9828 – Teste usa “biópsia líquida” para detectar câncer pelo sangue


Um estudo comprovou a eficácia de uma técnica que, em um futuro próximo, poderá permitir o monitoramento do câncer por meio de exames de sangue e, talvez, em um futuro um pouco mais distante, a detecção precoce de tumores pequenos demais para serem percebidos pelos métodos de diagnóstico convencionais.
Apelidada de “biópsia líquida”, a estratégia é baseada na análise de pedaços de DNA que vazam dos tumores para a corrente sanguínea, chamados de DNA tumoral circulante (ou ctDNA, na sigla em inglês). Eles funcionam como impressões digitais da doença, que os cientistas podem “ler” para extrair informações genéticas essenciais para a caracterização do tumor e a seleção do melhor curso de tratamento.
A principal vantagem seria a possibilidade de monitorar continuamente a doença por meio de um método relativamente simples, rápido e não invasivo. É uma técnica mais prática do que as biópsias convencionais de tumores, que muitas vezes estão em locais de difícil acesso no corpo, além de ser mais informativa do que o monitoramento de outros marcadores moleculares, como o PSA, relacionado ao câncer de próstata.
O estudo fez uso do ctDNA na detecção e caracterização de tumores de 640 pacientes com vários tipos de câncer. A eficácia da técnica variou entre 50% e 75%, dependendo do tipo de tumor e do estágio da doença. A eficiência mais alta foi na detecção de tumores avançados do pâncreas, ovários, intestino, bexiga, esôfago, mama e pele. A mais baixa foi para tumores primários nos rins, próstata, tireoide e no cérebro — órgão no qual o trabalho da pesquisadora brasileiras está mais focado.
A aplicação mais imediata da técnica, segundo Suely, deverá ser no monitoramento de casos de câncer já diagnosticados. As informações genéticas contidas no ctDNA podem dar pistas importantes sobre a melhor maneira de combater a doença, tornando a terapia mais personalizada e, consequentemente, mais eficiente.

9827 – Pesquisadores descobrem 169 espécies na Amazônia


Campylorhamphus

Pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi anunciaram nesta terça-feira a descoberta de 169 novas espécies da fauna e da flora amazônica. O levantamento foi concluído após quatro anos de trabalho.
Entre os achados, estão catorze plantas e 155 animais, sendo a maioria (112) de aracnídeos. Há ainda doze espécies de peixes, dez de aves, dez de anfíbios, seis de répteis, quatro de dípteros (grupo dos mosquitos e moscas) e um mamífero — um pequeno primata.
Segundo os pesquisadores, o fato de haver muito mais invertebrados entre as espécies de animais descobertas não é uma surpresa, já que eles ocorrem em maior quantidade na natureza. As descobertas nessa área sempre foram mais lentas, tanto pelas inúmeras dificuldades em estudar animais tão diminutos quanto pelo pouco interesse do público em espécies que não estão claramente à vista.
Entre os animais maiores descritos, destaca-se um novo macaco, o Mico rondoni, que, como o nome leva a entender, existe somente em Rondônia, na área entre os Rios Mamoré, Madeira e Ji-Paraná. Por muito tempo ele foi confundido com outra espécie, o Mico emiliae, que vive no Pará. A nova espécie está ameaçada pelo desmatamento no Estado.

9826 – ☻Mega Conto – Oásis


OasisII

Conta uma popular lenda do Oriente que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:
– Que tipo de pessoa vive neste lugar ?
– Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem ? – perguntou por sua vez o ancião.
– Oh, um grupo de egoístas e malvados – replicou o rapaz – estou satisfeito de haver saído de lá.
– A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui –replicou o velho.
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião perguntou-lhe:
– Que tipo de pessoa vive por aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta: – Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu: – Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
– O mesmo encontrará por aqui – respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
– Como é possível dar respostas tão diferente à mesma pergunta?
Ao que o velho respondeu :
– Cada um carrega no seu coração o ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter controle absoluto.