9946 – Nova droga diminui absorção de sódio pelo organismo


Pesquisadores nos EUA descobriram uma maneira de diminuir a absorção de sódio, um dos elementos químicos que forma o sal –o outro é o cloro–, pelo corpo sem que a pessoas faça mudanças na sua dieta. O excesso da substância pode causar hipertensão e agravar o quadro de doentes renais.
As descobertas foram descritas em um artigo publicado ontem na revista “Science Translational Medicine”. Atualmente, as únicas maneiras de controlar o nível de sódio no corpo são por meio de diuréticos ou limitando a ingestão de sódio na dieta.
A droga, chamada tenapanor, atua bloqueando a atividade de uma membrana de transporte conhecida como NHE3, um dos principais responsáveis pela captação de sódio no intestino. O bloqueio evita que o sódio seja transportado para o sangue e sobrecarregue o rim e o coração. Em vez disso, o excesso de sódio é excretado pelas fezes.
Os testes foram realizados em ratos, humanos saudáveis e em ratos com insuficiência renal e hipertensão induzida por excesso de sódio.
Um estudo para avaliar a eficácia da droga em pacientes com sobrecarga crônica de sódio está em andamento.
Os efeitos do tenapanor em ratos e em humanos saudáveis foram similares. Os ratos com hipertensão apresentavam vários problemas como hipertrofia do coração, rigidez arterial e pressão alta. O tratamento com a droga melhorou todos os parâmetros.
Depois os pesquisadores usaram uma combinação do tenapanor com o enalapril (conhecido remédio anti-hipertensivo) nos ratos doentes. As duas drogas juntas foram mais eficientes do que cada uma separadamente. A combinação melhorou principalmente as funções cardíaca e renal dos ratos.
Segundo Rinaldi, a droga precisa de mais testes para ter sua eficácia comprovada em humanos, mas poderá ajudar principalmente quem possui problemas renais e cardíacos e não consegue manipular bem seus níveis de sódio no corpo.

9945 – Por que o Socialismo não deu certo?


socialismo

O Socialismo nunca foi posto em prática.
Não no modelo original, e principalmente, sem corrupção.
Os críticos do Socialismo costumam referir-se a uma rotina de violências que teria predominado sobre o processo de consolidação política dos bolcheviques na Rússia, mas é preciso analisar isso com calma, à luz das circunstâncias. Em 1917 era fazer a Revolução ou tolerar uma Ditadura que sacrificava o povo russo há várias gerações. Lênin e Trotsky tinham perfeita consciência de que não estavam dadas as condições para a deflagração da Revolução, mas não havia como deixar de enfrentar todo o atraso material do país, e ainda fazer o processo político avançar. Depois veio a guerra de 1939, com milhões de mortos, onde as decisões eram tomadas em meio ao fogo dos incêndios e dos bombardeios. Os muitos erros que foram cometidos na Rússia, nessa primeira metade do século 20, foram fruto de situações desesperadas. Nessas circunstâncias você não pode prever exatamente as consequências de muitos dos seus atos.

O socialismo é estruturalmente mais justo que o capitalismo. Porém, em suas experiências reais não soube equacionar a questão da liberdade individual e corporativa. Cercado por nações e pressões capitalistas, o socialismo soviético cometeu o erro de abandonar o projeto originário de democracia proletária, baseado nos sovietes, para perpetuar a maldita herança da estrutura imperial czarista da Rússia, agora eufemisticamente denominada “centralismo democrático”.
Para ser estruturalmente mais justo que o capitalismo, o socialismo deveria ter outra concepção dos fundamentos econômicos e da melhor forma de se gerir a economia. O problema é que se reformulasse tais fundamentos e certezas deixaria de ser socialismo. Temos, então, um dado concreto. A economia socialista é planificada, ou seja, controlada por um poder centralizado. Somente dessa forma é possível garantir, no plano teórico, a distribuição eficiente a abrangente da renda e a promoção da justiça social. É um mecanismo que pretende extinguir a produção orientada para o lucro e instituir a produção destinada ao consumo, segundo explicou F. Hayek (O Caminho da Servidão, p. 60).

