. Já na Inglaterra acabou prejudicado pela péssima organização feita pela CBD, que convocou 44 jogadores e divulgou a lista de cortes às vésperas do início do campeonato. Foram 57 jogos com a camisa verde-amarela, com 42 vitórias, 11 empates e apenas quatro derrotas. Bellini faturou, além do bicampeonato mundial, a Copa Roca, em 1957 e 1960, a Taça Oswaldo Cruz, em 1958, 1961 e 1962, a Taça Bernardo O’Higgins, em 1959, e a Taça do Atlântico, em 1960.
O início
Bellini ainda era um garoto quando começou a dar os primeiros nas ruas de terra de Itapira, no interior paulista, sua cidade natal. Fazia a bola com as meias e usava os sapatos como traves. Aos domingos, a diversão era se reunir na Praça Central para escutar os clássicos do Pacaembu, pelo rádio. Cresceu escutando nomes como Domingos da Guia e a ideia de virar zagueiro já ia fazendo sua cabeça.
Ao chegar à adolescência, Bellini era convidado para jogar competições amadoras da região, sem sonhar ainda com o profissionalismo. Sem contar com grande qualidade técnica nos pés, acabou virando zagueiro de vez. Para espanto de todos, Bellini demonstrava muita raça e, acima de tudo, categoria e lealdade no campo contra os adversários.
Depois de observar o futebol de Bellini de perto, o olheiro Mauro Xavier da Silva não esperou a ansiedade para contar ao clube em que trabalhava, o modesto Sãojoanense, que contava em seus quadros com o até então desconhecido Mauro Ramos de Oliveira. Pegou o primeiro ônibus de Itapira para São João da Boa Vista e, já no começo da madrugada, bateu na porta do presidente Francisco de Bernardes. Aos berros, começou a informá-lo sobre o futebol de Bellini.
Ainda sonolento, o presidente pediu que retornasse no outro dia. Foi quando Mauro Xavier o informou que outros clubes já estavam assediando Bellini. Bernardes, fiel às informações de seu olheiro, autorizou o funcionário a trazer o zagueiro. A abordagem em cima do futuro bicampeão mundial foi, no mínimo, estranha.
pós uma conversa, Mauro descobriu o motivo de tantas recusas de Bellini: o zagueiro não queria passar por testes. O olheiro concordou em fechar negócio sem que o zagueiro passasse por qualquer tipo de avaliação. Ao chegarem em São João, o presidente perguntou o porquê de tanta confiança ao seu “novo reforço”, mas, assim que Bellini deu os primeiros toques na bola, logo viu o motivo.
Bellini ficou por três anos no Sãojoanense, de 1949 a 1951. Mesmo atuando pela segunda divisão do futebol paulista, chamou a atenção dos grandes da capital. Nos jogos da modesta equipe, era normal a presença de olheiros e amigos de técnicos avaliando a categoria que aquele jovem zagueiro apresentava. Com algumas propostas na mão, Bellini apostou alto e preferiu aceitar o Vasco da Gama. Estava acertada a sua ida ao Rio de Janeiro.
A trajetória de Bellini no Vasco da Gama pode ser considerada cinematográfica. Ali, o capitão permaneceu por dez anos, conquistando três títulos cariocas, em 1952, 1956 e 1958, ganhando destaque na equipe apelidada de “Expresso da Vitória”, pelo alto número de conquistas na década de 1940, principalmente.
Vestindo a camisa 3 vascaína, Bellini virou ídolo da torcida pela seriedade que exibia em campo. Mesmo sem contar com grande qualidade técnica, esbanjava disposição física, garra e dava segurança ao restante do elenco, o que arrancava suspiros do técnico Flávio Costa. Diante de tantos atributos, não lhe restou alternativa a não ser entregar ao zagueiro a tarja de capitão.
Com a saída de Flávio Costa para a Seleção Brasileira, em 1956, restou a Bellini a responsabilidade de conduzir o Vasco à retomada de títulos do “Expresso da Vitória”. Ao lado de Orlando, formando aquela que muitos consideravam a melhor zaga do futebol brasileiro, o líder do elenco exigia seriedade de seus comandados, sendo o porta-voz de Martim Francisco dentro das quatro linhas. O resultado não poderia ser outro: a conquista do Campeonato Carioca daquela temporada.

