9937 – El Niño poderá chegar mais cedo no Hemisfério Norte


Fenômeno traria chuvas torrenciais sobre a América do Sul

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O temido El Niño, fenômeno de aquecimento de águas de superfície no Pacífico, e que pode provocar seca no sudeste da Ásia e na Austrália, e enchentes na América do Sul, deverá ocorrer no próximo verão do hemisfério norte.
Em seu alerta mais seguro em quase 18 meses, o Centro de Previsão do Clima dos EUA diz em seu relatório mensal que as condições neutras de El Niño devem continuar pela primavera, mas há uma chance de 52% de desenvolvimento de sua atividade no verão ou no outono.
“Temos uma probabilidade maior. Não muita, mas o bastante para sentirmos que devemos começar a chamar atenção para a situação”, disse na sexta-feira Michelle L’Heureux, cientista do clima do Centro, em Maryland. “Isto não é uma garantia, mas estamos divulgando este alerta para que as pessoas fiquem conscientes”.
A previsão está alinhada com a de outros meteorologistas, segundo os quais aumentou o potencial de retorno do El Niño este ano.
O Escritório de Meteorologia da Austrália havia afirmado em 25 de fevereiro que “o aquecimento do Pacífico provavelmente ocorrerá nos próximos meses”, notando que os modelos do clima mostram temperaturas oceânicas que “se aproximam ou ultrapassaram limiares do fenômeno no inverno austral”.
Borracha, açúcar, café e natural são algumas das commodities que podem flutuar por conta do El Niño, que geralmente ocorre a cada três ou cinco anos e dura meses. O fenômeno causa com frequência invernos mais quentes no norte dos EUA, chuvas mais fortes no Sul da Argentina e no Brasil, e condições mais secas no sudeste da Ásia e Indonésia.
O El Niño que aconteceu em 1982-83 causou U$ 8.1 bilhões de danos no mundo e levou a esforços de monitoração mais acuradas do aquecimento do oceano, de acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA, informa a Bloomberg.