A economia planificada, inevitavelmente, exige o controle rígido de todos os processos e agentes econômicos. Essa exigência conduz à opressão e tirania, que não se limita à economia e se espalha para os demais segmentos e atividades da vida em sociedade. No plano moral, há um deslocamento brutal de entendimento sobre o indivíduo que faz os tiranos acreditarem na legitimidade de suas crueldades. Se o indivíduo é um mero consumidor daquilo que o Estado provê, então, é moral e economicamente inferior àqueles que provêm as suas necessidades.
O que deu errado e o que deu certo para o socialismo no século XX? Qual foi o real significado da queda do Muro de Berlim e do colapso da URSS? Estas são as perguntas que fazem muitos daqueles que se empenharam na tentativa de construção de uma sociedade superior ao capitalismo no século passado e observam nas últimas duas décadas o retorno dos países chamados socialistas a esse sistema.
A crise econômica global irrompida em 2008 e a iminente ameaça de colapso ambiental, que revelam mais uma vez a disfuncionalidade e a irracionalidade deste sistema, trarão de volta sem dúvida a discussão do socialismo como alternativa. Entretanto, pesa sobre este uma enorme carga de descrédito, por razões até agora aparentemente pouco compreendidas pelo próprio movimento socialista.

9944 – Pedalada pelo Clima alerta para as mudanças climáticas, em SP


ciclismo

Neste domingo, 16/03/2014, a cidade de São Paulo receberá a primeira Pedalada Pelo Clima, promovida pela associação de ciclistas Bike Anjo* e o movimento Clímax Brasil*, que se propõe a mobilizar adolescentes e jovens contra o aquecimento global, com o apoio do WWF-Brasil*.

Durante o percurso, serão feitas paradas em pontos estratégicos para discutir temas como planejamento, mobilidade urbana, mudanças climáticas e estratégias para reduzir as emissões de carbono. Os organizadores acreditam que a bicicletada é uma oportunidade para o público adotar a magrela como veículo e, assim, reduzir emissões e ter um estilo de vida mais saudável.
O passeio de bicicleta deve reunir mais de 200 ciclistas, que se concentrarão no Largo da Batata, no bairro de Pinheiros, às 14h. De lá, os participantes passarão pela Praça Vitor Civita (ao lado da Editora Abril), Praça das Corujas, Parque Villas Lobos, Praça Pôr do Sol e, depois, voltarão ao ponto de partida.

Os 200 primeiros participantes que chegarem ao ponto de encontro receberão camisetas, materiais impressos com informações sobre a mudança do clima e orientações sobre como apoiar a causa.
A pedalada comemora o Dia Nacional de Conscientização das Mudanças Climáticas, celebrado em 16 de março desde 2011. A data foi criada pela Lei 12.533, com o objetivo de incentivar escolas a promover atos, eventos e debates sobre o tema.

1ª PEDALADA PELO CLIMA
Data: 16/03, às 14h
Saída: Largo da Batata, Pinheiros – São Paulo/SP
Observação: O trajeto tem 15 km, e é de dificuldade média, portanto não é aconselhado para menores de 12 anos.
O evento é aberto ao público, com participação gratuita.

9943 – Como surgiu o costume de pintar as unhas?


As primeiras unhas pintadas surgiram provavelmente na China, por volta de 3 000 a.C. As cores do “esmalte” estavam relacionadas com a posição social do indivíduo – homem ou mulher. Durante a dinastia Chou, no século 7 a.C., apenas os membros da família real podiam usar uma pasta dourada ou prateada na unha – as cores reais mudariam mais tarde para vermelho e preto. Ao redor do ano 30 a.C., pintar as unhas era moda também entre os egípcios, que mergulhavam os dedos em tintura de hena. Mulheres das classes menos favorecidas só estavam autorizadas a pintar as unhas com tons claros.
No reinado de Cleópatra, por exemplo, só ela podia usar vermelho para colorir sua unha. Desobedecer à ordem dava punição severa – às vezes, até morte.
Os primeiros esmaltes eram feitos de uma mistura de goma arábica, cera de abelha, clara de ovo e gelatina. Hoje, o esmalte é uma variação da tinta usada em pintura de carros. “Antes da década de 20, costumava-se passar óleo nas unhas e depois lustrá-la, hábito que indicava status”.

9942 – Biodiversidade – Planeta Terra tem mais de 8 milhões de espécies


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Estudo identifica que mais de 85% dos animais e plantas existentes são desconhecidos. Muitas espécies podem desaparecer antes mesmo de serem encontradas.
Elefantes-marinhos em Palmer Station, Antártida. Censo da Vida Marinha identificou que 86% das espécies que vivem na terra e 91% das que vivem no mar ainda não foram estudadas. Foto: Daniel Costa, Universidade da Califórnia
A diversidade da vida é uma das características mais marcantes do nosso planeta, mas até hoje pesquisadores e cientistas não conseguiram precisar a quantidade de plantas e animais existentes na Terra. Um estudo produzido pelo Censo da Vida Marinha, uma rede de pesquisadores de mais de 80 países, apresenta a mais recente tentativa de estimar quantas espécies existem no mundo. Segundo o estudo, o total chegaria a 8,7 milhões, com uma margem de erro de 1,3 milhão para mais ou para menos.