brasil

Como principal combustível do título, Bellini foi premiado com o reconhecimento de seu antigo treinador, que o convocou pela primeira vez para a Seleção em 1957, nas Eliminatórias para a Copa da Suécia, mais precisamente no dia 13 de abril, no empate por 1 a 1 com o Peru, em Lima.
A decisão de contratar Bellini, em 1963, e formar a dupla de zaga com os dois capitães campeões mundiais partiu da cúpula são-paulina, em uma tentativa de aliviar o calvário pelo qual passava o Tricolor, em jejum devido à construção do Morumbi. Contratando um dos melhores zagueiros do futebol brasileiro, o São Paulo daria um ânimo maior a sua torcida, traumatizada pela sucessão de fracassos após o título de 1957.
A tentativa deu certo. No auge de seu vigor físico, com 32 anos, Bellini não decepcionou a cúpula que apostou alto em sua contratação. Considerado velho no Vasco da Gama, saiu como ídolo e agora caminhava a passos largos para repetir o feito em São Paulo, jogando diante da exigente torcida.
Ao lado do amigo Mauro Ramos, Bellini não decepcionou, fez boas apresentações, mas acabou prejudicado pelo fraco desempenho apresentado o Tricolor no período em que as atenções estavam voltadas para a construção do estádio próprio. Mesmo assim, conseguiu se manter na Seleção por sua garra e liderança diante dos demais jogadores, apesar de frequentar a reserva.
Prejudicado pelos insucessos do São Paulo, acabou arriscando tudo ao aceitar uma proposta do Atlético-PR. Após o fiasco do Mundial na Inglaterra, Bellini, com 38 anos, aceitou a transferência para o Furacão. Junto com ele foi um outro veterano: o lateral direito Djalma Santos, também bicampeão, abalado com o fracasso na última Copa e perdendo o fôlego no Palmeiras.
Juntos, os dois desembarcaram no Atlético e atuaram por três anos, de 1968 a 1970, conquistando o Campeonato Paranaense no último ano como profissionais. Bellini, já com 40 anos, ainda exibia grande forma física, graças à fidelidade com as obrigações extra-campo. Já casado, o capitão atuou no Furacão com a mesma responsabilidade de quando era iniciante, exibindo um futebol sério e passando segurança à equipe.
Com o título estadual em 1970, decidiu pendurar as chuteiras, apesar dos pedidos para prosseguir atuando. Sem o mesmo vigor de antes, parou junto com Djalma Santos para não prejudicar o restante do elenco. Em sua opinião, um veterano complicaria a trajetória do Atlético-PR nos campeonatos futuros, principalmente o Brasileiro, que teria a sua primeira edição no ano seguinte, em 1971. O homem que erguera a taça pela primeira vez, sentiu o cansaço e decidiu baixar os braços, para a tristeza do mundo futebolístico.
Sem conseguir se desvincular totalmente do futebol, Bellini continuou frequentando o Pacaembu, próximo de sua casa. Trabalhou como comentarista de emissoras de rádios em algumas partidas, além de visitar, uma vez ou outra, programas esportivos de TV.
O envolvimento de Bellini com o futebol cresceu na década de 1980. A Copa de 1982 começou com o eterno capitão sendo o porta-bandeira da Seleção Brasileira na Espanha. Na ocasião, o ex-zagueiro foi ovacionado pela torcida local.
Alguns anos depois, em 1985, Bellini integrou a comissão técnica da Seleção, trabalhando como consultor e auxiliar a convite do então técnico Evaristo de Macedo, mas saiu após o retorno de Telê Santana ao comando verde-amarelo.
Bellini prosseguiu dando aulas nas escolinhas quando recebeu um convite do então prefeito de São Paulo, Reynaldo de Barros, para assumir a coordenadoria de um projeto social, chamado de “Projeto-Futebol”. Nesta nova empreitada, o eterno capitão promoveu alguns torneios amadores, porém nada de destaque.
Mais do que qualquer medalha ou dedicação especial, Bellini foi merecidamente homenageado pela prefeitura do Rio de Janeiro, que construiu uma estátua do eterno capitão em uma das entradas do Estádio Mário Filho, o Maracanã.
Feita em bronze e de tamanho real, a estátua de Bellini foi inaugurada em 1960, no chamado “Festival do Rio”, uma atração da prefeitura para atrair mais turistas à Cidade Maravilhosa.
Na época, o artista plástico resolveu usar o capitão – e não Pelé, como foi pedido – por considerá-lo um verdadeiro galã de cinema e fazer sucesso com o público feminino. Mesmo com a modernização completa do estádio para a Copa do Mundo de 2014, a estátua do ex-zagueiro permanece em destaque, sendo um ponto de referência do torcedor.

