9787 – Anos 70 – Ditadura, Cultura e Ufanismo


ditadura

No contexto nacional, além das conquistas esportivas no automobilismo e no futebol, a década de 1970 também ficou marcada pela constante repressão aos organismos intelectuais e
artísticos e pelo crescimento da televisão no Brasil – reflexo de um período de contínuo avanço da Política Nacional de Desenvolvimento Econômico mantida pelos militares. Os
mecanismos criados pelo governo com a função de manter o controle sobre a produção cultural no país naquele momento foram responsáveis pela censura e pela repressão a diversos
trabalhos artísticos e produções culturais que estavam sendo realizados naquele instante.
Segundo Ridenti (2000), trata-se de um período envolvido pelo processo de “modernização conservadora da sociedade brasileira”, que procurou desenvolver uma política econômica de
desenvolvimento atrelando diversos setores da política nacional, inclusive políticas ligadas a produção e reprodução cultural, além de afirmar o Estado como financiador e elaborador de
produções artísticas e “leis protecionistas” a iniciativas nacionais.
Como podemos observar, Miceli (1984) aponta que já no pós 64 o governo militar procura voltar suas atenções à área cultural no país. Fato que faz surgir em 1966, durante o
governo de Castelo Branco, o Conselho Federal de Cultura – ligado ao Ministério de Educação e Cultura, MEC – que apresentava propostas a formulação de políticas culturais
para o Brasil e, futuramente, pretendia a elaboração do Plano Nacional de Cultura. Nesse
sentido, durante a década de 1970 foram contínuos os esforços do governo militar dirigidos a criação de políticas na área cultural que fossem adequadas ao modelo econômico que estava
sendo implantado no país. Entretanto, esse mecanismo, proposto por representantes do Conselho Federal de Cultura “representava uma espécie de retaguarda daquilo, que poderia
chamar de operação do Estado na área cultural”, pois, os diversos mecanismos criados pelos militares como forma de neutralizar os trabalhos artísticos que, até então, eram realizados
pelas forças “adversárias” do governo naquele instante, como a censura prévia de peças de teatro e filmes e as intervenções diretas nas diversas produções artísticas, também foram utilizados “na tentativa [do governo] assumir o controle do processo cultural no passo
seguinte” (COHN, 1984, p. 87).

9786 – Homenagem dos Commodores a Michael Jackson


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O grupo The Commodores, famoso por sucessos como “Easy”, “Three Times a Lady”, “Machine Gun”, “Still” e tantos outros, adaptou o clássico “Nightshift” para homenagear Michael Jackson. A música foi criada em 1984 para fazer um tributo a Marvin Gaye e Jackie Wilson, falecidos no mesmo ano.
Walter “Clyde” Orange, um dos fundadores dos Commodores, informou que a homenagem a Michael Jackson começou em junho, durante a turnê do grupo pela Europa. No primeiro show após a morte de Michael, o vocalista JD Nicholas substituiu o nome “Jackie” por “Michael” na letra da música.
Devido à ótima resposta dos espectadores, os Commodores têm feito desde então referência a Michael toda vez que tocam “Nightshift”. O grupo pediu aos autores da música uma nova versão para que a homenagem seja definitiva. O pedido foi bem aceito.
Os Commodores estiveram próximos a Michael e seus irmãos. O grupo fez a abertura dos shows dos Jackson Five quando assinaram com a Montown.