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A biodiversidade possui três grandes níveis:
1) Diversidade genética – os indivíduos de uma mesma espécie não são geneticamente idênticos entre si. Cada indivíduo possui uma combinação única de genes que fazem com que alguns sejam mais altos e outros mais baixos, alguns possuam os olhos azuis enquanto outros os tenham castanhos, tenham o nariz chato ou pontiagudo. As diferenças genéticas fazem com que a Terra possua uma grande variedade de vida.
2) Diversidade orgânica – os cientistas agrupam os indivíduos que possuem uma história evolutiva comum em espécies. Possuir a mesma história evolutiva faz com que cada espécie possua características únicas que não são compartilhadas com outros seres vivos. Os cientistas já identificaram cerca de 1,75 milhões de espécies. Contudo, eles estão somente no começo. Algumas estimativas apontam que podem existir entre 10 a 30 milhões de espécies na Terra.
3) Diversidade ecológica – As populações da mesma espécie e de espécies diferentes interagem entre si formando comunidades; essas comunidades interagem com o ambiente formando ecossistemas, que interagem entre si formando paisagens, que formam os biomas. Desertos, florestas, oceanos, são tipos de biomas. Cada um deles possui vários tipos de ecossistemas, os quais possuem espécies únicas. Quando um ecossistema é ameaçado todas as suas espécies também são ameaçadas.

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Por que a biodiversidade é importante?
Qual é o valor de um metro cúbico de água liberado pela Floresta Amazônica, por evaporação, que retorna em forma de chuva, mantendo o clima úmido da região? Qual é o valor dos nutrientes acumulados nos troncos e nas cascas de árvores centenárias? Quais seriam os prejuízos provocados pelos incêndios na Amazônia se estes não se apagassem nas margens das florestas? Quanto vale um quilo de carbono que deixa de ser liberado para a atmosfera por estar estocado em suas florestas? Estas perguntas estão relacionadas ao valor do que pode ser chamado “serviço ecológico” fornecido pela floresta Amazônica. A importância desses serviços fica clara quando se projeta um cenário de “Amazônia desmatada”. Se a maior parte da vasta extensão de floresta existente hoje fosse removida, além do desaparecimento de número enorme de espécies, a atmosfera da Terra passaria a ter muito mais gás carbônico, agravando o efeito estufa e o conseqüente aquecimento global. Portanto, a biodiversidade é uma das propriedades fundamentais da natureza por ser responsável pelo equilíbrio e pela estabilidade dos ecossistemas. Além disso, a biodiversidade é fonte de imenso potencial econômico por ser a base das atividades agrícolas, pecuárias, pesqueiras, florestais e também a base da indústria da biotecnologia, ou seja, da fabricação de remédios, cosméticos, enzimas industriais, hormônios, sementes agrícolas. Portanto, a biodiversidade possui, além do seu valor intrínseco, valor ecológico, genético, social, econômico, científico, educacional, cultural, recreativo… Com tamanha importância, é preciso conhecer e evitar a perda da biodiversidade!

Fatores que ameaçam a conservação da biodiversidade
A perda da biodiversidade envolve aspectos sociais, econômicos, culturais e científicos. A situação é particularmente grave na região tropical. Populações humanas crescentes e pressões econômicas estão levando a uma ampla conversão das florestas tropicais em um mosaico de habitats alterados por ação humana. Como resultado da pressão de ocupação humana, a Mata Atlântica ficou reduzida a menos de 10% da vegetação original. Os principais processos responsáveis pela perda da biodiversidade são:

Perda e fragmentação dos habitats;
Introdução de espécies e doenças exóticas;
Exploração excessiva de espécies de plantas e de animais;
Uso de híbridos e monoculturas na agroindústria e nos programas de reflorestamento;
Contaminação do solo, água e atmosfera por poluentes;
Mudanças climáticas.