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O adeus
A saúde de Bellini ficou comprometida há cerca de dez anos, em função do Mal de Alzheimer, uma doença degenerativa que afeta o cérebro. Assim, o eterno capitão não resistiu. No fim da tarde de 20 de março de 2014, uma quinta-feira, Bellini morreu depois de um período internado na capital paulista, aos 83 anos.
Raio-X
Nome completo: Hilderado Luís Bellini
Posição: zagueiro
Nascimento: 7 de junho de 1930, em Itapira (SP)
Morte: 20 de março de 2014, em São Paulo (SP)
Clubes: Itapirense (1948), Sãojoanense (1949 a 1951), Vasco da Gama (1951 a 1962), São Paulo (1963 a 1968) e Atlético-PR (1968 a 1970)
Títulos: Campeonato Carioca de 1952 (Vasco), Campeonato Carioca de 1956 (Vasco), Copa Rocca de 1957 (Brasil), Campeonato Carioca de 1958 (Vasco), Taça Oswaldo Cruz de 1958 (Brasil), Torneio Rio-São Paulo de 1958 (Vasco), Copa do Mundo de 1958 (Brasil), Taça Bernardo O’Higgins de 1959 (Brasil), Copa Rocca de 1960 (Brasil), Taça Atlântico de 1960 (Brasil), Taça Oswaldo Cruz de 1961 (Brasil), Copa do Mundo de 1962 (Brasil) e Campeonato Paranaense de 1970 (Atlético-PR)

9977 – Morre aos 86 anos o humorista Canarinho, da ‘Praça é Nossa’


Simpático e boa praça, canarinho vai deixar saudades...!
Simpático e boa praça, canarinho vai deixar saudades…!

Canarinho também participou da primeira versão da novela “Meu Pedacinho de Chão” da Rede Globo, cujo remake como sabemos, está para estrear.
O humorista Aloísio Ferreira Gomes, mais conhecido como Canarinho, morreu aos 86 anos no início da tarde desta sexta-feira (21-março-2014), segundo informou a assessoria de imprensa do SBT.
Ele havia sofrido um infarto agudo do miocárdio no último domingo (16) e estava internado no hospital Santana, em Mogi das Cruzes (interior de São Paulo). O corpo será cremado, mas ainda não há informações sobre o velório.
Nascido em Salvador, Canarinho começou a trabalhar com 17 anos. Aos 20, já cantava na rádio Excelsior, da Bahia.
Em 1955, foi morar em São Paulo, e cantou com Russo do Pandeiro, ex-integrante do Bando da Lua, na rádio Nacional.
Trabalhou na TV Paulista, onde foi parte do humorístico “Praça da Alegria”, de Manoel da Nóbrega, pai de Carlos Alberto de Nóbrega. Manoel e Canarinho se tornaram amigos próximos. Passou também por outros programas, como “Folias do Golias” e “Balança, Mas não Cai”.
Além de atuar, era também redator, escrevendo para “Programa Show Canarinho”, “Domingo é Dia”, “Brincadeira tem Hora”, entre outras atrações televisivas cômicas.
Foi também ator de novelas, como “Meu Pedacinho de Chão”, “Paixão Proibida” e “Sinhá Moça”, além da série “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, da TV Globo. Além de “Pé de Vento”, da Bandeirantes, ao lado do também já falecido ator Fausto Rocha.
No cinema, participou de filmes da época da pornochanchada, entre os quais se destacam “Snuff, Vítimas do Prazer” (1977), de Cláudio Cunha, e “Nos Tempos da Vaselina” (1979), de José Miziara. Ao todo, trabalhou em mais de dez longas.
Foi colunista de esportes do jornal “Folha da Manhã”, jornal do Grupo Folha (que edita a Folha).
Com Carlos Alberto, fez o humorístico “A Praça é Nossa”, no SBT, onde trabalhava desde 1987. Como Canarinho, ele fazia um quadro em que, ao conversar no telefone, tirava sarro de um valentão da praça.
“Lamentamos a perda do humorista e deixamos nossos sentimentos aos familiares, amigos, admiradores e colegas de trabalho de Canarinho”, disse o SBT em nota.