9941 – Cidades – Palmas para o Tocantins


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A pecuária rendeu a Araguaína a alcunha de Capital do Boi Gordo, mas o que a cidade é de fato é a capital econômica do estado do Tocantins. Todas as pessoas que moram em um raio de 200 km de Araguaína dependem da cidade. Sustentados por um consumo local que cresce 7% ao ano, os comerciantes abastecem também o sudeste do Pará e o sudoeste do Maranhão. Um dos subprodutos da enorme zona de influência foi o estímulo do setor imobiliário, que contrasta com a péssima infraestrutura local. A maioria das ruas de Araguaína é repleta de buracos. Até a pista do aeroporto está em condições precárias e o saguão não oferece conforto.
Nos primeiros anos de vida do Tocantins foi a maior cidade do estado, possuindo atualmente 164 093 habitantes, a segunda maior população da unidade federativa, de acordo com estatísticas do IBGE em 2013. Fica a 368 km da capital Palmas, 1.148 km da antiga capital Goiânia e a 1.252 km da capital federal Brasília. É um polo regional pujante, que se destaca nos quesitos comercial, educacional, saúde e serviços.
Localiza-se a uma latitude 07º11’28” sul e a uma longitude 48º12’26” oeste.

Foram os silvícolas da tribo dos Carajás os primitivos habitantes da vasta região de ricas terras e luxuriante floresta compreendida entre os rios Andorinhas e Lontras, afluentes da margem direita do caudaloso Rio Araguaia. Essa extensa área constituiria mais tarde a maior parte do atual município de Araguaína. Os remanescentes dos Índios Carajás ainda habitam as margens do Rio Araguaia, numa pequena reserva sob a orientação da Fundação Nacional do Índio – FUNAI.

O início do desbravamento do município ocorreu no ano de 1876, com a chegada de João Batista da Silva e família, procedentes de Parnaguá, estado do Piauí. A família estabeleceu-se à margem direita do rio Lontra, em local que denominaram “livre-nos Deus”, nome que expressava o temor permanente de ataque de índios e animais selvagens que habitavam a primitiva região. O primeiro desbravador da região trouxe em sua companhia sua esposa, Rosalina de Jesus Batista e seus filhos do primeiro matrimônio/ do segundo casamento vieram 10 filhos entre os quais, Tomás Batista, na época com nove anos de idade, ao qual muitos atribuem, erroneamente, a fundação do município. Poucos meses após a chegada da primeira família, ainda no mesmo ano, outras começaram a chegar e foram fixando-se no mesmo local formando um povoado ao qual denominaram Lontra, por localizar-se à margem do rio do mesmo nome.

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Existe a ideia de que Araguaína é a capital do boi, mas a grande força de Araguaína não é só essa. O comércio e o DAIARA-Distrito Agro Industrial de Araguaína, com indústrias e contando com 3 Frigoríficos de referência nacional sendo o Bertin, o Minerva e o Boiforte. Araguaína é cercada de grandes, médias e pequenas fazendas, que impulsionam o desenvolvimento econômico da cidade através da agricultura e da pecuária. Também a instalação de faculdades na cidade impulsionou nos últimos tempos a iniciativa privada na construção civil.

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9940 – O que é o cigarro eletrônico?


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Também chamado de e-cigarro, e-cig ou e-cigarette, é um aparelho mecânico-eletrônico desenvolvido com o objetivo de simular um cigarro e o ato de fumar.
É um dispositivo que produz vapor inalável com ou sem nicotina, apresentando diversos sabores (ex: tabaco, café, frutas, etc.) e podendo servir como uma alternativa ao fumante, pois, além de entregar nicotina, também proporciona sabor e sensação física semelhante a da fumaça do tabaco inalado, embora não haja tabaco, combustão e fumaça. Também, o cigarro eletrônico imita o hábito de fumar, o que para muitos fumantes é um dos obstáculos para o sucesso em parar de fumar tabaco.
O modelo clássico do cigarro eletrônico é visualmente muito parecido com o produto verdadeiro, ou seja, possui a mesma cor branca e amarela, o mesmo formato e até a ponta simula estar acesa quando tragado. Contudo, existem diversos modelos disponíveis no mercado, sendo que o chamado cigarro eletrônico vai além de oferecer uma alternativa ao fumante de cigarros convencionais, pois já existem dispositivos em forma de charutos, cigarrilhas, cachimbo, entre outros muitos formatos.
Atualmente, a maioria dos cigarros eletrônicos disponíveis para venda são reutilizáveis e contém peças de reposição e/ou recarregáveis. Porém, é possível também encontrar cigarros eletrônicos totalmente descartáveis, sendo usados mais como uma versão de testes.
O cigarro eletrônico é constituído basicamente de três partes: uma bateria com alguns componentes eletrônicos, um vaporizador (também chamado atomizador) e um cartucho, sendo que funciona da mesma forma que os adesivos e chicletes de nicotina, entregando aos poucos esta substância ao fumante.
Na maioria dos modelos, a bateria dos cigarros eletrônicos está ligada a um sensor que detecta a sucção realizada pelo usuário, a qual ativa o atomizador e inicia a vaporização do líquido contido no cartucho (chamado e-líquido ou e-suco), sendo então inalado pelo usuário. Ainda, esse sensor ativa um LED (pequeno dispositivo luminoso), geralmente de cor laranja, localizado na ponta do cigarro. Com isso, o cigarro eletrônico simula muito bem o real ato de fumar. Para entender melhor como o cigarro eletrônico funciona, assista ao vídeo.E partir dos 13 e anos.So quando um Adulto COM 18 anos.
O e-líquido ou e-suco (e-liquid ou e-juice, em inglês) é um líquido mais viscoso do que a água, apresenta uma alta tensão superficial e tem a propriedade de ser facilmente vaporizado, sendo, portanto, usado como veículo para a nicotina chegar aos pulmões.
Na maioria dos e-líquidos o principal componente é o propilenoglicol, seguido de glicerina, água, nicotina e flavorizantes, os quais dão o sabor e aroma. Os e-líquidos não apresentam, desse modo, alcatrão, monóxido de carbono e nenhuma das outras substâncias comumente encontradas em produtos do tabaco.
Propilenoglicol: a FDA (The Food and Drug Administration), o equivalente a ANVISA nos Estados Unidos, há muito tempo reconheceu que esta substância é segura para o uso humano em alimentos, cosméticos e em medicamentos (incluído os inalatórios), sendo largamente usado por diversos ramos da indústria. Entre outros exemplos, esta substância é usada como solvente para corantes alimentícios e flavorizantes, como conservante de alimentos, como anticongelante não tóxico, como hidratante em medicamentos e cosméticos, em pastas de dentes, enxaguatórios bucais, como fixador para perfumes e é também usado em máquinas que simulam fumaça. No e-líquido, o propilenoglicol é usado para produzir vapor e carregar o sabor e aroma, sendo que a intoxicação por inalação do propilenoglicol não se mostra preocupante. Ainda, o propilenoglicol não causa sensibilização e não apresenta qualquer evidência de ser uma substância cancerígena, contudo alguns indivíduos podem apresentar alergia a este componente.
Glicerina: também chamada de glicerol, é uma substância higroscópica, inodora, viscosa e de sabor adocicado, sendo usada amplamente pela indústria como umectante, solvente, amaciante e agregante em alimentos e bebidas e na área médica, hospitalar e farmacêutica em pomadas, loções, elixires, xaropes, anestésicos, etc. O glicerol é reconhecido como seguro para o consumo humano desde 1959, podendo ser utilizado em diversos produtos alimentícios para os mais diversos propósitos. Vários estudos mostraram que uma grande quantidade de glicerol (sintético ou natural) pode ser administrada sem aparecimento de qualquer efeito adverso à saúde.

cigarro

Vale tudo contra o Tabagismo
O tabagismo, ou seja, o ato de fumar tabaco é um problema sério de saúde no mundo, pois:

Com mais de 4.700 substâncias tóxicas, 60 das quais são conhecidas ou suspeitas de causar câncer, o tabagismo afeta negativamente a todas as partes do corpo humano;
Aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o comportamento de fumar;
Há 1,1 bilhões de fumantes de tabaco no mundo, e se a tendência atual continuar, esse número deverá aumentar para 1,6 bilhões até 2025;
Os 10 países que mais tem fumantes de tabaco no mundo são: China, India, Indonesia, Russia, Estados Unidos, Japão, Brasil, Bangladesh, Alemanha e Turquia. Estes países representam dois terços da população de fumantes do mundo;
Em todo o mundo cerca de 10 milhões de cigarros são adquiridos por minuto, 15 bilhões de cigarros são vendidos a cada dia e 5 trilhões de cigarros são produzidos e usados anualmente;
O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo;
Já o tabagismo passivo é considerado a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subseqüente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool. Um estudo feito pela “Revista Britânica de Medicina” (British Medical Journal), de agosto de 2004, relatou que um cigarro libera 10 vezes mais poluição no ar do que um motor a diesel;
Em 1993, a Environmental Protection Agency (Agência de Proteção do Meio-Ambiente) categorizou o fumo passivo em Grupo A – a forma mais grave – juntamente com outros muitos carcinógenos, como o arsênico, gás mostarda e amianto;
O tabagismo passivo gera um risco 30% maior de câncer de pulmão e 24% maior de infarto do coração do que os não-fumantes que não se expõem;
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos);
No Brasil, segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o tabagismo é diretamente responsável por 30% das mortes por câncer em geral, 90% das mortes por câncer de pulmão e 25% das mortes por doença coronariana;
O tabaco mata mais americanos que a Aids, drogas, homicídios, incêndios e acidentes de carro juntos;
O tabagismo gera uma perda mundial de 200 bilhões de dólares por ano, sendo que a metade dela ocorre nos países em desenvolvimento. Este valor, calculado pelo Banco Mundial, é o resultado da soma de vários fatores, como o tratamento das doenças relacionadas ao tabaco, mortes de cidadãos em idade produtiva, maior índice de aposentadorias precoces, aumento no índice de faltas ao trabalho e menor rendimento produtivo;
Anualmente, o tabagismo custa somente aos Estados Unidos mais de 97 bilhões em perda de produtividade (“pausas para fumar”) e mais de 96 bilhões em despesas de saúde;
Se uma pessoa fumar um maço de cigarros de tabaco por dia durante 50 anos (média de idade de começar a fumar tabaco é 13), ela irá gastar cerca de 109.500 dólares em cigarros de tabaco, em comparação com 122.220 dólares em mantimentos durante o mesmo período;
Nos Estados Unidos, todos os anos os incêndios iniciados por cigarros são responsáveis por mais de US 6 bilhões em custos sociais e danos diretos, cerca de 2.500 feridos e mais de 1.000 mortes. Um em cada quatro incêndios florestais são causados por cigarros de tabaco;
Para uma pessoa conseguir ter sucesso em parar de fumar, em média, são necessárias de seis a oito tentativas. Todos os anos, 45% das pessoas que fumam vão parar de fumar por somente um dia, sendo que menos de 3% conseguirão não voltar mais a fumar;
Somente nos Estados Unidos, fumantes gastaram cerca de 3 bilhões no mundo em 2008 em produtos para parar de fumar. Em 2002 esta quantia foi de 1,4 bilhões. Ainda assim, os produtos existentes para parar de fumar são conhecidos por serem somente cerca de 5% eficazes, sendo que 80% das vendas desses produtos são feitas para os utilizadores habituais de nicotina;
90% dos fumantes começam a fumar antes dos 19 anos de idade. Seduzir os jovens faz parte de uma estratégia adotada por todas as companhias de tabaco visando reabastecer as fileiras daqueles que deixam de fumar ou morrem, por outros consumidores que serão aqueles regulares de amanhã;
No Brasil um estudo foi realizado entre escolares de 12 capitais brasileiras, nos anos de 2002 e 2003, e encontrou uma prevalência de experimentação variando de 36 a 58% no sexo masculino e de 31 a 55% no sexo feminino, entre as cidades. De acordo com o mesmo estudo, a prevalência de escolares fumantes atuais variou de 11 a 27% no sexo masculino e 9 a 24% no feminino;
O risco de infarto do miocárdio, embolia pulmonar e tromboflebite em mulheres jovens que usam anticoncepcionais orais e fumam chega a ser 10 vezes maior que o das que não fumam e usam este método de controle da natalidade. As fumantes que fazem uso de contraceptivos orais apresentam risco para doenças do sistema circulatório, aumentando em 39% as chances de desenvolver doenças coronarianas e 22 % a de acidentes vasculares cerebrais;
Mulheres fumantes que não usam métodos contraceptivos hormonais reduzem a taxa de fertilidade de 75% para 57%, devido ao efeito causado pelas toxinas do cigarro no ovário;
Calcula-se que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos;
Mulheres fumantes de dois ou mais maços de cigarros por dia têm 20 vezes mais chances de morrer de câncer de pulmão do que mulheres que não fumam;
Fumar durante a gravidez traz sérios riscos. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia (sangramento) ocorrem mais frequentemente quando a grávida é fumante. Tais problemas se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno. Um único cigarro fumado pela gestante é capaz de acelerar em poucos minutos os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre seu aparelho cardiovascular.
Quanto ao cigarro eletrônico, apesar de os efeitos na saúde de seu uso não serem totalmente conhecidos no campo científico, vários estudos têm demonstrado que este dispositivo apresenta enorme vantagens em relação ao cigarro de tabaco, pois, justamente por não possuir tabaco ou combustão, apresentando somente a nicotina, traz uma série de benefícios.

Não compromete o olfato e o paladar;
Não causa escurecimento dos dentes, inflamação das gengivas e mau hálito;
Não causa envelhecimento da pele (rugas);
Não deixa mau cheiro na pessoa que fuma e no ambiente em que ela está fumando;
Não compromete o fôlego;
Não causa pigarro (“catarro”);
Não causa tosse crônica;
Não promove risco de incêndio;
Não polui o meio ambiente com bitucas;
Não provoca doenças relacionadas ao cigarro de tabaco como: pneumonia, câncer (pulmão, bexiga, laringe, faringe, esôfago, boca, estômago), infarto de miocárdio, bronquite crônica, enfisema pulmonar, derrame cerebral, trombose, úlcera digestiva, impotência sexual, etc.;
Não expõe outras pessoas aos riscos da fumaça do tabaco (fumantes passivos);
Vários estudos não conseguiram provar que a nicotina isolada, como em medicamentos usados na terapia de reposição de nicotina, promova significativo malefício ao sistema cardiovascular. Além disso, alguns estudos sugeriram que a nicotina parece ser benéfica de várias formas, como, por exemplo, na estimulação da recuperação de danos cerebrais na Doença de Parkinson e Alzheimer;
O propilenoglicol, principal constituinte do e-líquido usado no cigarro eletrônico, possui conhecidas propriedades bactericidas e antivirais, podendo proteger os fumantes de cigarro eletrônico de gripes e infecções respiratórias, enquanto que o cigarro de tabaco duplica o risco de morte em uma epidemia de gripe;
Por ultimo, é mais barato que o cigarro de tabaco.
Dentre os estudos que se destacaram, o pioneiro “Safety Report on the Ruyan® e-cigarette Cartridge and Inhaled Aerosol” conduzido na Nova Zelândia com ajuda do Canadá no ano de 2008 pelo Dr. Murray Laugesen evidenciou que o cigarro eletrônico, desenhado para ser uma alternativa segura ao tabagismo, “é muito seguro em relação aos cigarros de tabaco e também muito seguro em termos absolutos em todas as medidas que temos aplicado neste estudo”. Ainda, o mesmo pesquisador realizou outros estudos e debates, em que confirmou a segurança do cigarro eletrônico, provando cientificamente mais uma vez que o cigarro eletrônico não possui quaisquer níveis tóxicos de substâncias maléficas à saúde humana.

Contudo, neste mesmo contexto, em maio de 2009, a Food and Drug Administration (FDA) realizou um estudo que testou o conteúdo de 18 variedades de cartuchos do cigarro eletrônico produzidos por dois fornecedores norte-americanos (NJoy e Smoking Everywhere) e encontrou nos resultados traços da substância dietilenoglicol em um dos cartuchos fabricados pela Smoking Everywhere, além de traços de nitrosaminas específicas do tabaco (TSNAs), conhecidas agentes causadoras de câncer, em todos os cartuchos de uma das marca e em dois dos cartuchos da outra marca. O estudo, ainda, descobriu que os níveis de nicotina real nem sempre corresponderam à quantidade de nicotina que os cartuchos diziam conter. Ainda, a análise encontrou vestígios de nicotina em alguns cartuchos que diziam ser sem nicotina e outras preocupações foram levantadas sobre níveis inconsistentes de nicotina entregues quando em uso do dispositivo.
Com isso, em julho de 2009, a FDA emitiu um comunicado de imprensa desencorajando o uso de cigarros eletrônicos, repetindo as preocupações anteriormente citadas, afirmado que os cigarros eletrônicos podem ser atrativos ao público jovem e que não possuem advertências adequadas em relação ao risco para a saúde;
Porém, o estudo supracitado de 2008 do Dr. Murray Laugesen já havia concluído que os traços de TSNAs encontrados no cigarro eletrônico não chegam perto de atingirem níveis cancerígenos e que as mesmas quantidades de TSNAs são encontradas nos medicamentos para terapia de reposição de nicotina já aprovados pela própria FDA, tais como a goma de mascar com nicotina. Ainda, o estudo de 2009 do mesmo autor mostrou que o escore de emissão de tóxicos, que é baseado em 59 substâncias tóxicas, foi de 0 (zero) para o cigarro eletrônico, em contraste com 126 para a marca de cigarro Marlboro e de mais de 100 para outras marcas.
Ainda, sobre os achados do estudo feito pela FDA, o professor afirma que “não há nenhum significado dessas descobertas a partir de qualquer ponto de vista científico ou de saúde. Já do ponto de vista político o fato de eles terem feito isso foi bastante significativo. Assim, no primeiro ponto, o fato de existir no cigarro eletrônico quaisquer níveis detectáveis de quaisquer moléculas que podem ser encontradas na planta do tabaco não é de maneira alguma surpreendente. Considerando que a nicotina é extraída da planta do tabaco, a detecção de traços de moléculas contaminantes no cigarro eletrônico significa que, basicamente, qualquer molécula encontrada na planta do tabaco que é pequena o suficiente para ser um contaminante será também encontrada no cigarro eletrônico e, além disso, vai também ser encontrada no Nicoderm, Nicorette e em qualquer produto que contenha nicotina extraída da planta do tabaco. Então isso é completamente sem sentido, pois a quantidade de nitrosaminas encontradas no cigarro eletrônico foi tão extremamente menor do que aquela encontrada no cigarro de tabaco, que essa informação sequer importa, já que essa quantidade não causa nenhum risco importante de câncer.
No Brasil, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu que “Fica proibida a comercialização, a importação e propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarros eletrônicos, e­cigarretes, e­ciggy, ecigar, entre outros, especialmente os que aleguem substituição de cigarro, cigarrilha, charuto, cachimbo e similares no hábito de fumar ou objetivem alternativa no tratamento do tabagismo – Porem a Resolução RDC nº 46, de 28 de agosto de 2009 em seu Artigo 2º, permite que mediante estudos apresentados ao orgão “ANVISA” poderá permitir seu comércio em observação as leis vigente . ” Art. 2º A admissibilidade pela ANVISA do peticionamento do Registro dos Dados Cadastrais de qualquer dispositivo eletrônico para fumar, especialmente os destinados ao tratamento do tabagismo ou à substituição de cigarro, cigarrilha, charuto, cachimbo e similares no hábito de fumar, dependerá da apresentação de estudos toxicológicos e testes científicos específicos que comprovem as finalidades alegadas.”
Sendo assim, mais estudos precisam ser feitos para comprovar se há riscos à saúde pelo consumo de cigarro eletrônico, se esse eventual risco é maior ou menor que o risco dos cigarros de tabaco e, finalmente, se os cigarros eletrônicos poderiam ser usados como estratégia para parar ou diminuir o fumo.

9939 – Comportamento (anti) Social – Bike Sampa retira 13 estações do centro de SP de forma definitiva


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Não saímos do 3° mundo, a barbárie ainda predomina na nossa cidade.
Locais como a praça da Sé, a praça da República e o Mercado Municipal não possuem mais estações do Bike Sampa, sistema de empréstimo de bicicletas laranjas que opera em São Paulo desde 2012.
Os postos, que haviam sido desabilitados em fevereiro por problemas como depredação e furto, foram retiradas em definitivo no começo de março.
Bairros como a Liberdade e a Bela Vista também perderam os totens de empréstimo, como os que ficavam perto da sede da escola de samba Vai-Vai e do metrô São Joaquim.

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Veja a lista completa de estações removidas:
Se você morar próximo desses locais e quiser passear de bike, agora vai ter que comprar a sua.

121 – Vai Vai – R. São Vicente, 204
130 – Metrô São Joaquim
131 – R. Taguá, 110
132 – R. Sinimbu, esq. com a Barão de Iguape
134 – Metrô Liberdade
135 – R. do Glicério, esq. com a pça. Mário Margarido
136 – Pça. da Sé
137 – R. Santo Antônio, esq. com a r. Abolição
138 – Copan – r. Bento Freitas, esq. c/ r. Major Sertório
139 – Pça. da República, esq. c/ r. do Arouche
140 – Metrô Anhangabaú
141 – Metrô São Bento
142 – Mercado Municipal

De acordo com a administração do Bike Sampa, restam outras 22 estações ativas na região central, em bairros como Santa Cecília, Pacaembu e Higienópolis.
O sistema tem ao todo 135 postos e 1.450 bicicletas, espalhadas pelas zonas sul e oeste da capital.
Os próximos bairros a receber o serviço serão Brás, Mooca, Belém, Belenzinho e Água Rasa, na zona leste. Contudo, não há prazo previsto para a instalação dos novos pontos.
As estações mais recentes foram abertas na r. José Paulino e nos arredores das estações Armênia e Tiradentes do metrô, na região do Bom Retiro.
O empréstimo é gratuito por 60 minutos. Cada hora adicional custa R$ 5, debitados via cartão de crédito. Há uma taxa de R$ 10 para o cadastro e a retirada pode ser feita por telefone, aplicativo de celular ou com o bilhete único. O registro é feito pelo site do Bike Sampa.

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